17 maio 2010

a simple kind of life

para ler ouvindo: A simple kind of life (G. Stefani)


Carrego um coração de pano do lado esquerdo do meu crachá. Do lado esquerdo carrego um de ferro. Isso serve como uma boa metáfora para o coração que eu carrego no peito: se de um lado, sou subjetivo, emocional e macio, por outro lado sou duro, objetivo e prático em relação ao que sinto. Hard candy.

Mas o que fazer quando o outro lado não corresponde da mesma forma? Sabe aquelas tentativas de explicar coisas sem explicação, com jogo de palavras que não traduz literalmente o que se quer dizer. Pois sentimentos são assim, qualquer um deles é desse jeito: não há palavras pra definir o que é o sentir. Aprendi muito cedo isso lendo Alberto Caiero, um gênio, um mestre, minha escola da vida inteira.
O trecho do poema "Guardador de rebanhos" foi a primeira coisa que pensei quando resolvi escrever sobre o sentir. Não é difícil. É impossível.

Voltando à simplicidade, sentimentos simples não são simplistas, não são menos sinceros ou profundos dos que os complicados. Sentimentos simples são: raiva, alegria, tristeza... Os complexos são aqueles em que tudo se mistura.

Eu carrego um coração de pano ao lado meu crachá. Solto, exposto, cru, óbvio.
Ainda preciso dizer de qual time eu faço parte?

Pedro.
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