05 novembro 2010

forever

Geri Halliwell demorou 10 anos, 4 discos, péssimas vendas e alguns milhões de libras pra descobrir o quanto vale amizade, irmandade e o valor dos versos que ela mesma escreveu: "friendship never ends".


Algumas distâncias, sejam elas de tempo ou espaço (ou qualquer outra coisa) nesses tempos de efemeridades, se afirmam não apenas como prova do que realmente vale a pena, mas como um testemunho firme de acreditar no impossível, no super humano que espera apesar da apelação na tv e na internet, dos amigos, dos olhares e pensares de "e se fosse diferente?".

A distância muda os nossos jeitos, costumes, traços. E nesse caso ampliam-se os tipos de distância: social, monetária, religiosa, racial, política, ideológica, além da geográfica e da distância de tempo.
E assim se inclui à permanência apesar da distância a família, os amigos e... Os amores.
E os amores?

Dizem que não duram. Que não podem. Que não são mais. Dizem muito. Eu digo que se não durou é por que não eram. Talvez até fossem, porém não eram os que se dizem pra sempre. Pois esses se sobressaem e sempre haverá algum maior e mais forte que atravessou a fronteira inatravessável pra voltar e contar a história. E será sempre tão natural quanto todos os outros, pois amar não é ato heróico, é sempre o melhor gosto, o mais certo, o mais leve.

Por isso avisto de longe amores que acontecem e ao que me parece quanto mais perto ficam, mais distantes tentam ser. Enquanto os verdadeiros, os leves, se deixam abrir o coração a milhas, anos-luz, décadas, apenas para nunca deixar de viver o que pode ser e não viver pensando "o que poderia ter sido". A esses eu digo que ainda acredito no amor. No único, no verdadeiro. Por mais kitsch que hoje ele seja.

E se distante é assim...
Isso é imortal.

Pedro.
x