21 outubro 2010

sou de improviso, lúbrico

Only boys that save their pennies makes my rainy days

Amo presentes. Amo presentes especiais. Amo presentes pensados pra mim. Amo presentes em caixas (amarradas em papel não em plástico). Amo a lembrança. Amo que me conheçam o suficiente pra acertarem em cheio.
These are a few of my favorite things.

A intenção de querer agradar já basta. Isso é um presente incrível. Mas vamos falar de coisas materiais, essas coisas que ganhamos e gostamos tanto que envolvem grana no meio.

Pra começar não me considero caro. Não é preciso me conhecer muito pra saber que eu não sou chegado num Rolex de mil euros e, oi, qualquer correntinha hippie com um sânscrito que eu nunca vou entender escrito meu nome me ganha muito mais. Tem quem goste do Rolex, eu sei. Mas é como se eu estivesse recebendo algo que qualquer um pode ter. Não tem afeto nem lembrança envolvido, só dinheiro. Minha mãe vive falando que quando eu me formar vai me dar tal relógio e eu fico sem graça por que nem sei ver as horas em relógio de ponteiro.

Mas a questão é: presentes que me deixam sem graça.

Além desse intimidador relógio de ponteiro que não chega perto dos meus sonhos, também há o presente que a gente dá quando quer muito agradar. E não há nada de errado com esse também. Só que quando o acerto é grande, quase uma entrada no meu subsconsciente, é como se eu estivesse recebendo o presente totalmente nu.

Até o fim desse texto ainda não consigo dizer se é bom ou ruim. É íntimo, isso já é certeza.

Pedro.
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