30 setembro 2010

é sempre bom lembrar


Último dia,
última festa,
última valsa
últimas falas.

O que eu não disse:

Não disse que comi feijão tropeiro
não disse que comi bambá de couve
não disse que me senti especial
não disse que senti o Brasil forte
não disse que pão de queijo não é mito
não disse que o frio chegou
não disse que Neverland tem espaço
não disse que a ladeira também não é mito
não disse que as meninas de Minas são totais
não disse que a ordem e o respeito daqui são admiráveis
não disse que não sei se me adaptaria
não disse que fiz novos amigos
não disse que me identifiquei com as pessoas

Mas é sempre bom citar.
O mês passou e o coração continua.

Pedro.
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29 setembro 2010

meu deus o que é que há

da série: Outubro está chegando.

Ontem andei pelas ruas de Rio das Ostras como um personagem que não era eu. Estava com fome mas não queria comer, estava cansado mas não conseguia dormir, estava nulo. Pelo twitter cheguei a descrever o que se passava: estava no limbo. A noite desci pro inferno.

Hoje não. Acordei e estava vivo. Havia sol e havia vontades, fiz café, tomei café, senti fome e comi uma maçã antes da aula.

Novamente me senti "encontrado" na sala de aula como poucas vezes. A aula do professor Áureo de Teorias da Arte é incrível. Fala sobre críttica, poética, estética e como podemos utilizar isso com um olhar para a arte. Está entre as minhas aulas preferidas e é uma das que eu mais opino. Disparo a falar e perguntar tanto que parece uma conversa. Áureo é um professor incrível e já elogiou meu interesse pela aula e até pelo bom senso e opinião.

São meus momentos de glória no dia a dia. Quem me viu, quem me vê.

Depois disso vem a bad trip. Mas não é difícil de entender: é como se o dia acabasse às 13:00 pm todos os dias.

Acabou gente.

Acabou.

Pedro.
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28 setembro 2010

só hoje

não tô normal
nem o chão que eu piso está
nem o cigarro que eu não fumei
nem o modo fantasma que as ruas que eu passei
nem o que havia de deslocado

não estou

to me perguntando o que eu tô fazendo aqui.

28/9/2010 22:34:43 Pedro e Progresso: hoje eu fui pra primeira aula, entreguei trabalho. daí fui pra casa, fiz um lance com o resto dos 7 cereais q eu não consegui comer. daí eu fui pra 2ª aula que não teve. daí fui no mercado, fiz compras e deu alguma coisa no sistema/no cartão q bloqueou. passei na academia e o plano que eu queria fechou.

lógico que eu sei o q eu vim fazer aqui pq quando eu piso na sala de aula o MUNDO acontece pra mim.

28/9/2010 22:38:28 Pedro e Progresso: o conteúdo, a forma, a abordagem, os professores, os textos, as lições - é tudo pra mim. mas meu dia só dura essas 4 horas diárias. e eu to chegando ao ponto de acumular matéria só pra ter a sensação de ter muita coisa pra fazer. mas não tem.

não tenho conteúdo pro blog pq nada acontece. eu não tenho pensado em nada pq eu não tenho vivido nada! (além de Ouro Preto que foi surreal, (mas tb não quero fazer turismo na faculdade, sabe? só pra ter o que falar? - tudo bem q eu descobri muito em OP) não sei se vale ficar pulando de cidade em cidade. queria que as coisas acontecessem aqui.

28/9/2010 22:41:54 Pedro e Progresso: daí eu volto pra São Paulo e tem as coisas lá. mas não troco mais meu curso por nenhum outro. de verdade. tenho quase certeza que eu estou num curso super avante pra uma cidade morta.

28/9/2010 22:42:31 Pedro e Progresso: enquanto em SP eu teria um curso morto pra uma cidade avante.

28/9/2010 22:43:02 Pedro e Progresso: enfim. hj amanheceu nublado e ajudou. pq tempo nublado e dia nulo pra mim são sinônimos.

28/9/2010 22:44:24 Pedro e Progresso: não estou sentindo falta de algo. não tenho vontade de comer nada diferente, de beber coca cola.

