30 novembro 2010

something good


Agenda dos dias anteriores: trabalhos de faculdade.
Agenda dos dias futuros: mais trabalhos. 


Parece que o semestre que parecia tão próximo do fim resolveu se estender até onde pode e com isso me prender em Rio das Ostras por mais tempo. Apenas isso já seria motivo pra ficar chateado, mas tem mais que isso: desde que voltei de casa no começo de Novembro o sentimento de querer ficar em casa e não querer voltar. Daí emburro, fico triste, fico de gênio forte.

Mas por outro lado, esse fim de ano vem trazendo certa simpatia, como se fosse um prenúncio de um 2011 mais tranqüilo no que diz respeito a morar fora de casa e ter muita carência. Vou conhecendo mais pessoas, andando entre grupos que não são mais  os mesmos de sempre, gostando disso  e me arriscando a deixar as pessoas ficarem próximas.

Não tem outro jeito, se a gente não se deixa conhecer, vai viver e morrer sozinho. Eu to com uma resistência muito forte desde que cheguei de São Paulo: não participei do trote, não puxei assunto e ainda me esforcei um pouco pra desgostar mais do que gostar da minha turma. Isso mudou. Agora eu quero tudo. Quero tudo de novo: trote, conhecer, todos os bares, todas as festas e choppadas.

E o bom é saber que eu posso ter.

Pedro.
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29 novembro 2010

28 novembro 2010

nada é pior do que tudo

para ler ouvindo: Unprodigal daughter (Alanis Morissette)


Que hora feliz essa na madrugada de mexer e velhos cadernos de um fundo de estante, pensar em uma ou duas palavras de mote pra começar e quase engasgar com pensamentos. Fico estático aqui esperando o tráfego de idéias se resolver e eu poder começar. Posso seguir?

Claro que se há brainstorm é devido a uma leve ausência que sempre surge. Mas eis aqui um retalho fiel de nossa forma mais bonita: uma madrugada, papéis, pensamentos, lembranças, desejos, intuições, distância geográfica e proximidade de afeto. Afeto forte.

É como ouvir um disco favorito ou sonhar novamente o mesmo sonho bom.
Uma pilha de material (e imaterial) para o teu encontro. Por onde começamos?

Começamos do ponto onde eu desceria do meu mundo encantado onde eu habito com pássaros que arrumam minha cama e passo a pensar na tua parede de cimento cru e frio onde você está e quando sair será habitada por pessoas quentes e desabrigadas.

Acontece que eu nunca achei que você precisasse de socorro. Quando eu achei você também não precisava e talvez não precise agora.
Eu também não vivo nesse mundo, portanto, estamos quites.

A vida conforme ela é hoje se deu por esforços mútuos e alguns felizes acasos, confesso.

Quando finalmente apareceu o que eu precisava antes de eu desistir em todos os sentidos: no amor, na sorte, na vida. Minha mãe me passou segurança de que eu poderia estudar no Rio quando eu estava preparado para a possibilidade de não poder ir mais. Meu pai decidiu mudar a vida dele e conseqüentemente a nossa, e, por fim, um certo alguém cruzou o meu caminho e me mudou a direção.

Esforços, felizes coincidências e persistências de longo prazo me trouxeram pra cá hoje. Pude me mudar com o coração calmo. E calmo ele permanece. Resultado: me dedico, faço planos e é sempre bom voltar.

Há um encanto nisso, eu sei. Entre eventuais momentos de insegurança, saudade, solidão e alguma carência, há uma grande alegria escrita em negrito no subtexto.

(O melhor de tudo é uma menina daqui que tem uma voz parecida e uma risada IGUAL a sua! E é ótimo, por que ela sempre vive chapada, portanto ela vive dando risada!)

Quando eu terminei de ler as suas cartas, lembrei de todas as vezes que me senti no limbo. Uma noite em especial : choppada no velódromo da USP. A vida estava tão perdida que só uma noite mais perdida ainda pra me situar de que nada é pior do que tudo.

Nada - é como a gente se sente quando sai do colégio, do cursinho com todo mundo se encaminhando e a gente se sente perdido.
Tudo - é o que acontece até a gente se achar. E que vai continuar acontecendo – em alguns tempos mais em outros menos.

Te empresto o ditado que minha mãe me disse entre o tudo e o nada, pra usar em momentos como esse: “cada coisa demora o tempo de ficar pronta”. E pense que em tempo você estará pronta. Assim como o mundo que você espera. Assim como as casas que você constrói.

Outra coisa importante que eu poderia buscar em outro texto mas preciso te dizer nesse e você precisa acreditar é que metas e objetivos são parte da vida mas não são a vida. O tempo de hoje ainda é a meta. Ele é o tudo.

