28 outubro 2009

quem foi que disse que essa mulher não soa?

Nas divagações musicais minhas com meu pai (que são sempre esclarecedoras que nem as que tenho com Vasco), acabamos sempre passando pelo mundo do pop onde acabamos caindo em Michael e Madonna. Dos dois eu acabo entendendo mais, fato. Mas da importância dela, não aceito que se faça menos também. É típico dos amantes da música e da crítica especializada ressaltar a importância de Madonna no mundo pop através de sua imagem e de suas polêmicas, mas sempre a colocando um patamar abaixo no quesito música ou musicalidade.

Realmente é difícil comparar com Michael, uma vez que ele tem o Jacksons 5 e a carreira solo impecáveis e uma musicalidade mais aflorada e mais apurada que a de Madonna. Mas por outro lado Madonna arriscou mais do que ele e se manteve autoral em todas as fases da carreira. O que prejudica é a forma com que ela explorou essa trajetória, pelo marketing. Sendo experimento de si mesma. Médico e monstro. Michael se manteve seguro do começo ao fim fazendo o que sabia fazer com perfeição. A dança, a música e os clipes de MJ refletiam apenas a grande arte dele. Madonna encontrou personagens e referências no mundo do cinema, do teatro e das artes plásticas pra se fazer expressar. No Brasil, Caetano é um bom exemplo de alguém que utiliza todas as formas de arte para expressar a sua própria.

Mas assim como Mariah teve salvação musical, Madonna também tem. À parte da imagem forte, videoclipes e turnês, existe um repertório esquecido num fundo de baú que ela raramente visita. Em especial as últimas canções de cada disco. Sem clipe, sem grandes performances ao vivo e normalmente detestadas e mal compreendidas por fãs mais novos, as últimas canções dos cd's tem vez aqui.

São elas:
- Secret Garden
- Voices
- Act of contriction
- Stay
- Rescue Me
- Gone
- Easy ride
- Gone*
- Mer Girl*
- Like it or not*

Completamente normal não ter ouvido falar em nenhuma delas (reparem que "Take a bow" não está na lista propositalmente). As 3 últimas estiveram em turnês, mas ainda só quem conhece é que sabe. E só quem entende muito bem é que gosta.

Há canções que poderiam muito bem não ser relacionadas a imagem de Madonna em momento algum. São apenas canções muito boas, como:

- To have not to hold
- Words
- Keep it together
- Love tried to welcome me
- Waiting
- Swim
- Xtatic Process
- Something to remember
- One more chance
- Devil wouldn't recognize you

Existe um lado mais puxado pro jazz que Madonna nunca explorou a fundo, mas deu demonstrações ótimas nessas músicas citadas. Se "One more chance" é protótipo de Emerson Nogueira, "Something to remember" tem todo o "stormy weather" de Billlie Holliday. Também no disco "I'm Breathless" (uma espécie de trilha sonora para o personagem de Madonna no filme Dick Tracy) há algo de jazzy, algo anos 50 e nesse meio há a influência de Carmen Miranda em Hollywood, vide "I'm going bananas".

E insisto que Madge se dedicou muito mais ao mundo dos remixes e da dance music por se sentir mais confortável nesse meio (e por ser sua área de conforto também, convenhamos) mas poderia se arriscar mais no som alternativo ao das pistas (como fez com maestria em "Secret Garden") que eu sei que ela curte também.

A tia pode ser marqueteira mas tem um ótimo ouvido musical.

Pedro.
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Ps: Vou upar depois os arquivos pra quem estiver afim de ouvir as canções que eu separei.

27 outubro 2009

domingo no parque #34

para ler ouvindo: Jam

Cansado. É assim que eu estava no trabalho. Desde quinta feira vinha dormindo muito pouco, daí veio o domingo e acumulou muito sono. Fui do trabalho pra casa e dormi. Acordei bem a tempo de não ficar muito tarde pra sair de casa (não sem ouvir os eternos apelos/reclamações familiares de que eu não preciso ir todo domingo) e ainda chegar primeiro que os viciados da 2ª casa. Liguei antes pra saber se algum deles estava lá e a Thay atendeu, daí eu já sabia que seria um ponto a menos na minha noite. A Gambi definitivamente não é a mesma sem ela.

Debaixo de chuva fina peguei o primeiro ônibus pra descer a Rebouças e fui pro meu canto. Na minha portaria estava meu BFF Tiago e o Eric - cada dia mais simpático. Entrei e fui dar aquele famoso giro de chegada pra notar que muitas pessoas estavam ausentes e que não é de hoje que eu sinto falta delas nos meus domingos e na minha vida: Dani, Gutto, Sorriso, Bill, Régis, Witch, Carllo, Fai e Samille (são friends de twitter!) entre outros. Pensei: preciso reunir esse pessoal - nota mental pra repassar pro blog.
Encontrei andré, Fê e Coca no camarote e recebi um convite irrecusável pra ir na pré estréia do documentário "Alô alô Terezinha" no Reserva Cultural, pena que era pra terça!

Os gambiônicos chegaram e se instalaram. Gifalli apareceu e Maria também. De repente o camarote lotou e a pista desandou um pouco. O dj convidado André Moraes - outro simpático à beça - fez um set Trash 80's total. Só que, como bem disse o outro BFF, Hanz, se fosse na Trash funcionaria perfeitamente e teria a vibe certa. Na Gambi é só um motivo pra ir pra pista do Trovão. E pra lá fomos eu e ele.

