31 julho 2010

e todos por um

Pra levar comigo:

a persistência da Ana Laura
o "adoro" da Talita
o encontro da 1ª temporada
a união da Classe baixa
a armação da Gigi
a organização do Marlon
o humor do Tiago
o esforço do Hanz
a disciplina da Amanda
o amor do Paah
o raciocínio da Giovanna
a poesia da Thay
o conforto do Seguro
a graça da Lari
a declaração da Nati
a paciência do Cidy
o perfeccionismo do Gabriel
o conselho do Régis
a rapidez do Jeff
a ousadia do Andy
a lealdade da Minassian
a leveza da Helena
o talento da Rossana
a paixão da Amália
o cachecol do André
o charme do Baccana
a loucura do Lei
a ironia do Bonfim
o life style do Victor
a cara de pau do Zé
o samba do Robson
a magia do Sansi
a sagacidade do Tai
o appeal do Ró
o feeling do Xu
o diva thing do Mohamed
a energia do Miro
a persuasão do Rafael
a saudade da Mayara
o sentimento do Chico
o cinema do Fai
a brisa do Lembo
o caos do Takahashi
a segurança do Rudy
o tom do Vasco
o texto do Kiks
a praticidade da mãe
a simpatia do pai
a sabedoria da Tia Ruth
a lógica da Tia Lu
a saudade de casa.

Pedro.
x

27 julho 2010

domingo no parque #61

Ou: You made this whole world shine for me

Para ler ouvindo: Evaporar (Rodrigo Amarante)



Nesse tempo, o primeiro semestre passou e meu tempo de ir embora chegou. E com isso eu lembro da época que eu fui aprovado na UFF, em Fevereiro. A Gambiarra estava fria, os meus amigos distantes, os amores inexpressivos, não havia ainda o Itaú e a vontade de voltar a trabalhar. Não tinha muito motivo para ficar em São Paulo. Pra piorar, em Março minha avó morreu e a memória dela em casa se tornou freqüente, não passa e nunca vai passar. Eu só tinha motivos pra querer mudar, sair de São Paulo, começar de novo algo que não deu errado, mas que precisava ser agitado.

De lá pra cá, as coisas mudaram significativamente, tudo voltou e fez o contrário do que estava sendo e eu fomentei essa mudança. Os amigos voltaram, apareceram outros tão quentes e com tanta coisa a oferecer quanto os de antigamente. Muitos se destacam e seria injusto dizer quem são. Eu me sinto próximo dos meus pais e da minha irmã – que no fundo são quem mantém toda a energia que eu tenho. Poderia começar a próxima exposição no Itaú etc. Está tudo funcionando, progredindo, mas “agora é tarde e não dá para adiar a viagem”. Partir é inevitável. E pra encerrar, eu não queria nada alem de uma boa e velha Gambiarra, uma daquelas, like the old times.

Minha irmã deixou eu e Paah na porta do Open Bar que segurava uma fila imensa, depois dos cumprimentos, partimos pra dentro e eu vejo Paah com uns papéis, uma movimentação estranha com meus amigos e quando eu percebi, estava oficialmente na minha festa de despedida. Ele fez placas de papel e lã para todos usarem com escritos: “Cadê nosso Progresso?” – e escreveu mensagens nos espelhos pra mim além de ter avisado a todo mundo, sendo que não saiu no flyer. Todos foram, todos usaram a placa a noite inteira, as pessoas não paravam de perguntar o que significava a placa, o Progresso, o que era, quem era... E eu com aquela cara de... Oi? Sou eu, prazer – surpreso é pouco, vou demorar meses pra absorver o acontecido e acreditar que realmente aconteceu. Ainda bem que as fotos estão aí.


Paah, culpado e arquiteto de tudo isso. Uma das maiores razões pela minha tristeza de partir. É uma pessoa que se pode depositar confiança, lealdade, alegria, segredos, medos, anseios, coisas feias e bonitas e ele responde dessa forma... Fazendo algo que ninguém NUNCA fez por mim. Sim, eu sabia que todos iriam, que sentiriam um pouco minha falta, etc. Mas ele realçou isso de uma forma tão grande, sabendo que aquilo, para a maioria das pessoas, poderia ser uma placa de papel amarrada com um fio de lã, mas pra mim é o mundo. O modo dele de dizer as coisas é um modo que meu coração e meus sentimentos simples entendem.