Te vendo distante hoje em dia. Nos vemos pouco. Mas o que você me escreveu foi bom pra saber que nossa distância é tempo pra percorrer caminhos de volta e nos encontrar de novo.
me pergunto se uma fuga aparecesse na sua frente, você usaria mesmo?

Te deixaria feliz saber o que vai acontecer?
Te deixa infeliz o que está acontecendo?
Ser uma das meninas?
Ter tudo certinho, prescrito e carimbado?
É isso mesmo?

Não, essa não é uma carta de resposta. É uma carta-resposta que me deixou (e vai te deixar) com mais perguntas, se perguntas você quiser. Por que eu acho que você precisa delas. Eu acho que você precisa de tudo pra se encontrar diversas vezes e se desencontrar e se encontrar e...

Thay, você é o carvão que a gente bota na pressão e não vira diamante.
A gente tem que aprender que seu lance é a brasa.

Até breve, até sempre.

Pedro.
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27 novembro 2010

uma festa imodesta como essa

E eis que chega a hora tão esperada! Após tanto aguardo, a festa dos calouros de Produção Cultural saiu do papel e aconteceu ontem a noite. Quem tava lá na praia viu e quem não viu jamais verá.

O tema da festa era PROCULT no País das Maravilhas e eu adorei a idéia. Acostumado com festas temáticas Gambiarra e cansado da pasmaceira das choppadas tradicionais (sempre as mesmas pessoas, o mesmo carão, meninos de pólo e jeans, meninas de vestido e salto, gente bonita e clima de paquera), achei que fosse algo pra interagir e tive a idéia, junto dos amigos de fazer um hapenning. Se todos fossem caracterizados, passariamos despercebidos, se ninguém fosse, seria bom pra abalar as estruturas e fim.

Optei pela caracterização de índio pós moderno. Algo como "aula  de antropologia meets aula de teorias da arte pós moderna em época de guerra no morro do Alemão", assim, tudo junto. Então teve pintura facial de guerra com cores do pós modernismo e um funk na camiseta pra agregar um ambiente festivo à coisa toda. Afinal, a missão era de paz. A idéia era (é) sempre quebrar as estruturas, derrubas as prateleiras, dizer sim ao sim.

Chegando na festa, a não surpresa de todos conforme manda o figurino tradicional. Mas até eu perceber isso, já estava em clima de festival e a festa rolou num ótimo clima. Teve seus momentos bons e seus ápices. No downers.

Eu também estava querendo essa festa para fazer fim de temporada, de modo que pudesse anunciar nesse fim o que vem depois. E o que vem depois, ok, eu também não sei. Mas se depender da antecipação de agora será uma sequência muito mais feliz.


(fotos em breve)


Pedro.
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26 novembro 2010

sua ação é válida

Para ler ouvindo: Escapulário (música: Caetano Veloso sobre poema de Oswald de Andrade)


Futuro:
O futuro é o intervalo de tempo que se inicia após o presente e não tem um fim definido. Referente a algo que irá acontecer. O futuro é o estado utilizado na mecânica clássica para dizer algo que está por vir. Que ainda não aconteceu (mas vai).

Whether it's less than a millisecond away or a billion years, its arrival is considered inevitable due to the existence of time and the laws of physics.

Fui a uma aula de Teorias da cultura 2, de um semestre mais avançado que o meu. Tive permissão da professora Dinah com quem tive muito contato na viagem a Ouro Preto. E entre todos os assuntos da aula sobre aldeias indígenas, tantas informações sobre a cultura, a identidade e suas propriedades, um detalhe que iria passar despercebido por toda sala me gritou mais alto do que todas as diferenças entre nós e os índios. Os civilizados e os primitivos. E eu parei a aula pra saber.

Segundo a professora contou sobre o seu convívio na aldeia de Quissamã, os índios não fazem projeção do futuro. Não se especula, não se questiona o que vai acontecer amanhã, daqui a pouco, ano que vem. Não há ano que vem. Existe aqui e existe agora. Quando um índio começa a pensar sobre o que vem pela frente, ou se o sol nascerá amanhã, se haverá lua a noite, ele é considerado doente.

Não há destino. O sentido da vida e a direção do tempo são guiados pelo “momento agora”.

Eu não consigo voltar pra casa, andar pela rua sem projetar o que fazer quando chegar ao meu destino. E acho que não sou só eu.

Pedro.
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25 novembro 2010

insônia, my dear

para ler ouvindo: Insônia (Rita Lee)


Insônia é a minha maior inimiga da vida. A princípio só consigo dormir quando o sono virou uma pedra que atinge minha cabeça, mas nesses tempo de faculdade não posso mais contar só com isso. Tenho que dormir num horário bom pra acordar bem pra assistir aula. Mas quem disse que o sono vem?

