30 junho 2009

domingo no parque #12


O arraial oficial da Gambi foi também aniversário do meu xará no dia 28, Pedro Lopes e no dia 29 já era dia de São Pedro. Motivo justo para montarmos uma festa com tema caipira. E assim (depois de duas peças de teatro - que eu ainda falarei por aqui), fomos todos fantasiados direto pro Salvador Dali.
Quem via não acreditava ou pensava que estávamos sendo pagos pra fazer aquilo.
Mas foi ótimo, tirando pelo excesso de gente mais uma vez.

Eu estava exausto. Tinha ido a uma festa no Satyros um dia antes e mal dormido no domingo, portanto foi uma Gambi cansada, exausta. Mas sempre Gambi!

Pela primeira vez não fui direto pra pista, enrolei bem no restaurante, fiquei um tempão na cabine do Trovão com ele e o Thigo. Fui cair no suingue umas 4 da manhã e ainda fraco do pé.
Mas ainda foi ótimo, botei o papo em dia com todos e ainda vi que estudantes também precisam de Gambi, tipo, muito.

E ainda pude ouvir bons baulhinhos em forma de palavras ao sair da cabine.



Confessos:

Confesso que a Gambi desse domingo foi boa. Mas de tão cheio, escolhi por fazer um socialzão e fiquei conversndo até umas 2:30 da manhã.
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Confesso que de conversa em conversa, meu bigode falso foi embora.
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Confesso que eu tbm já parei de culpar os universitários pelo efeito estufa. Os caras tbm merecem se divertir.
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Confesso que adorei o comeback do Tiago, ele continua doidoidoidoido.
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Confesso que conheci o Alan e ele é muito simpático e eu não esperava. Achava o contrário (#muito franco#) e me surpreendi. Depois pensei de novo em não julgar pelas aparências.
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Confesso que conheci o Eduardo e ele parece ser gente fina. Tá me seguindo no twitter e eu vou segui-lo tbm.
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Confesso que só cresce minha admiração por todos.
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Confesso que mulher é vaidosa, viu? Mas tá pra nascer uma igual a Giovanna Andrade.
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Confesso que decorei todas as letras da Noviça Rebelde em português e estou pronto pra participar do musical.
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Confesso que pedindo com jeito, nada é impossível.
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Miro... Confesso que demorei anos pra ir pra sua pista ontem, quem dirá pra subir, mas eu entendo que a muvuca é complicada mesmo. Por isso eu fico no Trovão, bonitinho, esperando minha horinha.
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Confesso que um certo Thigo vai me deixar de novo - hunf - cade a corda pra amarrar esse menino?
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Confesso que senti falta de um arraial... Jurava que ia rolar.
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Confesso que a "pista dos viciados" (já é!) deveria ficar aberta por um tempinho a mais. Adorei o espaço.
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Confesso que queria saber os planos pra essa semana.
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Confesso que o aniversariante sumiu!
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Confesso que não entendi o que dos quais de algumas broncas que o pessoal levou no restaurante. O segurança falando coisas do tipo: "não pode fazer barulho/cantar parabéns/falar alto". Ficadúvida. Acho que foi mágoa de caboclo FORTE.
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Saudades de Hanz, Bonfim, Witch, Ricks, Cris, Ciccone, Seguro, Alê, Sam, Gifalli e Sam!
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Confesso que Taiguara e Fabio Ock fazendo "Beat it" foi fodástico.
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Don't stop till' you get enough.

Pedro.
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23 junho 2009

céu de estrela sem destino




Uma festa junina aqui em casa pra aquecer as noites frias de Junho e comemorar o dia de Pedro, Antonio e João.
Uma boa. Trouxe Marlon e Thay que já é de casa e sabe que eu não sou bom anfitrião, que sou folgadão. Trouxe Gigi que estava linda.
Amanda trouxe Rafael.
A família trouxe Mara e Kaká e outros amigos.