A noite passou em Fast Forward, foi divertida como eu queria, teve tudo como eu queria, mas muito mais. Escrevendo agora pra coluna, vou confessar que ainda não caiu a ficha que no domingo da semana que vem eu vou estar em qualquer outro lugar que não possa voltar pra cair na Henrique Schaumann, 237 a partir das 23h até as 6:30 da manhã, depois cair no MC Donalds da Rebouças e só sair depois das 09 da manhã.

Quando a ficha cair, em algum lugar de Rio das Ostras, eu quero não esquecer disso. Lembrar de tudo e me sentir especial – como nunca - de novo.

Pedro.
x

26 julho 2010

25 julho 2010

um relicário imenso desse amor


Valeu.
=)

Pedro.
x

a nossa poesia é uma só


Aguardo o teu regresso
Logo mais, Pedro e Progresso

Com meus pedidos não cesso
Seja breve, Pedro e Progresso

Eu te imploro, eu te peço
Volte, Pedro e Progresso

Eu sentirei, e confesso,
Saudades, Pedro e Progresso

A falta que fará eu não meço
É enorme, Pedro e Progresso

Há algo que não bem expresso
Dizendo, Pedro e Progresso

É que haja sempre sucesso
Pra você, Pedro e Progresso
.
.
.
presente do Kiko Rieser

24 julho 2010

Domingo no parque #60

Para ler ouvindo: Dance or die


Minha última Gambiarra na The Week de São Paulo por um bom tempo, acredito. Aconteceu como tudo que estava acontecendo naquela sexta feira, 23 de Julho de 2010: perfeitamente.

Cheguei pontualmente com a Talita pela parte dos fundos da The Week onde tem um estacionamento para quem trabalha na casa e dá acesso direto ao camarote e à pista. Tudo bem usar esse acesso se você for sócio da casa, mas se você for apenas o moderador da comunidade eu não recomendaria. No way. Caí no camarote sem pulseira, sem comanda, cru. Os seguranças me olhavam, as pessoas me olhavam como se eu tivesse brotado do chão. “Onde você estava?” era a pergunta. E eu só pensando em ir pra porta pra virar um cidadão dentro da festa e não ter nenhum problema na saída.

Cheguei na portaria e falei que não tinha comanda. Me perguntaram como e eu expliquei, consegui sem muita dificuldade. Pronto, agora era só correr pro abraço na pista lotada. Encontrei todo mundo e começamos uma sessão de fotos bem divertida. Me surgiu na cabeça de fazer um relicário-carioca. Um mural Gambiarra pra eu levar comigo e nunca esquecer. Pra isso eu precisaria de fotos e por sorte havia muita gente que há tempos não ia pra festa. A The Week tem isso de bom, por ser de sexta feira, as pessoas vão.

Depois das fotos começam as idas e vindas: pista – camarote – fumódromo – conversas, etc. tentando ver todos, conversar com bastante gente, fazer uma pausa e voltar pra pista. Ultimamente o Miro tem feito a pista 1 o tempo inteiro e eu sinto falta do set do Taiguara. O Tai tem um feeling excelente. Gosto das seqüências, das invenções, do timing. O Miro também é excepcional, é um dj-referência, nossa entidade Gambiarra, mas o Tai tem um controle bom também.

Da pista pro camarote pela última vez a noite acabou com um set de Los Hermanos e por último, pra acabar mesmo, da mesma forma que começou... Talita colocou pela primeira vez, em homenagem ao nosso show incrível, “La idad del cielo” do Jorge Drexler e eu vi minha evolução de canções. A primeira vez que ma música tocou pra mim na Gambi foi (pasmem) “Crossfox” da Stephany. Depois foi o Miro com “Oya por nós” da Daniela. Taiguara tocou “A ordem é samba” com Pedro Luis e a Parede assim que eu voltei de Rio das Ostras e pra acabar, Talita Castro tocando Jorge Dexler. Detalhe: nenhuma delas tinha sido tocada antes na festa em tempo algum. Algumas viraram GambiHits.

