E os posts de Maio?
Quem sabe um dia eles vem e mostram que nem só de férias eu vivi nesse tempo?
Mas por enquanto não vou garantir. Os de Abril ainda virão, eles estão escritos à mão no meu twitter book e eu vou repassar.
Quis fazer um resumo do que foi Maio desse ano e veio um branco, um x, um traço, um zero. Daí eu reli os posts da Gambiarra e a forma como eles cresceram, revi as fotos e pensei na Gambiarra e na minha irmã que foram as únicas coisas presentes na minha vida nesse mês em que eu tirei férias pra aprender a trabalhar.
Amanda é minha alegria da vida, independente do que for, é ela. Agora nossos 10 anos de diferença nos colocaram com idades compatíveis pra sairmos juntos (que secretamente é uma coisa que eu sempre quis, confesso). Ficaria difícil um mês sem ela.
A Gambiarra é recente na minha vida, mas tem feito um estrago enorme. Eu tenho ido desde Setembro de 2008, uma época que ainda estava entre o cursinho e o telecentro e eu sabia que seria lá que eu me instalaria por que o lugar era minha cara.
Quem me indicou foi Mirela uma amiga que é atriz e que estudou comigo no São Luis. A gente se me encontrou e eu estava com a Thay na Livraria Cultura (já desempregado) e nós conversamos, ela me indicou essa festa que acontece de domingo no centro. Chamei a Mayara e nós fomos.
[A primeira vez a gente nunca esquece... Voltei pra casa às 6, morto de cansaço, rindo de besta, com as pessoas fazendo o contra fluxo e indo trabalhar, me olhando. Eu só pensava em ir pra lá todos os outros domingos da minha vida.]
E assim foi. Passei a ir todos os domingos. Nos 4 dias de carnaval eu fui. Quando a Amália foi embora eu fui (chorando mas fui), quando eu tive que ir sozinho eu também fui.
Então a Mazy aos poucos foi se dedicando mais ao cursinho e eu mais ao desemprego e à Gambi.
A Thay passou a me acompanhar, a comunidade no Orkut começou a crescer, eu criei o Guia Gambiarra de domingueira bagaceira e numa noite, no tópico do Confessionário, aquilo explodiu. Rolou reconhecimento entre as pessoas e a necessidade de se conhecer. Eu não participei, mas a Thay sim e me enturmou depois.
A partir daí a amizade só cresceu e os pares foram se formando e, acreditem, deu tudo certo. Me reconheci naquelas pessoas que acabaram se tornando amigos que eu preciso me encontrar fora da festa, que falam e escutam como eu. Fico feliz à beça em poder encontrá-los no teatro, no cinema, nas casas e na Gambi todo domingo.
Por isso eu digo que pretendo manter o que mais fez diferença no mês de Maio. Se eu dissesse as partes chatas da minha vida, seria um texto bem sucinto: "meu trabalho é simples/difícil", e esse texto eu também estou mudando aparentemente.
Estou muito verborrágico. Muitas vezes queria aparecer aqui e escrever um monte de coisas e não vim, mas isso mudou e eu estou de volta. Disparando todas as palavras que encontrar, como sempre.
Pedro.
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01 Junho 2009
e o que somos nós afinal?
Postado por
PedroPeter
às
2:16 AM




