31 agosto 2009

27 agosto 2009

e põe o resto no lugar

para ler ouvindo: Rebelde sem causa

Segunda suspensão no trabalho por falta, milésima vez que eu ensaio uma demissão, milésima vez eu e o emprego nos retraímos e damos trégua. Depois desse período a imagem que se tem é de um abismo enorme entre eu e a empresa e ao mesmo tempo que queremos evitá-lo, no fundo somos dois suicidas covardes dependendo um do outro pra dar o primeiro salto.

O pouco que me exigem é o meu máximo. Só pedem o horário e os fins de semana. Estou atrasando e faltando aos domingos (e eventuais sábados).

Me deixa triste essa guerra, quando tudo o que eu quero é que me demitam, me mantém. Tanta gente queria ficar no meu lugar e foi embora à toa, algumas realmente precisavam do trampo e não apenas de uma ocupação enquanto decidem uma faculdade ou a vida, como é o meu caso, convenhamos.
Dessa vez eu não tive nada contra o trabalho na Atento, só a distância que é foda, de resto é tudo ok.

Meu pai esses dias apresentou um cartão de banco chamado: "pra quando o Pedro decidir a faculdade". Decidi fazer, dar as caras no Mack e pedir bolsa de estudos. Passei esse ano pra Jornalismo e não quis fazer.

Agora em 2010 provavelmente vá fazer outra coisa (penso em Pub.&Prop./R.I/Rel. Pub.). Nunca consigo uma opção só, sou um inferno e sei disso. Tenta viver consigo 20 anos assim sem se acostumar e você percebe que eu não faço de propósito.

Em casa é confortável e de certa forma bom ser a aposta. A bola da vez. Tenho o apoio no que eu for fazer e ainda alguns estímulos como esse.

Papai disse pra eu cair fora da Atento Interlagos e minha mãe nos meus dias mais caóticos a beira do abismo se porta como a bruxa boa do "Mágico de Oz", de fala mansa, diz que tudo se resolve.

Eu torço, uma vez que me embananei todo na empresa: recebo menos todo mês e a grana não cobre as contas básicas do NokiaBerry, da ACM e do cartão de crédito (que tem o mesmo limite desde que existe!). Então resta eles mesmo. Esquece noite, vídeo/disco/livro que é tudo por conta deles.

No momento tô tentando um trampo temporário no Itaú Cultural. Pagam mais, fica na Paulista (um lugar que combina mais comigo) e é mais descolado. Até por que eu sei que não está todo mundo bem de grana e que só fazem um esforço por que sou EU.

Eu, eu, eu.

Pedro.
x

26 agosto 2009

Domingo no parque #22

edição exílio #2
para ler ouvindo: Jigsaw Falling into place

Ainda na The Week (#weak) pra desgosto geral da nação. Esse talvez seja o post de um domingo mais impessoal de todos.

Foi assim...
Encontrei Hanz, Rossana. Tiago, Thay e Taiguara no Vanilla pra um esquenta típico de quem acabou de sair da rehab: de café e chá.

Falamos desse lance da The Week e eu acredito ter falado que não acreditava (e ainda não acredito) na possibilidade de o hotel estar pronto e os organizadores continuarem optando pela The Week. E se fosse essa a escolha deles eu mesmo começaria a não ir mais.

Mas acontece que o Cambridge não está pronto, os alvarás não estão liberados e as reformas não foram feitas. E na impossibilidade de fechar uma festa que já virou um negócio que emprega muitas pessoas (que dependem disso), optou-se por mudar de casa temporariamente.

Antes de passar em casa, fizemos uma sessão terapia na Palma de Ouro. Um por um fomos lançando a real do que estava (literalmente) nos fazendo perder o sono. Foi bom. Conselhos e mais conselhos depois chegamos na TW às 23:30. Vazio.

Entrei naquele lugar e não reconheci nada. Alguns toques da Anna Cecília, alguns panos, o dj, no máximo. Ainda vazio. Entendi que uma das consequências do sucesso foi o hotel, aquela energia, aqueles cantos, aquela velhice.
Nada disso estava nos planos da super estruturada casa em que estamos exilados.

Depois de convencer o Hanz a ir, fui eu que tive que me animar (confesso que demorei um tanto). Não tava afim, mas as pessoas... As pessoas esperam, mandam uma energia muito forte. Algo no olhar, algo no beijo, no abraço que no fundo foi o que movimentou a pista pelo tempo que durou. Essa reserva de energia de tantos domingos atrás.

Tenho algumas observações sobre essa noite. Coisas que ouvi e vi, inesperados. Mas como amigo, como moderador, como melhor amigo, como frequentador da festa, não seria de bom tom publicar.

Coisas legais: conhecer o Thiago (outro!), a falta de fila na saída, o espaço pra dançar, a volta no ônibus.

Coisas chatas: o frio que faz em todos os momentos, a ausência de muitas pessoas, a distância, a constante sensação de que nós não voltaremos, a saudade do restaurante, público paradão.

Pensei no Rio, se vou ou não. Cheguei a conclusão que vou sim. Não sei como ainda. Em um dos vários momentos/pensamento eu vi um caos enorme vindo na direção de Latoya, Shaniqua, Lady Gaga e da Thay que até então não tinha nada a ver com isso. Por um instante me senti um péssimo amigo. Também senti que estou rodeado de excelentes amigos.