28/9/2010 22:44:35 Pedro e Progresso: e eu quero sentir algo, quero ter vontade de algo.

28/9/2010 22:44:59 Pedro e Progresso: mas HOJE eu não tenho.

E FIM.

Pedro.
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27 setembro 2010

26 setembro 2010

it was love at first sight

para ler ouvindo: Pink (Glen Ballard, Richard Supa & Steven Tyler)



ou: “de tão”

Tem gente que de tanto fez, tanto faz.

Tem gente que de tanto mais é a mais.

Tem gente que de tanto faz, desfez.

Tem gente que de tão longe é onde.

Tem gente que de tanto não é cão.

Tem gente que de tanto sim é fim.

Tem gente que de tanto belo é elo.

Tem gente que de tanto rolo é bolo.

Tem gente que de tanto chão é vão.

Tem gente que de tanto pisco é cisco.

Tem gente que de tanto laço é aço.

Tem gente que de tanta eira é beira.

Tem gente de tanto fundo, é mundo.

Tem gente de tanto universo, é verso.

Mas só essa garota

de tão punk,

é pink.

Pedro.
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25 setembro 2010

viver em Guadalajara

Na volta de uma viagem a Minas Gerais eu penso na retomada do blog. Não queria postar tudo que escrevi no último mês sem nenhum tipo de filtro, mas também não acho justo deixar essa lacuna que contém partes muito importantes pra esse ano: minha primeira volta pra casa, minha primeira viagem com a faculdade, a primeira visita que recebi em Rio das Ostras, semanas de ansiedade!

A verdade é que vivi demais, escrevi de menos e fui surpreendido por um último golpe do destino quase sempre fantástico que tenho vivido em terras cariocas que me disse pra viver mais e ficar tranquilo que (como sempre) meu blog estaria pronto pra me receber quando fosse a hora certa. E, de fato, aqui está! A hora é agora. Minha cabeça a um milhão de pensamentos pra serem digeridos ainda. Passei por coisas que nem acredito ainda.

Vou reescrevendo diariamente e atualizando dia a dia e repostando coisas antigas que escrevi e não postei, até chegar ao esperado agora.

Por hora, enquanto o agora não vem, vamos ao por enquanto: estou num ônibus de viagem, depois de uma semana em Ouro Preto, completamente perdido no tempo/espaço. Volto pro Rio me sentindo mais "do mundo" do que em qualquer outra época. Um sentimento que eu não quero deixar passar.

Pedro.
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24 setembro 2010

coração de estudante parte 6

Não adianta negar: Barroco é casa.

Aquele tipo de bar que serve de casa aonde quer que se vá. Todo estado tem o seu. Em São Paulo tenho o Batista (um garçom que eu e Tia Lu seguimos em todos os bares que ele trabalha, e todo bar passa a ser bar "do Batista"), em Rio das Ostras tem a Tia que fica de frente pra faculdade e em Ouro Preto e o Barroco. Ou Barrocks como eu chamo.

Jack e Anderson já me chamam pelo nome. O risolés de queijo é minha comida favorita da vida inteira (ou da semana ao menos) e já me engordou uns 2 quilos por dia. A Heineken 600 ml é 4 reais e o movimento é constante. Só falta o alojamento e pode dizer ao povo que eu fico por que é gostoso de ficar. A Rua Direita é bonita de manhã e de tarde. Faz o dia prolongar bastante.



Cheguei com a boca roxa de botox
Exigindo Barrocks.

Pedro.
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23 setembro 2010

coração de estudante parte 5

A história é a seguinte: Marianne quis parar pra beber uma Heineken. Conhecemos pessoas. Conhecemos Moço. Conheci Filipe. E eles decidiram fazer uma festa, (ou rock, como eles chamam) especialmente para nós na República Antares.

Filipe me explicou como isso acontece. Não há data para acontecer um rock. Se há um motivo, então pronto, acontecerá!
E o motivo: Progresso e Mari.

