07 julho 2010

não vê que eu nasci aqui da minha voz

para ler ouvindo: Tears dry on their on (Amy Winehouse)


Não adianta ter vivido tantos anos sob o sol se ele algum dia parar de esquentar. Quando a luz ainda estiver lá, mas o calor não. A idéia mais óbvia nesse momento seria a de que eu não estou sentindo nada, ou que minha pele não absorve mais o calor que vem dele. Então eu provavelmente começaria a correr pra saber se o frio é do mundo ou só meu.

É sempre assim. Como a culpa seria do Sol e não minha, se todos estão vivendo normalmente como se nada tivesse acontecido - com frio ou não?
É comigo o lance e eu vou ter que resolver nem que isso signifique chegar tão perto dele e me queimar sem sentir.
Mas tenho que chegar lá pra saber.

De novo no mesmo ponto de querer,
sempre pensando nas mil possibilidades de querer tanto e passar a querer errado: luz a noite, calor no frio, companhia na solidão, minutos em horas, horas em momentos, momentos certos nas horas erradas.

Mas eu quero.

E se for errado, que assim seja. A partir daí se o problema for comigo, vivo correndo pra esquentar, se preciso for.

Pedro.
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