Queria ser uma daquelas pessoas que tem um monte de problemas e consegue dizer um foda-se bem grande pra eles e se organizar no seu tempo. Mas não sou. Junto os cacos um por um e gosto dessas peças se encaixando manualmente.

To confuso, minha vida está. A festa não tem ajudado muito nessa ausência de atitudes e respostas. Daí a gente quer desabar água e não dá porque faz frio.
Mas talvez seja cobrar respostas de quem também não tem. Injusto. Cobrar de mim seria da mesma forma.



Pedro.
x

24 agosto 2009

22 agosto 2009

febre, suborno, litígio

para ler ouvindo: Doente, morena

Estou pensando aonde fica meu bom senso. Pensei que tivesse firmado acordo comigo mesmo pra não me sentir mais perdido como andava. Não beber muito estava nos planos, decididamente.

Ontem teve Fever e eu fui com o Tiago depois de ter passado o dia inteiro da minha folga com ele, Hanz, Gigi e Marlon.

Almocei no Cambridge com eles pra matar a saudade do hotel, conversei com a "Támeubeim", minha baleira favorita e passei a tarde no Frei Caneca rindo muito de algumas situações e de pessoas. Tem como ficar sério com os BFF's?

Depois disso fomos pra Fever, vazia. Encheu um pouco mas ainda estava meio caída. Não sei o que me deu, mas passei mal bebendo muito pouco, pouco mesmo. Duas caipiroskas e uma cerveja. Isso é nada pra quem consumiu a comanda inteira na sexta passada. Fiquei mal, saí de lá correndo pra casa numa baita neura que alguém tinha colocado algo na minha bebida e ia me seguir.

Acordei, fui pro hospital, tomei soro e alguns remédios. Sem condição alguma de ir trabalhar.

Não foi bebedeira por que bebedeira tem seus graus: beber muito, ficar alegre, ficar engraçado, ficar chato e por fim passar mal. Eu passei mal direto, por isso estranhei.

Mas enfim... Hoje será outro dia. Estou sob efeito dessas drogas malditas que os hospitais colocam na gente e deixam a percepção alterada por um longo tempo. Odeio isso.

Mas com o tempo passa.

Pedro.
x

20 agosto 2009

what do I know of those

drop down diary #16

para ler ouvindo: Saudade

Decidi sair do meu emprego. É punk. Mais um que não dura 6 meses. Nem ligo, eu sei que sou inquieto e não consigo fazer a mesma coisa todo dia, mas fico batendo na mesma tecla e achando que posso.

Bom, mas eu já tomei minha decisão mas eles ainda não tomaram a deles - de me demitir.
320 pessoas foram mandadas embora e eu certo de que meu nome estava na lista. Não estava. Fiquei feliz, mas fiquei puto também. O motivo: disseram que eu sou muito prestativo, ensino as pessoas novas com paciência e sei o que estou fazendo. Em outras palavras, sociável. Engraçado também foi citado em algum momento da conversa com a chefe.

Todo mundo gosta de elogios, no meu caso eles valem muito. A palavra certa e pronto... Me ganhou.
Nesse caso nem tanto. Aproveito que eu vou embora mesmo e me dou alguns privilégios, como fazer meu horário e minha escala, mesmo que reduzidos.

Estou sabendo muito o que quero ultimamente. Meu teatro, meu próximo emprego, meu salário, minha cuca. Só a faculdade que eu ainda me deixo levar: relações públicas, publicidade e propaganda, relações internacionais, PRODUÇÃO CULTURAL.
E eu vou tentar mais uma vez em Taubaté. Com todo apoio familiar, graças a Deus.

Falando NELE, estou com saudade dos nossos encontros e das nossas conversas, queria deixar registrado.

Estou perdendo minhas séries. Nada de One three hill, Smallville, Heroes, Family Guy, House, Psych, My name is Earl e as outras que eu acompanhava.

Semana que vem eu começo o teatro lá no Tatuapé.

At the moment: to meio entediado no trabalho e ansioso pra amanhã que será um dia gostoso.

Por enquanto é só.

Pedro.
x

18 agosto 2009

domingo no parque #21

edição ditatorial

para ler ouvindo: Brave new boy

Uma coisa é fazer uma festa fora de casa pra mostrar quem é você, como você faz, teu estilo, som, amigos. Pra mostrar tua idéia de alegria e de encontro e por que é melhor pra você daquela forma.

Outra coisa é não poder fazer o que quer na sua casa por uma imposição de alguém que não te conhece e simplesmente decide que não vai mais acontecer do seu jeito por que é assim e ponto final.
Alguém que te faz sentir impotente, alguém a quem deveriamos chamar para nos ajudar e não nos esconder.

Diante da lembrança de muitas outras injustiças (até maiores que essa) eu fiquei muito triste de manhã e chorei. Pensando nas canções do Buarque e sentindo o peso de outra época sobre os meus ombros.

Minhas emoções sempre são retardadas, acabei demorando uma semana pra me desfazer daquele nó na garganta, quando todos só lembravam o momento com tristeza eu o vivia. It's my thing.

7 horas antes.
Tinha chegado de Atibaia, encontrei a Thay e o Cris. O Hanz tinha me dito umas coisas às 6 da manhã de domingo que eu achei que não fariam o menor sentido, mas conforme nós conversávamos com o Cris, percebi que faziam.
Pela primeira vez me identifiquei com ele, com as coisas que ele dizia dele, mas não disse nada que o Hanz tinha me dito pra não causar muita tristeza nele - não sabia o que fazer na verdade. Não disse nada.