Claro que eu já pedi outras, mas as primeiras vezes sempre serão as primeiras e mais marcantes. Visível também é a evolução, de Stephany a Jorge Drexler tem muita terra pra correr e pista pra dançar, pra quem quiser tentar.
Pedro.
x

23 julho 2010

é festa no outro apartamento

Sinto que coisas vem por aí
Nem sei quais são
Às vezes me dá um medo
(Talvez por não saber das coisas)
Simplesmente vem
Medo, coisas, ansiedade, temores, tristezas, alegrias
Eu deixo virem.



Pedro.
x

22 julho 2010

navegando em tantas águas

4 da manhã me pego lendo o arquivo do blog e lembrando de cada época e cada situação que o texto foi escrito. Algumas coisas parecem que aconteceram ontem, outras parece que faz muito tempo e algumas eu já tinha esquecido que algum dia aconteceram.

Não sei a quem mais esse blog serve além de mim. Eu sei que ele existe pra que um dia não seja apenas mais um dia (e os dias às vezes já parecem tão iguais). Tento colocar alguma cor, alguma poesia, uns adjetivos e não contar muita história além dessa que realmente acontece. Dizer o que me convém para no final ter um relato dos meus dias que eu possa ler. Realmente sei que isso funciona pra mim. Pra quem lê e segue o que escrevo não sei aonde isso acrescenta ou muda algo. Sei que estão por conta e risco próprio, bem próximo de algo sincero.

Pedro.
x

21 julho 2010

um passageiro mal estar

Para ler ouvindo: Spydermonkey (Lulu Santos)


Potencial.
Acordei com essa palavra na cabeça e pensei na faculdade. Repensei em todos os meus potenciais, de como apliquei até hoje cada um deles e como os percebi. Desde o ginásio com a vontade de saber de tudo. Passando pelo colegial e a vontade virou realidade. E a parte isso, também sempre houve fora disso a vocação natural para a curiosidade e a disponibilidade para com a arte e os seus meios de produção.

Produção Cultural é isso. E é feita pra esse tipo de pessoa. Tipo eu. Já descrevi aqui o que é ProCult e o que eu espero que seja a faculdade. Nos textos parece ser a faculdade perfeita, a grade é muito bem feita (print da grade), mas pra ser sincero eu falei bastante e no fundo não sei o que é a faculdade. Sei o que li e me identifiquei. Sei o que espero que seja. Assim como, me conhecendo, eu apenas acredito ter potencial pra fazer e acontecer no restrito (e restritivo) mundo das artes. Por isso eu estou arriscando todas nessa escolha. Para ao menos dizer que sei o que é.

O fato de ser Federal teve muitos fatores, em especial: credibilidade, vaidade, família e distância. Um amigo muito próximo meu disse que estamos lidando com isso como em The O.C quando todos crescem e vão fazer faculdade longe de casa. É um jeito bem estadunidense de lidar com o crescimento – longe dos pais e perto de outros pós-adolescentes.

Mas voltando a vaidade da Federal, lógico que teve ego envolvido, teve mais do que deveria ter, pra ser bem sincero. Foram muitas memórias de muitos sermões de épocas diversas que eu quis provar estarem errados. Hoje isso até já passou, mas eu sei que só passou por que em uma semana eu estou indo embora com todos os sermões no meu bolso.
Aquele ditado que diz que quem apanha lembra e quem bate esquece é verdade. Mas quem bate por que já apanhou não esquece. É memória mútua.
No mundo real essas brigas não são brigas. Não são nem ao menos discussões. São pequenas falas, pequenos comentários, coisas mais sutis. Mas são, foram. E com tanto potencial nas mãos eu achei que era demais deixar passar.

Pedro.
x

20 julho 2010

domingo no parque #59

Gambiarra rápida. Fiquei a maior parte do tempo com o Marlon e o Alê. Depois com o Paah, depois comigo. Mal deu tempo de chegar e dizer "oi" pra todo mundo e já tinha passado um tempão.

Gostei de chegar cedo. Pista vazia, público mais light (por que público de férias é 60% de iniciantes e isso tem seus prós e contras). Mais tarde lotou e me deu preguiça de muvuca, fiquei dançando por uns cantos vazios e bebendo com Giselle, amiga do Paah que eu roubei pra mim.