Lá embaixo rolou Lady Gaga, Beyonce e outras manias de 2009. Mas ficamos pouco tempo pois já ia dar a hora do ensaio do Flash Mob de "I gotta feelin" na pista 1. Sim, nós vamos fazer um Flash Mob na Pachá dia 1º de Novembro igual ao que rolou na Oprah no Kickoff Festival dela.

O primeiro ensaio foi bom. Quem liderou foi o Marlon (o único que decorou a coreô) e nós seguimos. Eu lembrava vagamente de algumas coisas, mas a maioria não fazia a menor idéia do que estava fazendo. Foi engraçado, mas incrível como todo mundo pegou na hora o jeito. Briguei com dois depois que não tem o mínimo de respeito, falei e eles ouviram porqueeunãosouobrigado!

Depois fomos os Gambiônicos fazer "Hush Hush" no camarote. Foi grande. A primeira vez que eu fiquei na linha de frente com eles. Errei alguma coisa (tenho duas pernas e mãos esquerdas!) mas foi perfeito e muito bom ver a galera aplaudindo muito. Foi como fazer parte da Fever! Momento único.

O que teve de resto foram mais 3 ensaios do Flash Mob e a bagaceira de sempre com um momento chatinho que eu discuti com o Ti por bobagem. Quer dizer, nem tanto. É que ele também não sabe de tudo, certo que não.
"Get down" é um desafio do passado. Eu sempre ganhava e sempre ganho. Por isso eu digo que dançar tem muito mais a ver com o tempo, as pessoas e os lugares do que simplesmente a forma com que se mexe o corpo. É muito mais. E o que eu herdei de minha gente nunca posso perder. Mas logo depois já fizemos as pazes.

Daí acabou Gambi de domingo. Sem Mc Donalds (que apesar de ser 24 horas estava fechado) e sem 2ª casa pra mim. Estava morrendo de sono e fiz questão de dormir na 1ª.

Convenhamos, essa Gambi foi um ensaio geral mesmo? Então a Pachá vai ficar pequena.



Pedro.
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me vejo no que vejo #12








Pedro.
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25 outubro 2009

essa cor que azuleja o dia

para ler ouvindo: Trem das cores

por: Orgulho

em resposta ao Marlon, do blog Só mais um pecado
pelo post: Meu mundo em degradè

"Little boy blue". Ouvia a canção e sabia que o lance era comigo. Só podia ser. Nasci peixe, vidrado em céu e mar e sempre soube de tudo que se passa por dentro dos dois: os mitos, os deuses, as sereias, os navegantes. O que eu não sabia, inventava.

A cor que rege o mundo de quem sonha é o azul. Quando você quer pensar melhor, inspira azul e expira vermelho. Quando quer proteção, pede pelo manto azul de Nossa Senhora. Se for se dirigir à nobreza, fala de sangue azul. O azul da cor do mar que guia os marinheiros, os desbravadores de novos mundos. Azuis que levam ao mundo por mar e céu.

Nenhuma outra cor é tão evidente quanto um azul. Definidor de dia e noite, de calmaria e de maremoto.
Por que nem todo azul é calmo. É desassossego também.

O que seria do mais belo, mais intenso e mais claro dos amarelos, o sol, sem um fundo azul claro como esse que nasceu hoje?



Pedro.
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24 outubro 2009

nem ao fim do dia, nem de madrugada

para ler ouvindo: Eu não esqueço nada

Passei a semana inteira querendo saber como ele está. E é assim durante todas as semanas que antecedem o dia 20 de Outubro. Semanas depois também. Todas as semanas e todos os dias até o ano seguinte.

Passei o dia inteiro pensando em um texto pra explicar a importância dele na minha vida e só encontrei as mesmas meias palavras que nunca me deixam com começo, meio e fim.

Encontrei alguns poemas do nosso tempo, lembranças do afeto silencioso, de traduções de sentimentos mútuos, de irmandade, de me sentir seguro e são como nunca.

Tentei alcançar o telefone o dia inteiro.
Deixei de telefonar como sempre.

Cantei a mesma canção no violão, a única que eu sabia e que nós tínhamos em comum. Do disco da Banda Eva que minha irmã me deu de presente. Olhando pro quadro de fotos que foi uma das histórias mais engraçadas - ever.
Não tem como não ser feliz ao lembrar de tudo o que foi.

Meu irmão nesse mundo vão.
Meu igual nesse mundo mal.

Pedro.
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23 outubro 2009

we're plastic but still we have fun

ontem a noite, num canto da Fever!, no Clube Caravaggio,
a comunicação falou mais alto @Divas live 2009.

Lady Gaguë:
- Êêêêêê... Bafón Perigón... Shaniquë, cadê você?

Lattoye Jackson:
- Lalalalalalalalala. Lady Gaguë, olha a catraque.

Shaniquë Shay
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Lady Gaguë & Lattoye Jackson
- Êêêêêêêê lalalalalalalalalala Bafón Perigón.

(risos infinitos)



Pedro.
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20 outubro 2009

domingo no parque #33

para ler ouvindo: Voltei pro morro

De volta pro meu lar Gambi lar, onde eu pertenço. Fui do trabalho pros viciados, dos viciados pro Open bar. Nada de novo. Parei com Gigi pra comprar super bonder pro meu tênis que estava soltando, depois ficamos de conversa com uns amigos na porta com jurupinga e cerveja. Oi, já tinha bebido umas 6 latas quentes no caminho, precisava de uma gelada.

