29 setembro 2009

domingo no parque #29




A melhor Gambiarra desde que a mesma saiu do hotel Cambridge.
Por que o Hotel não tem mais como medir, é um lance assim: quem viveu a época, viveu. E sempre há os que perderam e aprenderão (passo a passo, assim como nós, viciados) a ter a felicidade com o que tem agora. Seja na The Week, seja no Open Bar, seja onde for futuramente. Como foi nunca mais será. Bom ou ruim - é diferente. Fato.

Mas dessa vez um pouco daquele lance antigo estava presente. Muitos viciados foram e as pessoas estavam animadas como há muito não via.

Do lado de dentro da casa dos Gambiônicos eu fazia um esquenta caprichado com Victor Lei. A aniversariante Gigi chegou com Gabriel Petit e nós fomos pegar ônibus com mais um monte de gente pra chegar no Open Bar.

Essa edição nem precisava ser open bar. De catuaba e vodca eu já estava cheio pra aguentar a noite inteira. Até a manhã. Até o dia seguinte. Encontrei o Tiago Sansi na porta, quase dois meses sem ele ter ido devido a uma cirurgia no joelho. Fiquei feliz à beça e entrei com ele e os pais da aniversariante... Daquele jeito.

A noite ia bem, minha bebedeira passando por osmose para as pessoas. Entrei direto pro palquinho no momento-Régis da noite, pego de surpresa com aquele mega holofote na nossa plataforma, deixei a performance rolar e foi divertido. From the stage to VIP: migrate.

Lá em cima eu encontrei os outros viciados, os de todos os domingos e alguns que não via desde o hotel. Entre eles, meu futuro entrevistador, Markus WitchMor. Importante citá-lo, afinal, foi ele quem deu a idéia da tequila para celebrar o reencontro. Poderia considerá-lo indiretamente culpado por ter me feito ver o resto da noite em flashes, pois diretamente, posso culpar apenas a mim mesmo por ter aceitado.

Acabei conhecendo e conversando com o Ró depois disso, mas não sei. Acabei brincando com o interior de alguns pijamas, mas finjo que não sei. Acabei fazendo a metade do camarote, mas esqueci. Acabei marcando um telefone de alguém. Acabei dormindo na cama do Tiago mas não lembro como. Acabei tirando fotos absurdas pra uma pessoa simpática; uma menina que eu espero me lembrar depois.

É sempre a tequila. Quando eu menos espero, um shot esclarece o que dia escondeu. Ok, menos Capital e mais Inicial...

O pouco que eu lembro é depois é muito pro coração de um brasileiro.
Na pista, me negando de subir no camarote de tão pulsante que estava e de tão quente que estava, Miro aponta pra mim e diz de longe:
- "A próxima música é pra você".

Que medo! Da última vez que ele fez isso foi com Thigo Romano no fim da festa (ainda no Cambridge), na pista 1. A música escolhida viraria um hit Gambi algum tempo depois, mas por hora era a primeira vez que tocava "Eu sou Stephany". Também foi a primeira vez que eu fiquei tímido na Gambi.

Dessa vez foi "Oyá por nós" da Daniela Mercury que eu indiquei na comu. Não poderia ter sido melhor escolha pra acompanhar a Iansã que estava me acompanhando naquele domingo. Fiquei tão emocionado de ter sido minha música dentre 50 outras.

Outros momentos foram tão bons quanto: Aninha no palco, manhã de segunda e a festa do sono, acordar sob efeito da tequila e ir pra seleção do boteco Bohemia (ok, essa não foi legal).

Domingo pode não ter sido o dia perfeito, mas entrou num nível de harmonia e excelência de energia de poucos. Pra alguém com histórico como eu (1 ano de casa já gritando), se sentir impulsionado a fazer novas histórias na casa nova, na casa boa, não é pouco.

Afinal, viciado que sou, não vale apenas ser nos bons e maus tempos, tem que ter a velha força secreta daquela alegria. Perceber a presença dela. A razão de ser quando há razão. Do contrário serão apenas os que foram uma vez, os que iam naquele tempo. Eu quero ser sempre dos que vão. E meu tempo é sempre o domingo que vem.



Pedro.
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28 setembro 2009

27 setembro 2009

em verde novo


para ler ouvindo: Feel the sun

Esses domingos tem se mostrado dias completos. Bonitos, cheios, com um sol tão presente que parece que ocupa todos os espaços vazios. Está quente e tudo é possível. Eu estou tão feliz.
Dormi tão bem e acordei com esse presente que preciso usar.

Um sorriso maneiro de alegria me olhou da janela e disse:
- "Eu disse que quando o sol voltasse eu também estaria de volta, não disse?"


Pedro.
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25 setembro 2009

dava tudo agora por um pouco de ação

Para ler ouvindo: Pegue aí

Quinta na Fever, não é que ferveu? Não sei se foram as performances, o meu esquenta, a presença de 3 membros da produção da Gambi, a degustação de Smirnoff Black na faixa ou os outros motivos menos ortodoxos que fizeram a festa valer a pena.

Não sei o que a gente tanto arruma assunto pra conversar nessas noites, mas não falta motivo pra sempre ocorrer um longo diálogo.

"Nós temos a mesma mania: vai para reparar", já dizia a letra da música. Além das conversas que guardamos pra dizer no meio de mil decibéis, tem outro fator que colabora para assuntos instantâneos que é essa mania de reparar. A dança, a roupa, o grupo, o beijo, o tipo, os olhares. Tudo variando pro bem ou pro mal, sendo o segundo sempre mais divertido.

