30 julho 2009

e o pensamento lá em você

Dia de cão essa quarta feira. Já não gosto de quartas. Outro dia minha irmã foi assaltada numa quarta feira quando ia almoçar em casa, peguei raiva. Daí que outros acontecimentos ruins também calham de acontecer na quarta. Acontecen nos outros dias também, mas na quarta eu os percebo.

Quarta feira é nome de tia chata.
Segunda é nome de chefe, terça é nome do bar onde acontece a primeira cerveja de dia útil, quinta é nome do amigo que arrasta pro rolê no meio da semana e sexta tem nome de prima gostosa. Sábado é o sentimento de tudo é possível e domingo é o deus do ócio.

Eu estava torto e era quarta feira. TiPos Monstro (thanx Bebi Meu Progresso). Acordei mal, fui trabalhar mal, choveu e tudo deu pau. Daí rolou trabalho extra e eu tive que ir pro atendimento aguentar pessoas burras que não seguem a lógica: temporal + speedy = SEM INTERNET. Será tão difícil resolver essa equação?

Daí ocorreram várias discussões durante os atendimentos e dá-lhe transferência pro cancelamento. Coisa que eu adoro é quando fulano diz: "ah! Então eu vou cancelar". Falo com o maior gosto que vou transferir pro cancelamento e logo dão pra trás. É uma crueldade, sem dúvida, as pessoas precisam de internet, trabalham com isso e não tem outra opção pra obter serviço, logo, tem que me aguentar virado. E eu a elas.

Acreditem quando eu digo que torço pelas pessoas e tenho o bom senso de perceber que o serviço deveria (deve) ser melhor. Afinal é uma gtana alta que serviria pra fazer qualquer outra coisa e etc etc etc, todos conhecem a história do consumidor com razão. É correta porém é meio chata de ficar contando.

Esse foi meu dia. Chato, meio sem cor e chuvoso. Poesia zero. Vivência. Cheguei em casa e desabafei muito com Anderson, Fome e Ty. Falei com Hanz que me prometeu uma sexta feira de folga de príncipe (rs) e me animei mais por entender que esotu na fase de "morrenascimento" segundo o Fome.

Segundo ele também (eu só repito pois concordo) está na hora de assumir a burguesia e parar de sentir culpa católica, parar de ir pra Interlagos e querer me sentir "povo" como forma de redenção por saber falar inglês fluente (parar de esconder o fato de que sei fazê-lo).

O melhor resumo quem me fez foi um outro (e não digo quem), que disse que eu devo fazer na minha vida todos os dias o que eu faço todo domingo a noite. Nada menos.

Pedro.
x

28 julho 2009

domingo no parque #17

Esse domingo foi #tenso#.
Foi assim...

Eu fui sozinho uma vez que a Thay tava na bad e sem vontade de ir (#1). Cheguei, encontrei Gigs, Ti e Vitor Lei e sem demoras fui ver E ESTREAR ele que eu esperava ver desde que soube que ele tinha voltado reestruturado, de cimento e ampliado: o palco. Está uma coisa de profissional! Como ninguém tinha se aventurado, eu fui o primeiro.

Depois encontrei mais gente, Thay chegou, Bruno Bonfim foi (ele tinha ido me encontrar na sexta no show do Rodrigo), mais gente como sempre, Thammy Gretchen com uma cara de cu do nosso lado (#2), nada que interrompesse o encontro de viciados no palco. Quem assistia de longe pensava que era uma festa minha e eu ri algumas vezes disso.

Como estava muito lotado, desisti de fazer muitas migrações para outras pistas, aproveitei bem até umas 3 da manhã quando fui dar um oi pro Trovão e ajudar um pouco na outra pista. Foi quando eu encontrei o Léo (colega de CSL) que tinha visto a Igi por lá. Fiquei doido, procurei por ela por meia hora e depois cheguei a conclusão que ela tinha ido embora. Voltei pros meu afazeres: Hanz estava mal (#3), fui atormentar o Bonfim, passar um tempo com o Anderson, acalmar Tiago (#4) e ter o momento semanal com a Thay.

Depois fui-me embora pra pista 1, já sem a amarga presença de Thammy e curti o "foda se" que estava ótimo. Quando foi esvaziando nós ainda curtimos outras músicas e eu fui relaxar com o hino e com o remix de "Trem azul" que tocou, fechei os olhos e esqueci da vida. Quando "caí em si" tinha alguém do meu lado que me deixou sem graça (#5).

Da pista pra cabine, fiquei xeretando os cds do Miro e fui puxado de lá por mãos estranhas (#6#7#8#9#10) o Chico chegou do Rio pra Thay e eu cheguei em casa morto. Victor Lei se desapareceu no trajeto (#11), mas já se encontrou.

Até o próximo, se houver coração que aguente.



Pedro.
x

25 julho 2009

high and dry

Parece que a avenida atrai. Uma vez nela e as coisas começam a acontecer ao redor dela. Fica parecendo que tudo o que eu fiz e aconteceu naqueles arredores foi o certo, com aquela doçura imensa de regresso que só o poema sabe dizer direito.

Mas eu não ando aí por acaso. Fui ver meu cantor, matar a saudade, fazer promessas a ele que eu prometo cumprir. Rodrigo del Arc é o nome dele. Já disse a ele que "Trip" foi feita pra mim em uma troca de testimoniais, mas nessa sexta feira em que Sampa está tão a cara de si mesma, não há canção que a traduza.

