24 maio 2010

os meus amigos até disseram que foi amando

"Se essa cidade é uma maçã,
vou passar os dentes nela"

Às vezes tudo que um garoto precisa é dos seus garotos. Comparsas. Fellas. Cronies.
E é bom tê-los ali.

Desde que Thi e Hanz, meus BFF's tomaram caminhos diferentes dos meus e nosso tempo sumiu, eu não tenho tido encontros assim, de amigos.

Mas de repente, me vejo junto a outros 3 perdidos numa noite fria de quinta para lembrar de como isso é bom. Cerveja, pizza, risadas, Paulista/Augusta/Frei Caneca, sex shop e conversa, muita conversa.

Conversamos sobre tudo: trabalho, política, amigos, Gambiarra, afetos e desafetos, romances, a escalação do Dunga, essas coisas. Sempre surge um problema, um debate. De família ("precisamos morar sozinhos...") a dinheiro ("é só quebrar o cartão!") sempre surge uma solução para todos os males que nos afligem. Pode não ser fácil seguir o conselho, mas colocar na mesa nos faz pensar e parece mais fácil encará-lo, além de mais divertido, uma vez que tudo acaba em gargalhadas.

O que me impressiona é que o tempo passa e as pessoas mudam, mas algumas complicações seguem idênticas. Mais precisamente os relacionantos.
Temos sempre os mesmos problemas de comportamento? Reclamamos sempre dos mesmos problemas do outro?
Esses são sem solução aparente, o silêncio já indica. Resta pedir mais uma cerveja e desejar o melhor para o amigo com sinceridade. Já serve, não é mesmo?

Bom andar de volta pra casa rindo de qualquer coisa inventada, bom poder falar e ser ouvido, bom não estar só num mundo de gente tão só como eu vejo.

A arte do encontro está por aí.

Pedro.
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