A festa na rua foi bem típica de paulistano (e mais profundo que isso - paulistano da Bela Vista) : manos ali, minas ali. Ninguém dança, todo mundo atrás de comida, o dinheiro vai pra igreja e tudo como tem que ser.

No fim das contas a festa foi pra Sophia mesmo.

Pedro.
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domingo no parque #11






Pensa num lugar cheio.
Adiciona gente.
Mais gente.
Multiplica.
Concentra.
Joga.
Acumula.
(...)

Essa foi a Gambi desse domingo. Provável que esquente e lote bem mais a partir de agora nas férias escolares de colegiais e universitários.

Pra quem souber aproveitar será ótimo. Ficadica.
Quem não souber vai ficar sentadinho, bonitinho, esperando esvaziar. Fiz um pouco dos dois esse domingo, primeiro fiz bico e fui pra cabine do Trovão, depois esperei esvaziar. No meio tempo vi que o pessoal das universidades precisa mesmo de uma Gambiarra (#art of enconter mode on#).

Depois de vazio foi a hora. Putza, mas como foi bom ver a fila de pessoas indo embora e eu indo pro melhor da festa. Adiós!

Confessos.

Confesso que:

só de chegar, procurar e encontrar o Thigo já me deixou feliz de cara. Estava com saudades #monstras# dele. E do perfume. rs. E ele foi um sucesso. Sabia que seria.
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o Miro estava especialmente inspirado pra mim ontem. Tocou as boas novas da Ivete, uma sequência de Caetano e Gal logo que eu cheguei, etc.
#
De todas as músicas do mundo a que eu menos esperava que o Thigo dedicasse pra mim, logo no final, era "Eu sou Stephany". E a Gambiarra (ou o que sobrou) dela, me viu tímido.
#
fiquei um bom tempo zanzando de pistas até fixar na pista 2 com o Trovão.
#
a festa começou mesmo (pra mim) às 4.
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a máxima da noite foi: eu não gosto muito de multidão... Por: Alex Gruli.
#
o restaurante novo ficou muito chique! E apesar de adorar reformas, eu sinto falta do antigo, da pole dance e do palquinho.
#
Ontem eu conheci um lugar na Gambi onde poucos viciados já estiveram. O MOCÓ.
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senti falta de todos que não foram - muita falta - fica até um pouco estranho não encontrar vocês. E a saudade aumenta.
#
Confesso que essa é a semana da folga pra mim.
#
Ah! Gigi...
#
Confesso que Thay e eu somos os melhores stalkers da Gambi que há.
#
a Puta tá bombaaaaaaaaaando!!! adorei a segunda apresentação do Petit.
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e dançar com o Alê "Get down" é muito foda tb,
#
Confesso que teremos uma longa semana... espero que nos vejamos por aí.
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Confesso que o Taiguara estava muito, mas muito elétrico ontem. Um legítimo duende. E que eu vou utilizar muito bem o vale-quermesse que eu ganhei dele.
#
Confesso que shegãããn de facer a bitch.
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Confesso que o Markus ontem estava especialmente "dancing". Enquanto o Carllo estava romântico. E pros 2, eu confesso que não estou quietinho e nem apaixonado. rs.
#

Por ontem foi só.




^^My bitch's back! Lol!

Pedro.
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19 junho 2009

não ter asa

Sexta feira, mais um dia.
Queria sair, queria ficar.
Vou ficar.

Queria prosa, queria poesia.
Não digo o que vou fazer.
Vou ficar, tá bom?

Ok, dvd's. Tenho uma pilha pra passar a noite.
Posso ter tudo.
Tenho uns livros também, de prosa e poesia.
Tenho noite e dia.
E amanhã nem trabalhar.

Pedro.
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17 junho 2009

hoje eu não vou

Sampa, 17 de Junho.
Muita preguiça.
Eu corri 4 km. Agora quero ficar em casa mas tenho que trabalhar.
Volto a noite pra ficar divagando na web sem compromisso.
Algo mais?