Lá dentro tava tão legal que eu fiz questão de saudar todos os cantos com a Gigs. Fomos andando e cumprimentando o pessoal da pista de cima e de baixo e pra finalizar o camarote onde se encontrava nosso casal Gruli e Anna, num ninho todo confortável. Amamos a cena e fomos nos infiltrar.

Do camarote pro fumódromo (:migrate). Apesar de ter largado o cigarro eu ainda sei que a rodinha bacana é dos fumantes. Pra lá eu fui encontrar Miro Rizzo fora das pick ups. Papo vai papo vem, o que vai rolar de som, como vão as coisas e etc. Era um prenúncio de que seria uma longa noite de conversação. E foi.

Encontrei o Carlos, um fã de Bethânia e nós conversamos por muito tempo. Depois com Tiago Boavida, depois com uma pessoa nova e muito bacana, uma garota que eu não lembro o nome. Perdi umas horinhas de conversa até voltar pra pista.
Foi bom, pois é sempre bom. Mas ando sentindo falta de uma Gambi daquelas... de pista, de fervo.

Me perdi de todos os viciados, parecia que eu estava num lugar e eles estavam em outro. Quando começou o foda-se a gente se reencontrou.

Aí começou a diversão que seguiria até o dia raiar. Me perdi em horário, numas músicas boas e outras não. Mas ali era a Gambi de verdade.

Aos poucos fomos indo embora e parecia tudo normal, café no Mc Donalds, busão pra voltar e chegar na 2ª casa e dormir. (atualização: não estava nada normal, segundo consta eu estava tipos... Monstro. Fiz a maior sujeira de catchup do mundo no Mc, fiquei todo sujo, fui causando no ônibus e dormi no chão).

Enfim, o que seria da noite se não houvesse o dia? Do sóbrio se não houvesse o bêbado? O que seria da minha semana se eu não acordasse as 5 da tarde de segunda feira no chão de um apartamento da 9 de julho? Certamente uma semana melhor ou ao menos sem esse resfriado que piorou.

Se estiver vivo pro próximo Domingo, nos vemos por lá.

c
Pedro.
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19 outubro 2009

18 outubro 2009

domingo no parque #32

Lamento informar, mas esse domingo no parque não existiu pra mim.

A Gambi estava lá na The Week, numa edição especial de invasão de sexta e eu não fui.

O que eu poderia fazer a respeito?
Escrever um texto explicando os motivos, dizer que fiquei o tempo inteiro pensando na Gambi, etc etc etc.

Mas não vai rolar. Foi uma Gambi perdida. Ponto.
A segunda esse ano. Acredito que não volte a acontecer.

PS: a todos que me sentiram minha falta, obrigado!
A recíproca é verdadeira.

Pedro.
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17 outubro 2009

queira dar licença que eu já vou

para (ler) ver ouvindo: Too Much





Pedro.
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16 outubro 2009

suburbano coração

para ler ouvindo: Tema de amor de Gabriela

Nas nossas viagens musicais, eu e Vasco nos deparamos com enormes diferenças.

Vasco é um dos meus melhores amigos e o mais distante de mim. Cursando música no Sta. Marcelina, ele quer ser maestro desde que o conheci, em 2002. Fizemos canções juntos e recebi outras muitas feitas pra eu cantar.

Outro dia (ou melhor, outro ano), estávamos discutindo música no último volume (como sempre fazemos) quando chegamos na música pop, onde ele é super radical e eu não. Sempre soube que aquele nicho dali não sai, aprende até onde seu limite chega. Até onde o pop se consome. E a realidade que todos temos que enfrentar um dia: o pop tem começo meio e fim definido na mudança de estrutura da cultura de massa (viu, lady Gaga?). Pior ainda: existe coisa melhor.
Aí vai uma longa discussão entre o erudito e o popular que não caberia aqui.

Numa dessas conversas sobre cantoras, fomos de Billie Holiday a Ciara (que era a Rihanna da época da discussão). Passamos por Mariah e voltamos a ela no fim. Eu insisto que Mariah Carey tem um repertório desconhecido/esquecido/ignorado muito bom, até melhor do que aquele que ela expõe e lança como single. Muitas vezes os próprios fãs (os lambs, como ela chama) não gostam dessas músicas. São bossas, interlúdios, melodias muito bonitas que ultrapassam a espessa camada (paquiderme) que MC traz com ela: r&b, baladas cafonas, exageros vocais, whistles e coisas over para fãs idem.

Convencer Alex Vasconcelos, aprendiz de maestro, desse fato não foi fácil, principalmente nas nossas discussões. Alguns dias depois gravei um cd com algumas canções que ninguém diria que são da Mariah e mandei pra ele.

Ele me respondeu por e-mail dizendo que tinha reconhecido algo que não esperava naquele meio de músicas, em "Looking in" especificamente. E me deu essa idéia de fazer essa inversão de papéis com as canções: transformar esse material bom porém bruto e desconhecido em matéria prima finalizada. Disse pra gravarmos com arranjos minimalistas onde a canção/melodia/harmonia e letra ficasse mais em evidência a ponto das pessoas não sentirem o peso de estarem gostando de algo que Mariah Carey fez. Apenas gostassem por se tratar de uma bela canção.

Vasco ficava impressionado com minha divisão e com meu jeito de usar voz de cabeça, sabia que eu poderia alcançar tons mais altos que o normal para alguém com voz grave. Com o tempo e um pouco do cigarro, os registros médios da voz acabaram se danificando, mas agora (quase 3 anos depois) a voz tem mostrado um retorno.