Fizemos o esquenta. Entramos. Festa!
Muito espaço na pista, uma beleza.

Acontece que a The Week é um bom espaço, só que parece com espaço de festa de formatura: plano. Não tem desce-sobe, não tem porão, não tem segredo.
Uma Gambiarra sem escada, sem cantinho, sem sofá no escuro não rolaria. Nosso noite-a-noite é outro.

Fiquei agradecido por terem dado continuidade à festa, mas senti um clima meio "foster home".

Me senti importante e me senti cuidado várias vezes durante a noite. Gigi me disse que eu valia algo, Marlon confirmou. Os outros é que não valem para eles. Entendi o aceno da melhor maneira possível, como que tem alguém pra qualquer viagem, qualquer sermão.

Eis que alguém teve a brilhante idéia de aproveitar a promoção de double tequila. Não me perguntem por que eu ainda me animo e dou voz a essas idéias. Mas rolou. Na verdade rolaram algumas mais depois.
Pausa pro momento pós tequila:
eu subindo no camarote:
- "Zé Pedrooooo toca Bethânia!!!" (escorrega na escada de leve).

O dj tão feliz quanto o fã, responde: "Claroooooooo! Claro!".

Não satisfeito, eu queria escolher a música:
- "Toca aquela... 'Um jeito estúpido de te amar', aquela que tem um texto do Fauzi Arap de introdução."

20 minutos depois estava eu e toda a festa ouvindo Bethânia recitar Fauzi Arap às 3 da manhã seguido de uma música de 1977 de Roberto e Erasmo.

Amanheceu e a festa acabou cedo. Não lotou, não ficou sem espaço, não foi a mesma coisa. Mas desabou bastante água, independente da casa. Mas indo embora foi o mesmo baque: aquela piscina, a Matarazzo, a ausência de padaria, pegar ônibus!

Voltamos pra minha casa e corta pra eu acordando às duas da tarde em desespero pra ir atrás das pessoas pra tomar café.
E recebendo um (outro) testimonial. Uma chuva de testimoniais. Lembrei da Gi e do Marlon, de todos que me disseram o que eu finjo que finjo que finjo que não sei:

I worth it.

Pedro.
x

17 agosto 2009

16 agosto 2009

cigarra

para ler ouvindo: Cajá

nunca consegui escrever nada em Atibaia ou sobre Atibaia.
só deixo o mundo sob o sol e fica tudo bem.

não consigo pensar.

mas sinto tanto
e canto

que é uma beleza.



Pedro.
x

15 agosto 2009

domingo no parque #20

para ler ouvindo: Satisfeito

A Gambiarra invadiu a The Week pela segunda vez. Eu, bom gato escaldado saí do trabalho bem cedo e sem dar muitas satisfações a ninguém (até o presente momento não sei as consequências do meu ato) e fui feliz da vida - livre e desempedido - me encontrar com dois amigos pra fazer em esquenta antes da festa.

Horas mais cedo:
- Gigi tinha me avisado pra irmos de roupa de banho.
- eu fervia no MSN.
- estava muito certo na minha cabeça que eu não queria nada.

Chegando na porta, Victor Lei, Aninha, Mari e Tiago Sansi me esperavam para um brinde especial com champagne. "Ao novo moderador da comunidade". Na portaria lotada eu já via Chico Ribas, Ti Fonseca e Diego super ocupados.
Anderson, Edu, Anny, Bruninha, Reple e Trilili estavam chegando também.

Entramos rapidinho e a festa começou. Fui falar oi pro povo todo lá dentro e já me ocupei com um espaço bom pra dançar. Pronto! Estava em casa e em ótima companhia e estava me divertindo. Mas logo começou aquilo tudo de sempre: a bebida faz efeito, os hormônios a tona, as vontades viram ações e voilá - agora sim é uma Gambi.

Quando eu percebi que era hora disso acontecer saí correndo, afinal, eu também sou humano, também estava alto e também tenho 20 anos.
Fui ver o Trovão na outra pista e ele em minha homenagem começou a tocar meu refrão: "I'm in Miami, bitch" (ou será apenas "beach"?). Sabe que é a música que eu mais gosto do set dele e que foi o Thigo que começou tocando ela, etc, etc, etc.

Pausa pra perceber que não adianta sair correndo, o espírito "Miami, bitch" já estava andando passando na minha frente. Toquei um foda-se e resolvi curtir.
Agora, vamos ser francos... Eu posso achar formidável entender que quando você está sozinho ninguém repara em você, mas uma vez acompanhado, chove gente ao seu redor e você vira o centro das atenções?
Fiquei com raiva, muita raiva disso em alguns momentos. Tipos... Aloooo, eu estava aqui o tempo inteiro, tá?

A festa foi e acabou. Amanheceu e o sol entrava pela casa pra animar os sobreviventes. Mas, pera aí... Não está faltando algo? A piscina! E nós fomos - Gigi, Victor Lei, eu, Marlon e um outro que quis ir junto mas nós não conhecíamos. Os seguranças todos atrás de nós, parecia filme, mas era música:

"Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos"

8:30 da manhã, minha irmã já estava na porta me esperando pra irmos pra Atibaia. Eu já fechava as conclusões da noite, já pensava nesse texto.

Quer dizer que se a noite não fosse como foi não seria boa?
Pééééééémmm - resposta errada.

Lembrei mais uma vez do verso de Marisa questionando o poeta: "quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?/vivo tranquilo/a liberdade é que me faz carinho".

