29 janeiro 2010

whatcha talkin' bout?

para ler ouvindo: Nobody knows me (Mirwais Ahmadzaï/Madonna)



Pessoas de óculos escuros na noite devem acreditar que a disco ball é o sol durante um eclipse. Aquele globo de espelhos pode ser o sol que aguarda lá fora. Mas também podem (para quem chega) o lugar de onde a Madonna sai todas as noites para as confissões.

Rir dessas besteiras numa quinta de madrugada, só na 2ª noite do centro do ano. Fever com o tema de verão 41º foi rápida porém eficiente. As coreografias estão voltando a ser boas e as músicas cantadas ao vivo convencem. O pique do Alex e a vontade com que ele faz aquilo deixam escapar por um outro sorriso, a expressão: perceptível e contagiante. Os outros integrantes também, mas ele é foda! O meu Fever favorite sempre foi o Thiago Jansen, sempre disse. Mas dessa vez ele ficou filmando as performances e não apresentou.

O público estava um pouco "carta marcada" e isso me inclui. Percebi que já tenho um largo acervo de Fevers e de FervoFetish pra perceber quando a casa está com muitos coringas.

Na pista, I and I, entre outros pensamentos que passavam pela minha cabeça na pausa das performances (e depois delas), o mais gritante foi: o quão intrigante é uma pessoa comum dançando moderadamente?
Coisa de louco, mas o quanto mais na minha eu ficava, mais pessoas passavam por mim, mais pessoas procuravam chamar minha atenção de alguma forma.
Me lembrei que escrevi um dia que pessoas precisam desesperadamente de atenção e é verdade.

Estava lá, vulnerável, mas não inseguro - completamente passível a provocações - de um empurrão aos invitáveis olhares. Pronto pra quem quer que seja simplesmente vir e demonstrar carisma e simpatia. Mesmo sem a menor reciprocidade.

Da curiosidade alheia que ninguém escapa:
- "Opa, você não é o cara da Gambiarra?"

Sem pique pra dançar, pensando na minha vida com a cerveja quente na mão, ia falando com a Andreza sobre qualquer bobagem. Mas nem a nossa conversa fazia sentido. Besteira.
Mas tentem algum dia ou alguma noite, plantar o pé na pista e ficar na sua. Por mais vazia que a festa esteja, a concentração é sua.

Houve uma coisa que me incomodou bastante que foi o Pacini e o Rogério fazendo divulgação da festa Robbie (que acontece no Hotel Cambridge) dentro da Fever (que acontece no Caravaggio).

Antes de mais nada eu não tenho contato algum com nenhum dos dois, mesmo assim eles me disseram "oi" como se fossem velhos conhecidos. De fato, andamos pelos mesmos lugares e conhecemos as mesmas pessoas. Mas não temos intimidade nem de um simples "oi".

Depois me entregaram o flyer, falaram da festa que eu já conhecia, afinal, o Xuxa era sócio e dj resisdente (o Thigo que era da Gambi e o Bruno - namorado do Hanz, também tocam lá) e foi uma perda de tempo, pois domingo = Gambiarra no matter what.

Mas o que me encucou foi ver o escrito no flyer o nome do Xuxa como Dj residente, uma vez que ele abandonou o projeto. Fui e entreguei o papel pra ele. Ele estava bêbado e entregou o papel pra uma garota que precisava de um dj pra uma festa. Daí foi um caos por que o pessoal achou que o Xuxa estivesse divulgando a festa no Caravaggio (pra quem não sabe, o Hotel Cambridge e o Clube Caravaggio ficam de frente um pro outro, basta atravessar a rua).

Até explicar que fuça de porco não é tomada, eu já estava pra lá de pra lá, as performances já tinham acabado, eu estava a dois passos de casa, conseguia andar decentemente então decidi ir embora.

Mas fica aqui a divulgação da festa Robbie: todos os domingos a partir das 22:00
Local: Hotel Cambridge.
Vip até a meia noite com direito a uma caipiroska por conta da casa.
Depois da 00:00 = 10 reais de entrada.

Pro Thigo e pro Bruno!
Cause that's what friends do.

Pedro.
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28 janeiro 2010

movimento dos barcos

para ler ouvindo:
Moda (Guerra Peixe)/
Temporal (Dorival Caymmi)/
Tempo de Caboclinhos (Ernani Aguiar)




É.
Sou o menino-mar: bonito,confuso e variável.
Eu me mostro tão distante e impecável que acabo afastando as pessoas. As poucas que se atrevem a chegar perto, expulso sem querer, por não saber lidar. Eu me agito e faço com que elas fujam.

Houve uma noite que minha maré subiu tanto, quase enlouqueci. Foi estranho, porém mágico. Foi a coisa mais louca e feliz que já fiz.

Às vezes, fico com receio, um medo de confundir tudo. Mas resolvi seguir em frente. Estou te levando e sendo levado na minha própria e confusa correnteza.

Peço desculpas pelo os momentos em que minhas ondas ficam fora de controle. Pelos momentos em que o sal de minha água irrita seus olhos e peço desculpas quando fico tão profundo que acabo te afastando de mim.

Algumas convicções e certezas eu me recuso a mudar. É por isso que não percebo o amor do tamanho e da forma que é.

Eu sei que seria mais fácil se eu fosse um lago, um rio ou coisa do tipo. Mas não sou. E infelizmente não dá para mudar.


textos: "Menino-Mar" e "Resposta do Menino-Mar",
por Mickael @estoumeavir.blogspot.com
edição: Pedro e Progresso



Pedro.
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27 janeiro 2010

ferido justo na garganta

para ler ouvindo: Entretanto (Mart'nália/Mombaça)


Quando o fim de semana é bom eu vejo minha irmã de sexta a domingo. Fico feliz que não tem ninguém no meio.
Fomos ao cinema assistir "Onde vivem os monstros" e depois pra festa do Chope da Vai Vai na sexta feira. Sábado nos vimos assim, sem motivo. Domingo foi almoço tradicional em casa e ainda teve a presença dela no churrasco de feriado na segunda feira. É bom. Foi bom.

Pensar no Rio é pensar no Ty.
Eu o conheço a 2 anos praticamente. Não sei mais viver sem ele. Provavelmente será "meu igual nesse mundo mal". Não sei dividir atenção, nem gosto. Não o quero em São Paulo pra ver quem quer que seja que não seja eu. Soa como uma afronta, uma recusa mal educada a todos os meus convites anteriores. Se ele vier eu não irei vê-lo.