Domingo virou segunda de manhã muito rápido. Não teve muito dessa vez. Não teve coreografias, grandes acontecimentos, café da manhã, o Taiguara não tocou de novo, a Gigi não foi, a Thay também não, muita gente que faz falt, faltou.

Mas foi um ótimo encerramento do domingo que eu tive com a minha irmã, onde conversamos, ficamos um tempo juntos e fomos no Outback. E em casa com meus pais, cozinhando, bebendo e vendo dvds. Foi um final feliz.

Pedro.
x

19 julho 2010

18 julho 2010

dignidade é fato

Não quero que todos os meus desejos se realizem. Tenho medo disso. Desejo isso a quem eu não queira bem (?).

Não, não era assim que eu queria começar. Esse é o problema do twitter, ele condiciona a idéias mais sucintas e concisas que podem dar brecha a milhares de outras idéias porém elas mesmas já são suficientes. Esse primeiro parágrafo é isso.

Depois de tanto tempo com o mesmo tema, eu sentei na frente do computador com um copo de vinho na minha frente e me senti a vontade para mudar. Sem necessidade de radicalizar. Surgiu a idéia, depois o medo, depois eu vi que nada é tão mal assim. Gosto de mudar. Agora quero viver mudando. Pode? Posso.

Tudo é novo e mudou: layout, background, tema, cores, textura. A melhor coisa é escolher um por um, da cor dos links, dos textos, da borda até o tema principal que é o que mais grita quando se entra no blog. O azul esverdeado era íntimo e eu gostava muito, mas o caderno é tanto quanto e é exatamente o que esse blog era antes de ser um blog: um caderno. Meu caderno. E segundo a Thay, blog com fundo branco é o que há.

Tanta mudança de embalagem, não muda o conteúdo. Por que eu não mudei. Só acrescentei informação, alguma beleza e uma fotografia no topo pra vaidade pessoal. De resto tá tudo aqui, as colunas, as fotos, o ego, os domingos e em breve, o Rio de Janeiro e a vida universitária.

Essa mudança e essa vida eu quero que aconteçam como aconteceu com o blog, sem querer radicalizar e me tornar algo que eu não sou. Lógico que eu quero cores, temas, texturas, tudo novo. Um tapa na embalagem não vai me fazer mal também. Ver mais o sol, caminhar na praia, emagrecer (ouch!), novos amigos, novo ambiente, outras informações. Mas a essência de tudo que fica aqui em São Paulo que algumas pessoas vão lembrar, eu tenho certeza que levo comigo e trago de volta.

Pedro.
x

17 julho 2010

lá vou eu

Para ler ouvindo: Lá vou eu (Rita Lee/ Sérgio Luiz)

São 5 da tarde de um sábado que não parece sábado e de 5 da tarde que não parece 5 da tarde. Descobri que não gosto de tardes quando Bethânia disse num documentário. "Poxa! Eu também me sinto estranho assim", pensei. Gosto de dia e noite. Tarde até onde vai o dia e madrugada até onde vai a noite. Amanhecendo e entardecendo não entram no pacote.

É ruim pra mim esse tipo de tempo. Como céu cinza que não chove nem faz sol, só pode significar uma coisa: nada vai acontecer.

A casa está arrumada, tudo no lugar, nada se mexe pois faz frio e ninguém quer saber de se mexer. Clima bucólico, nada bossa nova. Dizem ser a cara de São Paulo e é. Azul de blue.

Me mudando pra uma cidade onde o sol vai dominar a maior parte dos dias e o calor a maior parte das noites, pode ser que eu venha a me sentir mais paulistano, sei lá, talvez sentir falta do frio e das idas a Campos do Jordão das quais eu sempre debochei, pacificamente. "Ah! Que sujeito chato sou eu, fondue, frio, tarde, azul,  amanhecer, Campos do Jordão, chá, cobertor, queijo, vinho, casal, eu acho tudo isso um saco".

Mesmo assim, é melhor que nada, ainda mais quando é sábado, está frio e solitário em qualquer lugar da cidade e nada acontece.