Essa foi a música que mais tocou a noite inteira.
Foi pra mim e só eu ouvi.



Pedro.
x

14 agosto 2009

te chamei a atenção não foi a toa não

Bem franco? Que dia besta.
Nada pra dizer, nem um pensamento mais animado, nenhuma conversa.

O álbum novo da Ana Carolina, "Nove", tá muito bem feito e eu fiquei feliz à beça de saber que Mariana Aydar está cantando música da Roberta Sá no disco novo (uma música no melhor estilo Gal 70 chamada "Tá?").

Ninguém faz aniversário, não chegou o verão. Nada de extraordinário é só a solidão.


Ontem de madrugada que foi engraçado que eu fiquei atiçando pessoas pelo MSN. Tava com um espírito Rudy Ritter questionador em mim. Mas muito mais malicioso, um barato sair de si, me transmutar e ouvir coisas que o Pedro, o normalzinho, o medroso normalmente não ouviria. O super honesto, aquele que não tem papas na língua e joga bem a beça, ouve. Ainda bem que compartilha as informações depois.

Mas hoje tá besta. Dia pacato, dia inútil.
Algumas informações, mas nenhum sonho refeito nem desfeito. Nenhuma tristeza muito profunda, nenhuma alegria original. Nada me alterou ou fez mudar o caminho.
Restou escrever mesmo.

Pedro.
x

12 agosto 2009

august day song

O que dizer dessa quarta ensolarada quando ela ainda está se passando?
Se o motivo desse dia fosse o (já tradicional) almoço com Hanz e Tiago já estaria valendo, primeiro por que é aniversário do Tiago, fazendo 2.3 e merece toda a felicidade e todos os parabéns. Segundo por que vê-los me faz muito feliz e atualizar os assuntos é bom. E são tantos assuntos que alguns a gente até deixa fora de pauta, não é mesmo sexta passada?

Agora, indo pro trampo com um pouco de sono e pensando as mesmas coisas: preciso deixar esse emprego e achar um melhor, preciso estudar, preciso voltar pra academia, preciso de dinheiro e preciso definir uma faculdade que eu queira fazer até o fim do ano.

Antes disso, tinha sonhado com o Thigo hoje. Daí acordei com minha página de scraps e o aviso dele por lá: "vou voltar, isso e aquilo, como vc tá, saudades, prometo!, etc".
Meu wallpaper me mandou uma mensagem. Amá está em Sampa e quer me ver. Love is a state of grace.

Random thoughts:
19:41
- quero muito ir a praia. Sabe vontade de pisar na areia, sentir preguiça no corpo... Me veio essa vontade agora e a saudade do verão.

20:16
- minha vida é um seriado. Só pode.

21:18
- por tudo o que eu fiz meus chefes sofrerem nesse novo emprego, tenho certeza que estou pagando. Caí no corredor mais feio por metro quadrado, pessoas idem. Em compensação quem manda na bagaça...

21:20
- I'm karma's bitch.

21:22
- adorei essa idéia, coisa meio 24 horas. Vou fazer um post só assim. Ps: I love my NokiaBerry.

21:23
- realmente o pensamento é sobre sexo de 18 a 18 segundos. Nem que seja o básico "Vou/Não vou". Falando nisso... Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... Eu vou.

Fui.

Pedro.
x

11 agosto 2009

domingo no parque #19

ou: amanhã vai ser outro dia.

Domingo de manhã eu acordei com o mundo na cabeça. Aniversário da minha mãe, dia dos pais, almoço de família, eu sem um puto e sem presente, de ressaca e ainda tendo que organizar a excursão dos dois pra Gambiarra.

Relaxei um pouco e meu pai me avisou sobre a mega reportagem da Gambi na coluna da Monica Bergamo. Fiquei animado à beça.

Li e detestei, claro. Sim, o que se passa naquela coluna não tem nada de livre, é a bolonhesa disfarçada da rua Augusta. Passou uma péssima imagem da Gambi, coisa de quem não entendeu nada mesmo.

Deixei de lado aquela bobagem e passei o dia matutando e comendo. A Thay chegou, com a Yasmin (há quanto tempo...) e fomos bem cedo pra lá, tipo 21:50, pra meus pais aproveitarem bem. O Trovão me vipou, então estávamos a família V.I.P.
O Chico (um host da casa - namorado da Thay) cheio de piadinhas boas. Ele é um barato e eu sempre fui com a cara dele, mas acabei me surpreendendo pra melhor, como tudo na Gambi.

Consegui com o Miro algumas pulseira do canto do descanso e com o Tuca consegui uma pra mim. O Gruli tava uma pilha pra lá e e pra cá e eu senti falta dele. Aninha em compensação é sempre um poço de simpatia. Ela falando com a minha mãe parecia reunião escolar. "Nós adotamos seu filho!".

Ficaram até a meia noite e me deixaram no palco. Parece que gostaram. Fui descansar, quando às duas da manhã o Valter veio dizer que a festa estava cercada de policiais e que seria fechada. Fui até o restaurante rindo de nervoso. Ri mais ainda quando vi acena lá fora.
Esperava que alguém aparecesse e mandasse eles irem embora aos berros. Mas ninguém apareceu, ninguém sabia o que dizer. A festa acendeu as luzes, as pistas fecharam e só o Miro ficou na pista 1 resistindo. Sim, ele foi o herói da noite.

O Pedro Neschiling também estava lá, fez discurso no microfone e tudo, mas dizem que ele deu piti na hora de pagar a comanda.