Nas noites do centro, assunto é o que não falta. Essa Fever Revolution (baseada em Blade Runner), por exemplo, não foi nem um pouco melhor do que a edição da China. Embora o cenário estivesse ótimo, as performances foram boas mas não com o grau de excelência que costumam ter. Faltou aquele movimento de palcos, a bagunça na estrutura do Caravaggio que a Pop! e a Fever sempre fazem. Faltou mais da dupla Alex/Fábio que eu espero um mês todo pra ver.

Mais um ponto a ser colocado em coisas que reparamos: a bebida do Caravaggio tem coisa. Com duas cervejas, uma caipiroska (sem sair da consumação de 15 reais) a gente fica no mundo na lua e demora muito pra voltar. Sempre acabando com quem não deve (ou deve, não sei, seria fácil dizer se conhecesse as pessoas).

Mais uma noite do Centro 100%. It's Sampa we're living at.

Pedro.
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24 setembro 2009

e te explicar o que feriu

Para ler ouvindo: Tesoura do desejo

"Antes eu pensava no mundo e me dava uma dor muito grande no peito. Sentia uma compaixão incrivel, e uma vontade de abraçar o mundo e trazer todo ele pra dentro de mim.

Há um ano e pouco esse mesmo mundo deixou de fazer sentido pra mim. E o sentimento que eu tenho hoje quando eu olho pro mundo é o pior possivel: indiferença. Na verdade me dói não conseguir sentir compaixão de novo. Estou cada vez mais olhando pra minha vida, olhando pro meu umbigo e querendo que o mundo a minha volta se lasque.

Confesso que meu coração chora ao ver o garoto abandonado buscando no saco de cola o que nao tem na mesa (que mesa?), ao ver o velho na rua montando sua toca a noite pra se esconder do frio; da chuva e dos perigos que a noite insiste em não esconder, ao ver o mundo se perder sem valores e sem propósito. Passei a viver como a maioria das pessoas, pensando em mim, no meu bem estar e achando que cada um tem que se virar como pode.

Mas eu sinto falta da pessoa que eu era, sinto falta de acreditar em alguma coisa maior, sinto falta de me sentir nos braços de “DEUS”, de ter propósitos, de ter valores e regras inquebráveis. É bom não sentir a tal “culpa católica”, mas as consequências são duras também.

Talvez seja hora de parar e tentar ver pra onde a minha vida está me levando, e se é esse caminho que eu quero seguir. Talvez seja mesmo hora de REAVALIAR!"

Thaiane Caroline.

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Por que nem sempre sou eu que tenho que dizer de mim.
E dessa vez, decididamente, eu não diria melhor.

Pedro.
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23 setembro 2009

maybe I'm supposed to make you feel better

para ler ouvindo: Meu ego

11/08/2006

Pedir desculpas é admitir um erro. Por isso fica tão difícil fazê-lo. Toda vez que eu faço algo errado e não percebo (ou percebo e passo por cima disso - bem típico meu) é um sinal. Prova de que ainda não estou pronto para desfazer pequenos conflitos que eu mesmo crio (...) Fazer a escolha certa nem sempre é fácil. Eu gosto assim. Fácil não me faz pensar. Pedir desculpas talvez seja uma maneira de repensar e tornar tudo difícil, pode ser uma chance nova, algo como partir do zero e tentar tudo de novo.


De volta ao ponto de partida, eu ainda não sei se eu fiz o que fiz no tom que pareceu. Mas novamente não me parece uma situação em que eu tenha que pedir desculpas.
Foi assim: por motivos de déficit de comunicação, alguém ficou sem sair terça feira conforme o combinado. Mas como a amizade é recente, pensei que nem faria muita diferença. Mas fez.

Agora, como eu não dou fim e nem conclusão aos textos, vou ter que me virar pra decidir se é uma situação-desculpa ou não.
Tudo de novo.

Pedro.
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22 setembro 2009

domingo no parque #28

para ler ouvindo: Not as We

Dia 20, a Gambi estaria em casa nova. Eu já esperava, estava torcendo por um bom lugar quando fiquei sabendo em primeira mão pela Gigi que seria no Open Bar night club, fiquei com um misto de reações incrível. Primeiro veio a expressão de "não acredito", depois a tristeza por se tratar de uma das piores festas de Sampa, depois a raiva por achar que a produção estava testando minha resistência. Por fim, uma alegria confortante pela lembrança da única vez que eu fui no Open e a esperança da Gambi salvar o pobre lugar como fez com a The Week (e não com a Mood).

(mini flashback: 2006, aniversário da Paty Moregola na Vila Madalena, um bar bacaninha chamado Camará. Eu totalmente sem saco e sem grana pra barzinho caro e a Yasmin querendo dançar. Juntamos nossas vontades e saímos de lá pra Open. A primeira impressão foi de infeliz escolha: estavam lá todas as "pessoas que não convivemos" ouvindo a "música que não ouvimos". O chopp estava aguado e a caipirinha era pura pinga. Quase dando a noite como perdida, fomos na segunda pista do subsolo e lá aconteceu a redenção do lugar. Pista vazia, bar vazio e um dj que não atualizava o repertório de dance music desde 1999. Estávamos em casa e nos divertimos tanto que até hoje eu guardo essa noite como uma das melhores baladas que eu já fui).

