18 setembro 2010

coração de estudante parte 1

Depois da despedida do Paah na sexta feira, comecei os preparativos pra viagem que se iniciou hoje sem muitos atrasos, por incrível que pareça. Roupa passada, comes e bebes e uma santa a carteira pra encarar 8 horas num microônibus.

Confesso que a princípio fiquei deslocado, mas logo vi que as pessoas eram gente boa. Todos mais veteranos que eu.

Passamos por Petrópolis, Friburgo, Mariana, Juiz de Fora, Ouro Branco e outras cidadezinhas até chegar em Ouro Preto, na Universidade Federal, UFOP.

Como eu fui sem expectativas, não esperava nada, de verdade. Me surpreendi com o astral, com a ida, com a chegada e com as surpresas.

Chegamos numa vila de repúblicas Federais em frente ao campus, entre elas a Lumiar, criada em 1982, nossa hospedagem.

AS REPÚBLICAS DE OURO PRETO

Diferentemente de qualquer lugar do Brasil, Ouro Preto tem uma tradição de república. São 500 na cidade. Muitas são federais, ou seja, são terrenos concedidos pelo governo e a organização/manutenção é feita pelos moradores e ex moradores.

Não se paga aluguel, mas em compensação, entrar em uma república federal (ou mesmo as não federais onde se paga aluguel - as regras servem para todas) pode ser bem difícil. Cada bicho passa por 1 semestre de adaptação e ao fim desse semestre é decidido por votação unânime se ele fica ou não fica com a vaga.

Em cada casa residem aproximadamente 15 a 20 pessoas divididas em uma média de 6 a 10 quartos - as casas são grandes. Daí que nem Jesus agradou todo mundo, mas pra ficar com a vaga o bicho tem que agradar.

Depois de formado, ao deixar a casa, o morador recebe um porta retrato eternizado na república.

Coisa de outro mundo? Caos? Desordem? Bagunça? Drogas, sexo e rock'n'roll? Não.
Por incrível que pareça as fachadas são limpas, a república é organizadíssima e o sistema (depois eu vim saber) funciona muito bem em todas as casas.

Chegamos, nos instalamos 6 num quarto, 5 em outro quarto, 2 numa casa a parte e fomos pro centro beber. O lugar indicado foi a Rua Direita, qualquer bar. De preferência o BARROCO.

E assim começou a primeira noite etílica em Minas.

Pedro.
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