O projeto foi engavetado, assim como tantos outros (no fim das contas fizemos apenas algumas sessões de gravação de algumas canções nossas e outra aqui em casa numa bebedeira doida saiu a gravação de "Saudosismo" que está no Myspace), mas nessa onda eu fiz uma lista de músicas aproveitáveis de Mariah que encontrei num caderno antigo hoje e algumas delas estavam nesse cd.

Aproveitando o lançamento de "Memoirs of an Imperfect Angel" adicionei mais algumas à lista que eu recomendo pra quem quiser descobrir um bom repertório de uma cantora e compositora muito boa para o que se propõe, mas que infelizmente, por pressões do mercado e dos fãs, não se arrisca em nada.

- Can't let go
- Underneath the stars
- Looking in
- Daydream interlude
- Fourth of July
- Fly Away (Butterfly remix)
- Twister
- Subtle Invitation
- I wish you well
- H.A.T.E.U
- Languishing
- Fly like a bird

e outras que, se fossem reconstruídas completamente soariam bonitas também:
If it's over, Butterfly, Babydoll, Breakdown, Bliss, Crybaby, Don't stop, Yours, The one,Clown, Mine again, Love Story, The Impossible, Honey e Can't take that away
são um nível avançado pra quem sentiu confiança na primeira lista.

Mas se mesmo com esse "the best of the unknown" Mariah não descer, então não tem jeito. Vamos aos Tins e Bens e Ty's. Tente Erykah Badu, Lauryn Hill ou Macy Gray - qualquer coisa que elas tiverem pra mostrar tá valendo.

Pedro.
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15 outubro 2009

startrek no infinito de bangu

Para ler ouvindo: Whatever happens

Antes do dia nascer eu me pergunto o por que da insônia ter voltado.
Quero tanta coisa. Quero nada.
Pergunto tanto e ouço poucas respostas que me valem alguma coisa.
Quando eu vou ver, milhares de coisas já se passaram, a sequência dos dias não para nunca e eu aqui, contando estrelas. Vício antigo e secreto.

Dilemas da pós adolescência que eu jurei jamais divulgar. Até por me achar adolescente a vida e obra inteira, até mesmo agora. Também não gosto da fase de criança. Quando cresce vai melhorando. Mas velho também não. Nem pra menos nem pra mais, eu sei exatamente o meu tamanho. Por isso faço mosaicos das falas dos meus personagens favoritos, aqueles que eu encarno com perfeição para os que não conhecem acharem que sou eu mesmo. Mas faço pra dizer o que eu quero dizer e não pra você vender revista, não.

Ok, tudo girando à la Leila Lopes a essa hora de la madrugada, essas abstrações (e outras inconfessáveis), as quase 40 estrelas no céu, a cama que não me deixa em paz, esse "nem-quente-nem-frio" não é do edredon nem do lençol. É meu.

Febre, certeza.

Pedro.
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14 outubro 2009

I just wanted you to know that anytime you need a friend

para ler ouvindo: The man who sold the world

Há quanto tempo eu não encontrava o Rudy pra conversar e por o papo em dia? 6 meses? 1 ano?
Aquela vez na Gambi não conta. Mesmo.

Daí que ele foi no Open House da Thay. Descambou de onde ele estava, levou a Camila e a paciência (inexistente) junto.

Chegando lá, eu na maior saudade, o cara que sempre será meu melhor amigo estaria lá...

Pois bem.
Depois de 6 meses ou 1 ano, o filho da puta me encontra e na primeira oportunidade que tem, diz que "essa vida da noite" me engordou um tanto.
Na minha cara!

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Então eu fiquei super tranquilo pois sabia que ele ainda era ele e eu ainda era eu. E (como sempre esteve) estava tudo em casa.

Pedro.
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13 outubro 2009

domingo no parque #31

Para ler ouvindo: Não sai de mim

Um pequeno passo pra mim e uma grande Gambiarra para a humanidade. Não estávamos na mesma frequência, mas garanto pra todos vocês que foi uma noite excelente para os que estavam lá.

Não é propaganda gratuita, é remorso de quem estava lá perdendo tempo com outras coisas. Será que depois de um ano eu ainda não aprendi que Gambi não se deixa passar por assuntos que podem ser deixados pra depois?

Lógico que aprendi. Tive bons momentos que me perseguem sempre dentro da festa e me encontram mesmo nas piores noites e tive momentos-alpha, que são aqueles que mexem com transmissão de energia e levam pra outro lugar.

Chegamos na Pachá e a fila estava enorme, gigante no melhor estilo Cambridge-no-feriado e ainda maior. Todo mundo ficou espantado e só havia uma pergunta que fazíamos por dentro: "Tá bom, qual é a NOSSA fila?". E a resposta apareceu rapidinho, o Chico veio esclarecer. Era uma que estava vazia, logo ali do lado da gigantesca. Entramos em tempo recorde.

Lá dentro, vi a estrutura mal pensada da Pacha. A arquitetura meio oval da casa é feia, desconfortável. A pergunta da vez era: onde vai ser o nosso canto?
Num piscar de olhos, o pai herói Gruli, veio mostrar um camarote exclusivo para nós.
Encontrei Léo, Fê, Ró, Alê Raffa Sorriso e fomos invadir a Pachá com todas as regalias. Esse vício compensa.

