18 julho 2010

dignidade é fato

Não quero que todos os meus desejos se realizem. Tenho medo disso. Desejo isso a quem eu não queira bem (?).

Não, não era assim que eu queria começar. Esse é o problema do twitter, ele condiciona a idéias mais sucintas e concisas que podem dar brecha a milhares de outras idéias porém elas mesmas já são suficientes. Esse primeiro parágrafo é isso.

Depois de tanto tempo com o mesmo tema, eu sentei na frente do computador com um copo de vinho na minha frente e me senti a vontade para mudar. Sem necessidade de radicalizar. Surgiu a idéia, depois o medo, depois eu vi que nada é tão mal assim. Gosto de mudar. Agora quero viver mudando. Pode? Posso.

Tudo é novo e mudou: layout, background, tema, cores, textura. A melhor coisa é escolher um por um, da cor dos links, dos textos, da borda até o tema principal que é o que mais grita quando se entra no blog. O azul esverdeado era íntimo e eu gostava muito, mas o caderno é tanto quanto e é exatamente o que esse blog era antes de ser um blog: um caderno. Meu caderno. E segundo a Thay, blog com fundo branco é o que há.

Tanta mudança de embalagem, não muda o conteúdo. Por que eu não mudei. Só acrescentei informação, alguma beleza e uma fotografia no topo pra vaidade pessoal. De resto tá tudo aqui, as colunas, as fotos, o ego, os domingos e em breve, o Rio de Janeiro e a vida universitária.

Essa mudança e essa vida eu quero que aconteçam como aconteceu com o blog, sem querer radicalizar e me tornar algo que eu não sou. Lógico que eu quero cores, temas, texturas, tudo novo. Um tapa na embalagem não vai me fazer mal também. Ver mais o sol, caminhar na praia, emagrecer (ouch!), novos amigos, novo ambiente, outras informações. Mas a essência de tudo que fica aqui em São Paulo que algumas pessoas vão lembrar, eu tenho certeza que levo comigo e trago de volta.

Pedro.
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