Saí do show e recebi várias ligações, mas fazer eu só fiz uma. Liguei pra Amá pra ver se ela queria me encontrar e a ligação caiu. Eu estava entre ir pra casa e ir atrás dela na Augusta, mas também não acho que era um dia nosso e ela também não achou.

Ficamos eu, a chuva, os pensamentos e a avenida (que é sem fim) unidos. Fazia muito tempo que nada tão solitário acontecia. Pensei na vida desviando de poças e andei rindo sozinho, feliz de estar em casa.

Pensei no meu trabalho e na distância que eu preciso de Interlagos e de Santo Amaro. Sinceramente, não sou um uptown boy, mas eu sei qual é o meu lugar. E não é lá. Preciso mudar. Preciso voltar.

Só esse lugar me entende, e nos sabemos de longo tempo. A Paulista é o único lugar que me dá dois dias diferentes assim: ontem a festa e hoje eu só. Sem me importar nem um pouco, "nossas noites são feito oração na catedral, não cuidamos do mundo um segundo sequer".

O sentimento deve ser recíproco, pois no festival de ruas que eu fui entrando acabei indo parar naquele prédio. O seu.
Fiquei olhando aquele andar, aquela janela, aquela cortina.
Tudo seu. Quando a luz iluminou seu ambiente e minhas idéias.

Eu esperei um tempão debaixo de chuva pra entender que, assim como o meu recomeço será outro, eu também serei.
Os meus sonhos serão.

Pela primeira vez eu não sei se você estará neles.

Pedro.
x

24 julho 2009

toda gente fina, toda perna grossa

O Hanz (amigo recente que parece que conheço há anos) tinha me dito sobre uma instalação no itaú cultural que ele tinha ido e gostado, sobre videogames, conversa diária e coisa e tal. Até então, tudo normal. Porém... Foi mais que isso: a instalação acabou gostando dele também. Assim nasceu um point a se conhecer, cheio de possibilidades, que ele me convidou pra conhecer.

Eu, prontamente aceitei e chamei o Tiago (outro amigo-vizinho recente que promete!) que aceitou o convite e esperou minha enrolação toda. Fomos os três mais Rossana (ainda chamei Thay e Helena pra um rolê casado depois, no Sesc Paulista).

Chegando lá, realmente, tinha tudo pra todos: meninas querendo aprender a jogar, meninos fingindo que não sabiam, instrutoras e instrutores super dispostos a acolher a todos. Não preciso dizer que percebi uns geeks jogando completamente alheios ao que acontecia ao redor, preciso?

Enfim, foco em fingir que não sabemos jogar! Papo vai papo vem e não é que há algo ali? São trocas descaradas de olhares entre Mario kart, zelda, house of dead, counter strike e outros jogos x que não eram os jogos que eu tinha em mente pra jogar. Logo surgiram seus olhos e seus olhares, depois outros. Depois a farra tomou conta, encontramos Thay e Helena e ao invés de irmos pro Sesc lotado, fomos pra um desses bares da Brigadeiro Luiz Antonio e de lá se falou tudo. Das pervices, das cinturas, das vontades. Me surpreendi com minhas antigas amigas - parece que elas são novas. Adoro os novos papos, as novas risadas, a nova identificação. Está aí uma rotina que não tem como cansar.

Fiz um brinde interno ao novo e a tudo o que eu ainda tenho que aprender com eles e o que eles tem que aprender comigo. Estava eu mais uma vez embriagado dos acasos da cidade que me deixaram mais uma vez na minha avenida como se eu fosse outro.

Depois fui pra Fever comemorar um ano da festa que acontece mensalmente no Caravaggio, afinal, depois de tudo o que eu ouvi naquela mesa, tive que ir, pois não é só de teoria que se vive.

Pedro.
x

22 julho 2009

I wanna dance with somebody who loves me

Fui convidado pra sua festa. O primeiro. Daí pensei mil coisas pra dizer, como agir, quais tipos de situações poderiam aparecer e como me comportar perante elas. Fui "pronto".

Foi tudo tão tranquilo e divertido que eu abstraí e tive momentos muito bons. Você me chamou pra festa e isso até que fez bastante sentido.

Aconteceu daquela forma mesmo, tudo igual. Como são as festas? Primeiro vem a imagem, depois a coragem, a vertigem, as vontades, as danças e as despedidas.

Mas dessa vez nem o beijo foi mais significativo do que os passos, a coordenação e o abraço. A dança salvou a noite de todas as passagens de depois.

Naquela cabine, que nunca foi tão silenciosa como as 3 da manhã de terça.

Chego a conclusão que não devia deixar você fazer nada comigo.

Pedro.
x

21 julho 2009

domingo no parque #16



Baita domingão. Eu com um resquiço de sexta na cabeça, mil pensamentos e saudades. Não consegui sair com os gambiarreiros uma vez essa semana, tudo acumulado.

O Hanz foi me encontrar na padaria pra atualizações de vida e depois fomos pra casa. Papo vai, papo vem (e quantos nós no caminho!) já falávamos sobre novos lugares e uma instalação no itaú cultural que promete ser um hot spot, ou ao menos motivo pra boas risadas.

Fomos pra gambi e chegando lá, aquela meia hora de "ois!" e o reencontro dominical de sempre. Mas nada estava tão completo pois ela não estava lá.
Já passava das 11:30, eu já tinha rodado três pistas pensando no que eu tinha esquecido. Aparentemente tudo estava ok, mas onde estava a Thay?