Mas pra mim, o vício foi outro, em outra pista. Por mais que eu ame o Trovão, eu já disse muitas vezes a ele que da pista 2 não é o meu. Mantemos a amizade sabendo das diferenças. Mas o vício me fez ver o dia amanhecer na pista 2, que ficou constantemente lotada por ser a área de fumantes a céu aberto. Perdi essa Gambi. Esse vício não compensa.
#drama addicted# (obrigado Raffa Sorriso)

De manhã, fui tentar repor o tempo perdido. Como num sonho, ela veio. A mais bonita. Me deu um beijo. Foi para me parabenizar, dizer "bem vindo de volta". Mas nem ela sabia o que era, só eu.
Outro beijo veio da morena. Foram 6 ou 8 minutos de experiência extra corporal muito bem sentidos em alpha. Como nas antigas Gambis dos corpus livres e beijos longos. E eu sempre me amarrei nela.

Pra não esquecer (sinceramente, seria inesquecível), teve um abraço dele que foi o que me fez segurar a onda. Depois eu confessei a ele dizendo que sentia paz quando o abraçava. Ele riu um pouco e disse que estava orando por mim.

Nessas horas eu penso que caí no lugar certo. No fim das contas, não importa se você tem um camarote, uma pulseira, se não pega fila, se é influente, pop ou o que for. O que importa é esse cuidado, esse respeito, essas lembranças boas. Que eu espero sempre poder retribuir.





Pedro.
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12 outubro 2009

11 outubro 2009

domingo no parque #1 ano

ou: O balanço da bossa

para ler ouvindo: Casa

Por onde começar?
Por onde começam todas as coisas?
Já existia vida antes da Gambiarra, sem dúvida. Não existiam esses encontros com essas pessoas, culpadas por tanta coisa.
Eles começaram a partir de uma conversa descompromissada entre amigos que tinham o teatro e o antigo colégio em comum.
"Tem uma festa no centro que é pro pessoal de teatro, uma reunião, você devia ir".

Isso foi Julho de 2008, eu estava a alguns meses de ficar desempregado e não estava cursando faculdade nenhuma. Enquanto todos os meus amigos seguiam o curso da vida que eu tinha deixado claro não querer seguir sem saber quais seriam as outras opções. Mas isso cria uma pressão e uma expectativa ao redor da pessoa, a ponto de esquecerem da própria pessoa e fixarem o foco na pressão e nas expectativas.

Em Agosto de 2008, num domingo desses, eu resolvi sair de balada. Na época ainda não era baladeiro, da noite. Quando resolvia sair era pra tirar os demônios do meu mundo. Dançando: rindo, bebendo e beijando.
Acontece que muitas vezes eu caía naquelas baladas blasè, de gente vestida para o sucesso por medo do fracasso, que não dança com medo de ficar suado, segurando o drink com medo de cair, segurando a pose com medo de se deixar levar. Não era balada, era a hora do medo. Esse esquema de "gente bonita em clima de paquera" muitas vezes detonou meus (poucos) rolês.

Decidi ir pra Gambiarra com minha amiga Mayara pra ver se uma das duas pistas se encaixava na minha definição de festa. Levei um flyer de um Morte e Vida severina que eu tinha feito em 2005 pra economizar 2 reais e pagar 5 conto na entrada (desculpa Talits!), 20 reais pra beber e o coração aberto.

Estava tocando "Balancê" na pista 1. Eu dancei e fui embora pra pista 2 sabe lá Deus por que. Quando tentei voltar pra pista 1 estava tocando o Hino. Olhei da varanda pra pista e fiquei em choque com aquele transe coletivo, um misto de espanto, curiosidade e sentimento de "encontrei o lugar e as pessoas". Nunca mais deixei de ir.

Pula pra Fevereiro de 2009, véspera de Carnaval.

A Gambiarra tinha passado as férias e reaberto dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. O Carnaval estava fadado ao fracasso pois quem eu amava mais ia embora. Com isso decidi fazer a primeira superdosagem de Gambiarra por 4 noites seguidas. Foi lá que eu chorei e não procurei esconder, deixei desabar mágoa e tive a primeira certeza de que não era mais uma balada. Eu não teria saído de casa se fosse o contrário.

Pensando nessa energia diferenciada que a Gambiarra tem, no público, nos nossos rituais dominicais, criei um tópico pra celebrar nossas diferenças, O Guia Gambiarra. Foi lá que se reuniram pela primeira vez alguns dos futuros viciados mais convictos (que até então não tinham relação alguma nem na festa e nem na comunidade): Thay, Gigi, Dany e até o Miro.

Mas foi no Confessionário que tudo aconteceu. Confesso que dormi na maior noite de todas e no dia seguinte corri pra me atualizar. Deu tempo! No dia seguinte (domingo) estávamos todos viciados no Confessionário e doidos pra nos conhecer.

Quando foi no segundo mês de viciados, a comunidade bombava e eu tinha todos os meus fins de semana agendados para eles. Tudo virava motivo pra se encontrar. Não tem como fazer nossa estrada se descruzar da festa, apesar de já existir um núcleo definido dos viciados, o qual eu faço parte com muito orgulho e muito amor. São minha família e de lá euão quero sair, foi a prtir deles que a Gambi foi tomando atitudes mais firmes na minha vida: o teatro que eu sempre quis fazer, o grupo de BFF's que eu sempre quis ter, uma segunda casa...

A Gambi cresceu e a gente junto, eu também cresci. Com o tempo tive que criar maturidade dentro da balada, ouvi alguns sermões, levei tudo como experiência. Mas fiz muita merda também. Já quebrei fone de dj, já fui proibido nas cabines, já fui quase levado pra casa pela produção, já briguei com amigos e já dei pitis dignos de popstar que cobra 108 MM's amarelos no camarim e encontra um vermelho.

