06 novembro 2010

I gotta get through this

para ler ouvindo: I gotta get through this (Daniel Bedingfield)


Chegando ao fim do semestre começo uma operação semi-militar de apresentação de trabalhos e seminários e o corpo e a cabeça se entregam a uma enxurrada de informações, de compreensões e uma agilidade que nem sempre é aquela a qual tenho que conviver diariamente. É como a semana de provas na escola da qual eu saí há três anos, mas dessa vez é mais intenso e mais importante.

Ter que apresentar depois de tanto tempo fez meus joelhos tremerem novamente. Fiquei ansioso e esqueci as palavras nos primeiros trabalhos, a timidez antiga voltou e apresentar voltou a ser difícil.

Para resolver os dois problemas tive que concentrar em um por vez. Primeiro fui reaprender a pesquisar e estruturar um trabalho. A divisão do grupo, textos e o mais importante: o improviso.

Depois do estrutural nos primeiros trabalhos veio a apresentação que é um processo quase artístico de ficar diante de 30 pessoas e saber pensar organizadamente antes de falar. Um trabalho de ator que foi aprovado pela professora de fundamentos de teatro.

De todas as matérias apresentadas até agora ficou faltando um pequeno seminário de Fundamentos da Música que não será difícil e o trabalho que será o desafio final de Fundamentos da dança, com a professora Bia Cerbino.

Fundamentos da dança foi a minha aula favorita durante o semestre. Muito desse gosto se deve pela professora. As aulas são excelentes, o material e a didática também. Porém, como tudo o que é excelente, o trabalho para a aula de Bia requer também excelência e um rigor muito grande. Essa apresentação que eu farei na aula dela será a prova final não só apenas da matéria de dança, mas de todo o quesito apresentação de seminários e a evolução do semestre para mim.

Para isso eu decidi carregar esse trabalho mais sozinho, como um investimento pessoal.
E liderei o grupo a tomar escolhas que dizem mais respeito ao que eu quis.

Ao invés de escolher um tema da área de compreensão da professora (ballet), escolhi algo que não foi apresentado em aula. Como o meu tema é "Dança e cinema", escolhi falar sobre sapateado na era de ouro de Hollywood, que engloba cinema e temas musicais que são conhecidos meus e um objeto de estudo bom e amplo que é o sapateado nessa época.

Além de explicar as origens do sapateado e sua entrada no cinema, também quero falar do cinema da época, e, como conclusão, dizer que apesar de existir até hoje nos teatros e nos filmes, é nessa época (1910-1950) que o sapateado se afirma como técnica de dança mais expressiva que há no cinema estadunidense e também a partir disso se tornou referência de uma época e uma das danças mais simbólicas para os EUA.

Não é pouco.
Mais uma vez... Wish me luck?

Pedro.
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