Passei dois meses com Gustavo Seguro. Desses dois meses não nos vimos por no máximo 10 dias (não corridos). De repente não consigo mais ficar sem ver a família da 3ª casa, dormir no colchão com cheiro de rexonna, reclamar de manhã, brigar por nada. É como se no fim do dia algo ficasse faltando. Daí se ele sai com outras pessoas (mesmo que eu tenha algo combinado) fico do lado de lá, com outras pessoas pensando nele lá.

Quando a Amália vem pra São Paulo é como se todo dia fosse dia de festa. Não que eu a veja todo dia, pelo contrário. Mas é bom saber que ela está aqui, o ar da cidade fica diferente. Ruim é ter que enfrentar a agenda dela com os outros : amigos, família, irmã. Então eventualmente eu escrevo algum absurdo no scrapbook dela e deleto logo após.

Ficar muito tempo sem a 2ª casa é pensar em como os dvds estão mal organizados. O Marlon tem mania de colocar os boxes do jeito errado. A Thay tem mania de deixar os cd's jogados e o Marlon (de novo) agora coloca pires embaixo de latas de cerveja para não deixar marcas nos móveis ou no chão. Daí a gente fica na ânsia de comprar aquele imã que diz: "oh no! You turned into your mother". Quem está ocupando meu lugar de bagunceiro? Outro alguém que não eu, tipo, mesmo? Quem anima os esquentas? Há esquentas? Quem é o spoiled brat que acorda com o sol antes de todo mundo?

Odeio os namorados que afastam meus BFF's de mim. Hanz mal telefona, Tiago nem tenho notícia. Encontrei com ele fantasiado de Luiz Fernando na Gambiarra e deixei por isso mesmo. Outro que ocupa tempo demais é o Teatro da Gigi.

Os outros, as outras, as coisas, eles e elas que não eu.
Pra resumir que eu tenho ciúme de tudo.

Pedro.
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26 janeiro 2010

domingo no parque #46


De volta pra casa!


Vou ser muito sincero e dizer que não estava animado pro retorno. Parece que as férias foram curtas demais e restavam opções alternativas na noite de Sampa: Vai Vai, Caravaggio, amigos antigos, redescobrimento da Augusta e 3ª casa. Falei pro Marlon, senti uma certa culpa por não sentir tanta falta. Deixando claro que era menos falta da festa e não das pessoas. As pessoas eu queria engolir quando as visse.

Fui com a cara e a coragem sozinho até a The Week torcendo pro Augusto dar lugar ao Progresso, uma espécie de alter ego da noite - o cara realmente legal e que topa todas. Aquele lance meio Ivete Sangalo que já chega chegando, dizendo: "Oi, meus amores!". Claro que pra isso acontecer, certo grau etílico deve ser alcançado.

No fundo eu sabia que queria algumas coisas, entre elas:

*esquenta da classe baixa,
*novos hosts e hostess,
*bagaceira,
*palquinho
*foda-se,
*estréias e encerramentos de peças
*reencontros,
*aniversariantes,
*máscaras,
*champagne splashes
*performances

Encontrei a Classe Baixa fazendo esquenta com vodca Natasha e me juntei. Daí contei até 5, subi as escadinhas que separam a gente desse mundinho banal e... Voilá!
Progresso estava na ativa.
Piri piri piri piri Progress.

Daí foi que a festa começou, as perfomances aconteceram, os reencontros, as duas pistas, a vibe toda.
Meus amigos trabalhando na produção foi algo legal de se ver. Régis, Thay, Rossana, Ti. Todos sabiamente contratados.
Ainda disse pro Gruli que ele poderia me contratar pra fazer Gambi Rio. Provável que realmente aconteça.

Me diverti mais do que esperava. Deveria ter me acostumado, uma vez que a Gambi sempre me surpreende. E no fim das contas minha lista foi toda atendida e até mesmo superada. Lembrei por que amo tanto essa festa.

2010 com um pé direito desses é pra poucos.

Pedro.
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25 janeiro 2010

22 janeiro 2010

era quase de manhã era madrugada


Primeira noite do Centro de 2010. Essas noites são diferentes de todas as outras mas seguem um certo padrão. Tem seus personagens conhecidos e seus lugares certos para acontecerem.

Foi dada a largada para a temporada 2010 no Caravaggio, o que indica que os 15 reais de consumação que me transformam noites voltaram.

A surpresa das surpresas foi ter ido com Paulo Ronaldo (que na verdade é Paulo Castro, mas é tão parecido com um amigo de colégio que eu e Thay não resistimos o apelido), um cara que eu nunca tinha tido contato fora da Gambi. Ele trouxe 2 amigos muito legais e o esquenta inteiro aqui pra casa: Sky e tônica de limão.
Fomos rumo a uma típica "Quintada".

Quinta feira no Caravaggio é noite de Fervo Fetish, Fever ou Absurdinha. Essas 3 festas se dividem no espaço e acontecem uma vez por mês cada. A Fever e a FFetish tem performances de música/dança e distribuição de drinks (hora da tequila e do champagne respectivamente), ambas muito boas, mas hoje não são mais as super produções que eram. Mas curtimos bastante.

Conheço de vista o Alex Moreno que é ator, dançarino e diretor geral da Fever. Ele fez com o núcleo de teatro do Sesi a peça que mudou minha vida: "O que eu entendi do que o Tom Zé disse". Alguns outros como o Fábio Cador, o Thiago Jansen e o Kimura eu só admiro de longe. Nessa Fervo Fetish eu não conheço ninguém.

Foi a prévia de verão, a promessa de Gambi de domingo. E também foi bom conhecer a indecisão do Paulo. Ele é muito indeciso, meio neurótico também. Filhote da PUC, um doce comigo. E mesmo assim parecia que o Gu ia aparecer a qualquer minuto (e eu sabendo que ele não iria).

Depois paguei minha comanda e a moça devolveu meu dinheiro e carimbou minha comanda. Vejam só. Meus 15 reais de consumação valeriam pro dia seguinte na festa da Vai Vai.

Essa semana tem mais. Espero que todo mundo que eu gosto apareça na Fever.