Eu fiquei na pista, claro. Pra mim tudo aquilo era uma grande pegadinha do Mallandro que eu não ia cair. A qualquer momento o Gru ia aparecer com um sorriso e mandar apagarem as luzes e aumentar o som. Assim eu poderia tentar recuperar o meu clímax.

Enquanto isso o Miro tocava o puteiro e tirava sarro. Eu com ele e a pista junto. O público "de balada" que não tem o mínimo de amor à camisa foi indo embora e eu feliz pois ia sobrar espaço pra mim.

Só acreditei quando o dj parou com tudo e dispensou a todos. Daí eu caí em mim.
Não ia ter mais Bagaceira, Foda-se, flor na saída, nada!
Eu olhei pra cima e vi o Gru sozinho. O rosto dele, a frustração, a impotência. Justo com quem não deve nada a ninguém, quem tá com tudo certo.
Ia falar com ele mas não fui. Fiquei no palco morrendo um pouco, sem reação.

Aquele clima tenso passou, a decepção era oficial. Na hora pensei em várias coisas: "porra, descobriram a gente e querem acabar com o barato". Por que é essa a função dos caretas: sair das boatezinhas deles, lotar a nossa, chamar atenção e fechar. Raiva da Vila Olímpia, da Monica Bergamo, dos falsos gambiarreiros que foram embora.

Fui abraçar o Miro e ele chorou bastante. Depois a tríade (eu, Thay e Gigi) o consolou. Fui pagar minha comanda e ir pra rua com o que tinha restado dentro da casa. A polícia ia entrar.

Na saída, mais riso, dessa vez pra não chorar. Gigi gritando coisas absurdamente engraçadas, Valter montando uma banca de camelô ou gongando o Thigo pra mim e o Cris como bom animador de audiência nos levou pra comer coxinha crua na padaria e beber cerveja.

Gabriel continuou fazendo performances, Yasmin continuou folgando, Valter continuou a chochar o Thigo pra mim, Victor Lei continuou instável, Thay continuou namorandinho e Gigi continuou vítima. Parece que só eu tinha parado de ser elétrico.

Foi essa a noite. Eu termino de escrever isso agora, 23:08, no ônibus Terminal Santo Amaro voltando pra casa.

E o nó na garganta é o mesmo desde domingo.



Pedro.
x

10 agosto 2009

enquanto os homens exercem seus podres poderes


GAMBIARRA INFORMA SOBRE OS FATOS OCORRIDOS NA NOITE DE ONTEM - 09 DE AGOSTO DE 2009:

A Gambiarra caiu na boca, e no coração, do povo. E, infelizmente, nos olhos de ganância de invejosos.

Ontem, por volta das 2h da manhã, cerca de 10 viaturas da Guarda Civil Metropolitana, lideradas por dois fiscais da Subprefeitura da Sé (Tiago Augusto Inácio Gomes da Silva e Rafael – que não quis revelar o sobrenome), que não portavam identificação, cercaram as 3 entradas da festa, armados, e sem portar nenhum mandato ou coisa parecida, e bloquearam todas as portas da casa contra a vontade dos organizadores da festa. “Ninguém mais entra nem sai da casa”, disse o Rafael a um dos organizadores, impedindo inclusive a entrada do mesmo, que estava no momento na rua orientado os clientes que acabavam de chegar, e causando conflito com os clientes que já haviam pagado e queriam simplesmente ir embora.

Sem conversarem ou darem qualquer satisfação, arrancaram e confiscaram à força os banners das 3 portarias (inclusive agredindo um dos funcionários), sendo que todos os banners foram feitos dentro dos limites impostos pela própria prefeitura no Cidade Limpa.

A Gambiarra obedece ao PSIU (o nível de som que ultrapassa as pistas é muito pequeno), ao Cidade Limpa (todos os banners têm metragem muito menor do que o máximo permitido) e agora à Lei Anti-Fumo (no final de semana anterior à entrada em vigor da lei o cigarro já foi proibido na casa e foi criada uma alternativa para as pessoas entrarem e saírem da festa para fumar). Além disso, a casa, que conta com 3 pistas distintas, tem alvará de funcionamento para cada uma delas.

Ainda sem informar o motivo da “fiscalização”, os fiscais e os policiais invadiram a festa. Depois de verificarem que não havia fumantes nas pistas de dança, e exigirem que o som fosse desligado à força, fizeram o primeiro pronunciamento: “Queremos ver o alvará de funcionamento da casa”. Imediatamente, claro, foram encaminhados pela produção ao escritório onde tiveram em mãos os 3 alvarás de funcionamento.

Não satisfeitos, ordenaram o imediato desligamento do som e a retirada de todas as pessoas da festa para que fosse feita a contagem de quantos freqüentadores estavam presentes naquela noite, um por um.

Pressionados, por policiais armados, os produtores foram aos microfones das pistas para comunicar os clientes de que eles infelizmente tinham que sair.

O dj da Pista 1 ainda tentou resistir tocando algumas músicas da época da Ditadura, já com um volume bem baixo, embalado por um coro dos próprios freqüentadores, mas logo teve que ceder por ameaça policial.

Neste momento, as 1.400 pessoas presentes na festa se encaminharam para os caixas. Não bastando, e bloqueando todas as saídas, os policiais, inconseqüentemente, abriram uma das portas da festa, sem autorização e controle dos proprietários, permitindo a saída de várias pessoas ao mesmo tempo sem o pagamento da comanda, causando tumulto, gritaria e prejuízo à casa.