Hoje é dia de ser normal. Chegar no horário e depois de ter malhado de manhã. Comi um pote de salada. Quem sabe eu vivo mais e melhor? Ou meu psicológico vai a mil.
Nenhuma idéia pra esse dia simples.
Bem que você podia pintar na sala da minha tarde vazia.

Amanhã te escrevo mais, nesse diário moderno.
Te envio um sorriso, com leveza.

Fui!

Pedro.
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16 junho 2009

eu sei que é junho

Ou Drop Down Diary #13

Eu sei que é junho, esse relógio lento
Esse punhal de lesma, esse ponteiro,
Esse morcego em volta do candeeiro
E o chumbo de um velho pensamento

Um meio de mês mediano para um mês da mesma forma. A diferença é que estou mais caseiro e preguiçoso do que nunca. Não tenho grandes planos, apenas planos medianos que podem se tornar algo importante, dependendo do raio de visão e do alcance do olhar.

Coisa pequenas mas chamativas: meu celular quebrou, meu chefe me elogiou, meu ciso começou a doer, eu percebo que meu trabalho é temporário, tô zerado de grana, preciso começar a agitar o cursinho e juntar dinheiro se quiser ter um bom carnaval ano que vem.
Como eu disse, pequenos pensamentos que acontecem durante meu longo percurso na ida ao trabalho e que eu esqueço. Talvez por ser tão pequeno.

Eu estou em processo de revida, falta passar aquela idéia no ar pra eu acordar mais um pouco, uma meta mais digna de se lutar. Senão vira um lance muito "meta final é ir pros States".

Tenho uma série de rotinas e nenhuma tem casado comigo.
Acompanhem o desembolovimento dessa história.

Pedro.
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15 junho 2009

domingo no parque #10





Aniversário.
Bolo.
Gambiarra.
Restaurante da Gambiarra.
Viciados.
Viciados na Gambiarra no restaurante pra comemorar uma aniversário com bolo.
Parabéns Gustavo, você conseguiu uma guerra de bolo e ainda sair vivo (após tantos ataques) pra ser feliz com 22.

Mas antes disso, bem antes.
Encontrei os viciados na Parada, quase no fim. Eit Parada mais chatinha essa. Sem trio, sem música, só na função social. Valeu pela companhia de minha irmã e Rafael e de todos os Gambiarreiros.

Fomos a pé da Brigadeiro até a Roosvelt sem um caso interessante. A Parada estava literalmente parada. Foi legal pelos motivos que eu já citei, as pessoas que me acompanharam das quatro da tarde às 7 da manhã da segunda feira.

Rumo ao Mc da República pra comer e causar. Umas meninas queriam o Petit (que estava inspiradamente quente no frio) e o André e eles quebraram o coração delas. Depois pra minha casa (com menos gente) pra encontrar o Léo Krausche (viciado!) e fazer um esquentinha de Heineken.
Combinei também com a Gigi e a desapontei. Falha minha. Mais tarde ela me disse da chateação que ficou e eu fiquei mais. Ela sempre tão prestativa e pensa tanto nos outros e eu falho numa dessas! #My bad#

Vamos ao bom.
Estou falando de uma das melhores Gambiarras, like, ever.

Começou com um pirulito na porta, cortesia da PéimPéim (a melhor doceira de festa), depois o encontro na portaria com Denise e Talits prometendo que sairiam da recepção e entraria de cabeça na pista, como não fazem há dias.

Lá dentro, Taiguara com uma fala pra mim, um pedido de desculpas e um convite especial pra mim. Fiquei emocionado logo de cara. Fui pra pista e estava vazia. O set perfeito, sem falhas, como sempre é a Gambi, cada música superando a outra.
O Miro aceitou uma sugestão minha e anunciou que iria tocar uma bagaceira nova, saída do forno pro pessoal da comu. "Na base do beijo" da Ivete que eu tinha citado no Confessionário. Saí do banheiro correndo e fui agradecer.