Nunca gostei de dormir. Só nos casos quando tenho muito sono e dormir parece uma coisa boa, mas mesmo assim não é, por que eu também detesto sentir sono.
Porém dormir é o problema maior: ficar meio morto/meio vivo, respirando mas sem responder ao que acontece ao meu redor, liberando um subconsciente que eu desconheço completamente. Todas essas coisas não fazem do sono o meu momento favorito do dia. Tem gente que não gosta de sentir fome e ter que comer, outros não gostam de sentir sede e beber, eu não gosto de sentir sono e dormir.

Antes da briga com o sono, vem a minha predileção pela noite. E não é apenas gostar, eu funciono melhor de noite. Deve ter um estudo (update: tem sim) que diga sobre pessoas que tem maior disposição para a noite. É o horário que eu faço tudo e quero tudo: comer, rezar, amar, tocar violão, fazer compras.

Sinto inveja dos diurnos, confesso, pois amo o dia. Mas eu sou da noite.

Se durmo de noite, acordo de madrugada. Se durmo de madrugada, durmo no horário de aula. Não tem ritmo. O desgosto pelo sono aliado à minha preferência pela noite, aliado a uma insônia recente que me faz dormir por 4h no máximo (em qualquer horário) confunde todo meu sistema. Não tem jogo com sono.

Dormir nas viagens SP-RJ se tornou uma necessidade, do contrário eu demoro até dois dias pra me recuperar do cansaço. A estrada é muito desgastante e sem dormir ela parece prolongar o dobro de horas.

Para as viagens eu tenho usado Dramin que me capota naquela cadeira desconfortável por algumas horas até o fim da viagem. Tentei usar em casa pra ver se adiantava. Funcionou nos dois primeiros dias e eu dormi feito um anjo. No terceiro dia acordei no meio da noite e o sono não voltava. No quarto dia tomei 2 comprimidos pra fazer o efeito dos primeiros dias. Daí parei de usar por que se isso me vicia eu me fodo bonito de verde e amarelo.

Desisto do sono de hoje (embora ele seja importante para daqui a pouco) enquanto escrevo pra ver se o sono vem. Sei que ele não vem, são 21 anos que ele não vem. Mas eu torço mesmo assim. Se ele não voltar, vou desistir e ir pro mar, depois pra aula, depois pro almoço e pros meus trabalhos. Em algum momento inoportuno e calmo, ele me procura e me encontra mais facilmente do que eu o encontro agora.

Pedro.
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24 novembro 2010

noturno IV


Aquela única janela acesa
No casario
Sou eu

Aquele balão fantasticamente familiar
Subindo
É a lua

Aquele grito súbito de mulher assassinada
É o rádio

Que mais
Para o amor?

Palavras? Só as escritas,
Bastam as palavras escritas para um poema,
Sua música toda interior...

Quando muito uns pianíssimos sutis...
Ah,

Tão sutis.

Poema de Mário Quintana
Foto: Pedro e Progresso

Pedro.
x

23 novembro 2010

cada gesto e cada segundo

para ler ouvindo: $Cara (Marina Lima)


"Contemplativos na Ação"

Eu carreguei até hoje esse bracelete que me escolheu num retiro espiritual, o meu último, quando eu já não era mais um participante, era monitor e organizador.

Mesmo assim, recebi um com esses dizeres que me traduzem por completo - mas só existe na idéia. Até hoje tenho paixão por essas palavras: contemplação e ação.

Além de ser uma espécie de guia, era uma lembrança disfarçada daquela época de colégio. Eu já critiquei alguns amigos meus por terem um apego muito forte ao colégio São Luis, por não conseguirem se desvencilhar daquele mundo que parece tão completo. Mas minha lembrança secreta eu carregava todos os dias, sempre junto, sempre presente.

Mas meu saudosismo tem uma diferença: é algo que se liga a mim e a um passado que constantemente me lembra que eu preciso ir além, preciso ser uma pessoa melhor. Embora nessa passagem haja pessoas fundamentais para que eu vivesse e aprendesse muita coisa, ainda é meu. Mesmo assim não deixo a possibilidade de minha crítica em muitos momentos ser dirigida a mim mesmo em segredo se dirigindo a outras pessoas.

Às vezes aquele pedaço de cordão firme me lembrava que nem só de contemplação se vive, que era hora de ligar o modo de ação, o momento de dizer "sim" e saltar do trapézio - sem rede por baixo. E funcionava.