Em 2009: fui pra casa dos Gambiônicos, onde moram Thay, Tiago e Marlon e de lá fomos pra Open Bar.
Vamos encurtar a história e dizer que minhas esperanças se concretizaram. As melhores, pra minha felicidade, a de todos e da produção também, afinal, todos nós já fizemos algum sacrifício por amor a Gambi mesmo quando não estávamos felizes com ela. É nossa e só a gente pode falar bem ou mal.

A bebida barata foi o primeiro atrativo, claro. O segundo foi o pique de labirinto que tem o lugar, parece uma miniatura do hotel, eu não lembrava que fosse assim.

Passei a noite com sono, tenho acordado cedo e dormido mais cedo ainda, vai demorar um tempo pra retomar aquele fuso horário de antes.
Momento pensamento foi especialmente dedicado pro blog, uma vez que o Rodrigo se disponibilizou a fazer um layout pra nós e pediu pra eu dizer o que eu queria, como queria e desse exemplos. Diante desse desafio a minha criatividade, devolvi dizendo pra ele ter idéias a partir do blog. Como? Lendo meu (extenso) histórico, lógico. O Segredo é íntimo, é próximo, tem uma história muito sutil correndo pra quem acompanha.

4 da manhã, eu e Rodrigo Xuxa discutíamos intimidade e amizade, pessoas que o destino simplesmente aponta e manda nos distanciarmos, em quem podemos confiar e quem só espera um motivo pra nos fazer de idiotas.

Ele com 29, figura carimbada nas noites do centro, em todas as novidades. Um filho pródigo e quase sempre bêbado (lembrei do Digão, mas num lado B, tão B que é quase C de Centro). Eu com meus recém feitos 20 me acostumando com essas pessoas e com essas noites.

Fui pra dentro da festa cuidar um pouco do Victor Lei e consequentemente aguentar seguranças sem paciência, tudo que já é de praxe.
Quando ele foi pagar a comanda eu resolvi cochilar num dos sofás do camarote. Muita Jurupinga e meu fuso horário ainda não esta bem certo.
Fui acordado como um príncipe. Um Pedro Príncipe por uma Princesa Gigi do mesmo modo dos contos. Sinal de que a semana já começava bem.

Fim de festa (também com aquela dance music gringa - e chata - tocando em plena pista 1 aonde deveria estar rolando o bom e velho "Foda-se" em português claro) só restava ir embora mesmo. Fomos todos felizes pra segunda casa.

Dormi mais um tanto, fiquei por lá até todos acordarem.
Fim de Gambi sempre dá agitada nos sentidos. Mas ao menos eu já tinha bom sinais de que a semana seria boa. No mínimo me faria esquecer a semna anterior. Ou o que quer que tenha se passado por lá.

O que foi mesmo?

Pedro.
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21 setembro 2009

20 setembro 2009

your tape, it lulled me to sleep

"I'm fast asleep now,
I'm fast asleep"

para ler ouvindo: Devil wouldn't recognize you

São Paulo, começo de tarde de um sábado aparentemente vazio, vindo de uma sexta feira falida (por culpa exclusiva minha, admito), decidimos ir pro Parque da Água Branca eu e minha irmã. Antes disso passamos na Tia Ruth pra colocar o assunto em dia e matar a saudades, tinha sonhado com ela dois dias atrás, precisava vê-la.

Tia Ruth figura no top 5 (máximo top 8) pessoas que são boas de se ter por perto em qualquer situação. Desde um simples "oi" até uma longa divagação. De alguma forma acabo sempre tendo algo a pensar mais detalhadamente depois que nos vemos. Dessa vez não foi diferente quando ela nos falou sobre solidão, idade, sentimento de incapacidade e suas inúmeras conversas com o Espírito Santo.

Com uma grave situação no joelho, ela se vê obrigada a passar a maior parte do tempo em casa. Para quem a conhece, sabe como deve ser difícil ter que deixar tanta coisa do mundo de fora.

Julguei que seria justo o suficiente refazer essa frase pra minha semana que passou:
"Com uma grave situação no coração, ele se vê obrigado a passar a maior parte do tempo em casa. Para quem o conhece, sabe como deve ser difícil ter que deixar tanta coisa do mundo de fora."

Desde o começo da semana eu tinha colocado na cabeça que já houvera o fim e que o fim da crise do fim seria sexta feira. E eu estaria novo de novo. Mas nem eu respeitei minha prórpria imposição e voltei pra casa, pro castelo de um reino onde o rei não sabe se as coisas voltarão ao normal, com o coração ainda se sentindo precipitado e inseguro de cada passo que dava.

"When it comes to relationships, who decides when it's time to stop feeling the pain and start to try again?"

A voz de Carrie dizia isso em alto e bom som quando eu acordei no sábado, só quem vive um seriado pode escutar. A resposta eu decidi responder em ação: fui ter um daqueles dias bons independente do que aconteça.

Acreditem, muita coisa aconteceu. Não havia sol, uma pequena ressaca, uma feira de comidas típicas e um sábado a noite em casa - como eu disse, tinha que fazer um dia bom com o material que eu tinha.

Então vamos lá: não estava frio e apesar das nuvens, não choveu; uma pequena ressaca passou com um pouco de guaraná e me serviu pra lembrar que pinga de alambique ainda é pinga; a feira de comidas típicas reservou uma barraca típica de São Paulo com hot dog e calabresa além de um tempo sempre bom coma a minha irmã; um sábado a noite em casa com tia Lu, Márcio, mãe, pai e um churrasco muito bem feito num Maguilla Grill com caipirosca de vodka (essa eu já estou preparado pros estragos que causa) e cerveja a vontade pode divertir muito e economizar uns bons trocados pra Gambi de domingo.