Tudo só passa pela cabeça.

Pedro.
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16 julho 2010

olhando a vida sem malícia

para ler ouvindo: Retrato Marrom (Rodger Rogério / Fausto Nilo)

Marlon,

você não precisa de cabresto como eu disse. Também não precisa fazer análise das situações que o deus dos acasos colocou você e esse menino. Tente o oposto. Saia do controle, do seu controle, do seu normal, esse seu padrão.

Você pode se deixar gostar.

Pense nele como uma visita importante a quem você não pode dizer uma palavra sobre marca de copos na mobília. Deixe o abraço ser o abraço, por mais longo que seja.

Sim, eu o defendo. "O menino que aperta o gatilho do coração sem saber o nome do que pratica". Atira contra si prórpio e gosta da queda. Como poderia eu ser contra ele, ao menos naquela noite? A gente mal sabe de si direito quando quer pedir atenção, quem dirá dos outros. “Mas quem disse que eu sou responsável pela atenção dada a ele?”, seria uma típica resposta do antigo Marlon. O novo Marlon vai (uma vez na vida) não ter controle de tudo. Eu o vejo ficando sem ar ao ler isso, dando risada, incrédulo.

Por gosto meu, Marlon, você deixaria alguém tomar conta das situações por você dessa vez. A essa altura do campeonato já nem sei mais se dá tempo disso acontecer. Mas se não for dessa, que seja numa próxima. No religioso: “joga na mãe de deus”. No popular: “toca o foda-se”. E se for ou não for... Não cabe mais a você decidir. Ponto.

Lendo esses três curtos parágrafos de novo, percebo que é tão pro Marlon esse texto. Nem tanto pro que eu vivi domingo com ele (um pouco irritado, admito), mas pela coleção de momentos vividos junto dele durante esse ano que nós nos conhecemos. Agora está dito.

Let GO.

Pedro.
x

15 julho 2010

o seu jardim sou eu

Para ler ouvindo: A casa caiu (Sorocaba)


Música sertaneja dita por "universitária", não tem nada de sertaneja, tampouco de universitária. Isso dito por quem nunca pisou no sertão e nem fez faculdade pode causar desconfiança, concordo. Mas do sertão de onde veio Tonico e Tinoco não brota Edson ou Hudson. E da FAU de onde saiu Chico Buarque jamais sairia nem Victor nem Léo.

Música sertaneja quando apresentada por Maria Bethânia é tida como MPB (essa sigla torta criada nos anos 60 por universitários que restringe seu uso a compositores e cantores populares tidos como mais tradicionais ou seja lá qual for o critério utilizado para se entrar nesse restrito grupo). Música sertaneja na voz de Inezita Barroso é "Sertanejo de raiz". Indefinições, por falta do correto, divulga-se o incerto. Inezita é tão universitária quanto qualquer outro. É uspiana, formada em biblioteconomia e também é doutora Honoris Causa em folclore e arte digital pela Universidade de Lisboa. E sertaneja legítima.

Música sertaneja universitária não é. É pop/rock meloso e mal feito de um LS Jack, com a voz grandiloquente das duplas de música romântica que explodiram comercialmente no fim dos anos 80. A batida é simples e as letras são aquilo mesmo.

Que os sertanejos tenham mudado, tudo bem. A FAU também não é mais a FAU e a quantidade de uspianos e a trilha sonora deles mudou, assim como a quantidade de faculdades de onde jamais sairá um único Chico Buarque, em compensação sairão em grande quantidade Victors e Léos também cresceu. Mas os timbres e os tons, os estilos e as bandas continuam.

Algo como o que aconteceu com o funk carioca que não era funk, nem carioca.

Embora haja alguma coisa a se admirar no "sertanejo universitário", a verdade é que ele resulta primário, mas o descompromisso ainda diverte bastante, eventualmente se acha um verso certo para um dia de amor extremo.

Só.

Pedro.
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14 julho 2010

If I wrote it in a letter

para ler ouvindo: Take my breath away
(E. Bunton/ S. Mac/ W. Hector)


Se a 3 meses atrás me dissessem que ia dar tudo certo eu acreditaria.
Já disse, eu acredito. Nunca tive dúvida.
Deve ser por isso que passo uma segurança irritante às vezes.