Terminada a contagem exigida pelo fiscal e totalizadas quase 1400 pessoas (o que estaria dentro da normalidade, caso ele considerasse o alvará das 3 casas utilizadas conjuntamente), os fiscais da prefeitura deram a primeira e única satisfação para os donos da festa: “ Vocês não podem juntar 3 casas diferentes numa só festa. Nós só aceitamos 1 dos seus alvarás, com capacidade para 510 pessoas. Vocês precisam de 1 alvará coletivo para as 3 casas”. Informação esta nunca notificada anteriormente pela própria Prefeitura.

Com a casa já vazia, os fiscais abandonaram o local sem efetivar uma notificação do ocorrido – ação esta que deve vir antes da multa e muito antes de uma expulsão arbitrária e ditatorial.

Com prejuízos inumeráveis, tanto para os organizadores da festa como para os clientes, tamanha irresponsabilidade, que poderia ter provocado tumulto de proporções catastróficas, acabou com uma noite de uma das festas que mais respeitam todas as leis impostas por esse governo, sempre pensando no bem da população.

Alertamos a imprensa que tal fiscalização não teve relação direta com a Lei Anti-Fumo, conforme publicado em alguns veículos. Não havia nenhuma pessoa fumando dentro da festa e os agentes em nenhum momento se identificaram como fiscais da nova lei.

Independente do acontecido, a Gambiarra continuará alegrando nossos domingos e desabando água, pra lavar o que tem que limpar.

“Nós lamentamos o fato ocorrido e pedimos a todos os amigos e freqüentadores presentes na noite de ontem que entendam nossos esforços no sentido de adequar sempre a festa às leis e ao conforto de nosso público”.

Os freqüentadores que tiveram os ingressos devolvidos poderão utilizá-los para entrar gratuitamente na festa numa próxima edição de domingo

(não válido para a Edição Especial na The Week, no dia 14 de agosto).

Qualquer manifestação no sentido de repugnar tal ato ditatorial deve ser enviada para gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br, diretamente para nosso prefeito Gilberto Kassab.

Grande abraço,

Produção Gambiarra – A Festa

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De produção pra viciado.
Repassando a informação.

Amanhã tem Domingo no parque pra descascar esse abacaxi e tirar esse nó da garganta.
Como assim me parar no meu clímax?

Pedro.
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me vejo no que vejo #2





Sobre os acontecimentos de ontem na Gambiarra:
- estou esperando o Gruli lançar o comunicado oficial que publicarei aqui;
- e terça feira tem o "Domingo no parque", ok?

Pedro.
x

09 agosto 2009

forbid the kiss and leave us innocent

Para ler ouvindo: In the dark

Sexta feira, aniversário de um amigo na Trash. Todo mundo por lá, até quem não vai normalmente. O resto da minha dignidade todo em bebida. Um mundo onde 50 reais vale 70 em vodca é um bom lugar para estar. E eu quero viver nele.

Foi um dos dias mais vazios da festa. Valeu pra atiçar o bêbado e sair com um whisky, provocar a equilibrista e descolar um energético. Daqui e dali ouvir umas promessas. Biscate...

A noite já caía mais que o viaduto rumo a afronta da pureza que a festa trazia. E eu dançando a beira do abismo e eu dançando a beira do vulcão.

Fui chamar alguém pra ir embora e #edit# fui embora.

Encontrei uns amigos na saída, mas quem se comprometeu a me deixar em casa estava triste por ter que me deixar em casa. Mas sobre isso eu tenho que me retratar.

Sempre fui só. Só meu. E não de quem quiser. Desde antigas noites que viraram dias, quando eu descia tropeçando e me machucando pela Augusta eu era só. Descendo a Brigadeiro, a Faria Lima, a Rebouças, sempre só.

Atravessando a 9 de Julho, eu passei a ter companhia com o tempo e agradeço por isso. Mas vou levar algum tempo a me acostumar a não ser solto. Ok, concordamos. Mas eu tenho meus momentos de lucidez entre essas loucuras e eles também merecem ser ouvidos.
Não perco mais meus sentidos como antes, pelo contrário.

I'm a twenty something.

Pedro.
x

08 agosto 2009

e tomar banho de sol



No dia após o esquenta do pic nic (que a essa altura já tinha virado pic bitch) os 4 da noite anterior acordaram cedo pro dia.

Tiago acordou cedo e bem disposto e logo começou a encher os outros. Rossana acordou junto mas ficou quietinha. Hanz acordou e passou a pentalhar o último dos dorminhocos - sempre eu.
A brincadeira da noite anterior tinha ido até tarde demais e o dia tinha começado antes do sol, antes do dia.

Fomos pro Ibira com todo pique do mundo, falando e falando - rindo e rindo -no ônibus deixando a família brasileira de cabelos em pé, falando sobre a noite anterior, de aventuras e passagens marcantes pela Paulista.
Passei em frente ao CSL e me lembrei de voltar a Missa e rever todos.

Chegando no parque o sol já estava quente, às 8 da manhã. Comemos um montão de besteiras gostosas e ficamos tirando umas fotos, falando da vida, rindo pro dia e chamando os passantes.

Depois chegaram outros. Veio Victor Lei, veio Gigi, Marlon, Sansi e Victor Filho. Ficou mais divertido ainda, fomos brincar de salvar a bandeira (nem lembro o nome do jogo mas é algo do tipo). Cortei meu pé e o jogo empatou em 1 a 1.