É um passado e um aprendizado que eu tive que passar e muitas vezes tenho que lembrar pra viver o hoje, pra deixar tudo e ir pra Ouro Preto, sentir saudade e dizer pra minha mãe, driblar a vergonha e oferecer ajuda.

Sinto alívio em saber que eu ainda não sou nada, que estou em formação e entre contemplação e ação eu vou fazendo a trilha de um caminho meu.
Único e meu.

Pedro.
x

22 novembro 2010

21 novembro 2010

calma, tudo está em calma


Hoje eu acordei de sonhos tranquilos. Domingo de calmaria após um
sábado de tormenta. Mas a gente só entende que está em paz quando
descobre que estava com o caos por dentro.

Desde antes de sábado que o coração batia mais e mais forte e a
bagunça geral dos sentimentos vinha de dentro, sem culpa de ninguém de
fora. Se rolasse uma mea culpa talvez aceitasse, pois eu sinalizo
quando preciso de atenção. Mas não foi o caso. Desde sexta a demanda
de atenção não suprida virou um sentimento de abandono.

Mas hoje isso mudou. Ou não.

Hoje pode ter mudado por que eu realmente tive bons momentos de manhã
e me senti bem com isso. Mas também pode ter sido o fato da minha
predisposição de acordar mais doce e contar só comigo. Seja o que for
(pode ter sido as duas coisas também), funcionou.

Acordei com o dia de chuva e se fosse de sol também seria o bom. Menos
cansado e menos sozinho.

And what it all comes down to,
my dear friends?
Is that everything's gonna be fine, fine, fine
Cause I got one hand in my pocket
and the other one is giving a peace sign




Pedro.
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20 novembro 2010

preciso urgentemente encontrar um amigo

Para ler ouvindo: Preciso urgentemente encontrar um amigo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)


WANTED: 
ANYONE WITH A SENSE OF FUN, FREEDOM AND ADVENTURE!

Ando tão aflito.
Tão sozinho.

Rio das Ostras não me traz muitas companhias e apesar de gostar da cidade, cada vez mais sinto falta de casa.

Passo tardes conversando com Renan, brasileiro fazendo intercâmbio em Buenos Aires que me entende um tanto. Também com Pedro, um carioca apaixonado pela minha playlist. E, claro, Paulo em São Paulo que entende mais minha falta do que eu mesmo.

Passo noites dramatizando. Não me ligam, não me procuram, não tolero. Quero ser o próximo corpo a ser encontrado na beira do mar para causar culpa a todos que parecem me esquecer. Adoro drama.

Vou a faculdade. Sentei no bar mais tradicional por 4 vezes ao todo esse semestre. Tento fazer desse lugar o meu lugar. Se alguém aparecessee mudasse o panorama. Não pertenço a grupo nenhum: o grupinho das drogas, das meninas, dos meninos, do futebol, dos populares, das bius, dos caretas, dos rockstars, das piriguetes, dos fanfas, dos nerds, dos ausentes. Sou meio outsider, meio Marina Lima. Pra variar.

Tenho mais intimidade e amizade com Marcelo e Rick que são meus vizinhos do que com Wayson e Flávio que moram comigo. Parece que estamos trocados e os meus vizinhos moram comigo.

Nessa época em que os trabalhos vão acabando e o ritmo que já era fraco diminui violentamente, eu passo muito tempo aflito e sozinho, além de não ter nada pra fazer, também não tenho companhia.

Eu queria alguém. Queria um amigo (a),sei lá (mentira, sei sim), que fosse meio compatível comigo e morasse perto e a gente pudesse jogar banco imobiliário. Coisas bestas mas que fazem a diferença. Uma pessoa que não enjoasse passar os dias, com bom humor e que não fosse enrolada e nem competitiva (basta eu). Nem vou pedir os adicionais: gosto musical, literário e artístico em geral por que, oi, é pedir demais (se não for, já está feito o pedido). Mas queria alguém inteligente que eu possa dormir na casa da pessoa. Que seja confiável, me explique coisas, me ajude nos trabalhos e me acompanhe no bar de sexta e acorde cedo no sábado pra irmos a praia.

A essa altura Papai Noel já sacou que essa cartinha é pra ele, não é?


Pedro.
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19 novembro 2010

o estrangeiro

curioso pra daná
solto no mundo de fora
todo todo
o mundo é mito
e eu da falsa maçã
pêra de vermelho
te imito
lá vai
lá vou eu de Sampa


minha ordem é samba
noutro terreiro
no meu túmulo
agitado,
porém verdadeiro
de quem nem sabe
de quem nasce lá na Vila
de outeiro
de tempero
lá vai
lá vou eu de Sampa

eu vou primeiro
somente Sampa
e nada mais.