Ela não estava e eu não sabia se viria e isso estremeceu minha base.
Ainda bem que durou pouco tempo e ela apareceu!
Agora sim, estávamos oficialmente entre o final de uma semana e o começo de outra, que é onde acontece o mote para tudo.

O que ocorreu nesse tempo?
Uma competição acabou por que os competidores descobriram que empate há sempre se acontecer e não tem como um vencer sozinho. Team work é o que vai acontecer daqui pra frente, certo Gigi? Agora somos parsas!

Um casal se abraçou na cabine. Ela chorou um pouco e ele também, mas não deixou ela ver. Ouvi ele dizendo que ia ficar tudo bem. De que romance vieram?
Pensei nessa cumplicidade, pensei na Mayara e na Amá, no Rudy e no Vasco, na minha irmã. Todos irmãos. Todos presentes pra qualquer queda de braço que eu possa perder do mundo. E o menino lá, tão pra ela quanto ela pra ele.

Cúmplices-irmãos.

E querem saber? Se houvesse uma dedicatória pra cada Gambi, seria essa a minha. Todas são, mas essa foi mais - muita coisa acontece lá fora, mas parece que só lá dentro a gente para pra pensar nisso. And it feels like home.

Ah! Houve dança. Muita água desabou, como tem que ser. Mirão tocou Bethânia, Caetano, Ana Carolina e me fez feliz à beça. Como ele sempre faz.

Passei pelo Trovão um pouco, até cuidei da cabine enquanto ele saiu (e, acreditem, ficar sozinho na cabine com um fone na cabeça dá uma pressão danada), mas aquela pista já lembra Thigo e me lembra que terça irei na festa dele. "Polaróides" começou a tocar na minha cabeça interrompendo o puts puts do Trovão.
Do outro lado do coração eu pensava na Amá e no sms que eu havia mandado pra ela. No olhar eu procurava por alguém de sexta. Estava bem ocupado. Divertido também.

Mais uma noite em que eu parei pra pensar algumas vezes (sim, eu faço isso muito por lá) sobre facul e trabalho e Rio.
Fiquei feliz por não ter me precipitado e abraçado uma causa qualquer. Convenhamos, a grande maioria o fez.

Claro, por esse tempo em que todos fizeram uma facul e eu fiz uma festa, vou ter que compensar de alguma forma. Não me importo muito, principalmente quando vejo aquela cambada em casa tomando café como quem estivesse predestinado a fazer parte disso e que estaria presente de alguma forma num futuro bom que me/nos espera.



Pedro.
x

20 julho 2009

e quero que você venha comigo

Folga. Todo mundo diz que fulano é um cara folgado. Mas eu sou folgado de verdade, é uma das coisas que prezo muito na vida é a folga.

Mas a minha folga é apenas de dedicação ao ócio e ao espaço (com isso me torno um cara espaçoso). O não-pensar, não ter necessidades, curtir o bom.

Ganhei de presente por ser um prodígio dois dias de folga no trabalho, quinta e sexta. Pra poder aproveitar uma folga e uma farra.

Pra começar amanhã: Festa a fantasia do Thigo e do elenco de "A bela e a Fera".
Local escolhido: Salvador Dali.
Minha fantasia: detetive/Inspetor Bugiganga

Preciso dizer algo mais?

Me twitta. Bjs.

Pedro.
x

19 julho 2009

moto-contínuo

Ou: The Big time (Season 3; episode 8)

Lá estava eu novamente. Participação especial definindo um romance. De repente eu sou a pessoa confiável e me envolvo mais que deveria, meu coração também e quero decidir os rumos que cada pessoa tem que tomar. Sinto raiva de alguém e um sentimento novo e inesperado. Lá estava eu novamente...

(mini flash back de algumas horas atrás)

Depois de um dos piores dias de trabalho imagináveis, muitos amigos indo embora, Amá deu sinal de vida como quem sabe que me salva de qualquer tempo ruim. Ia me encontrar em casa e íamos sair pra qualquer canto. Tia Lu e meu primo Vinicius também estavam. Pensei logo numa farra por aí, coisa simples: cerveja e mesa de bar. Só que tava todo mundo morto e pensando em casa e eu estava numa lua de sair pra rua por que a rua chamava.

Amá sumiu. Eu só. A casa parecia uma prisão. Só pensava em ir encontrar alguém e rir um pouco. Pensei: que fantasia será que o Cris está usando hoje? Sob essa alegação eu fui até a Trash 80's com 8 reais exatos pra dizer "oi" e beber uma breja.

Um encontro na porta virou dois. E a partir desse segundo encontro, uma passagem rápida pra dizer "oi" virou um VIP e uma cerveja virou algumas (muitas) vodcas, uma conversa descontraída virou um desabafo que por sua vez acabou criando uma série de provocações.

[Pausa pro pensamento de um bom moço:
"Eu queria ser mais filho da puta às vezes."]

6 da manhã e a milésima vodca que eu só sentia o gosto do guaraná (que eu ainda não sei se era guaranã ou energético) e o diagrama #tenso# estava em todas as partes. Fiz uma pergunta daquelas que só se deve fazer se ainda se tem estômago pra ouvir. Como eu não tinha, ouvi a resposta e quis ir embora. Foram me deixar e eu agradeci pela noite.

Às vezes a gente apenas sabe que existe uma noite lá fora e que ela nos reserva algo, mas não vale esperar que seja o que se quer. Let it be. Bastou querer saber e deixar ir até onde vai.