Pedro.
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21 janeiro 2010

a few of my favorite things

para ler ouvindo: Head over feet (Alanis Morissette/Glen Ballard)


Me apaixona:

Andar de dedos dados na avenida.
Falar besteira com vinho na Alameda das Flores.
Inventar danças novas.
Ser reconhecido de longe.
Dar beijo de cinema.
Pequenas viagens, grandes lembranças (mudanças?).
Beijar de ponta cabeça.
Conversar baixinho no chão da sala.
Não gostar de quem não gosta de mim só por que a pessoa não gosta de mim.
Ser guiado pra casa a contragosto.
Reconhecer no escuro.
Trocar confidências e verdades no Terminal Bandeira.
Acreditar em plataformas andantes no Centro.
Amor tântrico.
Camas cheias de gente.
Dormir junto emaranhado.
Ficar boca a boca e não se mexer.
Intimidade de fazer agenda.
Viagens sem data.
Músicas de strip.
Sol de onde não se espera.
Entrar na vibe.
Encostar no umbigo e ouvir o barulho da barriga.
Saber que vai ser sempre assim, dure o tempo que durar.
Quando gritam elogios pra acordar o mundo.
Levar minha vontade de X Bacon a sério.
Delicadeza com minha inexperiência.
Quando acelera de longe e faz cavalo de pau com o carro pra abrir a porta e me ver sorrindo.
Receber sms's sem sentido.
Ter um debate sobre qualquer coisa no Parlapatões
Me chamar pra ter idéias.
Bitch talk.
Entrar na contramão na rua da minha casa.
Rir do "formato de fogazza".
Replies no twitter.
Café demorado na padaria.
Trazer esquenta na minha casa.
Me acompanhar quando eu assovio "over my shoulder".
Marcas de mão no cimento.
Sessão de fotos ocasionais.
Cara feia pros meus lapsos políticos.
Encontrar um par pra Arca de Noé.
Conhecer a mãe dos meus filhos.
Assistir Doces Bárbaros abraçado no sofá.
Aquela canção feita sob medida pra mim.

E muitas outras coisas.
(Continua...)

ps: esse post é meio pra Thay.

Pedro.
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20 janeiro 2010

amor novo que se ganha vem sem pressa, vem mansinho

para ler ouvindo: Etc. (Caetano Veloso)


Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Sem medo de dizer que amei, que amo e que amarei. Mas que no momento ao pensar no amor é como se fosse um branco, um xis, um traço, um risco.

Amor não é amizade (por mais sexual que ela seja). Amizade é amizade e tem alguns elementos do amor que eu prezo muito: companheirismo, PRESENÇA, lealdade e segurança. O dormir junto e o sexo vem depois. Pra ser sincero eles não existem, eu que inventei. Mas já está inventado, eventualmente esses "plus" surgem.
Mas isso não é amor. É amizade.
Amor é coisa que não se discute nem se elabora. Sabe-se.

E com o peito vazio de amores e com o corpo cheio de ações eu vago pelos dias. Assim esqueço um pouco do coração, sabe? Nem dores de amores antigos, nem desamores, feridas não cicatrizadas... Nada me abala. Vez ou outra surge uma tristeza, depressão-pós-noite-incrível e dá uma vontade de chorar mais que tudo. "Mas o dia nasce e eu esqueço". Assim que funciona.

E aí eu me pergunto: se a criatura não ama, como Drummond diz, faz o que?

Faz muita coisa!
Eu faço muita coisa. indo fazer uma série de outras coisas que serão meu amor: faculdade, trabalho, amigos, praia, vida, livro novo, passeios, shows, praças, cinema, teatro, círculo novo, curso, violão, aniversário, Gambiarra... Viver!

Quando o amor acaba, parece que é a vida indo pelo ralo. Sente-se um monte de raiva, saudade, agonia e outros sentimentos. É a tentativa de buscar por um substituto ao amor. A má notícia é que não tem. Não existe.

Sem aquele escudo colorido e mágico, estamos submetidos a vida real e aos seus sentimentos nus e crus. O que pode ser muito bom também. Nada contra o amor, tudo a favor de conhecer um pouco da vida sem ele. Mas só um pouco também. Na real, o bom é ter a anestesia pra dores e a companhia pra dividir as delícias que a vida tem.

Seja amizade - em todos os tons possíveis, namoro, noivado, casamento, booty call ou fuck buddy. Ter alguém é (quase) sempre fundamental.

Pedro.
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19 janeiro 2010

só assim eu não tenho que ouvir o seu nada

para ler ouvindo: Nosotros (Danilo Caymmi/Joyce)


Domingo foi engraçado. Acordei em casa tentando esquecer o domingo em que o Gustavo combinado com meus pais tiraram a noite pra me deixar em casa.

Antes disso: ensaio da Vai Vai. Segunda vez que eu compareço e parece que só fica melhor mesmo a volta sendo debaixo de chuva. Fui com a minha irmã e minha mãe. 5ª tem ensaio de novo e eu vou com Marlon. E não devo voltar desacompanhado, mesmo debaixo de chuva, se houver.

Depois disso: cheguei em casa e o Xuxa me ligou me convidando pra Robbie vip e com direito a caipirinha se minha presença fosse imediata. Gustavo concordou mas pprecisava descansar. Meus pais liberaram mas só se eu saísse até horário x. Moral da história: Gustavo dormiu x meus pais não me deixaram sair x flerte inacabado x dormir sozinho x domingo sem Gambiarra = Raiva + insônia = Inquietação.

É cada inferno de noite que a gente tem que passar que eu espero que em algum momento valha a pena.

Enquanto isso, hoje tive a melhor tarde do mundo com o Marlon na 2ª casa (e ele nem deve saber por que). Foi tranquilo. Eu pude abrir um livro qualquer e ler. Se eu quisesse conversar sobre algo, conversava. Cochilei e ele nem percebeu.
A casa estava num silêncio tão gostoso que me deixou em paz. O Má me passou isso. A 2ª casa está muito bem equilibrada, deve estar do jeito que ele gosta. Ou ao menos está ficando.

Enquanto isso, mais precisamente agora, eu to aqui na república dele. A República Elma Chips. Escrevo da cama do Elma Chips number six, até que contente pois conversamos. Bastante e quase sinceramente por completo.

Uns amigos nossos passaram aqui mais cedo. Cada dia parece que mais gente passa e eu fico. É diferente você saber que no fim da noite, independente do que tenha acontecido, a importância de cada um ainda vai ser a mesma de antes.
E a minha, ainda a maior.