A Gambi passou de uma festa de poucos para muitos e de muitos para milhares. A alegria de milhares que trouxe coisas boas e coisas ruins. Uma das ruins foi a insatisfação de pessoas que com a infelicidade alheia compensam a sua própria, portanto passam a viver disso.

Estive lá quando os milicos fecharam o Cambridge, migrei na temporada da The Week, fugi de Sampa pro Rio de Janeiro e agora vou de ônibus pro Open Bar. Com um certo sofrimento? Sem dúvida, mas toda mudança deixa saudade mesmo. Por isso é bom mudar.

O que era antes que não é hoje?
Quem estava na conversa do começo que me indicou a Gambi não aproveitou 1/3 da Gambiarra que eu aproveitei e aproveito, vivencio. Ficam sempre reclamando do jeito que a festa era antes e não é mais. Muita gente vem me dizer isso, mas o que me interessava antes eu já peguei pra mim e coloquei na vida.

O que mudou realmente foi a forma de ver a vida. A sequência fui eu que fiz. Quando todo mundo resolveu fazer uma faculdade, eu resolvi fazer uma festa. É meu lema. A dor e a delícia disso só eu vou saber com o tempo.O meu tempo.
A minha faculdade vai existir, mas não no tempo imposto. Posso dormir tranquilo pois tive o privilégio de ter visto a vida por outros ângulos e não apenas pela ótica do óbvio. Isso foi a Gambi que ensinou. Pode perguntar pra Thaiane que ela confirma palavra por palavra do que eu disse.

1 ano de casa. Fico lisonjeado com alguns reconhecimentos, fico tímido com outros. Às vezes falo com o Gruli ou com a Aninha no começo da festa e fico tímido pro resto dela toda. Outras vezes vem uma música, um abraço, mandando beijo... Parece coisa de artista subir no palquinho e ver tanta gente que amo, receber tanta energia e tanto carinho de volta.
Suzi Vieira perde.

Nééé, Suzi?



Pedro.
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10 outubro 2009

nem sou o outro

Para ler ouvindo: Eu não sou eu

Bubu Lounge, muito tempo depois e eis que o bom filho à casa torna. Pela primeira vez sem Amália que no fundo sempre foi o motivo pra eu ter conseguido habitar a Bubu por tantos finais de semana seguidos (e acreditem, foram muitos em 2006). Ela e a sempre bem vinda consumação, que antigamente ainda me aguentava. Hoje eu rio na cara dos 45 consumíveis por que eu sei que não me abate mais. Com 90 a gente pode até começar a baquear, relaxar a sobrancelha e o maxilar. Menos que isso ainda fico tímido pra ir pro palco.

Mas eu saí do boteco e me mandei pra Pinheiros, atrás de Tiago, Alan e Léo. Não sei se foi o excesso de café, a falta de sono ou sei lá, mas eu estava aguçado, atiçado, respondão, inquestionável, irredutível, crítico, ácido e inacreditavelmente carismático e risonho. Se eu acordasse assim todos os dias, minha vida seria outra. Olhava para as pessoas e fazia amizade. Falava besteira e fazia amizades. Tentava besteiras e fazia super amizades. Fiz amigos e influenciei pessoas na noite. #fato.

Estava com um BFF, alguns amigos, pessoas legais, percebendo as mudanças na casa, o público novo, tentando reconhecer.

Tudo muito engraçado, tudo muito bom aparentemente. Mas as aparências enganam. Não vou explicar o que não tem explicação. Quando deixei de tentar traduzir e cheguei ao resumo final do que seria a noite, queria algum meio de comunicação pra dizer isso a ela:

"aqui hoje a noite, sentindo estar no nosso luga, o que resta agora que você não está é: você em todos os cantos e eu sozinho."

Ela em todos os lugares.
Depois disseram que eu falei mais algumas coisas e dancei outras, bebi e tomei café.
Quando? Não lembro.

Pedro.
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08 outubro 2009

e vamos botar água no feijão

para ler ouvindo: Vamo comê

No Boteco Bohemia eu como tanto que passo mal. Lembram da cena inicial de Seven? Sou eu depois da janta. E o melhor é que é comida de bar: batata, calabresa, maionese, bolinho de arroz, bolinho de camarão, bolinho de queijo... Passo mal de comer. Meia hora depois eu sinto o cheiro e quero comer tudo de novo.

O Galinheiro Grill é um senhor boteco localizado na Inácio Pereira da Rocha, número 223. Começou servindo apenas frango assado num esquema fundo de quintal, depois passou a servir petiscos e cerveja e vingou. Virou um mega bar-restaurante com quatro salões e espaço para 600 pessoas. Mesmo assim, de sábado a fila de espera por um lugar para o almoço chega a 40 minutos. Famílias inteiras ocupam mesas colocadas lado a lado, um lance bem Vila Madalena de sábado a tarde voltando da Benedito Calixto. Esse horário não tem nada a ver com o público Bohemia (meu público alvo) por que o bar vira baby friendly, ou, na minha forma de visão, uma creche. E não existe nada mais não-Bohemia do que um lugar cheio de pais e mães preocupados com seus pupilos. Mas não chega a ser um problema, uma vez que aquilo que preciso que eles façam eles fazem: comer.

Minha mãe é paraibana e não entende esse hábito de sair e necessariamente ter que comer algo. Por isso desde cedo quando eu saía com ela, ia entupido de comida. Se o passeio é ir até a Pinacoteca, vamos à Pinacoteca. Ponto.
Minha avó e meu pai são o contrário. Quando saio com eles deixo o estômago pronto pro primeiro Mc Donalds que aparecer. Se o passeio é o Masp, o souvenir é um pão de queijo, no mínimo.