Pedro.
x

18 julho 2009

frágeis pecados em sua honra

Ok, so it's 5 am and I still can't sleep. Took some medicine but is not working.

Nem durmo mais. De vontade, sede, pressa de chegar. Gosto de você demais pra te controlar nas suas férias, mas nada impede que você não saia da minha cabeça, que seus detalhes escapem pouco a pouco em movimentos precisos que você não faz pra mais ninguém, só pra mim.

Os outros agora não fazem sentido. Nem quero mais ninguém nessa sala. Nem em pensamento. Assim fica mais fácil te transportar comigo pra cá. A sós e juntos e tudo se passa.

Entro então na fabricação de frágeis pecados em tua honra. Happiness lies in your own hand. Mas é uma estrada que vai do nada ao nada sem você aqui pra saber os desejos onde é que vão dar. Pra ser sincero, até acabou já.

Nem te conto onde essa história acaba. Sei que ela já passou por tantos cantos com tantos corpos. João adolfo, pista 2, porta do municipal, bubu, todos os nossos cantos, parede do cinesesc, banheiro do 1º andar do são luis, av. 9 de julho, moema, atibaia, brigadeiro, vida afora.

Apareça.

Pedro.

x

17 julho 2009

essa menina, essa mulher, essa senhora

Passando o olho em uns blogs, encontrei um post no Esquina Musical que escolhia os 4 melhores discos de Elis. Pronto! Falou em lista é comigo mesmo. Fui avaliar os motivos, li e reli. Na hora de comentar (como sempre) fiz o exagerado e fui falando logo tudo o que pintou na cuca. Acabou que virou um texto resposta digno de entrar no blog.

O post está aqui: http://www.sidneyrezende.com/noticia/41847+cesta+basica+os+melhores+discos+de+elis+regina

E os discos escolhidos por eles foram: "Dois na bossa" de 65, "Em pleno verão" de 70, "Falso Brilhante" de 76 e "Essa mulher" de 79. Só pra constar, todos eles são discos excelentes e só por serem de Elis já valem a audição (assim como todos de Betha, Gal, Cai, Tom, Buarque, Gil, etc). Tem que ouvir nem que seja pra não gostar.

O "texto-comentário" tá aqui:

"Eu sempre gostei dos discos do Fino. é uma cafonice que eu tenho com o maior carinho. assim como Caetano, sou JoãoGilbertiano e essas convenções jazzísticas, os melismas, essa coisa do Beco das Garrafas vai contra tudo o que eu acredito.

Ainda assim encontro bons momentos em "O morro não tem vez" e "Menino das Laranjas". Outras coisas são apenas terríveis como "Sem Deus com a Família".

"Em pleno verão" e "Essa mulher" também estariam na minha lista. O primeiro dizem que foi muito pichado por ser pouco político como a situação pedia. Apresenta respostas ao Tropicalismo ("Comunicação" é quase uma "Alegria, Alegria") e assim como o "Essa mulher" tem um repertório excelente.
Porém... O Falso Brilhante nunca me atraiu. Com exceção de "Tatuagem" e de "Como nossos pais" (que eu não gosto, mas reconheço como uma grande gravação) acho um disco de show em que o show deve ter se saído muito superior ao resultado em estúdio. Não sei dizer pois não vi, mas pelo que ouvi, o show foi inovador pra Elis.

No lugar do Falso, colocaria o Elis de 72, pelo repertório quase impecável. Elis lançando "Casa no campo" e "Mucuripe", "Bala com bala", "Cais" e "20 anos blues" (uma canção Galcostiana que encaixaria facilmente num disco como o "Le-Gal"). Elis de 72 é simbólico e lançou alguns (bons) sucessos.

Ou... Elis de 73, cujo repertório veio fazer um certo sucesso póstumo devido ao relançamento do programa Ensaio em dvd. "AGnus sei", "Oriente", "É com esse que eu vou", Ladeira da preguiça" e "Doente Morena" garantem o disco. É meu favorito também."

Esse post vai pra Déia.
=)

Pedro.
x

15 julho 2009

vida que é doce levar

Drop Down Diary #14

Vida doce mas nada mansa. Dias de rotina que só tem compensado pela vivência que tenho tido com pessoas especiais.

Vamos falar em português: meu trabalho e tudo o que o envolve é medíocre. O local, o salário, a rotina, etc. Salvo as pessoas e sobre elas falarei logo menos. Todo o resto tem cheiro de temporário, um jeito de "é o que tem pra hoje". Eu ainda estou num setor melhor, menos peão, imagino os outros.

Acontece que os meios não tem me doído tanto, apesar de serem cansativos (exaustantes) eu trabalho sozinho e pouquíssimas pessoas metem o bedelho no que eu faço. Recebo elogios com uma certa frequencia (e o mais importante: de quem eu quero) e tenho feito amigos. Esse último fator me deixa um tanto acomodado e me faz desistir de pedir transferência pra uma filial do centro.

A grana não cobre a academia, o celular, as revistas, o cartão de crédito, os discos, os livros e os 4 domingos do mês. O básico. Mas ainda bem que ainda moro com mother, father and grandma pra não passar por coisas piores.

São 7:30 da manhã agora. Eu não dormi ainda, estou na ACM escrevendo sobre essas coisas todas que parecem preocupantes com o astral mais positivo possível. Claro que tenho que mudar a situação, mas estou positivo. Estou feliz. Observando meu histórico de preocupações na semana passada, eu deveria estar arrasado. Foi muito choro engasgado, muito olhar cheio de lágrima e uma força que só Deus dá (eu sei que fé é um assunto em baixa aqui no blog, mas a minha está viva).