Pedro.
x

18 novembro 2010

vou acabar ficando nu para chamar sua atenção

Para ler ouvindo: Intimidade (sou seu) (Adriana Calcanhotto/ Péricles Cavalcanti)


ele te ama. mas quer te complicar. te quer tanto que te afastou. te afasta. sabe disso. sente. ele te quer no tempo da delicadeza, porém firme, desbravante - se é que isso existe. rindo junto. ele te quer dentro. sente palpitar o coração e a vida em algumas horas do dia. se sente só. ele sente o mundo e ponto. se esquece. se acha feio. segura as pontas. ele te quer complemento completo. ele sente falta e tesão seguido um do outro. assim chora e ama pra sorrir sem motivo depois. ele te quer. te quer rotina e agenda. moto-contínuo. ele vê tudo e encara. e aí ele cisma de voltar. tem ciúme e mostra o repertório. ele é filho de iansã e percebe gestos subconscientes. ele é a casa do raio e do vento. inventa significados pra tudo. ri dos seus. admira o que você soube significar. ele respeita. ele é leve e pode partir. mas ficar é o melhor que há. ele te precisa. quer ser visto a qualquer custo. vai acabar ficando nu para chamar tua atenção.

toda gente acha graça.
ele adora

Pedro.
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17 novembro 2010

mas tudo gira, ai de mim



Hoje é um dia como todos
de todos
e eu o sigo a risca como um só
mesmo sendo só dia
como os outros todos

Hoje é um dia entre dias
é dia de todos
e todos são um
os outros todos
e mais alguns

Hoje é dia
mas vai ser noite
noite é dia
todos são nenhum
e vem pra passar e chegar
um outro dia
comum a todos
entre dias
mais um

Hoje a noite
me aguarda o dia
que não aguarda nenhum
depois de outra noite
do outro dia
esse dia vem
comum a todos
e mais alguns
entre dias

Pedro.
x

16 novembro 2010

Domingo no parque #70

"Eu achei que sentir era só deixar o barco correr"
Nesse domingo, o parque teve tudo o que precisava: um grande esquenta, uma grande turma, um grande evento, uma grande dança, um grande encontro, um grande drama e uma grande fuga.

Um por vez.

O esquenta pós show da Norah Jones foi feito com doses e mais doses de Bacardi e aproximação com novos elementos da comunidade que eu quero conhecer.

A grande turma se reuniu nesse esquenta para começar o grande evento que é a Gambi de aniversário de Renan e Lari.

A grande dança começou com pista cheia na The Week mais bem decorada de todas. A luz e a decoração foram as mais bonitas de todas as vezes. Foi nessa pista que se deu o grande encontro com Maria Eleonora. Voltando de Buenos Aires, foi ela que mudou o curso de todo um relacionamento ano passado da maneira mais inesperada e desde então descobri que ela é minha vizinha e uma grande amiga.

Uma grande amiga pede uma grande tequiila e uma aniversariante pede mais uma. Enquanto o grau etílico se prepara para uma grande rivalidade que pede um grande drama. No estilo provocação, não sei o que me deu por que não faço isso, mas me deu e eu fiz. Nem vem ao caso dizer mas depois disso ficou meio pesado pra mim por que não gosto de destratar as pessoas.

Nesse meio tempo "Precious ilusions" começou a tocar na minha cabeça e eu percebo que a música foi feita pra mim e eu me lembro que foi nessa época que vovó começou a ficar mais tempo internada no ano passado. Tudo vindo em horário inapropriado, mas veio. Uma grande vulnerabilidade chegou e eu fugi pra ficar só, chorar só e me concentrar um pouco.

Depois dormi e acho que isso também foi parte da grande fuga para poder chegar ao tradicional café da manhã e fazer minha bulimia de buffet.

Pra resumir: mais uma grande noite.

Pedro.
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15 novembro 2010

14 novembro 2010

in my solitude

Um domingo em dois parques.
Primeiro veio o anúncio do show de Norah Jones de graça no Parque da Independência, depois a idéia de um segundo Pic Bitch por lá (o primeiro foi ano passado no Ibirapuera).

Normalmente acabo perguntando "quem deu essa idéia" quando tenho que acordar cedo no domingo pra esperar o pessoal atrasado - e hoje não foi diferente. Mas ok, deixando o mal humor de lado com um pastel de feira, foi bom. Chegamos cedo, encontramos um lugar nas colinas e nossas brincadeiras viraram atração principal, enquanto Norah Jones foi a música de fundo e combinou com o ambiente todo.