Meu passeio e minha poesia acabaram, infelizmente. Fui pro trabalho contente com o que tinha passado e triste por ter que passar pelo resto do dia. Com os pés sujos de terra e uma sacola hippie idem.

Feliz de tudo. Morrendo de sede.




Pedro.
x

07 agosto 2009

touched for the very first time

Como num conto de fada ou como alguém rolando a escada fui pra civilização. Muitas vezes sem malícia e outras vezes só de brincadeira.

Que prólogo estranho pra descrever a noite que antecedeu um picnic. Nessa noite anterior eu pensava essas coisas: atitudes que poderiam mudar rotas e na intimidade da amizade.
Pensava e vivia.

Fui dormir na casa do Tiago com Hanz e Rossana pra fazer um aquecimento e jogar conversa fora. Começamos vendo uns videos engraçados no youtube, ligando a webcam pra conversar com quem não estava ali e fazendo provocações uns com os outros.

Aí entrou Baco, entrou Dionísio, entrou Narciso: ni mim, naquele carnaval, ni tudo, e foi ficando tudo mais divertido com cara de perigoso.

Todo mundo pensou no quão louco seria dar esse próximo passo, no qual bom seria e quais seriam as consequências. Eu pensei demais e acabei sendo culpado pelo não acontecimento.

Mas foi divertido, teve strip show, alguns arrepios, mãos estranhas, alguns descontroles de momento. Não passou disso, juro. Foi engraçado até.

Pensei na Carrie e nas aventuras que ela sempre foi até a fronteira, (vide o selinho na Alanis).

Entre tantas divagações, não é que no dia seguinte eu me peguei imaginando o que poderia ter feito?
E olha... Não seria pouca coisa não, viu?

Pedro.
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05 agosto 2009

a grande borboleta

ou: drop down diary #15

para ler ouvindo: Pode ser o que for

Estou animado como não fico há tempos. Um sentimento de "vindo coisa boa pra mim", como quem descobre que ama o amor e a partir disso passa amar mais.

Não está tudo perfeito por que nunca vai estar, mas o sol apareceu brilhando muito forte, o céu ficou azul e sem nuvens e eu quase me esqueço daquela quarta feira chuvosa e sombria da semana passada.

O mês é outro. A esperança e o sentimento também.

Não sei se vai ser fácil ou difícil, mas basta a grande borboleta passar e bater as asas por perto pra saber que something's up.
Aonde e quando passar eu já não sei bem dizer e prefiro deixar pros acasos.

Pedro.
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04 agosto 2009

domingo no parque #18

Um dia após o outro e assim esquecemos o anterior e o dia antes do dia anterior vira um traço.
Essa Gambis me trouxe a segunda falta de domingo no trabalho, a volta da Thay pra casa junto de Hanz e Petit.

Começo de festa e uma pausa pra encontrar todo mundo, dizer oi, fazer o check in. Depois pra estrear o palco eu fui pra pista 1 e fiquei até cansar muito e pedir arrego no Trovão.
Não, o Thigo não foi conforme o combinado. Algo me diz que essa peça ainda vai render bastante até ele voltar. Mas o França estava lá e (/pasmem) ele foi simpático comigo.

O que aconteceu de extraordinário foi a comemoração do aniversário do Marlon e da Rossana, duplinha que me faz feliz, viu. Eu soube desde o começo que ficaria amigo dela, é das minhas - livre e bagaceira. Ele foi uma surpresa, me garante momentos divertidos/irritantes me respondendo torto e me deixa tonto quando me gira a 120km/h. Má e , como não amá-los?

Ok, passada a festa fui sossegar com a Galisteu no camarote (sim, a própria), mas ela já tinha ido embora. Uma pena.
Fiquei um tempinho lá sozinho curtindo e logo a Thay e o Valter chegaram com mais gente e eu quis descer pra pista curtir com Hanz e Ti, mas antes eu passei pela pista 2 de novo pra pega... conversar com um pessoal e voltei firme e forte pronto pra ir até as 7. #pausa pra foto do flog#

O Miro teve um lance pessoal e precisou sair e deixou o dj convidado tomando conta da 1. Foi um desastre musical chamado Pedro Neschling. Olha que ele tava mandando bem, tocou até Estelle com Kanye e alguns rocks bacanas, mas o set de twist foi a morte. Depois Cássia cantando Nirvana, depois Natalie Imbruglia, depois... Michael. Ok, você me ganhou com "Remember the time".

Volta Miro e continua a bagaceira, só que restam apenas 10 minutos, a Thay já tinha ido pagar minha comanda e eu já dizia tchau pra festa e oi pra bronca que eu ia tomar quando minha mãe visse todas as pessoas que eu ia levar pra casa.
Resolvi trabalhar com turnos, mas acharam melhor todo mundo ir pra padaria. Fomos pra Palma de Ouro sem Lei nem Sansi, mas com Seguro (e eu morro de saudades dele - faz parte das pessoas legais que moram no interior).

Todo mundo meio dormindo acordado deixaram eu, Ti, Hanz e conversando na padoca. Tanta conversa que foi até 10 da manhã, ou seja, eu tinha 4 horas pra dormir e o dia inteiro pra morrer de sono.

Planos pra semana: 4.
Momentos de pensamento: 1;
Arte do encontro: 1 e 1/5;
Melhores amigos na festa: 2;
Picos de bebedeira: 2;
Vinganças: 3 (de 3 pessoas diferentes).

E só.
Foi assim que foi.