Bem vindo de volta pra mim, eu estava me dizendo. Não foi como eu pensei, não foi Trash 80's, mas aconteceu. Um comeback para os amigos próximos, um "oi" de reconciliação com o dia e a noite.

And for parallel reasons I was feeling able to be compared with a million dollar bill again.

Pedro.
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18 setembro 2009

maybe when I'm older I'll understand the reason why

Drop down Diary #16
para ler ouvindo: Hand in my Pocket


"Meu coração está calmo", pensei, enquanto tomava banho. Abri um sorriso verdadeiro, pois tinha conseguido traduzir os últimos dias em que tudo esteve muito agitado e eu fiz parte.

Não significa estar em paz. O mundo não está assim, como eu estaria? Mas o S2 vivendo calmo é 90% pra suportar.
Sabe aqueles globos de neve que a gente sacode pra ver o caos? É assim que funciona, tá tudo pacato até não estar mais. Quando a poeira baixa, pode-se sentir o coração tranquilo e abrir um sorriso sincero. Motivos me faltam pra fazer isso (uma vez que o caos ainda está por aí) mas eu estou escolhendo os outros motivos, os que não me faltam.

Tudo se compensa. Se não há um novo amor, também não me sinto só. Se não há a certeza de um emprego, também não tenho dívidas. Se eu não for pro Rio de Janeiro também não vou ficar em São Paulo. Se não for dessa vez, eu vou me sentir bem do mesmo jeito. Se não for uma vida de alegrias, a tristeza ainda será um sentimento mais nobre do que a vontade de morrer. Não há "senão" incompleto no meu discurso.

Depois desses dias, eu posso voltar a usar letras maiúsculas no começo das frases e depois dos pontos novamente, pois não há desespero e o mundo não vai acabar.
Isso foi efeito de ontem, de anteontem também. O teatro e esse alguém do teatro, foram a única coisa boa que aconteceu nessa semana. De repente a lembrança veio comigo de algo que eu posso ter mais (lógico que seria mais fácil se eu quisesse, mas quem sabe com o tempo?).
Ontem tirei o dia pra cantar. Funciona.
Uma quase-bronca do Hanz e... Voilá!
Pedro, de novo.
Tanto que hoje vou sair da toca depois de uma semana.

O que existe agora é muito trabalho a frente. Trabalho de cuidar de mim, de voltar a ser o melhor que eu fui, ter as melhores decisões, saber melhor do meu futuro e "tirar isso da cabeça e por o resto no lugar".

Pedro.
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17 setembro 2009

nos flancos de um trem de metrô

para ler ouvindo: Dois pra lá, dois pra cá

quinta de apertos seguidos no peito. nem percebi que ao começar o texto ainda era quarta.
hoje era quarta e que ontem foi terça. nem acordo que nem gente, é tudo aos pulos e sobressaltos, daí pra frente quando já estou desperto é só pra pior. alguém no msn é motivo pouco, Amália me mandando sms é surpresa, é grande, é batidas descontroladas. eu nunca deixei de amá-la e sei disso, também nunca deixei de me culpar de sua partida. e o modo que eu fiquei no começo desse ano reflete tudo que acontece agora, essa fobia de tentar ser mais leve com os amores possíveis que não estão sempre presentes. devo ter pego alguma fobia de partidas, com certeza. uma síndrome que eu vou chamar de "síndrome de miles away" já que todos estão tão conscientes dessa música. agora não existe segurança com compromissos, eu não deixo existir. também vi um espelho de relacionamento se quebrar e fiquei perdido, impressionado, sobressaltado com o quão perdido alguém pode ficar com um fim repentino. estou fugindo de saber como foi essa alegria pra nunca ter que saber como será ter esse rancor, essa mágoa. em relação a tudo o que eu quero, poderia escolher num estalar de dedos outro caminho, outra pessoa, outra situação, mas com a cabeça no mundo da lua eu não sei se consigo. sexta eu vou saber. sexta eu consigo saber de um jeito ou de outro.

Pedro.
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16 setembro 2009

hoje não passa de um vaso quebrado no peito

para ler ouvindo: Beijo partido

dia cinza, dia terrível e vazio. eu queria não conhecer ninguém, não ser ninguém.
parece um poço de coisas pra fazer e eu não consigo articular uma vogal, estender a mão, dar um passo a frente. imóvel.

o centro da cidade é uma criatura horrível que se mexe, se ocupa, insiste em dizer que todos estão cumprindo seu papel no mundo menos eu.

e não ter mais meu emprego é um sinal de recomeçar, zerar os ponteiros, me acostumar mais uma vez a não saber o que fazer.

eu odeio não saber o que fazer. esperar a tarde, esperar a noite, dormir e esperar o dia. parece a sequência dos piores dias da minha vida esperando que alguém chegue em casa me contando o que está acontecendo no mundo. esperando um testimonial, uma aparição, uma resposta.
fico precipitado e inquieto. termino coisas que mal comecei e me sinto egoísta. deveria pensar menos em não me machucar e mais em dar mais tempo aos sentimentos ainda feridos dos outros, esperar que eles signifiquem algo por mim e não pra mim.

penso e repenso aqueles testimoniais, aquela insegurança, aquela sexta feira que ainda nem veio. ensaio ligações que eu não vou fazer e eu não entendo.

amanhã e depois não podem ser assim. se ao menos minha cabeça parasse de pensar um minuto eu articularia algo melhor, eu pensaria em algo bom.
mas eu não paro.
esse texto demorou 6 minutos para ser retirado da minha garganta.