A música de Norah Jones é meio termo e não há problema nenhum dela ser assim. Não dança mas não senta. É música pra parques, para momentos pequenos, sublimes, íntimos. Ela mesma sendo uma menina muito simples, singela, passa isso com a maior facilidade pela imagem e pelo tom de voz, sempre doce. Porém é interessante perceber que ela fugiu do esquema "tema de filme romântico" e se aventurou pelo blues e pelo folk. Uma agradável surpresa os timbres que passaram por 1h20 de show.

Como todo evento gratuito havia muitas falhas (não poder entrar com guarda chuva, oi?), mas nada que comprometesse nossa alegria ao brincar de papel na testa e dividir novidades.

No meio disso tudo, tinha eu sozinho. Com meus amigos, mas sem quem eu queria ali. Dessa vez usando experiência de causa, resolvi entender. Segurei as pontas e foi melhor assim. Fiquei de bem comigo, respirando com menos uma possibilidade de problema. E assim como as nuvens saíram do parque no meio do show, também saíram de mim.


E o sol chegou.
E a tristeza acabou.

Pedro.
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13 novembro 2010

cartomante

trago a pessoa amada
sem filtro

Pedro.
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12 novembro 2010

te vejo errando e isso não é pecado

A semana foi boa comigo e eu maleável com ela. Fiz o que pude e conseguui com a verba que estava disponível - curta.
Hoje foi o dia tranquilo fazendo nada e de noite rolou dois bares. Um com minha irmã, Rafael, Tia Lu e Paulo e outro no bar da Loca com a Gambiarra reunida em prol do aniversário de Lari e Renan.

Depois festa com Taiguara e Gigi que finalmente saiu da toca e desceu no Sarajevo de dona Flora. Uma noite inesperada, com direito a café da manhã na Bella Paulista e a melhor pizza do mundo. Pra acabar: dia amanhecendo (já escrevo no amanhã de manhã, mas ainda não dormi então é ontem ainda) e casa.

Como todos os outros dias, esse foi leve e simples e me mostrou o tipo de coisa que eu quero fazer agora: encontrar pessoas e quem sabe conseguir alguma idéia nova, ou ao menos algo a se pensar.

De toda a diversão, encontro dessa sexta feira ficou um tópico só na minha cabeça: ELA. Por que ela está ficando distante? Por que parece que pede pra voltar? Por que gosta das coisas tão mais difíceis? Será que eu a afastei? Ou nós?

Não sei o que está se passando com ela agora. Sei que é mais do que ela me disse da última vez. Mas saber seria a solução da noite, ao menos. Da vida já não sei mais.

Pedro.
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11 novembro 2010

new. you're so new

Eu sou do século passado.
Eu sou um típico cara do século passado.

Ainda não consigo me acostumar com a maioria das coisas que eu convivo bem. Mas simpatizo com todas elas. Mas tem coisa que não dá pra adaptar. Foto é uma coisa assim.

Fotografia pra mim é papel e não arquivo de computador. Acho um desperdício pastas e mais pastas cheias de memórias arquivadas que talvez nunca verão a luz do dia numa moldura bonita de porta retrato. Me dá pavor não ter contato físico com a foto. Essa coisa de gente do tempo da máquina de filme.

Perder esse costume é terrível. Sei que as pessoas ainda gostam de ter fotos no papel muito mais do que no computador, mas as revelações pararam de acontecer.

Prova disso é que na volta das fotos, as pessoas que estavam próximas de mim no ônibus ficaram com a curiosidade muito aguçada (até mesmo cara de pau) pra saber do que se tratavam as fotos. Como se fosse algo muito importante pra ser revelado. Acontece que não são. Revelei fotos de amigos, de festas, de noites de encontros. Coisas que só eu vou entender.

As fotos reveladas se juntam a minha predileção por discos de vinil ao invés de cds e cds ao invés de arquivos digitais. Também ao fato de gostar mais de cartas do que de e-mails, não respeitar as novas regras da gramática... E por aí vai. Mil e um motivos pra eu começar a me achar mais 96 do que 2011.

Pedro.
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10 novembro 2010

sua expressão mais simples


Para ler ouvindo: Mais simples (Zé Miguel Wisnik)

Os melhores dias acompanhados das melhores noites com as melhores companhias. É isso que esse tempo tem trazido. Coisas simples, felizes.

Segunda feira pós Gambi ainda consegui (com Paulo) acordar e participar da 10ª edição do Projeta Brasil da rede Cinemark. Como chegamos um pouco tarde, só vimos 2 filmes. Mas os dois valeram muito a pena. Foram "O bem amado" e "As melhores coisas do mundo". Foi excelente, sem muitas complicações. E ainda comi um japonês ótimo. Simples.

Ontem tive a surpresa de voltar pro Itaú, encontrar amigos, ganhei uma camiseta feita pra mim e experimentei pela primeira vez um desses sorvetes de iogurte. Simples.