Pedro.
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03 agosto 2009

me vejo no que vejo #1




Nova coluna de segunda feira. Se diz por si só.

Pedro.
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02 agosto 2009

will be my good news day

para ler ouvindo: Golden Skans

Sábado não é dia pra badalar, to meio cansado da sexta e preciso descansar pro domingo, portanto é melhor encontrar o pessoal pra um rolê tranquilo e botar o papo em dia.

Assim, eu encontrei uns amigos na Augusta e fomos jogar conversa fora.

Primeira constatação: a rua Augusta perdeu um pouco daquilo, aquele "it" que dava a graça. Não digo que é o hype pois eu não acredito nisso (lembram da camiseta "quero meu hype em dinheiro", pois é isso mesmo). Mas virou uma rua de bares e baladas normal, uma Vila Olímpia vestindo xadrez. Todo mundo continua separadinho, alguns traficantes, o bar da Lôca fechando as 2 da manhã, a bolonhesa predominando. Mas ainda é um lugar a se verificar mas na luz da manhã, as boates/bares/festas estão no desejo caboclo de... Hype. O comércio diurno está mais atrativo.

Segunda constatação: alguns fantasmas não são ruins. Interna minha sobre algumas pessoas que eu encontrei na rua.

Terceira constatação: ex em crise pode ser constrangedor. Não seja um deles. Não alfinete, não provoque, não deixe as pessoas em um campo de batalha.

Após isso, tivemos uma ótima noite em ótima companhia. Some drama happened, definetly. Mas nada que não pudesse ser curado com a noite seguinte.

Fomos no Habib's da Augusta e foi lá que as maiores cenas aconteceram, as maiores constatações. Depois eu, Tiago e Ricardo (new kid on the block) fomos pro Vanilla beber meu mocha favorito e falar dos assuntos dominantes da noite: pessoas, sexo e amor. Eu crente que era 4 da manhã até ver o dia amanhecer e ver que já tinha passado das 6 e perceber que mesmo diferente, a Augusta ainda é a mais non-stop das ruas, de esquina com uma avenida 24 horas também.

Cheguei em casa e capotei no domingo.Nunca que eu iria trabalhar. Uma preguiça, um esboço de sol aparecendo , eu quis ficar em casa. Daí pensei nessa sequência de reencontros durante essas duas semanas.

A Paulista e eu temos uma vida pra contar, mas parece que a avenida me recrutou de volta pra mais histórias.

Pedro.
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01 agosto 2009

I should've left it at, how ya doin'

Para ler ouvindo: Clown

Essas noites do centro me desgastam emocionalmente algumas vezes. Não adianta, eu vivo voltando a elas pois são tão divertidas que o emocional vira um detalhe desapercebido do qual eu sei de antemão que vou rir depois. Mas na hora nem tem tanta graça.

Depois de ter curtido uma tarde excelente com meus novos BFF's no frei caneca, fui assistir Harry Potter com minha irmã (antes tarde do que nunca) e depois de insistir um tanto pra ela ir comigo na Trash, acabei indo sem ela, com meu dj favorito Miro Rizzo e o Tiago.

Antes disso passamos por 3 festas diferentes (Adelaide, Madame Satã e Panguas), todas no Cambridge - do outro lado da rua do Caravaggio - todas muito boas. Todas na faixa pra nós 3, escoltados pelo big boss Mafra.

Bebidas aqui e ali, Spice Girls ao vivo em Paris em um dos telões, "Boom boom pow" onipresente em quase todas as pistas, pessoal começando agora na noite, muita coisa pra se ver. Fomos embora porque, apesar das mordomias, a meta ainda era a Trash (que tá velhinha mas ainda dá um bom caldo).

Logo de cara o meu host with the most (atenção - "hostess" só se usa no feminino), Cris, vestido de galinha dizendo que não ia pra pista e que tinha gente a minha espera. Entrei e me deparei com um mega encontro de alguns gambiarreiros que, digamos, se sentem em casa e se enquadram no perfil da Trash 80's.

Fiquei feliz, afinal são meus amigos, mas aquilo estava parecendo novela das 8 com Casos de família, um drama só. De repente... Quem cai na roda? Peter, claro. Estava vendo a banda passar e quando vi tava no comando da fanfarra. Eu e Ti, na verdade, verdadeiros mediadores-pivôs das brigas que envolviam primos e primas, amigos e amigas, vizinhos e vizinhas.

Restou beber a partir disso, beber muito, acabar com a consumação e ultrapassar, curtir as bagaceiras, mandar uns passos, dar uns berros, subir escadas, descer escadas, dar uns perdidos e rir alto de toda aquela trapalhada que foi, que éramos ali naquele nó que ninguém sabia onde começava e em quem terminava.

Pra acabar com a noite, todos foram embora e nos deixaram por lá (alguns sem dizer tchau), putos da vida.

Quando tudo parecia perdido, um santo dj encarnou o gambiarreiro e começou com Monobloco, Benjor, Caetano, Fernanda Abreu, Beth Carvalho e outros sambaxés. Ninguém entendeu nossa felicidade, nem a gente. Eu olhava pro Tiago e ria de lembrar do que ele tinha falado antes ("a Gambiarra FUDEU meu networking"). O povo indo embora, o dia nascendo, aquilo tudo de fim de festa, com felicidade de saber que o emocional seria apenas um detalhe, um lapso do começo desse fim de semana.

ps: next time you want a pussy, take a look in the mirror.

Pedro.
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