Pedro.
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18 janeiro 2010

17 janeiro 2010

de si mesmo ad infinitum

Para ler ouvindo: Muda, Brasil (Marina Lima/Antonio Cícero)


drop down diary #19

Novidades na vida. Reviravoltas, quem curte? Eu adoro uma novidade, acordo até mais feliz quando sei que algo novo vai acontecer. Vamos a elas então.

A primeira veio desde o ano passado quando eu tive um sonho sobre ser salvo. Não raramente eu tenho mensagens muito claras nos meus sonhos. Daí até o final de 2009 foi uma sucessão de mensagens e sinais que me indicavam pro mesmo caminho. A vida é cheia de sinais, aprendi isso no livro do Yehuda Berg, "O Caminho". Em 2010 no ano novo eles continuaram aparecendo. Até o ápice chegar e dizer por si só: não preciso mais de carne.

Sem nêura, sem ideologia, sem dieta.
É simplesmente algo que não faz mais parte da minha vida, do meu corpo.

Quando eu parei de fumar após 6 anos no fim de 2007 foi a mesma coisa. Eu era um tipo de fumante que já tinha liberdade em casa, meus pais sabiam, meus amigos todos fumavam. Não tinha por que parar.
Uma noite dessas eu estava deitado na sala, pouco antes de dormir, olhei pro meu maço e pra uma garrafa velha de vinho barato e já sabia que seria nossa despedida. No dia seguinte e a partir dali, nunca mais fumei. Foi dia 15 de novembro de 2007.

Pois bem. Hoje faz 1 semana que eu parei de comer carne. E diferentemente do cigarro, não vejo diferença alguma. A não ser na dificuldade de ser vegetariano algumas vezes - arrumar comida é uma batalha diária, eu praticamente carrego miojo na minha bolsa aonde quer que eu vá. Mas com o tempo eu acostumo.

Segunda e mais impactante novidade.
Lembram do sonho de passar na Federal?
É real agora. Eu passei.
Isso significa estudar na rua Fortaleza a 50 metros de uma praia linda; ralar pra encontrar uma república; conhecer o Rio; ter uma vida completamente nova; me reunir com pessoas diferentes que serão minha família por 4 anos e ter a possibilidade de estudar e trabalhar com o que eu realmente quero: os meios de produção da arte.

Dia 29 os resultados oficiais estarão online e eu venho postar. Por enquanto saíram listas feitas pelos alunas da própria UFF que organizam os candidatos pelas notas que eles tiraram.
É como se fosse oficial.

Mas eu tô feliz. Morrendo de medo e feliz.
Sabe aquele sentimento de "fiz minha parte"? Não precisar ralar pra pegar bolsa, ser um pouco mais independente fora de casa, morrer de saudade e chorar rios.
Pois é assim que vai ser mesmo.
Não tem jeito.

É 2010 começando com o pé direito. E é tanta coisa que ainda vai acontecer que eu até vejo o mundo dividido entre aquelas pessoas que saem dizendo: "é o fim do mundo" e as que certeza que é o começo.

Pedro.
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16 janeiro 2010

dizendo tudo de mim

para ler ouvindo: Traduzir-se

Discoteca emocional, quem não tem? Sabe aqueles discos nem sempre excepcionais, nem sempre bem vistos pela crítica e pelo público mas que tem lugar especial no coração?

Sendo claro: eles podem ser ruins, bregas, te dão vergonha de dizer que gosta até por que eles não tem nada a ver com o seu gosto, mas não dá pra se desfazer deles. Ou não, podem ser discos bons também. Não importa. Podem existir melhores, mas esses são a "essência".

Sejam bons, ruins ou medianos, são eles que formam nossa discoteca emocional, seja por marcarem época ou terem uma track list irepreensível que faz dele um disco-coringa pra te entender. Em qualquer época. É só por pra tocar que as letras surgem na cabeça.

Uma identidade musical.

Um top top da minha discoteca emocional ficaria assim:

No Doubt - Return of Saturn
Tracy Chapman - Let it Rain
Kid Abelha - Educação Sentimental
Chico Buarque - Morro dois irmãos
Marisa Monte - Barulhinho Bom Ao Vivo
The Smiths - The Smiths (84)

Lan Lan e os Elaines - Com ela
João Gilberto - João Gilberto (73)
Banda Eva - Eva, você e eu
Adriana Calcanhotto - Cantada
Bebel Gilberto - Tanto Tempo
Moska - Tudo novo de novo

Marina Lima - Setembro
Mombojó - Homem espuma

É bem diversificado. Vai do lixo ao luxo em questão de acordes.
Poderia escrever sobre cada canção desses álbuns. Algumas canções foram o melhor de alguns momentos e outras foram
"a canção que tocou na hora errada". Alguns desses discos eu comprei por acaso, quase sem querer, outros procurei feito um doido pra comprar.

Entre outras possibilidades, fiz algumas listas mais limitadas de discoteca emocional.

Um top 4 com os Doces Bárbaros, seria:
Maria Bethânia - Drama 3º ato
Caetano Veloso - Uns
Gal Costa - Le-Gal
Gilberto Gil - Ao vivo (74)

E é difícil deixar de lado "Livro" do Cai, "Mel" da Maribeth, "Fa-tal" da Gal e "Refazenda" do Gil, pois são ótimos discos e que eu vivo escutando o tempo todo. Mas em se tratando de "quais eu levaria pra uma ilha" são esses do top 4. Até a sequência de músicas é o ideal.

Top 5 Spice Girls solo:

Melanice C - Reason
Melanie B - Hot
Melanie C - Northern Star
Victoria Beckham - VB
Emma Bunton - Free Me

Heresia deixar Geri de fora? Talvez. Nunca gostei absurdamente de nenhum trabalho solo dela. A voz é fake, a postura é over, os nomes são cafonas. No máximo "Bag it up", "Goodnight kiss" e "You're in a bubble" do Schizophonic eu sempre ouço. Mas nada que se compare ao Reason da Mel C que eu ouvi religiosamente durantes uns 2 anos non stop. Ou o fraco VB da Victoria que só eu sei que existe nesse mundo.

Top 5 axés

Daniela Mercury - Música de rua
Banda Eva - Ao vivo
Cheiro de amor - Ao vivo 97
Daniela Mercury - Elétrica
Timbalada - Ao vivo 98

Axé lembra minha irmã. Lembra Atibaia, lembra Salvador. O disco da Banda Eva da 1ª lista não está aqui por que ele tem outros motivos. Não é só um disco de axé. É o único disco que o Tuca ouvia quando fiacava em casa. Alguns desse top 5 são indispensáveis pra qualquer dia que junte o trio axezeiro:
Pedro, Márcia e Amanda.