Com o tempo reparei que em São Paulo as festass viraram mesmo um sinônimo de gastronomia, salvando o carnaval onde o sexo ainda reina como subtexto. Mas a festa Junina, a Páscoa e o Natal não escaparam. Mesmo as nossas festas típicas são calcadas na gastronomia: o bolo do Bixiga, a festa da Acherupitta, são Vito, etc.

Nos meus incontáveis bares com Rudy Ritter (inclusive, estou com saudades dele em bar), raramente comíamos petiscos de bar. Nas micaretas, eu, Márcia e minha irmã quando comemos é pra não passar mal de tanto beber.

São raras as ocasiões em que não colocamos comida no assunto. Pedir isso pra paulicéia é difícil.
Será que no resto do mundo é assim?
Será que por isso as pessoas no Rio são bem definidas?

Pedro.
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07 outubro 2009

basiclly she kept it all inside

para ler ouvindo: A mais bonita

Tem gente que vai a padaria com mil reais pra comprar pão. Por que pão só pão não dá. Então tem que ter manteiga, queijo e presunto. Um suco pra acompanhar e um café. Café precisa de açúcar, coador. Leite pra quem prefere café com leite e capuccino pra quem é de capuccino. Queijo branco e pão integral pra quem está de dieta. Pão de hamburguer pra quem quiser fritar hamburguer. Hamburguer pra fritar. Hamburguer de frango pra quem está de dieta. Bacon, ovos e alface, aproveitando que vão fazer sanduíche. Ketchup, mostarda e molho vinagrete pois sempre tem um que gosta. E tem uma visita que gosta de queijo minas, mas não tem na padaria. Daí o dinheiro pra pegar condução e ir até o mercado municipal comprar.
Daí que o dono disse que não tem. Daí o resto do dinheiro, pra pegar avião pra Minas e voltar antes das 8:00 am.

Tem gente que não dorme com menos de 8 travesseiros, 8 lâmpadas e 8 velas do lado (uma sempre acesa). Os oito travesseiros são: 2 pra encostar na parede caso o sono seja turbulento, 2 para a cabeça caso o sonho seja desconfortável, 2 no chão caso caia da cama, 1 para o meio das pernas pra garantir um futuro confortável pra lombar e 1 para as mãos caso o sonho seja de apertar.
As lâmpadas são de emergência: duas pra si, duas pra quem mais ama, duas pra emprestar por que alguém sempre esquece e duas pro caso de todas as outras não funcionarem.
As velas são: duas pra si, duas pra quem mais ama, duas pra emprestar, duas acesas por que ninguém vai ficar atrás de fósforo nem de isqueiro em emergência.

Essa gente não existe. Náo assim, coletivo. Existe uma e ela é única.
Só ela pensa em tudo, o que não sabe quer saber e os sonhos que não teve dorme bastante pra sonhar.
É uma alegria sem tradução viver com a Gigs.

Pedro.
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06 outubro 2009

domingo no parque #30

para ler ouvindo: Ordinary pain

Outra Gambiarra divertida, leve, alcólica porém não perigosa, como nos velhos tempos. Essa sessão open bar tem me deixado nostálgico de Hotel Cambridge, mas ao mesmo tempo feliz de ter essa leveza agora.

Saí do meu novo emprego com meu novo amigo (o chef de cozinha fake, Vinícius) e fui pra casa me arrumar, ver meu avô e fazer o esquenta com Gigi, Victor Lei, o Chef e o Carlos - amigo da hostess with the mostess Denise (s2).

Dreher, fanta e 3 Bohemias pra começar a noite e fomos nós até o Open bar.
Fomos recebidos pelo Taiguara num grau etílico alto (nós, não ele) e uma Flora apaixonada pelo Rio de Janeiro.

Obs: é verdade, teve a Gambiarra do Rio de Janeiro e eu não vou fingir que ela não existiu (even though I would love to). Não pude ir por estar começando um trampo novo e por falta de grana. Mas tudo bem, é a segunda Gambiarra desde Novembro de 2008 que eu falto. Tenho ainda muitas horas adicionais que posso colocar em questão em futuras Gambis que eu não possa ir.

Depois encontrei todo mundo lá dentro e rapidinho me perdi. Fui pro palco dançar e quando olhei pra baixo vi Elisa Lucinda se preparando pra discotecar. Não me aguentei e fui com Alexandre até ela entregar o coração numa bandeja. ela sorriu, linda como sempre.
Sou devoto de Elisa, não poderia deixá-la ir embora sem saber disso. Até que ela atendeu nossos pedidos e foi dançar conosco no palco. Momento único!

As músicas estão cada vez melhores. Mariah às 6 da manhã? Topo! “Fantasy” feat. O.D.B e eu surtando. Yoooo New York in da house?! Is Brooklin in da house!?
Tocou “Vogue” por que o Thiago Boa Vida pediu pro Miro. E foi muito engraçado ver que ele decorou tudo. Depois, no camarote vieram uns dois me dizer que eu danço muito, que isso, que aquilo, que vergonha. Aliás, foram muitos reconhecimentos esse domingo, de pessoas inesperadas.

Amanheceu e a festa acabou. Os seguranças despacharam a gente e o Miro sentou na porta da rua contando as histórias do Rio. Fui pra casa dormir e era meu dia de folga... Ô perfeição.
A peça que faltou ligou pra me desejar boa noite e depois, bem mais tarde (já sabendo que eu ia capotar a vida toda enquanto houvesse segunda feira) me ligou de novo. Outras peças não.

