16 julho 2010

olhando a vida sem malícia

para ler ouvindo: Retrato Marrom (Rodger Rogério / Fausto Nilo)

Marlon,

você não precisa de cabresto como eu disse. Também não precisa fazer análise das situações que o deus dos acasos colocou você e esse menino. Tente o oposto. Saia do controle, do seu controle, do seu normal, esse seu padrão.

Você pode se deixar gostar.

Pense nele como uma visita importante a quem você não pode dizer uma palavra sobre marca de copos na mobília. Deixe o abraço ser o abraço, por mais longo que seja.

Sim, eu o defendo. "O menino que aperta o gatilho do coração sem saber o nome do que pratica". Atira contra si prórpio e gosta da queda. Como poderia eu ser contra ele, ao menos naquela noite? A gente mal sabe de si direito quando quer pedir atenção, quem dirá dos outros. “Mas quem disse que eu sou responsável pela atenção dada a ele?”, seria uma típica resposta do antigo Marlon. O novo Marlon vai (uma vez na vida) não ter controle de tudo. Eu o vejo ficando sem ar ao ler isso, dando risada, incrédulo.

Por gosto meu, Marlon, você deixaria alguém tomar conta das situações por você dessa vez. A essa altura do campeonato já nem sei mais se dá tempo disso acontecer. Mas se não for dessa, que seja numa próxima. No religioso: “joga na mãe de deus”. No popular: “toca o foda-se”. E se for ou não for... Não cabe mais a você decidir. Ponto.

Lendo esses três curtos parágrafos de novo, percebo que é tão pro Marlon esse texto. Nem tanto pro que eu vivi domingo com ele (um pouco irritado, admito), mas pela coleção de momentos vividos junto dele durante esse ano que nós nos conhecemos. Agora está dito.

Let GO.

Pedro.
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