Não por acaso, o único disco de estúdio é da Daniela Mercury de 94.

Entre tantos discos e tantas canções é difícil explicar por que ESSES me despertam tanto.
Mas são eles.

Com o tempo eu vou colocando algumas músicas "tradutoras" desses discos e ampliando esse post com outras listas.
Stay tunned.

Pedro.
x

15 janeiro 2010

sussurando em seu surround

Parece coisa do destino. Um impulso pra começar a escrever. Mas foi só eu ligar o shuffle e "Be the one" começou a tocar. Nem sabia que essa música estava aqui.
Mas como eu já disse... Foi o impulso de todas as partes do mundo que me fazem estar acordado às 08:48 de uma quinta feira.

Deve ser algo assim. Ouvir Chico sussurrando em seu surround. Meus caros amigos nunca soou tão claro entre Cindy Lauper e uma coletânea do Caetano.

Do outro lado no Rio de Janeiro, sinto um pouco de mágoa do Ty, mas tento pensar em como é ser só. Ele já foi assim, só, comigo. Hoje é com o Gu. Decidi que não é algo que eu necessariamente queira saber.

Se acontecer do sertão virar mar e trazê-lo até aqui, também não quero saber, ver, ouvir, estar junto. Por que no fundo poderia ser alguém de outro canto para ambas as partes e eu ainda saberia de todas as intenções no fim dessa estrada. Da mais casual a mais provocativa e infinitivamente pessoal.

This looking back with 20/20. Já disse que não é da minha conta.

O lance é definir minha vidinha agora. Deixar gregos e baianos de lado, se acertando, sendo o que Deus quiser. Dadas todas as dicas, eu preciso voltar e ver como estão as coisas em Sampa. Também é fácil falar de longe, viver de longe. Mas só vivendo mesmo que a gente diz. Esse texto todo preparatório pode não valer uma intenção se a gente avaliar por esse modo. Uma pena, pois a inspiração dele foi quase nenhuma, a transpiração para fazê-lo foi total.

Ontem eu mandei um sms dizendo:
Be the one.
The fisrt one.


Mas eu jamais diria the only one.

Pedro.
x

14 janeiro 2010

telling me that you're the one

para ler ouvindo: Dois bicudos

Como eu ia dizendo, existem vários "talvez" no meu mundo. Todos do texto passado viraram realidade: o sms, o telefonema, a viagem, a cidade. Foi imprevisível e nem passava na minha cabeça (já acostumada) que os efeitos da Balalaika + sol + ansiedade vestibular fossem criar uma mensagem tão verdadeira.

Pois é. Está dito.

Intuito pouco é bobagem. A gente tem mais é que saber o que quer mesmo e ir atrás.

Pedro.
x

13 janeiro 2010

eu vou equalizar você

para ler ouvindo: A mind of it's own

Em instantes está pra sair o resultado da prova que pode mudar minha vida.
Enquanto isso fica tudo muito tenso. A relação com Gu, a conversa com Ty, sair na rua. Não queria que fosse assim, mas não consigo manter nada disso agora. É difícil. Eu sou muito mais Rudolf Ritter do que esperava. Gosto das coisas nos seus cantos, das pessoas em seus respectivos modos. Isso é coisa do Rudy, não minha. Mas agora é.

Tá tudo meio pilhado. Não sei. To de mal humor e ver gente tá foda. Nem pelo MSN vem um esboço de simpatia. Uma coisa muito clara de que são duas vertentes importantes que eu não equalizam mais simultaneamente. Em tempos de normalidade, eu (como a Igi definiu, sou uma das pessoas que manipulam o mundo) faria tudo acontecer do meu modo. Mas do jeito que eu tô ansioso, vai do modo que saírem as palavras. Se forem palavras. Se forem pra sair.

Se eu pudesse equalizar, faria de um jeito em que eu pudesse falar o que eu espero, de modo a ficar claro o por que da minha ansiedade.

Talvez um porre baste. Talvez já esteja claro. Talvez um sms. Talvez uma viagem. Talvez pelo telefone. Talvez...

Em tempo eu volto ao normal e passo a controlar aquela velha estrada nova da minha vida e do que está ao meu redor.

Pedro.
x

12 janeiro 2010

keep that in mind

para ler ouvindo: Tudo pela metade

Preciso fazer uma agenda.
Preciso sumir de Sampa.
Preciso de uma agência que me contrate.
Preciso de abraço da Thay.
Preciso do Marlon inspirado.
Preciso saber que a Igi acredita que o amor existe.
Preciso dizer pro Gu que eu quero chamá-lo.
Preciso de um amor que deixe tudo upside down.
Preciso estar pronto.
Preciso ver Amá mais uma vez.
Preciso que o dia de hoje passe rápido.
Preciso recuperar a grana da minha recisão.
Preciso de um trabalho de 3 dias que me pague 30 mil.
Preciso falar com Tiago.
Preciso que meus BFF's estejam bem.
Preciso que de um ventilador.
Preciso de proteína de soja.
Preciso estar entre os 70 primeiros da lista da UFF.
Preciso que alguém retorne do Guarujá.
Preciso ver o mar.
Preciso saber que é certo.
Preciso ler.
Preciso casar.
Preciso aguentar essa cozinha cheia de carne.
Preciso matar a saudade de muita gente.
Preciso que essa cerveja gele rápidinho.
Preciso do texto que a Gigi e a Lauren ficaram de fazer.
Preciso dormir de conchinha.
Preciso saber como o Xu está.
Preciso parar de fazer as mesmas comparações com os resultados do vestibular.
Preciso prestar um vestibular amanhã.
Preciso cortar o cabelo.
Preciso fazer um óculos.
Preciso daquele cuidado de um mês atrás.
Preciso ter um filho.
Preciso de uma internet com 2Mega que funcione.
Preciso rotear o modem.
Preciso fazer back up.
Preciso ser mais cuidadoso.
Preciso ser mais leve.
Preciso voltar a correr.
Preciso *****.
Preciso engatar a 1ª.
Preciso escrever um livro.
Preciso aquecer a voz antes de cantar.
Preciso tocar 2 horas de violão por dia.
Preciso voltar às aulas de acordeom.
Preciso dar nome às idéias.
Preciso organizar as composições.
Preciso falar com meus compositores.
Preciso ser mais prudente com o que escrevo no blog.
Preciso de meus escritores Igi e Gus.
Preciso de posts fotográficos.
Preciso consertar a máquina.
Preciso tomar um rumo.

