22 agosto 2010

fill up my cup

“Sábado de sol
Aluguei um caminhão
Pra levar a galera
Pra comer feijão”

E o resto dessa história musical todo mundo sabe, oi, anos 90 em k7. Eu deveria ter alugado um caminhão e levado todo mundo pra comer “feijão”. Mas não, eu quis dar uma festa em casa pra mostrar minha habilidade como anfitrião carência de pessoas e ambientes festivos e de álcool. Dó de mim! Uma semana pós Gambiarra que não cumpriu com as expectativas, eu estava novamente na rehab de Rio das Ostras, me alimentando bem e zerado na farra.

Agora era pessoal, se a diversão não veio a mim eu fui até ela. Puxei amigos, fiz um merchan, angariei bebidas, descolei um rádio e às 19:00 de um sábado com o sol ainda se pondo, começou minha 1ª festa em casa com 5 pessoas, 1 garrafa de pinga, 1 garrafa de vodca, 1 garrafa de Fanta, zero de gelo na geladeira e uma lista limitada de remixes das mesmas músicas.

Corta pra hora que já tá todo mundo alegre e pensa em fazer alguma coisa e realiza que ta no meio do nada sem a menor possibilidade de diversão fora aquela que não estava mais tão divertida pro nosso grau alcoólico.

Pronto, agora vamos pra parte do “Eu nunca” e depois pra parte onde nada acontece no verdade ou desafio onde eu não posso fazer nada e o jogo acaba. E agora 1 limão e meiomilão e dois limães e moieo limão e dois limãoes e... Chega também. Brincadeira velha é foda.
Fruta bebe? Não? Tá bom, chega.

Chegaram uns vizinhos pra completar a festa e mais um casal de amigos e o anfitrião resolveu aparecer. Lógico. Progresso baixa, já sabe, né? This is my moment. Can I have a moment pulease? Daí bebi mais, ficou tudo assim – não lembro.

Acordei. Fiquei sabendo que a festa foi um sucesso de público e crítica e minha estréia foi boa. As cinco pessoas viraram 10 e depois começou a contagem regressiva de acordo com o grau do pileque: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3... Sendo eu o número 8.
E assim a festa acabou, ao menos pra mim.

Pedro.
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