Em casa está tudo bem, embora eu mal consiga conviver direito e aproveitar as pessoas = saudade.

Fora de casa eu mal consigo encontrar pessoas também, tudo tão automatizado quanto essa esteira que eu estou andando enquanto escrevo esse texto. Abandonei o computador por falta de tempo e por que a vivo me deu um smartphone, agora ando digitanto os textos por aqui, o que aumenta a quantidade e a espontaneidade das situações.

Por enquanto é só.
Bjs e vamos cuidar da saúde.

Pedro.
x

13 julho 2009

não corro, não choro, não converso

Para ler ouvindo: Mal Secreto

Domingo 12 de julho. 06:43 am.

Ouvindo Gal cantar "Mal secreto" e de repente me entendo todo. Faz muito frio, de verdade e eu só penso em onde vou te deixar. Não tenho onde.

De repente me desentendo todo de novo.

Pra te ter no coração eu teria preferido que nem tivesse acontecido. Seria muito arriscado me conhecendo como eu me conheço.
Você tem que ir pra estante como o abraço demorado, o colo, a amizade com ciúme e uma certa malícia, algo que deixa uma tensão e o olhar perdido de vez em quando. É aí mesmo que eu te queria.
Mas a estante você diz que não quer. Do modo que disse, eu vi que você entendeu o que é a estante.

Já pensei que fosse o caso de te jogar na cama e ver os desejos onde é que iam dar, mas isso é repentino até para um pensamento, indo contra todos os meus planos, aqueles mais infantis e românticos que só se vê nas histórias (e quando são transportados pra vida real -minha ou dos outros - me dá uma certa impaciência).

Te dizer assim, na lata, como vão ser as coisas daqui pra frente eu não consigo, mas vão ser intensas. No mínimo pra uma das partes dessa pseudo relação que eu pseudo quero criar pra nós.

Gostar eu gosto, mas, sem saber o que fazer com essa liberdade que criamos em uma noite, resolvi deixar o ciúme pairar, te deixando saber que ele existe e que já estou sentindo. It's my thing.

Se isso se resolvesse seria brecha pra uma outra confusão? Seriam todos os relacionamentos uma sequência de confusões com momentos de alegria?
Nesse caso seria desnecessário dizer que é sempre melhor se atrapalhar junto do que sozinho. Pelo menos pra ocupar a cabeça de 2 e não apenas fomentar as perguntas e atormentar o mundo de 1.

Pedro.
x

12 julho 2009

domingo no parque #15








"De volta a rotina dos domingos." Era assim o começo do texto que eu ia fazer até que me esqueci e deixei passar.
Esse post está atrasado. Vou ter que apelar pras fotos e pros confessos (que no Orkut tem até título e post fixo!).
Vamos lá.

Confessos:

I'll be loving you long time

ou : dia 12 foi assim.
Confessos atrasados, mas ainda assim, confesso que:

#
adorei que esse domingo não estava super lotado. 4 da manhã dava pra andar e dançar numa boa.
#
mal dancei com o Marlon. quer dizer... Cadê?
#
2 aniversariantes merecem muita felicidade e eu gosto muito deles. Talits é um amor comigo e Vitor me faz rir à beça nééé (não esqueço esse dia nunca néééé). #
o Thi e o Petit são excelentes companhias pra dançar e também pra conversar. Confesso que quero me infiltrar na vida of Gambi desses 2 loiros bitches.
#
essa história de férias de gambi comigo não cola, não gostei dessa invenção e considero um baita tempo perdido.
mas... Cada um sabe de si!
#
Witch e Lori deram o bolo do ano. Imperdoável. Eu estou esperando há muito tempo pra conhecer essa menina!
#
na pista do Trovão/Thigo tinha um pessoal beeeeem trazido da The week. se senteeeendo. Apontamos e rimos LITROS. Depois várias pessoas gongaram e eles desceram.
#
estou sendo vítima de bulling. Sim, tenho um stalker me mandando mensagens de perversão e conteúdo totalmente impróprio. E tudo começou no "peitcheeenho". Medo, muito medo de Gustavo Seguro. Rs.
#
saudades da Roooooooooooooo.
#
adorei a produção do aniversário e sei o quanto de G. Andrade tem nesse meio. reconheço de longe. Essa menina...
#
Rafa sorriso deu as caras enfim. Adoro. tanto tempo longe tava quase merecendo /tapanacara.
#
Gigs tava armando todas pra me tombar enquanto eu me distraia com... enfim... deixa!
#
(#########c#e#n#s#u#r#a#d#o###########)
#
a foto mais bonita da noite, podem dizer, foi minha!
#
Carllo Braga, vc e Rafa são os iluminados. Podes crer. eu tenho uma lanterninha, mas passo a vez pra vcs.
#
Hanz, love u back. Mas eu queria tanto vc mais presente.
#
Fai, cade você e o que te deu domingo?
#
pracabar: confesso estar com saudades mostras daquele perfume doce. É tudo uma questão daquele perfume.
#
e com um sms dela (hehehehe idéia roubada do Eduardo) que está me partindo o coração.
#

E foi!
Até o próximo.





Pedro.
x

10 julho 2009

vocês e eu, eus e você

ou Are we sluts?

Num bate papo pra lá de pra lá de quente com os meninos da Gambi, lembrei do episódio de Sex and the City, que tinha um título que se encaixava tanto no que estávamos conversando como no que estávamos vivendo.

