11 agosto 2010

essa mulher faz tanto estrago

Estou num momento “Elis”. Todo mundo deveria ter um momento de ouvir e compreender a importância do canto de Elis. A maioria a considera a grande cantora do Brasil e talvez ela seja realmente. Concordo com João Marcello quando ele diz que é a última grande voz do mundo no nível de Ella, Billie e Piaf. Sim, ela figura num lugar garantido nesse nível de excelência. O repertório pode ser questionado, os arranjos, os excessos, mas nunca a qualidade do canto.

Li e reli o texto do João Marcello que saiu no Estadão que se intitula "Por que Elis (não é) a maior cantora do Brasil". Tem muita verdade ali no que diz respeito ao parágrafo final que diz: “Embora tivesse grande capacidade de tradução emocional, há uma coisa impossível para Elis ou qualquer outro artista: representar todas as gamas de sentimentos. Não é possível para ela entregar os sentimentos que Carmem, Elizeth ou Bethânia entregam, por exemplo.” Tanto é verdade que mesmo hoje eu conhecendo toda a discografia de Elis (e me aprofundando lentamente na sua carreira de shows), ainda me identifico muito mais com Bethânia que antigamente era conhecida justamente por não ser um grande exemplo de técnica no canto e sim de expressividade emocional cênica.

Mas o motivo do texto sobre Elis é o show “Essa mulher” que tem sido a minha trilha sonora mesmo antes de eu vir pro Rio e continua até agora. Cada hora me apaixono por uma canção diferente. Primeiro foi “Agora ta”, depois “Onze fitas” e agora não consigo parar de ouvir “Um por todos”. Detalhe: essa apresentação ao vivo no Anhembi foi gravada e lançada como um bootleg, fácil de encontrar até mesmo em lojas, chama-se “Elis vive”. Mas o mais importante é que a apresentação registrada foi a 2ª da noite. E eu só me pergunto como ela conseguiu?

Tá aqui: Elis vive, Essa Mulher ao vivo no Anhembi

Pra ouvir ALTO.

Pedro.
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