05 maio 2010

pleno ar, puro Hélio

para ler ouvindo: Parangolé Pamplona (Adriana Calcanhotto)

Fazendo um balanço geral dos dias que passaram, há algo importante e novo em vista: pela primeira vez eu trabalho de forma direta com arte. Estou das 8:30 às 15:00 no Itaú Cultural na exposição "Hélio Oiticica - Museu é o mundo".

São tantas coisas... As pessoas são parecidas comigo, o ambiente é outro, as idéias são boas e eu me sinto bem em um trabalho. Normalmente eu sempre começo bem até a burocracia e a chatice dos dias começar a surgir, mas dessa vez já se passou um bom tempo e eu posso dizer confiante que é bom.

Chegar todos os dias e poder ter tempo de pensar mais de 100 obras do Hélio é uma delícia. Ele é uma escola completa. Tem um video que ele se define como inventor e não artista. E é isso mesmo. Não vejam procurando beleza ou estética e sim função, tentativa, estudo.

Entre bólides, penetráveis, relevos, metaesquemas, parangolés e até um piano, eu tenho me divertido com o Zé (que eu já conhecia de Gambis), a Rossana e o Diego (que fez São Luis comigo). E mais todos que trabalham por lá. Vou falando deles com o tempo.

É bom dormir pensando que vou estar lá amanhã. É exvelente estar de volta na Paulista. Mas também não perco a cabeça, ainda é um trabalho que eu tento levar da forma mais divertida possível por que cansa. Pessoas cansam, ficar de pé cansa, chamar a atenção das pessoas cansa muito. Relevo em nome da arte e das possibilidas que aparecem sempre que eu paro e vejo a genialidade do Hélio.

Certamente aquelas obras no ambiente de museu perdem muito o sentido, claro, fica uma coisa coxinha. Afinal elas pertencem às ruas, mas é válido enquanto possibilidade de conhecer e imaginar a vivência delas numa rua, por exemplo.
No fim, pouco se perde e os ganhos (tanto pra mim como para todos) são muito maiores.

Think about it and visit me.
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
de segunda a sexta das 09:00 às 20:00
sábado e domingo das 11:00 às 20:00

Pedro.
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