E o que eu quero?
Sossego!

Pedro.
x

11 janeiro 2010

10 janeiro 2010

na paulista os faróis já vão abrir

para ler ouvindo: Levante

Domingo de revisão de dias anteriores. Sábado eu fui espairecer na Benedito Calixto com cervejinhas, seletinhas e uma menina linda e pra lá de manhosa que é a Dani. De tarde pra noite ensaiei um karaoke com o Hanz e uma noitada com maratona de The Office com Gigi no ap do irmão dela, mas nenhum dos dois vingou. Só Um inesperado (?) sono.

Deve ter sido por que passei o dia inteiro irritado com Gustavo e só acalmei a noite. Aquilo que eu disse no texto anterior continuou valendo até poucas horas atrás. Me irritei demais com o fato dele ter me falado que tinha se irritado comigo.

Ainda não consegui falar com Amália, mas esse é um outro caso.

Pra tocar o foda-se que seria da Gambiarra, hoje resolvi ir pro ensaio da Vai Vai. Enquanto minha irmã chegava de Floripa e já agendava a ida pra Atibaia comigo essa semana e minha mãe me perguntava sobre a UFF, eu (que tenho tudo e nada na cuca) fui desabar água entre raios que disparavam no céu. Sabendo que não ia chover.

Depois ensaiei uma ida pra Augusta de madrugada, mas o colchão falou mais alto. Xuxa e Taiguara, fica pra próxima madrugada mais quente do mundo.

Fiz as pazes com o Gu e estou torcendo por uma segunda feira pacífica.
Arrumei nada. Não espero mais nada que não seja a UFF.

Medo da decepção, sabe? Ainda por que é algo que está muito perto. Evito entrar muito em detalhes do que fazer, como fazer, o que eu estou indo fazer no fim do Rio de Janeiro?
Eu preciso passar pra dizer que eu fiz minha parte: consegui entrar numa universidade do governo. Não estadual, municipal ou qualquer outra: FEDERAL. Preciso tirar essa carga de culpa de que preciso pagar pra estudar e que esse futuro apenas se passaria em São Paulo. Essa é a real.
Depois disse vem o fato de ser minha faculdade dos sonhos.

Sonhos.
Se tem uma coisa que eu preciso resolver em 2010 é isso aí:
meus sonhos.

Pois já ficou claro que parar de sonhar não vai rolar tão cedo.

Pedro.
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09 janeiro 2010

I need somebody with the human touch

para ler ouvindo: Mulher sem razão

Antes de começar, já aviso que esse é um texto sobre relacionamentos. Um daqueles. Portanto, para os que tiveram uma sexta feira em que estar junto de alguém não fez o menor sentido (e em alguns momentos seria melhor não estar junto), por favor, sintam-se a vontade para acharem que eu li o pensamento de vocês e rir das ironias e semelhanças de uma vida a dois quando elas aparecerem. E também para acenarem concordando de frente pra tela quando acharem que acertei em alguma teoria.

É complicado, a vontade inicial é de sempre tentar agradar a pessoa. Por isso liguei pra Amália e perguntei se ela queria fazer algo, pela segunda vez essa semana. Pela segunda vez ela ficou de ligar e não ligou. Fica estranho, especialmente quando a pessoa se diz com tanta saudade quando está distante e fica tão distante quando está próxima - e a saudade some.
Também concordei em não ficar tão disponível. Eram 2 da tarde, eu ainda iria pra casa do Gustavo e depois para o primeiro encontro do pessoal da Gambi num bar na Augusta.

A primeira parte aconteceu bem. Passei no Gu e tivemos uma tarde divertida com as colegas de quarto dele, Mayara e Dani.
Ele foi trabalhar e eu e Dani combinamos de ir juntos ao bar da Gambi. Não rolou e eu fui sozinho. Ela combinou de ligar depois também não ligou, eu tinha uma hora no bar antes de encontrar o Gu. Tinha que entregar a chave dele quando saísse do trabalho. Assim o fiz.

Agora estava livre pra ver a noite que estava fadada ao fracasso seguir o seu destino: iria acabar cedo em casa e sem remosro atualizaria meu blog, meu violão, minha presença em casa e meu sono. Mas os planos dele soavam contrários aos meus.
Gustavo tinha uma lista de 5 quereres: queria sair, queria gastar pouco, queria ir pra Augusta, queria beber e queria que eu fosse junto.

Pra isso eu precisaria ir pra casa, vestir um tênis e voltar.
Fui e desisti de voltar: a pedidos reclamantes da família e um pouco por vontade própria. Até que ele ligou e se mostrou bem decepcionado com minha decisão.

Ok, ok... Resolvi converter isso, afinal, eu já tinha tido uma boa sexta feira com os amigos, já tinha me divertido bastante e seria egoísta da minha parte me ausentar na vez do meu amigo.

Eu vesti meu sapato e cumpri os 5 quereres. Saímos, passamos na Augusta, gastamos pouco, bebemos e eu estava junto.
Havia ainda boa companhia de Robinho e Lilica da Gambi que eu não via desde o dia 21 de dezembro (e mais, nunca tinha saído com eles e descobri que precisava). O Xuxa (o dj) apareceu depois. A Dani e a Mayara apareceram depois. Mas mesmo assim, alguma coisa fez Gu ficar de mal. Comigo, com as pessoas, com o mundo. Vai entender.

Além de não entender eu ainda me irrito bastante. Parece bastante prático ter uma vida comigo, outras vezes parece que o problema sou eu. Meus atrasos, meus altos e baixos, meu gênio, meus sumiços, meus quereres.

Da menina que eu mais gosto até o garoto com quem eu mais tenho passado tempo junto - tem dias que todos apenas estão errados. Ou sou eu do avesso.

Será tão difícil estabelecer um diálogo consistente que deixe os desejos esclarecidos de forma com que fique tudo claro e ninguém precise ficar tão irritado quanto eu fiquei o dia inteiro?

Se existir alguém que saiba, me escreva, por favor. O mais convincente eu posto aqui no blog.

E eis o nosso primeiro concurso cultural.
- escreva uma fala/diálogo que esclareça imediaramente qualquer querer ou problema numa relação imediatamente e ganhe um post, uma foto autografada, uma tarde no Vanilla Café e vários fãs.