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mais tarde e mais calmo. talvez algo valha a pena de se levar de hoje.
estava eu lembrando do aniversariante do dia de hoje num outro dia em que eu estava indo embora da 2ª casa, saí do quarto na ponta dos pés, dei tchau um por um dos vários que dormiam nas camas ou espalhados pelo quarto e pela sala nas almofadas.

tive que voltar pra pegar qualquer bobagem que eu tinha esquecido e olhei aquela cena e o sol. falei quase pensando, um sussurro inaudível: "poxa, ninguém vai acordar pra me dar tchau?" e fui indo pra porta. não sei como ele ouviu e acordou, brigando feio com o sono, dizendo: "eu acordei, eu to acordado!". aquele jeitão com aquela cara recém acordada de goonie e os braços abertos de abraço de tchau me fez rir na hora. fui embora e ele esperando eu fechar a porta.

vale pro dia de hoje saber que mesmo o sussurro mais silencioso, quase um pensamento, vai despertar alguém que se importe.

salve Victor Lei
o homenino, o cazuzinha, o peter pan e mestre do meu barco.

Pedro.
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15 setembro 2009

domingo no parque #27

para ler ouvindo: Cada lugar na sua coisa



Ainda em recuperação depois do Rio, sono todo atrapalhado, eu dormi o domingo a tarde inteira.

Acordei às 23:00 em ponto achando que o domingo seria sem parque. Pulei da cama meio cansado, quase 20 ligações não atendidas, quase 10 mensagens de texto. Por um instante pensei em não ir.

Sinceramente, não iria. Não tinha um motivo forte me chamando pra essa Gambi, não tinha ninguém que realmente me esperava. E as pessoas que me esperavam não estavam esperando o que eu estava, o modo que eu estava. Queriam o Pedro-estandarte.

Mas o Pedro que estava era o mais pensativo, o mais só, pensando em quem não estaria. E meu coração gritou de antemão pra eu não criar expectativas por que quem esperaria no porto no fim seria eu.

Esse domingo eu fui sem esperar nada. Também não iria ficar em casa acordado a noite inteira zumbizando. Fui lá, andei, conversei, tava com saudades de umas pessoas que vi.

No final da festa eu curti. A gente sempre se diverte com qualquer bobagem que inventa, nem que seja uma cama elástica de concreto com a Thay no fundo do camarote. Uma música mais bagaceira que aparece ("meu nome é Ximbica, se escreve com X"), um Peter Pan pra passar gelo boca a boca/mão na mão, um passeio coletivo pelo misterioso dark-floresta, um desquitado que decide transviar a noite com seus beijos malucos e um tom de "Olhos nos olhos" aparecendo.

A noite sempre vale por essas e outras.
De certa forma, foi uma boa despedida dessa temporada na The Week. Semana que vem não tem mais todo domingo por lá. Agora vai ser na ***** ***. Pois é, ainda não posso dizer.

E eu não gosto de lá. Acho vileiro. Fui umas duas vezes e achei fraco. Mas também não gostava da The Weak ops, Week. acabei tendo um tempo bom por lá, coisas significativas estão guardadas naquela pista plana e sem mistério que parece festa de formatura.
Ok, eu realmente não gosto da The Week.

Ficadica. Find a place.



Pedro.
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14 setembro 2009

13 setembro 2009

a minha oração é bem curta pro santo não entediar

para ler ouvindo: Dia de sol

estou na 2ª casa e mal dormi direito. Estou vendo todas as pessoas dormindo com uma invejinha. Mas por outro lado, só eu vejo esse domingo lindo nascer com ose estivesse vindo da mesma janela.
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Tiago dormindo, Gigi, Victor Lei dormindo e todos. menos eu e o sol.
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ainda bem. com essa disposição eu vou tomar café na 1ª casa e partir para uma sessão puxada, suada pesada e intensiva de Pilates.
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ainda desacreditando no que o efeito-Rio causou em mim, eu devo dizer que tem tantas surpresas aguardando essa vida... no tempo certo eu sei que saberei o que é, vocês também, eu sei.
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mesmo com tanta confusão, com tanta coisa que eu não concordo, com algumas mágoas guardadas, insegurança, promessas quebradas com o medo do que ainda pode acontecer...
é um pecado olhar só para o que é ruim e não vai ser pra sempre.
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acordem, por favor. o dia está LINDO.
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desperdiçar esse dia não é uma opção.
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bom dia.
bjs
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Pedro.
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12 setembro 2009

domingo no parque #26

Gambiarra invade o Rio de Janeiro.
para ler ouvindo: Samba do Avião

Pois bem, quem diria que tudo iria parar no Rio de Janeiro? Entre a Lapa e o cheiro constante de mar, a Gambiarra na The Week Rio foi um sucesso. A hit.

Quem pensou que eu não fosse passou bem perto de acertar. Depois de um mês de certezas, tudo veio por água abaixo quando me vi na semana da viagem sem hotel, sem passagem, sem ida e volta e sem saber qual o que dos quais me faria estar presente numa sexta feira de trabalho no Rio de Janeiro.

Aconteceu assim... Quinta a noite já tinha desistido, quando resolvi ligar pro Tiago pra saber como tinha sido a viagem. Um lampejo de inteligência me fez perguntar pra ele se ainda havia lugares no ônibus de viagem da produção, o GambiBus. Respondido o "sim", pedi autorização pro Gruli, afinal um moderador tem suas vantagens.
Consegui a volta primeiro, por que o legal mesmo é fazer tudo pelo avesso.