O título era a simples pergunta: are we sluts?

Pronto, lá estava Carrie Bradshaw colocando coisas na minha cabeça. Mas já era tarde, e Gustavo Seguro me assustava com seu bulling online depois de eu ter contado a ele alguns (nem tão profundos) segredos.

Mas o fato é que ele me fez enxergar que faz tempo que eu só me interesso por pessoas com as quais eu quero ter amizade e nada mais. Tomei por exemplo a galera "A" do momento: por mais que quase todos tenham "se feito" por ali, a amizade prevalece antes de qualquer coisa. Fato! Fora isso, não há muito motivos pra conhecer melhor a ficada da noite, muitas vezes nem lembrar o nome, muitas vezes nem receber o pagament... Ooops! Are we sluts?

Quando um beijo demorado passa a ser sinônimo de abraço e nunca dizer não se tornou ditado, será um sinal dos tempos?

Segundo Carrie, os tabus sexuais evoluíram, cresceram apareceram e se tornaram padrão (e eu lembro BEM do diálogo).
Será que a próxima geração se prepara para viver com o peso de não ter tabus OU irão todos viver comigo esse transtorno bipolar do abuso e ao mesmo tempo respeito pela liberdade?

Mais que isso: se houver um tabu, será uma revisão dos conceitos e um questionamento geral sobre o que é liberdade e o que é libertinagem?

Lembro que no começo dessas amizades, a Thay me falou que as pessoas eram ótimas, mas que a liberdade tinha que ser vigiada com a cuca no lugar certo.
Eu ouvi e entendi o que ela disse. Levei a sério demais até.

No fim, depois de duas semanas já tinha o coração blindado e a idéia certa de que queria entrar na vida dessas pessoas de cabeça, mas pelos motivos certos. E que eu faria daquele lugar nem mais nem menos do que ele tem que ser.

Tenho que ir. Tem alguém provocando minhas janelas do MSN aqui. O próprio Gustavo Seguro.
Pensou tanto que eu fosse do grupo dos que fazem que se surpreendeu quando soube o contrário - eu sou dos que pensam. Agora tá aqui me atazanando as idéias, no melhor estilo bully/stalker.

Pedro.
x

domingo no parque #14






edição especial de feriado




Depois de um ótimo domingo, eu nem tinha mais o que esperar da Gambi de quarta feira de feriado. Não esperei nada e tive tudo: muita gente, muitos amigos, muita festa, ótimas músicas e pessoas novas (lembram do pessoal das universidades?).

Seria uma Gambi normal, daquelas que sempre supera a anterior. Quase foi realmente, mas o domingo foi muito forte e eu estava realmente feliz com a Amá e tudo ao redor.

Mas nessa edição o Thigo estava presente, o Taiguara inspirado e impulsivo e todo mundo espantado de tão cheio que estava. Sucesso justo. Pela primeira vez demorei exatos 12 minutos pra entrar.
Mas foi bom, eu estava mais disposto do que o normal pra dançar e não zanzeia muito por que a pista estava muito cheia.
Poderia jurar que era um domingo desses super lotados, desses que tem feriado na segunda.

Essa Gambi teve um "plus". Na saída ninguém queria se deixar, então ficamos de conversa na porta. De repente tava todo mundo atacado falando absurdos em voz alta. Bêbados, sem dúvida. O sol já nascendo e Miro Rizzo me chamando pra uma suruba, Thigo me batendo com uma rosa, Victor Lei atrás de uma Harley, as Luluzinhas com planos de Luluzinha (elri), o Thiago Marília Gabriela atacado... Sei que eu não paro de rir até agora. Não tem como não dividir aqui no blog.

Ainda encontrei Mirela (que foi quem me levou à Gambi em primeiro lugar) e Tahric e pude apresentar eles ao povo todo. Eles, lógicamente, se apaixonaram.

E mais especial ainda: aniversário do Régis, um cara que as pessoas tem que conhecer por que é demais e PQP!, é muito especial e me trata (sempre me tratou) muito bem. Felicidades.

=)

Confessos:

Confesso que:
#
- me adiantei todo ontem pra conseguir chegar às onze. E já tinha fila.
As pessoas tem me surpreendido bastante na Gambi. Pessoal novo, gente bonita e bem vestida (na maioria das vezes MONTADA desnecessariamente), enfim...
Mudança de público. Só pra constar.
#
- apesar da lotação esgotada, não estava tão insuportável quanto uns domingos atrás.
#
- cheguei e uma menina apontou pra mim: "cê vai dançar hoje?" e eu tipo: "lógico, nós todos vamos", e ela: "nãããão, lá no seu palquinho!?". Até falei que sim até ver o estado dos pufes. volta palquinho grandeeeee!!!
#
- teve um pocket show muito especial na cabine do Trovão, da cantora da Banda Os Desaparecidos (você conhece mas o nome não diz nada, né? EU REFRESCO A MEMÓRIA) e todo mundo se acabou de dançar com a cantora.
Depois eu fui perguntar pra ela: "Can I take a picture with you?" e ela me respondeu: "Tudo bem... Pode falar em português mesmo, sou brasileira!"
#
- o Thigo se vai de novo! Esqueci a corda pra amarar ele... Fiquei horas na cabine, lógico.
#
- adoro os olhares incrédulos das pessoas na hora das bagaceiras com coreografias. É impressionante, tem gente que se recusa a acreditar.
#
- conheci o Anderson na fila e o Rodolfo na pista. Os dois parecem ser boas companhias de pista. Mas precisamos nos ver fora dela pra conversar, não é?
#
- desculpa pelo maxilar, Duende!
#
- Michael Jackson se revirou no túmulo com aquele Rafa Mello o imitando. Thiago (sim, o Ti) faz melhor.
#
- de toda turminha da escolinha que eu nunca assisti, só reconheci o rosto de Janet Jackson ops Adriana Bombom (e ela é uma simpatia). Mas parece que o pessoal se divertiu bastante. E são todos muito alto astral. Só que assistir já é demais.
#

#





- estávamos todos atacados e de bom humor ontem ou foi impressão?.