É dada a largada!

Pedro.
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08 janeiro 2010

não precisa interfonar

Tentando descobrir o porque desse meu bloqueio, acabo de chegar à conclusão de que não consigo escrever sobre [...] pelo fato dele ter acontecido quase que inteiramente nas entrelinhas. Os sentimentos, os fatos, os pensamentos, os posts, os desejos, muita coisa foi escrita sem que se tornassem públicas. As pessoas mais próximas sabem de muita coisa, talvez tudo o que se passou comigo esse ano.

Muitas águas rolaram, muito amor foi despertado, muita saudade foi sentida (e como foi!), muitos projetos foram deixados de lado, um projeto deu certo, amizades foram conquistadas e nomeadas “para sempre”, a família cresceu mudou, e mudou de novo, as festas aconteceram e também viraram outra coisa. Enfim, o ano foi totalmente preenchido. Nao teve nenhum mês que passou em branco. Cada um com uma cor, um tom e quase sempre um bom acontecimento pra escrever no diário.

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Tanta coisa que ela escreve parecendo eu que eu até penso que é pra mim. Mas se é pra ela, é pra mim. E se é pra mim, é pra ela.

Dona da minha cabeça.


Pedro.
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07 janeiro 2010

provavelmente não deixa a cidade dormir

para ler ouvindo: Pelas ruas da cidade

Quem não tem o que fazer, procura. Foi seguindo o ditado popular que eu resolvi sair de casa pra andar pela cidade a noite. Sem lenço, sem documento.

Passei o dia inteiro evitando pancadas de chuva. Tinha que esperar o técnico do Speedy passar pra trocar meu modem que queimou com a descarga elétrica da chuva. Depois tive que me atualizar das novidades, uma vez que a internet voltou. Depois supermercado pra ajudar minha atarefada mãe e depois... Nada depois. Queria algo.

9 horas cantarolava "Hoje eu quero sair só" do Lenine, saindo de casa pra lugar nenhum. Engraçado é que em casa o celular não toca, mas foi pisar na rua pra saber que o Gabriel estava no Frei Caneca e queria me ver.

Aproveitei o trajeto e fui marcar presença no 1º dia de trabalho do Gu no Walter Mancini. Pra quem não tinha nada, eu já tinha 2 destinos traçados.
Jantei no Subway e o Fome apareceu.

O Fome é dessas entidades paulistanas que só pode ter lugar em Sampa mesmo.
Fui pra revolukit (a kitnet revolucionária), vi os últimos projetos do grupo, li um pouco mais os livros e o mais importante... Me entupi de Allure Sport.

Depois fui tentar entrar em uma festa com Gu, o Sonique. Mas algo em mim já não queria badalar ainda (a última vez foi a última Gambiarra), o destino ajudou e a casa mais cedo. Ou seria meu horário muito tarde? Tanto faz, eu estava pra rua.

Acabei na Bella Paulista, o lugar 24 horas mais bem frequentado e a melhor escolha pra quem não quer mais bar e nem balada, só conversar e aproveitar o Allure que está entre o pescoço e torcer pra que ele dure a noite inteira.

Esquina por esquina,
passo por passo,
abraço por abraço
pela Augusta.

Até chegar em casa.

Pedro.
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06 janeiro 2010

and I blush as I say: "yes"

para ler ouvindo: Episode

"mas era bom com muito potencial pra chegar a ser incrível"

Não vou ser inocente também, eu bem esperava.
Eu queria que a intenção tomasse forma.
Nessa cama de república às duas da manhã eu não consigo parar. Inquieto.

I'm a mess.

Queria. Quero. Talvez. Em tempo. Hoje não. Agora. Vamos. Tenta.

Não é só o que se passa na hora. É Depois que o bicho pega.
A cabeça não acostuma. Tanto tempo depois e ainda não acostuma. Preciso tentar dormir.

Será que existe alguém ou algum motivo importante, que justifique a vida ou pelo menos esse instante?

Dormi e acordei. Coração mais calmo mas não menos transtornado. Pensamentos em ordem por que tenho coisas pra fazer amanhã cedo.

Essa noite eu precisava sair de casa por estar um clima muito pesado. Vim pra cá e tive esse sonho que tomava 3 frascos de Benzeno e um litro de álcool. Juro pra vocês. Depois deitava e esperava. Sentia medo, esperava chegar um momento, sentir alguma coisa e nada. Deitava e esperava alguma dor.

Abria os olhos e lia claramente o nome: Benzeno. Um gosto amargo de textura oleosa parecendo óleo diesel.

Vivo eu já espero que a dor da passagem da vida pra morte seja a maior dor física que se pode sentir. Um lado meu insiste em crer que é um desprendimento da matéria, do corpo. Um momento de dor física insuportável mas que é compensado com o maior prazer espiritual ou algo assim.

Daí o Chico Ribas apareceu no quarto onde eu deitava e me dizia que isso não mataria ninguém. Nem o álcool, nem o Benzeno.
E eu que estava tão ansioso e tão sem medo da morte, fiquei feliz.

Às 04 da manhã o Gustavo me pegou rindo na cama como quem acabou de ouvir uma piada. Me perguntou o que era, tentou conversar, mas nada de resposta. Continuei dormindo e rindo.

No dia seguinte eu cheguei a conclusão de que deve ter sido alegria de estar vivo entre tanto veneno. De estar lúcido entre tanto engano. De ressucitar da morte não morrida e simplesmente poder rir.

Largou família
Bebeu veneno
e vai morrer de rir.

Igual ao que o Chico falou.

Pedro.
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05 janeiro 2010

e você em outro hemisfério

para ler ouvindo: Vento de Maio

Essa chuva de agora entupiu o ralo do quintal que transbordou tanto, mas tanto, que acabou enchendo o chão. Fez piscina, inundou a cozinha inteira, chegou perto da sala.

São Paulo deve estar um caos.
Os muros da minha rua foram caindo. As ruas enchendo, os carros molhando, as vias formaram correntezas, os espaços formaram redemoinhos.

O vento quebrou algumas janelas. A internet não funciona, tetos destelharam e é apenas barulho o que eu ouço.

Essa chuva de hoje mexeu. Me fez tremer, me molhou. Feriu meu pé com granizo mais cortante, fez da rua um perigo, cegou a todos que tentavam ver algo através de suas nuvens caídas e formou um lençol de água no ar.

