24 julho 2010

Domingo no parque #60

Para ler ouvindo: Dance or die


Minha última Gambiarra na The Week de São Paulo por um bom tempo, acredito. Aconteceu como tudo que estava acontecendo naquela sexta feira, 23 de Julho de 2010: perfeitamente.

Cheguei pontualmente com a Talita pela parte dos fundos da The Week onde tem um estacionamento para quem trabalha na casa e dá acesso direto ao camarote e à pista. Tudo bem usar esse acesso se você for sócio da casa, mas se você for apenas o moderador da comunidade eu não recomendaria. No way. Caí no camarote sem pulseira, sem comanda, cru. Os seguranças me olhavam, as pessoas me olhavam como se eu tivesse brotado do chão. “Onde você estava?” era a pergunta. E eu só pensando em ir pra porta pra virar um cidadão dentro da festa e não ter nenhum problema na saída.

Cheguei na portaria e falei que não tinha comanda. Me perguntaram como e eu expliquei, consegui sem muita dificuldade. Pronto, agora era só correr pro abraço na pista lotada. Encontrei todo mundo e começamos uma sessão de fotos bem divertida. Me surgiu na cabeça de fazer um relicário-carioca. Um mural Gambiarra pra eu levar comigo e nunca esquecer. Pra isso eu precisaria de fotos e por sorte havia muita gente que há tempos não ia pra festa. A The Week tem isso de bom, por ser de sexta feira, as pessoas vão.

Depois das fotos começam as idas e vindas: pista – camarote – fumódromo – conversas, etc. tentando ver todos, conversar com bastante gente, fazer uma pausa e voltar pra pista. Ultimamente o Miro tem feito a pista 1 o tempo inteiro e eu sinto falta do set do Taiguara. O Tai tem um feeling excelente. Gosto das seqüências, das invenções, do timing. O Miro também é excepcional, é um dj-referência, nossa entidade Gambiarra, mas o Tai tem um controle bom também.

Da pista pro camarote pela última vez a noite acabou com um set de Los Hermanos e por último, pra acabar mesmo, da mesma forma que começou... Talita colocou pela primeira vez, em homenagem ao nosso show incrível, “La idad del cielo” do Jorge Drexler e eu vi minha evolução de canções. A primeira vez que ma música tocou pra mim na Gambi foi (pasmem) “Crossfox” da Stephany. Depois foi o Miro com “Oya por nós” da Daniela. Taiguara tocou “A ordem é samba” com Pedro Luis e a Parede assim que eu voltei de Rio das Ostras e pra acabar, Talita Castro tocando Jorge Dexler. Detalhe: nenhuma delas tinha sido tocada antes na festa em tempo algum. Algumas viraram GambiHits.

Claro que eu já pedi outras, mas as primeiras vezes sempre serão as primeiras e mais marcantes. Visível também é a evolução, de Stephany a Jorge Drexler tem muita terra pra correr e pista pra dançar, pra quem quiser tentar.
Pedro.
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