Pedro.
x

08 julho 2009

man in the mirror

O que Michael representa ao mundo, se você não souber, nem procure nesse texto pois não sou eu quem vai te dizer.
Me apaixonei por MJ muito cedo, foi minha entrada pro mundo pop e um sinal de que eu sabia bem o que queria. Poucas crianças de 8 anos elegeriam "Scream" como clipe favorito.
Era natural pra quem gostava de cantar e dançar (alguém como eu) que Michael existisse, como uma resposta natural da simbiose desses dois elementos.
Mas surpreendentemente, enquanto eu crescia e seguia o pop, percebi que o que de mais existia jamais conseguiria alcançar a naturalidade de Michael. E nada será.
O tempo e a inteligência me tornaram apto a absorver o que há de melhor havia nele e deixar o mundo do banal a quem interessar possa.
Com isso economizei um tempo enorme com pensamentos que não me levariam a lugar algum e me ocupei em me tornar familiar com sua grande arte.
No fim das contas, ele só me dizia o que queria dizer pela arte. E não havia cor, plástica, lenda ou esquisitice que me faria sentir um passo a menos de admiração que eu sentia/sinto pelo moço do video. Também não admito que o tratem com honra menor do que se trata um gênio.
Sim, um gênio no sentido mais orgânico da palavra. Mais do que Madonna (que não é menos genial no sentido da inteligência, mas direciona muitas vezes precisou de artifícios pra suprir sua falta de capacidade para o canto e para a dança - essência de um showman).
Michael é o talento.
Como Marlon Brando, como Fellini, como Da Vinci.
Michael segue a linha revolução cultural no mesmo nível de Beatles e Elvis. E social num aspecto ainda a se resolver.
O que me deixa desacreditado é relembrar o VMA de 95. Quantas e quantas vezes eu assisti e decorei TUDO, fazia várias vezes aqueles passos, sempre ria com o Slash não querendo sair do palco e não piscava em Billie Jean.
Lembro do dia que eu comprei History Volume 2 em VHS. Fui comprar com meu pai, já estudando e sabendo tudo o que havia pra saber sobre MJ. Isso foi em 96, por aí, e eu ansioso que só, comprei e cheguei em casa assisti um por um dos vídeos. Mas com uma pressa interna sem tamanho de chegar em "Thriller". Quando chegou eu estava tão concentrado, mas tão concentrado no clipe que meu pai não resistiu e me deu um baita susto.
Acumulou o susto dele, o susto pelo clipe, a concentração, a ansiedade que eu passei o dia inteiro até ter meu VHS, tudo isso me fez chorar instantaneamente, mas como foi só um susto eu também parei no mesmo momento. Sabe aquelas coisas tragicômicas? Foi assim.

No lançamento de "Invencible" (que é um disco com canções excelentes que, aparentemente, só eu descobri) que estava caríssimo e eu consegui comprar por que tinha ganhado um "Erotica" da Madonna e fui trocar. Era uma lojinha bem pequena no shopping ao lado do Sesc Vila Mariana. Daí o vendedor riu um pouco da minha troca de ídolos e me presenteou com o Invencible de capa branca. Como era bom ouvir coisa nova como "Butterflies" ou "Break of dawn" depois de tanto tempo.

Quantas vezes não andei por Sampa vivendo e sabendo exatamente o que é ser um estrangeiro em Moscou. Começa a chover e tudo passa em câmera lenta. I was wonderng in the rain, sempre foi mais parecido comigo do que I'm singin' in the rain. Andando pela Paulista e quase gritando "We're talking danger".

A inclinação impossível de "Smooth Criminal" que eu me estabaquei no chão tentando fazer. E assim há mais de 10 anos, ainda não consigo.

O final de "Black or White" a homenagem aos panteras negras e a obtenção do prazer através da destruição do preconceito, ,me fez pensar também se só a arte nos salva de sermos animais. A mensagem seria essa entre tantas?

Moonwalk, quem nunca tentou fazer?

É diferente sentir por alguém que é famoso e apenas famoso.
Tenho um delay de sentimentos. Quando eu soube (minha irmã - e não havia escolha mais certa pra me noticiar) me contou no meio do meu trabalho por sms. Eu estava em pausa. Parei, sentei, a pausa passou e eu fiquei ali. Pensei em nada, senti nada.
Contei pra alguns amigos do trabalho e eles (no melhor estilo "falta de inteligência provinciana"), fizeram pouco. Mas não me surpreendo, eu também não tinha deixado a ficha cair.

No decorrer da semana fui juntando os cacos e refazendo a minha história a partir da dele. O quanto eu conheci a partir dele, a alegria que dá ouvir Michael na pista.

MJ é uma das pessoas que me levou a querer criar algo. Alguém que me fez pensar, me deu idéias, um ícone, um ídolo (o último com seu potencial) que eu pude acompanhar em vida. E com quem eu pretendo aprender muito ainda.

