13 outubro 2010

serpente ou não serpente

Makus Witch Mor, jornalista, educador e amigo de Gambiarra, ajudou a formar no início da festa através de tópicos na comunidade do Orkut o que veio a se chamar hoje de "Gambiarreiro" ou "viciado", que são figurinhas carimbadas da festa.

Recentemente ele me entrevistou para um tópico da comunidade onde ele faz um perfil de cada pessoa. Entre as perguntas, havia uma envolvendo o trabalho na moderação da comunidade e mais perguntas - num tom mais investigativo - surgiram da parte de outras pessoas. Pois aqui está a explicação:

através da comunidade eu me tornei além de moderador, um porta voz da festa no Orkut e consequentemente produção - nos assuntos relacionados a público/comunidade.

Na época isso não significava muito. Havia pouco mais de 1200 membros dos quais apenas 30 eram ativos (os viciados). Hoje são quase 7 mil membros (mais precisamente: 7,495) e as postagens já se perdem de vista (todas são diariamente vistoriadas). São aproximadamente 50/60 aprovações por dia, muitos scraps de perguntas, tantos que até criei um documento com as respostas, de forma que só mudo o nome da pessoa no início e repasso a resposta.
Uma vez por mês a agenda é atualizada e alguns tópicos parados são deletados.

Confesso que apesar de não ser difícil, também não é tão fácil. Hoje é parte da minha rotina, eu sei fazer. Mas há uma série de critérios usados para fazer cada uma dessas coisas - muitas vezes discutidos entre eu e os outros moderadores.

Não mandei currículo para trabalhar na Gambiarra em São Paulo. Não conseguiria entrar na festa apenas as 4 da manhã, seria muito torturante! Fiquei de mandar para a Gambi Rio mas também não mandei. Meus planos são outros na casa, algo que eu pretendo aliar à faculdade e que a estrutura da Gambi poderá oferecer. Mas também não é moleza, é MUITO trabalho!

Fazer esse trabalho me dá liberdade entre produção (por fazer algo pela festa) e público (por sempre frequentar do começo ao fim, sempre que posso), justificando assim os Vips, os camarotes, etc. De forma com que minha consciência está bem tranquila, uma vez que eu não precisaria mais fazer nada disso para conseguir essas coisas, como tantos não o fazem e conseguem.

Hoje considero como um trabalho cuja remuneração vai muito além da que eu recebo. É poder levar aonde eu for o nome de uma festa que eu amo, de pessoas que eu amo e admiro e estar perto deles a todo momento. Mesmo através de algo tão simples que é responder perguntas, ajudar o público, divulgar, etc. um tijolo numa casa semi pronta - fazer alguma diferença.

Pedro.
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