11 maio 2010

canção pra viver mais

Às vezes viver sem vontade parece tão parte da vida. Como se houvesse um período de limbo apenas para podermos redescobrir o "bom" que há por aí. Seja através de uma pessoa, de uma canção... Algo. Eu estava nessa fase de espera, fiz o que pude pra gostar mais, querer mais, viver mais - afinal, nada estava indo mal, pelo contrário. Não consegui, pareceu falso e eu parei. Mas apareceu o Paulo, o Paah.

Paulo, o Paah é tipo "boy next door". Faz a linha amigo que logo se conhece, logo se gosta, logo se quer saber mais. O conheci numa dessas. Já sabia quem era e só pensei de antemão que ele não se ligasse no meu lance. Nos meus lances todos. Ainda assim, muito interessante, um cara com cobras de estimação e que conseguia habitar a mais baixa classe da Gambiarra sem parecer perdido mas sem querer ser aquilo tudo.

Ele foi ao meu aniversário no bar, depois eu sumi. Ele cobrou e nós conversamos coletivamente outro dia para explicar para um amigo a tese Bradshaw de que o amor havia morrido em Manhattan e consequentemente em São Paulo. E dessa conversa e de outras, surgimos nós.

Em determinada sexta casual no bar mais famoso do começo da Frei, voltamos a nos ver pós aniversário. E daí o lance todo engatou. Em uma semana I got hooked up on Paah. "Vivemos juntos como um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda."

Em pouco tempo criamos agenda. Cinema de segunda, bar de sexta, dormir na casa dos amigos de sábado. Tem sido incrível.
Fundamos grupo também. Pedro levou Zé. Paah levou Thi, Gi, Thaty e Helô. Thi levou Miller. Minha mãe fica maluca sem saber como eu conheço tanta gente nova em tão pouco tempo. E eu respondo: adotando-as.

Mas o importante ressaltar é a qualidade do tempo gasto. Às vezes eu preciso de alguém que me inspire a fazer coisas, a sair da concha e ver o mar, sair pro mundo, cair do blog. Preciso do "bring back the love of life". E é isso aí que ele é.

Afinal, se o amor morreu em São Paulo, o meu pode até ter se fingido, mas sempre esteve bem vivo.

Pedro.
x