Consegui a ida pras 16:30, exatos 20 minutos mais cedo do que eu entro no trabalho. Nada a ver pensar nisso, né? Mas achei engraçado.

Pra acabar, consegui o meio: um convidado VIP, uma vez que eu já ia na faixa. Agora faltava arrumar as malas e fazer um bate e volta inesperado pra seguir a mania de 2009.

Mandei um sms pra Gigi sem mais nem menos, apenas um simples, objetivo, feliz e claro: "eu vou". Ela respondeu fazendo mil perguntas e dizendo que queria ir junto. Como eu já esperava, expliquei tudo e ela confirmou a ida também.

No dia seguinte foi tudo nos conformes. Passei no trabalho pra entregar o atestado da semana anterior e a Mayara me ligou pra pro o assunto em dia e eu disse que ia pro Rio fazer uma Gambi por lá. Ela se prontificou e quis ir também. Achei justo, afinal foi junto dela que ei fui pela primeira vez em Sampa. Mas foram todos avisados que o meu porre com Tyrone seria garantido e eu não serviria de guia de viagem, nem de porto seguro.

Fomos os 3 curtir 6 horas de viagem que passaram como um raio pra quem dormiu todo o caminho, como eu fiz.
Chegando lá encontrei o Ty na rodoviária e fomos pra Zona Portuária, centro do Rio.

A produção toda na porta, 23:15 da noite, pouca gente na casa e todos tranquilos por terem sido informados que no Rio as festas começam bem mais tarde. Gostei de saber disso, aproveitei e fui fazer um esquenta e andar pelas ruas, olhar os prédios, sentir um pouco da diferença das cidades.

Depois do esquenta fomos entrar e curtir a festa e a constelação de globais que se aglomeravam no camarote.

Nunca dei muita bola pra eles, nunca comentei aqui no blog sobre quem estava ou quem não estava na Gambi de domingo (a não ser quando a pessoa se faz relevante pra festa, como o Zé Pedro). Mas dessa vez eles tomaram conta de todo o espaço.

Não se pegava uma cerveja sem esbarrar com o Danton Mello, não se descia as escadas sem passar pela Cláudia Jimenez, não se causava na pista sem olhar pro lado e dar de cara com Suazana Vieira. Todos eles no habitat natural, Uma festa de encerramento de novela no Rio de Janeiro com metade do público na pista e outra metade com pulseira no camarote. Mais algumas revistas de fofoca na porta (fato inédito, mas bem a cara do Rio).

A noite acabou e eu fui achando tudo muito legal. Ficando bêbado e com uma dor de cabeça chata. A festa acabou e eu fiquei ajudando a desmontar os panos, os arranjos, nosso cenário móvel.

Quando tudo acabou, ficamos eu e Ty de papo sobre Caetano e Bethânia. A parte que eu mais esperava da noite. Depois eu dormi num dos sofás. Tava mal, muito calor e o sofá era todo plastificado, parecia febre e eu suava.

Acordei pra tomar café num sábado muito bonito. Uma padaria, pastel chinês, coxinha chinesa, coca cola. Mayara tinha ido embora sozinha enquanto eu fervia de calor. Mas esse tinha sido o combinado. Ty foi embora enquanto eu dormia. Muita coisa aconteceu e o ônibus da produção não chegava. E náo chegou mesmo, atrasou uma hora e meia.

Na volta eu também capotei, mas dessa vez aproveitei pra comer numa parada. X-bacon e de volta pro meu casulo. Acordei umas 19:30 com os avisos paroquiais do Gru dentro do GambiOffice (o GambiBus nos deixou lá). Era oficial, a festa tinha acabado. Eu tinha acabado. Todo mundo tava acabado, na verdade.

Só ouvindo aquele "até amanhã" de todos.

Pedro.
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10 setembro 2009

have you seen my childhood?

para ler ouvindo: O Baticum

Quando eu era criança, adorava elevadores panorâmicos.
Tinha estratégias pra cada uma daquelas pessoas, fazia planos lá no alto.
Tudo na minha cabeça.
E quase chorava quando tinha que descer e encarar que tudo era plano e existiam pessoas maiores que eu.

Adorava escadas rolantes.

Comia danninho com o dedo.
Acreditava na canetinha branca que mudava as cores das outras como mágica.
Eu usava suspensórios vermelhos.
Eu era o brinquedo da minha irmã.
Eu tinha um tico e dava cambalhota.

Eu tentava contar quantas voltas meu pião conseguia fazer.

Eu dava nome às coisas.

Eu inventava coisas.

Eu fazia colagens.

Eu quase não sorria.

Eu falava "interessante" pra tudo o que me diziam.

Não sabia bom ou ruim, só mais ou menos.

Adorava Chico Buarque e João Gilberto.

Quando eu era criança, do jeito que me deixavam eu ficava.

E teimava em só acreditar no que sentia.

Hora de voltar ao essencial.