A república Antares tem 11 anos. É recentíssima. Acabou de receber como "patrocínio" de um de seus ex-moradores, 50 engradados de Skol litrão. 6 andares com muitos quartos e um monte de meninos incrivelmente organizados e gentis.

Juntando isso com o rock, com o tapete vermelho, com os destinos incertos, com minha trilha sonora, com meu sono na hora certa e alguns acasos...

... Nosso rock foi PERFEITO.

Pedro.
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22 setembro 2010

coração de estudante parte 4

Quarta feira, 22 de Setembro de 2010.
Dia de viajar no tempo pelos museus de Ouro Preto. Inconfidência, oratório, minas de ouro. Depois bar. Depois tenda.

Não estou cansado.
Ouro Preto me rejuvenesceu um pouco. Essa história de sair do eixo, de viajar sem planos, de não esperar nada.
Em Rio das Ostras eu estava ainda em outro plano. Aqui pode/deve-se fazer tudo por que tudo vai acabar quando eu for embora.

Estou leve e me deixando levar onde, como e quando eu quero.
Resultados excelentes.

Pedro.
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21 setembro 2010

coração de estudante parte 3



Deve ter algo na bebida daqui que não me dá ressaca. Por que não é possível beber tanto e acordar bem. Ontem foi um ápice coletivo: a festa tava tão comportada, até aparecer um grupo com um pen drive de funk e uma enorme sede de cerveja - o meu grupo. Barbarizamos.

Comecei a perceber uma certa divisão e procuro saber onde me encaixarei.
De um lado as meninas mais "meninas" que estão no quarto debaixo, enquanto o quarto de cima é mais bagunçado, festivo e animado - assim como as pessoas. É nele que eu me encontro e por enquanto é quem eu tenho me identificado mais: Isabelli, Juliana, Mari, Gabriel, Moema e Nando. Com exceção do Nando, não conhecia mais nenhum deles e devo ficar por aqui mesmo sem as pressões do grupo debaixo.

Hoje foi dia de andar mais. A tarde entre a igreja do Rosário e a as ladeiras impossíveis de caminhar (pra subir ou descer). E agora vamos a lona do Enearte.
O ENEARTE

Encontro Nacional dos estudantes de arte. Poderia ser algo pra frente, mas não é. Eu li o programa e me informei sobre os eventos e palestras. Achei muito careta, muito "pra gringo", uma série de coisas que existe na maioria das cidades (e se não existe, não é difícil realizar) mas não são valorizadas. Capoeira, teatro, circo, patrimônio. Nenhuma palestra para debate mais sério.

Me desinteressei a partir do momento que vi que eu poderia fazer algo melhor, tal como conhecer a cidade. Apesar disso, a noite estava mais atraente do que o dia no Enearte pois foi criada uma tenda para abrigar shows e instalações de audiovisual que tem sido a coisa mais interessante.

Hoje (na verdade, ontem - já escrevo no dia seguinte) teve tenda a noite e foi... Transcendental.

Pedro.
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19 setembro 2010

coração de estudante parte 2

Não sei como dormi, mas acordei.

Domingão de sol, dia de vagar por igrejas, caminhos, praças. As ruas e os caminhos que traçamos em grupo já bastariam para carregar um pouco de história na viagem.
Minas carrega um peso histórico muito grande. Em alguns lugares de Salvador é assim também, a história viva na sua frente. Mas as distrações são muito grandes na Bahia. Aqui não, é a história viva! Aqui se vive da história em todas as estações, um museu ao ar livre. Por isso a cidade é tombada.


Mas andar pelas ruas de Ouro Preto já tem um diferencial. O esquema turístico existe, mas é diferente também. Não é Rio, não é Bahia.

Hoje depois de andar, fomos a um show de Soul da banda Soul Rebels que aconteceu no festival de Jazz de Ouro Preto. Tocaram de tudo no maior ânimo. Até Beyoncé! Percebendo minha animação, um dos vocalistas me deu uma medalha!

Agora me preparo para invadir de bicão uma festa na república. Beber de graça depois do trabalho feito é comigo mesmo.