Um ps: meu irmão não brigou comigo uma vez.
Será que sou eu que to ficando crescido?

Um ps 2: os dias de manhã conseguem ser pálidos e ainda parecerem bonitos por dentro. Aguardemos o verão então pra ver as segundas feiras valerem o perder de sono pós Gambi.


direto do palquinho.

Pedro.
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05 outubro 2009

me vejo no que vejo #10

para ler ouvindo: Chain of fools









Pedro.
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04 outubro 2009

I am a citizen of the planet

drop down diary #17

Mal terminei um trabalho e comecei outro. Saí da Atento fugido pro Rio de Janeiro e quando voltei pra Sampa já tinha feito minha cabeça, não voltaria mais. E não voltei. Foi o jeito mais fácil de pedir demissão, uma vez que não queriam me demitir.

Gosto dessa sensação inicial da demissão que acontece antes de me enfurnar em casa com comida engordurada, moletom (a mesma calça e blusa por dias!) e todos os seriados que eu não assisti enquanto trabalhava que é a sensação de achar que posso fazer tudo. Sempre faço os mesmos mil planos e nunca os cumpro: academia; cinema comigo mesmo todos os dias a tarde; visitas a amigos que eu não vejo a tempos e o pior e mais mentiroso de todos: arrumar o quarto. Balela.

Mas dessa vez tive que passar a fase do desemprego. Mal tomei fôlego e uma amiga, Rossana (já passou por aqui em vários Domingos no parque) me arrumou a seleção pro Boteco Bohemia, o concurso que acontece nos bares de São Paulo para decidir qual o melhor petisco de bar. Coisa pra quem tem tempo de visitar 31 bares comendo e bebendo Bohemia.
O meu trabalho e passar de mesa em mesa explicando o evento e falando sobre a festa. Um mês no bar e o contrato encerra, é temporário. Ainda tem festa de encerramento. Acho ótimo ninguém guardar mágoa e ainda festejar a demissão com Maria Rita, Paulinho da Viola e muita cerveja.

Até o dia de hoje foi bastante trabalho. Estou no Galiheiro Grill (Rua Inácio Pereira da Rocha, 223) fazendo o merchan do boteco e do petisco que é o Bolinho de arroz com frango defumado e Jamboo (uma planta da amazônia). Não é muito fácil vender por lá, uma vez que o lugar é mais restaurante do que bar, mas já temos bastante votos.

Abordar pessoas também pensei que fosse ser chato. Quase morri da primeira vez, mas da terceira em diante foi tranquilo.
No primeiro dia meus pés estavam em farrapos de andar pelos quatro enormes salões do Galinheiro. Mas minha boca doía mais ainda de prender o sorriso colgate de mesa em mesa. Criei várias teses e vou divulgá-las em breve. Coisa de quem não tem que pensar muito durante o ofício e perde tempo com as expressões e os sentimentos alheios. Rindo muito de tudo e inclusive de mim mesmo quando isso acontece.

Mas o trampo é pesado. São 600 lugares e muita rotatividade de pessoas aos fins de semana, o que dificulta a divulgação. Pra isso eu conto com a ajuda dos (já amigos) garçons, que também me mantém dando risada em tempo integral de serviço. E do meu chef baiano, Vinícius.

O dinheiro é bom e o tempo é pouco. Eu mereço? Não sei. Sei que tava mais que precisando, afinal, minhas contas de cartão de crédito e de celular não vão se pagar sozinhas. Logo menos meu corpitcho ia ter que entrar no jogo pra eu dar conta das contas.

Brincadeiras a parte, venham me visitar e ver se eu combino com o mundo milimetricamente desarrumado da Vila Madalena.

Pedro.
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01 outubro 2009

o gosto do que eu não provei

Para ler ouvindo: Lose myself in you

Eu ia pdir dsculpa p star chatnho ainda, mas vc stava suprdown. Acontceu algo em q eu possa ajudar?


Ok, não dá mais pra fingir felicidade mesmo. Assim como não se transporta amor de lá pra cá. Não se finge atenção em quem não se tem atenção. Se a pessoa for daquelas que te lê, pior, pois sentirá que você pensa que ela é uma imbecil. Ou, no pior dos casos, se fará disponível nas suas mãos por algum tempo para efeito de teste.

São Paulo, 29 de Outubro de 2009.
No Sonique. Ou melhor, na porta do Sonique. Esperando o segundo aniversariante da noite (estive presente em um aniversário mais cedo), recebo essa mensagem do meu irmão mais velho AND bff, o Hanz.

Ele havia sumido por uma semana por não aguentar mais a pressão que havia ao redor. Entre noites tão repletas de acontecimentos e dias igualmente cheios, como colocar em ordem a desordem da cabeça e do coração?
Haverá uma ordem?

Daqui a 10 minutos vou faltar mais uma vez em uma das festas de meio de semana, dessa vez foi na Bubu. Mas a Bubu sem Amália nem existe pra mim.
Etão vou fingir que a festa não foi algo simplesmente por que eu não senti falta.

Dia seguinte.
Me poupei o máximo que pude para não ter que ir embora sem nem dizer oi para o segundo aniversariante. Ele chegou atrasado, no frio e eu estava sem a menor paciência para a noite.

Queria voltar pra casa, e pela primeira vez eu quis voltar para alguém que me esperasse em casa, vindo de qualquer lugar que eu viesse, indo pra onde quer que eu fosse.
Não estava lá. Mas de certa forma, se fez PRESENTE.

Pedro.
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