Eu sempre soube o que quis desde a primeira vez. Minha única preocupação era estar apto para ser tudo o que se precisava. Como se provou que sim, então eu não tive muitas incertezas no caminho.

É lógico como o mundo é lógico chegaria até aqui.
E depois daqui.

Um brinde ao amor que nunca falte.

Pedro.
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13 julho 2010

domingo no parque #58

Um domingo ainda cansado da quinta feira. Exausto e com sono. Bebendo coca com café pra acordar, mas presente na festa como se fosse uma das últimas aulas importantes do semestre e eu não pudesse faltar.

A casa estava cheia e animada, a pista estava boa e o camarote com os novos viciados. Eu estava mais pra pista do que camarote, pois há algo naqueles sofás que me estimula o sono. Consegui resistir até as 5 da manhã e fiz a loucura de dobrar minhas doses: 2 cubas, 2 tequilas, 2 caipiroscas, 2 catuabas, 4 cervejas. Água foi só uma, mas me salvou de ter uma super ressaca no dia seguinte. Saí bem, pareceu que eu não tinha bebido nada.

A 2ª feira que me esperava lá fora foi cruel comigo e com meu cansaço, mas a gente fez o que pode e entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Sim, todos!
=)

PS: Com esse domingo, agora só me restam três Gambis aqui em São Paulo.
Talvez dia 14 já seja dia de curtir um “domingo” de Gambi na Varanda do Vivo Rio.

PS2: O novo contratado da Gambi é meu chegado, Gustavo Henrique. Cara fantástico.
Ficou responsável por tirar fotos e fazer vinhetas como essa aqui (onde eu apareço com o Paah!). Muito bom. 

Pedro.
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12 julho 2010

11 julho 2010

gosto quando olho com você o mundo

e gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você.

Pedro.
x

10 julho 2010

domingo no parque #57

Para ler ouvindo: Quem me dera (Caetano Veloso)


Não foi domingo, foi quinta feira, véspera de feriado (9 de Julho). Mas foi parque.

Essa Gambi tinha tudo pra fazer com que fosse significativa. Depois de muito tempo voltamos a fazer uma festa temática, a "Festa do Avanço", que surgiu devido ao aniversário do Régis, nosso amigo e hostess que é uma das únicas pessoas no mundo que ainda usa o famoso (?) desodorante. Nosso uniforme era uma camiseta preta customizada feita pelo Paah e pela Rossana durante toda a semana (totalizando mais de 30 camisetas).

Dias antes eu descobri que a Fever (festa que acontece no Clube Caravaggio) iria encerrar as atividades pois o dançarino-produtor Alex Moreno começou uma companhia chamada "Go dance". E a comemoração do encerramento da festa e do lançamento da companhia seriam feitas na Gambiarra com os performers da antiga festa. Paralelo a isso, os nossos performers residentes Gabriel e Régis também fariam uma apresentação especial e eu estava envolvido nos bastidores.

Pode soar como coisa normal de festa de edição especial. Mas não pra mim. É minha penultima The Week e antepenúltima Gambiarra em São Paulo. Tudo que é normal vira última vez, última chance, um jeito de "talvez nunca mais volte a ser assim". Por isso foi ficando tudo mais e mais forte e eu sem saber por que. Cada coisa em câmera mais lenta, cada riso tinha um canto de triste. Daí tem uma hora que todo mundo se reúne, rola um parabéns, muitos abraços, muitos beijos e eu me lembro que...

Eu tô procurando casa no Rio. Acabo conhecendo muita gente da UFF através disso. Procuro em fóruns e tópicos da faculdade. Acabei conhecendo um menino muito legal e nós conversamos bastante. Ele é de Minas e já mora no Rio. Num momento da conversa, ele me perguntou:
"O que você está deixando?"

Ali, naquele momento me veio essa pergunta engasgada em lágrimas.
E era isso. Ainda bem que eu contei com o abraço mais forte e as palavras mais certas que eu poderia ouvir:

"Você não está deixando nada. Ao voltar vai estar tudo aqui. Eu vou estar."

Eu acredito.

Pedro.
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