Pedro.
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09 setembro 2009

o hóspede do profeta sem morada

para ler ouvindo: Ele e eu

o enrolar de cabelos da minha tia Ruth, a realidade palpável da minha mãe, o discurso abrangente de quem vê o panorama geral das coisas do meu pai, o olhar baixo de questionamento retórico do Rudy, a pestana do Vasco, a mão de Bethânia, o canto de Caetano, a eterna busca de palavras de Gilberto Gil, a programação da minha irmã, o jeito calmo de quem sabe que vai dar tudo certo de Celina, as broncas com cacos de intimidade da Tia Rê, os olhos mansos de Gal, o "merry christmas" da Britney, as trancadas do Tiago, as mãos dadas da May, os beijos tântricos da Gigi, a fala pra dentro da Amália, a ligeireza na fala do Takahashi, o infinito particular do Tuca, o "what-everrrrr" do filme "As branquelas", o saudosismo da Mayara Nogueira, os porres do Wallace, a tendência a buscar o bom da Patrícia Moregola, a vanguarda do Fome, os diários da Thay, as aparições da Junia, o vício em passatempo do Elvis, o gosto por azul de Roberto Carlos, a fala baixa de João Gilberto, a maneira de ver minha vida narrada por mim de Carrie Bradshaw, a necessidade de empresariar de Paula Lavigne, a criação de conceitos de Madonna, o misto de talento e negócios de Marisa Monte, a cabeça baixa de Elis, os whistles da Mariah, a tristeza do Radiohead, os desenhos da Bjork, a decisão de um ponto de interrogação, a ironia do Tom Zé, as imitações da Rita Lee, a dancinha da Márcia, o sentimentalismo da Gabriela, o que havia de James Dean em Chet Baker, a paixão de Stella por Stanley, o "adoro" do Fábio Ock, as vontades do Vinicius, os poemas da Igi, as investidas do Dré, o elefante do Drummond, a paixão da carne de Vinicius de Moraes, a sociabilidade de um caramujo, a timidez do Marcel, a brisa de um hippie, a voz áspera de canela, um elemento parecido com areia, o ar de quem controla as nuvens de chumbo do verão.

o prazer de ser, só meu.

Pedro.
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08 setembro 2009

domingo no parque #25

edição especial Mood

Gambiarra dominical na Mood. Aniversário do Gabriel Petit-Puta com festa a fantasia e eu de boneco de ventríloquo. Tudo pra dar certo, se a festa do Gabriel fosse mais divulgada e se a Gambiarra fosse menos. Bem menos.

A Mood tem lotação pra 1200 pessoas. Dentro já havia 800, na fila de fora mais 800, na fila de viciados, 400.

Bem fiz eu que não peguei fila por que comprei o ingresso antecipadamente algumas horas antes no Bazar Gambiarra-Iódice, junto de um jeans e uma camiseta. Sabia que seria um rende vouz e evitei perder a noite.

Houve um déficit de comunicação entre a festa e a balada e virou tudo balada. Todas as Gambiarras que eu fui até hoje mantiveram um certo padrão, um norte onde se buscava valorizar outras coisas além do que já existe em baladas comuns, aquelas típicas.

A Gambi tem essência, mas pisou na bola feio nessa edição da Mood.
Primeiro: a fila de DRT era junto da fila dos pagantes. É um absurdo pra uma festa que começou (e continua) se dizendo "para atores". Dessa vez não foi, foi um erro crasso que comprometeu a presença de muitos frequentadores constantes como o Vini, amigo nosso.

Segundo: dentro da Gambi tudo é certeza de se encontrar. Seja no Hotel ou na The Week, o clima é de encontro e não de se perder. Por mais agitada que esteja a festa, sempre fica uma luz constante que serve pra se encontrar. Dessa vez o iluminador pensou que fosse festa dos flashes e mandou ver no pisca pisca. Uma pena, chegou a irritar num certo momento. Não é Bubu, não é Pacha. Com licença, mas se for isso, eu mesmo organizo o movimento e oriento o carnaval.

Terceiro: "tonight's gonna be a good night" uma vez é perdoável, afinal a música é bacaninha. Duas vezes, ok, too much. Três vezes é jabá. Quatro vezes é hora de falar com o Trovão. E eu fui.

A Rossana diz que a proposta da festa mudou desde março desse ano aproximadamente, eu confirmo. O repertório não é mais o mesmo de músicas que não tocam em lugar nenhum (embora ainda seja o melhor e mais abrangente repertório de festa - ainda), o público não é mais o diferencial pela abertura e educação (embora sempre dá pra pescar um pessoal maneiro) e a arte do encontro está se esvaindo.

Me peguei no meio da festa com saudades da The Week, pode? Por lá pode chegar que a casa é grande e toda nossa.
A Mood é feia, teto baixo e luz ruim, daquelas que mostra alguns defeitos que a gente percebe todo domingo mas nunca comenta. Daí fica todo mundo se fingindo de cego, que não vê isso que eu disse acima. Ou até mesmo outras coisas que eu não digo mas estão acontecendo.

Pedro.
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07 setembro 2009

05 setembro 2009

domingo no parque #24

edição especial de sexta feira
para ler ouvindo: Sem contenção

Gostei bastante dessa noite. Tinha tudo pra dar errado e deu bastante certo.
Primeiro por que eu fui trabalhar e isso por si só, como já foi dito anteriormente, não dá certo quando misturado com Gambiarra.

Segundo por que eu estava (estou) pensando bastante na Amá esses dias, portanto eu corria um sério risco de ir pra ficar na minha a noite inteira.

Terceiro: algo sempre pode dar errado.

Mas o certo foi sair mais cedo do trabalho mesmo sabendo que isso apenas aumentaria minha reputação de vez.
Foi encontrar Léo e Fê na porta e ser mimado, querer X-bacon a qualquer custo. Tudo bem que não tinha, serviu X-salada com Smirnoff Ice mesmo. Fomos lá pra dentro e eu já encontro minha irmã pronta, dançante com um copo com vibe na mão.