Se eu pudesse definir, seria com a palavra mais justa: herói.
Ele é o meu.
I won't stop till' I get enough.
And Long Live the King.


Pedro.
x

07 julho 2009

domingo no parque #13





Um domingo excepcional, desses que vale a pena contar e lembrar pra sempre.

Foi assim: eu vinha tendo uma semana calma e normal quando vários ataques do acaso começaram a bombardear a calma de pessoas que eu me importo demais. E uma semana calma passou a ser uma semana de preocupações e de decepção pessoal por não poder estar perto de quem precisava de mim.

Passei sexta e sábado pensando nessas pessoas.

Mas eu sou devoto de Elisa Lucinda e sei que os acasos podem surpreender. Sendo assim, arrumei o psicológico, preparei o físico e fui com um único propósito: surpreender a situação.

Me esperava cabisbaixo, tristonho, sem energia? Melhor repensar. Encaraei o calor e a multidão da pista 1, non stop.

De repente a situação era outra e eu estava nela. Havia uma aniversariante tão bonita que emocionava. Havia um palquinho improvisado e dominado por mim e eu não pensava e nem esperava nada. Tinha tudo ali e por mais que me afastasse nunca ficava só.

Fomos cantar parabéns pra Tati e depois eu fui pra cabine dizer oi pro Trovão (que também fazia aniversário e eu esqueci) quando eu vejo uma menina com um dread que não me era estranha, Andréia. Gritei e ela subiu pra cabine e depois me levou até Amália.

Eu sabia que Amá ia, mas tinha um compromisso pessoal de deixar a água desabar e eu mesmo não queria ficar ficar frio, perder a energia. Se a gente tivesse que se encontrar teria que ser do jeito que foi.

A partir daí foi uma festa atrás da outra. Amá não conhecia quase ninguém da comunidade (só Gigi) e ninguém a conhecia. And I was like, shooting sparks from inside.

Foi assim, até às 7, quando eu chegei em casa com mais 6 pessoas pro (já tradicional) café em casa.

A minha intuição ditou as regras desse domingo e estava certa. Tudo apontava para uma direção mas o acaso mostrou ser surpreendente. E eu (mais uma vez) estava pronto pra ele.

Pedro.

x

05 julho 2009

pelas frestas do meu ninho

Vixe. To descansado. Desfiz todos os aparentes planos que tinha na cuca pois eles não me quiseram, então eu quis Gilberto Gil, cochiladas breves, talvez uma passada na ACM pra um alongamento, uma corrida e uma sauna e só. Nenhum dos três compromissos iniciais vingou. Coisa de domingo preguiçoso que não quer se organizar.

Hoje tem Gambi e eu bem que queria estar bem pronto pra ela de corpo e alma, tanto que providenciarei o psicológico pra isso.

Tô de preguiça na cama pensando no mais proibido dos pensamentos que de tanto eu pensar se faz próximo.
Shame on you Peter!

Enfim... Domingo. Vai desabar água, vai ser o que deve e o que não deve ser. Ainda bem.

Pedro.
x

02 julho 2009

um ritmo, um pacto e o resto rio afora

no ônibus a caminho do trabalho, na marginal pinheiros.

agora, exatamente agora.

ele aguardou 10 anos pra falar que sempre foi apaixonado por ela.
logo ela, sua amiga de tanto tempo. como não teria percebido?
na festa de um amigo do colegial (esses eventos que os dois sempre comparecem juntos), ele tomou a decisão de contar.
como não contar? ela está tão bela. é a única.

já no meio da festa, eles vão até o terraço falar mal dos outros como sempre fazem e ele confessa. um outro amigo dos dois olha de longe, vê um longo abraço seguido de um beijo mais que esperado e pensa: "finalmente!".

10 anos é muito tempo.
como deve ser especial essa noite pra ele. quantas vezes não imaginou esse momento? milhares, no mínimo.
terão filhos? casarão na igreja? serão felizes?

felicidade é a promessa que ele a fez depois do primeiro beijo.
e mal sabia ele o quanto era recíproco o amor dela. vão rir à beça disso também.

adoraria ter visto a cena. participado do momento.
mas, apenas supor que isso possa ter existido durante o longo trajeto da marginal pinheiros já garantiu meu dia.
eu vi a festa, vi os sorrisos, os corações batendo mais forte do que pulsa uma bateria.

existe sim, quem há de dizer que não?
quem está no mundo inteiro pra me desmentir?

essa história é real até que se prove o contrário.
e até se provar o contrário já ocorreram milhares de chances mais pra ela ter acontecido. e eu estava certo.

felicidades aos meus amigos.
obrigado por me deixarem historiar o momento de vocês, mesmo aqui do lado de fora.

(sabe, eu sou um sentimental)

Pedro.
x

01 julho 2009

nem chorando nem sorrindo

No trabalho e pensando em muitas coisas. Queria uma pausa de mil compassos. To com preguiça de ter mil idéias que não podem ser resolvidas aqui.

O que acontece quando eu reencontrar meu violão?
Meu bendito violão.
Tantas canções em atraso que me dá pena.

Promessas para esse semestre são os investimentos em mim. Preciso de algo que me faça pensar como gente e chega desse mundo me subestimar. E chega de eu deixar.

Muita acomodação, muita alienação. A gente acaba cedendo a pequenas bobagens que acha que depende delas, enquanto os velhos sonhos não continuam no mesmo lugar.
Que dirá a capacidade de sonhar.

I'm a mess.

Pedro.
x