Acho graça.
A natureza me entende às vezes. Como é não ter controle, como é querer destelhar o mundo pra que se faça sentir o quão denso é isso que se sente.

Quem passa, quem se molha, quem tem medo, quem gosta, quem é de Iansã e quem não é. Todos juntos debaixo do mesmo relâmpago. Na perspectiva de que vai passar, mas por enquanto é preciso.

Depois se seca tudo. Daqui de dentro de casa eu mesmo vou externando algum calor, enquanto espero com essa possibilidade imensa em mãos. Com uma saudade nova.
Logo, o Sol também aparece.

Nós nos acenamos, sem remorso.

Pedro.
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04 janeiro 2010

03 janeiro 2010

If you take the lead I won't mind

Escrever textos em época de férias coletivas não é fácil. Férias de Gambiarra e eu em pleno verão, domingo lindo. Nenhuma viagem à vista uma vez que minha vó teve o dedo amputado e nós todos de casa sofremos as consequências das férias frustradas - e frustrantes.

Ao mesmo tempo ficar em casa é bacana. Difícil é se acostumar com a convivência. No decorrer dos dias do ano pós-fevereiro (que é quando o ano começa), meus pais ficam tão ocupados que mal percebem que eu saio tanto, falo tanto e fico tanto tempo fora de casa, empregado ou não, estudando ou não.

Nessas férias eu sosseguei bem mais pra poder ajudar nas coisas de casa. Com as férias de Gambiarra, Fever, Fervo Fetish, Beat it no Sarajevo, Sonique, Loca e Augusta de 6ª, a única coisa que me deixa fora de casa é a 3ª casa. Nem isso, uma vez que o Gustavo está em Bragança e só volta amanhã. Tédio.

Deveria ter pensado em ir pra praia com minha irmã, com Tia Lu ou até mesmo com o Victor Lei.

Meu pai tá vendo Mandrake mas sabe quando nada dá vontade?
Pc, violão, Family Guy, cadernos antigos, Lie to me, arrumar os discos, comprar dvds nas Americanas, ler, escrever, inventar... Tédio.

Fico contando os dias pro resultado da UFF e com isso entro mais nas comunidades da facul do que na da Gambi. Virei um moderador de férias. Um milagre. Daí fico pensando na possibilidade de passar e desce uma certeza que pode ter sido essa vez. Pânico repentino, coração batendo mais rápido. Melhor guardar essa certeza interna pra não ficar fora das proporções e sofrer uma decepção. Pois decepções acontecem.

Fico pensando em responder testimoniais que eu não sei se já venceram o prazo de validade. São de um mês atrás no máximo, mas os escritos apontam pra algo que pode durar bem mais. Desisto. Ter problema é uma coisa. Arrumar problema pra curar o tédio é outra.

Leu isso? Deletei seus testimoniais e eles não terão resposta enquanto eu tiver consciência. Quando sentir mais coragem deleto os print-screens que eu fiz.
Passado.
Já passou.

Eu preciso de um retorno urgente. Mas não pra esse passado.
Preciso te contar um segredo e preciso te ouvir dizer que sim.
Por que pela primeira vez eu confio em alguém.

Pedro.
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02 janeiro 2010

but while there's music and moonlight and love and romance

para ler ouvindo: Dia Azul

Primeiro post de 2010. Grande responsabilidade passar a mensagem de ano novo, vida nova.

Existe uma força muito grande dizendo que a cada ano tudo muda e é novo. Deve ser o psicológico agindo na realidade, uma vez que tudo continua do mesmo jeito, o que muda é a vontade e a disposição de fazer as coisas acontecerem.

Meu dia 31 de Dezembro foi acordando na 2ª casa com Thay, Marlon e Victor Lei. Na noite anterior tinha passado colocando o papo em dia com Rudy Ritter, que apareceu como uma participação especial de ano novo. Conversamos do nosso jeito mesmo, sempre separados das outras conversas. De repente já estou de volta naquele universo que ninguém mais sabe como é. Mais a frente, estou bêbado e dormindo no sofá, quando ele foi embora.

De manhã eu já estava sentindo a maior falta do mundo. É sempre assim. Fui procurar no Msn senhor Gustavo Seguro diretamente de Bragança pra conversar e dizer isso tudo. Passou.

Começamos a nos organizar pro ano novo na casa do Victor. Passei em casa, fiz compras, pensei em tudo pra não ter que pensar depois. Vesti cueca nova, carreguei o celular, fiz minha oração e fui. O Rodrigo foi me buscar e chegamos na casa do Vi ouvindo o barulho do videokê - já na vibe.
Passou um tempo, novos amigos (aqueles que a gente tem que criar uma intimidade muito rapidamente pra poder abraçar meia noite), novos drinks (não Gu, não rolou catuaba+vodca by Us) e a meia noite chegou: benção mãe, benção pai, benção irmã. Vamos lá, mais um ano nosso.

Dia seguinte, tradicional ressaca. Acordei primeiro que todo mundo e estava bem sem dores aparentes, coma dignidade intacta. Só a fome gritando.
Café da manhã: churrasco requentado, cerveja e uma maionese que dormiu fora da geladeira e que eu não sei a procedência a uma hora dessas.

Depois o povo acordou, cantou mais, bebeu mais, assistiu Beyonce e se mandou a tarde. Fui junto tentando sobreviver ao recente mal humor de pessoas e pensando o tempo todo nesse lance do novo: é novo mesmo?

Tive minha primeira conversa do ano com uma pessoa. Conversa de gente grande mesmo. De alguém que precisava falar e pra quem eu tenho o tempo do mundo e a maior disposição pra ouvir.
Rodrigo, ou Xuxa, é um dj que toca no Hotel Cambridge e na Kitsch. Fez a iluminação da Gambiarra no início da festa, chegou a ser dj convidado algumas vezes e é um cara com um coração enorme. E ele precisava falar, mas nem ele sabia disso.

1ª lição de ano novo: muitas pessoas precisam ser ouvidas. Mas elas nem sempre sabem que precisam falar.

Essa lição e outras que ainda vão aparecer não são obras do ano novo. Elas sempre estiveram aí pra quem quisesse aprender.Sendo assim, todos os dias poderiam ser dia de ano novo e de certa forma o são.

Os 365 dias nos trazem um mundo igual e no entanto, novo. Com novas lições e infinitas possibilidades de mudança que cabe a cada um aceitar ou não.

Um conselho?
Aceitem.

Pedro.
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