Daí andamos eu e Paulo pela Paulista, depois pela Augusta ele foi me mostrando algumas lojas. Queria um brinde da promoção da livraria Cultura e ele me deu. Simples.

A noite fiquei em casa com a minha mãe, dormi tarde, brinquei com os cachorros, andei pela casa sem sono, tomei um chá, conversei sozinho, toquei violão. Simples.

E hoje fiz uma coisa que eu queria muito: fiquei em casa sem ir nem vir de lugar nenhum. Agora no fim do dia isso mexe um pouco com meus nervos, mas foi o bom que tinha pra hoje acontecer. Simples.

E o fim do dia chega e nada passa pela minha cabeça a não ser de estar gostando das coisas assim.

Pedro.
x

09 novembro 2010

Domingo no parque #69

A UFF anunciou que entraria em semana acadêmica e que nõs não teríamos aula. Pensei: casa. Vim. Em Sampa não há nada melhor do que chegar em casa de dia e pra Gambi casa de noite.

Esse domingo, diferente do anterior que nem deveria ter acontecido, foi um dos melhores do ano. A casa tava com os poucos e bons que precisa pra parecer que uma catarse está se passando.

Os poucos e bons ficam até de manhã, dançam como se não houvesse amanhã e bebem até esquecer do ontem.

Taiguara é o culpado pela parte da dança. O duende tem tocado cada vez mais o que pra mim é Gambiarra.

E chegando em casa assim, elétrico e descarregando tudo numa noite ótima, foi uma boa forma de pensar em ter uma semana boa, a melhor. E eu quero, eu quero e quero.

Pedro.
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08 novembro 2010

07 novembro 2010

feita de luz mais que de vento, palavra

um dia um amigo me disse:
"o amor é o quero por que quero da vida"
desde então
nunca mais isso me escapa.

Pedro.
x

06 novembro 2010

I gotta get through this

para ler ouvindo: I gotta get through this (Daniel Bedingfield)


Chegando ao fim do semestre começo uma operação semi-militar de apresentação de trabalhos e seminários e o corpo e a cabeça se entregam a uma enxurrada de informações, de compreensões e uma agilidade que nem sempre é aquela a qual tenho que conviver diariamente. É como a semana de provas na escola da qual eu saí há três anos, mas dessa vez é mais intenso e mais importante.

Ter que apresentar depois de tanto tempo fez meus joelhos tremerem novamente. Fiquei ansioso e esqueci as palavras nos primeiros trabalhos, a timidez antiga voltou e apresentar voltou a ser difícil.

Para resolver os dois problemas tive que concentrar em um por vez. Primeiro fui reaprender a pesquisar e estruturar um trabalho. A divisão do grupo, textos e o mais importante: o improviso.

Depois do estrutural nos primeiros trabalhos veio a apresentação que é um processo quase artístico de ficar diante de 30 pessoas e saber pensar organizadamente antes de falar. Um trabalho de ator que foi aprovado pela professora de fundamentos de teatro.

De todas as matérias apresentadas até agora ficou faltando um pequeno seminário de Fundamentos da Música que não será difícil e o trabalho que será o desafio final de Fundamentos da dança, com a professora Bia Cerbino.

Fundamentos da dança foi a minha aula favorita durante o semestre. Muito desse gosto se deve pela professora. As aulas são excelentes, o material e a didática também. Porém, como tudo o que é excelente, o trabalho para a aula de Bia requer também excelência e um rigor muito grande. Essa apresentação que eu farei na aula dela será a prova final não só apenas da matéria de dança, mas de todo o quesito apresentação de seminários e a evolução do semestre para mim.

Para isso eu decidi carregar esse trabalho mais sozinho, como um investimento pessoal.
E liderei o grupo a tomar escolhas que dizem mais respeito ao que eu quis.

Ao invés de escolher um tema da área de compreensão da professora (ballet), escolhi algo que não foi apresentado em aula. Como o meu tema é "Dança e cinema", escolhi falar sobre sapateado na era de ouro de Hollywood, que engloba cinema e temas musicais que são conhecidos meus e um objeto de estudo bom e amplo que é o sapateado nessa época.

Além de explicar as origens do sapateado e sua entrada no cinema, também quero falar do cinema da época, e, como conclusão, dizer que apesar de existir até hoje nos teatros e nos filmes, é nessa época (1910-1950) que o sapateado se afirma como técnica de dança mais expressiva que há no cinema estadunidense e também a partir disso se tornou referência de uma época e uma das danças mais simbólicas para os EUA.

Não é pouco.
Mais uma vez... Wish me luck?