Terça feira os museus voltam a abrir e volto a descobrir. Hoje fui a igreja de São José, o qual eu tenho uma certa devoção.
Não me preocupo muito em fotografar, até por que pouquíssima coisa pode ser fotografada. A cidade é tão densa na história que às vezes esqueço da vida observando certos detalhes que não estão nas placas, nas explicações de guia mas no olhar.

Agora tem festa na única república mista e federal, Arte & Manha.

Wish me luck!
=)

Pedro.
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18 setembro 2010

coração de estudante parte 1

Depois da despedida do Paah na sexta feira, comecei os preparativos pra viagem que se iniciou hoje sem muitos atrasos, por incrível que pareça. Roupa passada, comes e bebes e uma santa a carteira pra encarar 8 horas num microônibus.

Confesso que a princípio fiquei deslocado, mas logo vi que as pessoas eram gente boa. Todos mais veteranos que eu.

Passamos por Petrópolis, Friburgo, Mariana, Juiz de Fora, Ouro Branco e outras cidadezinhas até chegar em Ouro Preto, na Universidade Federal, UFOP.

Como eu fui sem expectativas, não esperava nada, de verdade. Me surpreendi com o astral, com a ida, com a chegada e com as surpresas.

Chegamos numa vila de repúblicas Federais em frente ao campus, entre elas a Lumiar, criada em 1982, nossa hospedagem.

AS REPÚBLICAS DE OURO PRETO

Diferentemente de qualquer lugar do Brasil, Ouro Preto tem uma tradição de república. São 500 na cidade. Muitas são federais, ou seja, são terrenos concedidos pelo governo e a organização/manutenção é feita pelos moradores e ex moradores.

Não se paga aluguel, mas em compensação, entrar em uma república federal (ou mesmo as não federais onde se paga aluguel - as regras servem para todas) pode ser bem difícil. Cada bicho passa por 1 semestre de adaptação e ao fim desse semestre é decidido por votação unânime se ele fica ou não fica com a vaga.

Em cada casa residem aproximadamente 15 a 20 pessoas divididas em uma média de 6 a 10 quartos - as casas são grandes. Daí que nem Jesus agradou todo mundo, mas pra ficar com a vaga o bicho tem que agradar.

Depois de formado, ao deixar a casa, o morador recebe um porta retrato eternizado na república.

Coisa de outro mundo? Caos? Desordem? Bagunça? Drogas, sexo e rock'n'roll? Não.
Por incrível que pareça as fachadas são limpas, a república é organizadíssima e o sistema (depois eu vim saber) funciona muito bem em todas as casas.

Chegamos, nos instalamos 6 num quarto, 5 em outro quarto, 2 numa casa a parte e fomos pro centro beber. O lugar indicado foi a Rua Direita, qualquer bar. De preferência o BARROCO.

E assim começou a primeira noite etílica em Minas.

Pedro.
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17 setembro 2010

I gotta keep strong before the pain turns into fear

“He walks away
The sun goes down
He takes the day, but I’m grown”

He left and I couldn’t go along. The bus moved and I couldn’t stop it like those movies scenes.

There was nothing to do but play my old game, the “guess your own feeling” game. I went to the beach and felt bad, miserable, lucky and lonely. Inside my pockets there was some nice money so I felt I didn’t need to worry about nothing else but the game.

I wasn’t sad.

I wasn’t regretting choices.

I was at another process of learning that my life is not easy to me and wouldn’t
spare anyone around – it’s a circle of doing things by my own comprehension of them.

Why me? Why here? Why all this?
- Cause if it wasn’t this way I wouldn’t be satisfied.

Pedro.
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16 setembro 2010

todo dia é dia de viver

Nessa quinta feira sem aula por motivos de seminário desinteressante, resolvi aparecer na faculdade pra colocar meu nome em alguma palestra desinteressante e conseguir um certificado que não me deixaria mais interessante. Mas a UFF ainda guarda suas surpresas na manga e essa veio pra me tentar. Uma certa Juliana Medeiros que eu conheci outro dia num almoço informal veio me informar que havia uma vaga pra mim no concorrido microônibus da UFF que partiria sábado para Ouro Preto, para o Encontro Nacional de Estudantes de Arte (ENEARTE).