Alguns avisos paroquiais e eu fui tentar me trocar em um dos banheiros da The Week. Aqueles ao ar livre, sabe? Aqueles lotados de gente, com pegação, sabe? Não rolou, fiquei tímido, com medo e saí correndo pra um banheiro mais... normal.

A noite ia indo até alguns copos com vibe a mais e Amanda entrou na vibe Gambi de vez nos palquinhos. Eu, por minha vez, não consegui antes do "foda-se", fiquei conversando com o pessoal.

O Lucas reapareceu.
Um parênteses para a breve história do Lucas.
(apareceu na comunidade após todos se conhecerem e em pouco tempo mostrou a que veio. Tem mania de querer ficar com todos os amigos que eu levo de fora e desapareceu por uns tempos. Reapareceu agora, mais precisamente na semana passada e vai se mudar pra Brasília em breve, é divertido à beça mas não sei qual a dele no modo amizade).

A Thay estava no palco, o palco estava ocupado, fiquei com saudade dela mas não subi, afinal, nós teríamos nosso momento. Tivemos algumas danças depois, fui dividido em 5 na noite e ainda aproveitei o que me cabia.

Mas é quando minha irmã está que fica tudo bom. Quando a gente crescer eu prometo que ficaremos até o dia amanhecer.

Mais tarde (ou seria mais cedo?) ainda aconteceu de me sentir um pouco só. Momento pensamento: mas eu estou só. Será que eu deveria cobrar de alguém companhia? Me irritei com o esse fato. Acontece que estando na Gambiarra apenas coisas boas passam pelo filtro.

E ainda tocou Give it 2 me pros meus óculos.



Pedro.
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03 setembro 2009

posso bater a cabeça na parede

"Posso fingir que não sou inteligente..."
Para ler ouvindo: Crickets sing for Ana Maria

Sexta (28/08) de folga, fui pra Trash 80's pra mostrar que a quinta feira passada não alteraria em nada o meu comparecimento no Caravaggio nas boas festas de lá.
Boatos disseram que seria uma noite de continuidade, e foi.

Encontrei o Tiago, o Léo e o Fernando. O Luciano também estava mas eu não quis falar com ele.

A noite foi calma, mas com alguns sustos/sinais, por exemplo, um simples anúncio de camisetas virou um fantasma que eu venho evitando saber da existência. Mas está lá, sempre esteve em 1º lugar.

A Trash anda vazia e tocou muito anos 90. Ok, faz umas 3 semanas que eu não reparo o que toca na Trash. Rolou "Celebration" e valeu a noite. O resto é de conversa. Quase o tempo inteiro afastado da pista, longe do palquinho, de conversa.

Queria que minha irmã tivesse ido mas nem eu sabia que eu ia então não convide, falha minha. Mas lembrei da primeira vez que fui com ela e com Tia Lu e NOSSA (!), como o lugar se tornou "familiar" desde então.

Calma. Foi uma noite na Trash em que tudo correu bem.
Agora o bem precisa se espalhar por outras noites. Vou trabalhar nisso.

Pedro.
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02 setembro 2009

sick and tired of tryin' to read your mind

para ler ouvindo: 4th of July

muitas vezes não é o certo. ser errado com uma situação inevitável e indispensavelmente poética foi um golpe baixo do dia que estava nascendo, dos meus pais dormindo na casa acima, da vizinhança acordando, do fim dessa festa.

esse post gira em torno dessa noite em que eu poderia ter tido reações adversas a acontecimentos recentes.
mas novamente fui acariciado com sábias (e doces) palavras, gestos bonitos e um cuidado excessivo.

like a million dollar bill.

Pedro.
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01 setembro 2009

Domingo no parque #23

para ler ouvindo: Chega

Digamos que o hotel realmente tenha morrido pra Gambiarra e eu já soubesse disso, em qual fase do luto eu estaria agora? Na aceitação, provavelmente.
Já cansei de ficar inconformado. Eu gosto da festa e vou gostar sendo onde for.

Admito que sinto falta do Cambridge que nem doido e sei que o local da festa respondia por parte importante do sucesso. Mas as pessoas, os abraços, as músicas, a energia diz mais. Percebi isso esse domingo quando vi a primeira despedida de alguém da Gambi, O Diego da portaria. O Davi Moraes que foi pra London.

O Diego foi um dos primeiros da produção que eu tive contato. Achava ele meio marrento, cara fechada e depois vi que não era. Pelo contrário, é simpático e educado à beça - tal qual todos os outros. Vai fazer falta.

Esse domingo eu fui trabalhar e percebi que não dá pra fazer os dois no mesmo dia. Ou eu trabalho ou vou pra Gambi. É muita coisa, acabo ficando cansado muito rápido.

Depois dancei a vida afora. Muito.

Fora isso pouca coisa chamou mais atenção que esperar meus BFF's (só foi um - e ainda a trabalho), os "meus melhores beijos serão seus" meus e da Rossana, fuçar os encartes dos cd's do Miro, as mulecagens do Taiguara, os papos com o Fernando e a Coca. Pessoal do bem.
A Preta Gil passou lá, cantou, causou, fez o que sabe bem. Divertida ela, tem uma presença bacana. O Zé Pedro também.

Aniver da Aninha Cecília e óculos divertido do Galinho Chicken Little (ou da performance de "Give it 2 me" da Sticky & Sweet tour - dependendo de quem vê) fizeram parte da noite também.
=)

Na verdade é esse trabalho que fez um post tão desanimador.
Não vou mais de domingo!
#Raiva#




Pedro.
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