Pedro.
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05 novembro 2010

forever

Geri Halliwell demorou 10 anos, 4 discos, péssimas vendas e alguns milhões de libras pra descobrir o quanto vale amizade, irmandade e o valor dos versos que ela mesma escreveu: "friendship never ends".


Algumas distâncias, sejam elas de tempo ou espaço (ou qualquer outra coisa) nesses tempos de efemeridades, se afirmam não apenas como prova do que realmente vale a pena, mas como um testemunho firme de acreditar no impossível, no super humano que espera apesar da apelação na tv e na internet, dos amigos, dos olhares e pensares de "e se fosse diferente?".

A distância muda os nossos jeitos, costumes, traços. E nesse caso ampliam-se os tipos de distância: social, monetária, religiosa, racial, política, ideológica, além da geográfica e da distância de tempo.
E assim se inclui à permanência apesar da distância a família, os amigos e... Os amores.
E os amores?

Dizem que não duram. Que não podem. Que não são mais. Dizem muito. Eu digo que se não durou é por que não eram. Talvez até fossem, porém não eram os que se dizem pra sempre. Pois esses se sobressaem e sempre haverá algum maior e mais forte que atravessou a fronteira inatravessável pra voltar e contar a história. E será sempre tão natural quanto todos os outros, pois amar não é ato heróico, é sempre o melhor gosto, o mais certo, o mais leve.

Por isso avisto de longe amores que acontecem e ao que me parece quanto mais perto ficam, mais distantes tentam ser. Enquanto os verdadeiros, os leves, se deixam abrir o coração a milhas, anos-luz, décadas, apenas para nunca deixar de viver o que pode ser e não viver pensando "o que poderia ter sido". A esses eu digo que ainda acredito no amor. No único, no verdadeiro. Por mais kitsch que hoje ele seja.

E se distante é assim...
Isso é imortal.

Pedro.
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04 novembro 2010

eu tive fora uns dias

Morar longe de casa me fez ficar concentrado. Como um molho forte que precisa ser diluído em água pra ter um gosto bom, sem excesso, leve. Mas pra isso é preciso cozinhar com água morna, branda.

Um pouco menos de solidão. Um pouco menos de carência. Um pouco mais de participação coletiva e voilá! Um Progresso pronto pra acompanhar em qualquer ocasião.

Antes fosse assim. Mas da mesma forma que eu tenho um tempo de me acostumar com todo mundo, acontece o mesmo de todo mundo para comigo. Não é fácil.

Se por um lado Rio das Ostras me deixa mais tempo em casa, por outro eu tenho a possibilidade de sair. Sim, abrir a porta e sair. 24h por dia sem dar satisfação a ninguém.

Estar sozinho muito tempo, por outro lado, me faz não ter paciência com pessoas. Ou ter que fazer um esforço maior para ter paciência. É complicado.
Por que quando a gente conta só consigo é uma culpa só. E ninguém vai se gritar, se bater. Pode até fazer mas não muito. Com o outro existe uma possibilidade muito maior de fazê-lo.

A melhor dica até agora foi: beber água. Funciona? Sim. E prova a minha teoria que molho concentrado direto na comida não dá. Água e fogo brando pra poder levar com facilidade. Senão o caldo entorna.

Pedro.
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03 novembro 2010

acordei chorando, rodando o apartamento

São Paulo, o dia todo.
Um tanto perdido.
Casto.
Um menino só.
Um sentimento solto. Ferido.
Acordei chorando, rodando o apartamento.

São Paulo no coração batendo mais forte.
Por que aqui as coisas mais fortes acontecem. Dias de pensamentos dominantes, outros de tentativas, erros, mais erros e acertos. Vamos balenceando conforme o possível na tentativa de fazer a vida uma alegria com momentos de tristeza e não o contrário.

Difícil pois o agora não é dos melhores, por dentro. A cabeça tá longe, o corpo só anda por aí respondendo. Tá bom mas não tá. Enconstar a cabeça no travesseiro, mesmo depois de uma grande felicidade, é viajar pra bem longe e me levar distante de novo.

É São Paulo, mas agora é Rio também.
Pedro.
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02 novembro 2010

domingo no parque #68

Esse era pra ser um domingo no parque completo, mas não foi.
Não foi por que meu tempo em casa seria reduzido e embora eu ame a Gambi e ela tenha prioridade muitas vezes, alguns fatores não contribuíram para que o parque estivesse completo. Então eu fui embora atravessando a multidão que mal me deixava respirar e voltei pra casa. Aprendi a reconhecer noites que simplesmente não são pra ser.


Pedro.
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01 novembro 2010

me vejo no que vejo #48

 
 
#DILMA13

Pedro.
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