Lógico que eu não lembrava da lista e não tinha em mente uma viagem de uma semana pra Minas pra participar de um seminário que eu nem ao menos sei do que se trata.

(Pausa)

Contras: as inscrições para o seminário haviam acabado; eu não tenho dinheiro; tenho prova na semana seguinte; pode não ser boa idéia.

Prós: eu conseguiria atestado de horas mesmo sem o seminário; eu poderia pedir dinheiro; eu não estudei pra prova/prova substitutiva; pode ser uma ótima idéia.

Daí veio uma voz, uma canção, um mantra. Era Caetano dizendo: “coragem grande é poder dizer sim”. E sem muito pensar, eu disse sim. E aqui estou eu, convivendo com esse “sim” e com essa certeza de que não ter certezas é tudo o que me resta daqui pra frente.

Wish me luck!

Pedro.
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07 setembro 2010

domingo no parque #65

Ainda na onda de ontem, confesso que essa Gambiarra foi sensacional. Uau.
Entre a chegada e a entrada, Paah ficou bêbado.

Na pista a Vai Vai começou cedo e nem tocou o Samba enredo de 2010, senti falta.

Depois do show, veio o Hino da Gambiarra e eu passei a perceber como está se refinando a produção da Gambi. O timing está ótimo, a interação, os efeitos. Parece que é uma gambiarra, um improviso, mas é tudo bem pensado.

Essas passagens dão um movimento muito bacana pra festa. Não é só ir e dançar e beber como as outras festas e baladas. A Gambi pede interação do público, resposta a estímulos como numa peça de teatro ou numa instalação interativa.

Essa Gambi teve uma hora de entender o momento dos outros, ficar de bode e esperar um sinal pra voltar pra pista.
Horas antes eu tinha cruzado com dj Zé Pedro antes dele fazer seu set e fiz meu habitual pedido: "Zé, toca Bethãnia?".

Depois eu estava amuado e sozinho e eis que surge um mega combo de Maria Bethânia na pista. Ele sabe quem precisa ser chamado de volta. "Your disco needs you", já diria Kylie Minogue. Pedido feito, pedido aceito, vamos pra farra! E daí pra frente (com +1 tequila) ninguém mais me venceu em vibração.

Pedro.
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04 setembro 2010

Domingo no parque #64

Domingo no parque

#2 anos de PROGRESSO na casa

A Gambiarra pode ser em Brasília, Nova York, Rio de Janeiro, Tókio... Nenhum lugar terá a familiaridade que tem uma boa Gambi de domingo em Sampa. A original que guarda toda a essência que transformou meus domingos em algo que eu não consigo mais me imaginar sem.

Fui acompanhado do Rapha Montes, um dos novos viciados cariocas, mas logo tive que me perder (ou me encontrar) entre tanta gente que eu tava morrendo de saudade.

Tava tudo lá: a portaria, pessoas, músicas, palcos, os hits, a bagaceira, o foda-se, as 4 da manhã quando quem trabalha cai na pista, as performances, as canções que o duende toca pra mim (who do you think you are?) e em especial, o aniversário do Gabriel, a Puta, meu Petit.

Por estar bem enferrujado, não consegui ficar até o café da manhã, mas a noite foi tão tradicional quanto é todo domingo. Teve prólogo e epílogo. Parece uma história. É uma história. E nesse mês eu completo 2 anos dentro desse livro.

Pedro.
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02 setembro 2010

there's no place that I'd rather be now

para ler ouvindo: Take me home (Spice Girls/Watkins/Wilson)

Primeira vez que eu volto pra casa depois de 33 dias. Sonhei (sonho) quase todos os dias com as pessoas de casa. Sonho com o Elvis, às vezes acordo feliz pela lembrança, na maioria das vezes triste pela ausência.
Agora ansiedade é tudo o que eu respiro. Esperando que esteja tudo do jeito que eu deixei, para que meus sonhos possam ter sentido de terem existido.

Ain't nobody to take me home?

Pedro.
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