Na pista do Trovão, dois momentos: o primeiro foi tomar conta da pista SOZINHO enquanto o dono precisou deu uma saída rápida e o segundo momento numa performance que fez a pista parar pra ver: eu e Petit + "She's not me" na escada no momento Bitch Music da noite. Acabei formando várias teses sobre dançar na escada, que é bem diferente de uma pole dance ou de um palquinho. Divagações profundas.

Voltando pro restaurante pra guerra de bol... ops, pro parabéns e foi uma zona só.
Na pista 1 eu gravei um video às 6 da manhã, com o Duende no controle tocando o hino pela segunda vez. Gravei pra mim, pra poder deixar no celular pra quando a minha bateria acabar ou quando a abstinência for mais forte.

#Random moments# e Confessos#

"Get down" com Alê.
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Ensinar "Dandalunda" pro Léo urgentemente.
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A pole e o queijo estão reformando? Vamos pra escada.
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Petit em "Single ladies" contra as invejosas. Ele tem anúncio, tá?
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Happy 22, Gustavo.
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Thay, até tu?
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Cris, você é Perva Pan.
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Marlon, he's not me!
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Recebi notícias teatrais ontem que me deixaram sem fôlego.
(conheci um dos atores da peça "O que eu entendi do que o Tom Zé disse" que assisti em 2006 e mudou tudo o que eu pensava que pensava. Alex Moreno é produtor e dançarino na Fever e eu já o conhecia!).
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Às sete eu já estava no alto da cabine dançando "Who do you think you are". Por que o sonho não tem que acabar.
Grande noite, quero guardar tudo dela.

Ah!!! Como num passe de mágica, minha comanda deu um total de 12 reais no fim da noite, com duas cervejas e /momentos de suspense.../ uma ÁGUA!


Confessos:


Confesso que estou em casa com a garganta inflamada. Voltei do médico e queria sair!
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Vamos aos confessos de ontem. Confesso que:
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- comentei com o Witch que sentia uma falta danada de "Kid Cavaquinho" e tocou ontem. E "Apesar de você" (naquela gravação linda da Bethânia) foi um momento único.
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- recebi um convite quase irrecusável pra ir a outra festa na quinta, de um cara que fez uma peça que mudou minha vida.
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- Hanzinzo, Rossana, e muitos outros fizeram falta.
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- confesso que pros amigos, a casa está sempre aberta. Não precisa nem pedir Vitor.
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- sou ciumento, Marlon!
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- confesso que a quase guerra de bolo rendeu.
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- confesso que também gosto de uma prosa no restaurante, conversar um pouco, descansar. Mas... cada cabeça seu guia. Se pra uns o certo é dançar, dançar, dançar, então, assim seja!
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- Confesso que a Thay manda bem em tudo essa menina. Dançando, falando, escolhendo música, armando coisas. Mas é no café da manhã que está a vocação dela. hauhauhauhauhauhauha
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- o espaço ontem estava bãããão demais. Eu me acostumei fácil com aquilo.
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- obrigado Rossana por ler o meu blog.
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- Tati ĺinda e dançante como sempre. Confesso que estou adorando conhecer um outro lado dela.
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- Tiago tava muito engraçado ontem! e ele é sempre...

- os dj's estavam inspirados. Taiguara, Miro, Trovão, Talita, time de feras.
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- Denise e Talits de volta no 45 do segundo tempo pra dar mais fôlego pra pista.
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- Rick's é um menino muito doce.
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- Bill partindo corações na pista, eu vi!
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- conheci o Alfreddy, finalmente! Elétrico.
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- Cris atacaaaaaaaaaado. Pervíssimo.
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- estava com saudades do Giffali. saudade monstra.
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- dancei "She's not me" na escada com Gabriel e dançar lá tem uma sensação diferente! Como ele diz: "carões e bafões acontecem". hauahuhauhauahuah
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- confesso que estava muito bom pra mim gambiarra duas vezes por semana. Vamos inventar um motivo pra ter de novo?

Pedro.
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14 junho 2009

better than anything

Ontem eu saí com a Amá. Que jeito bom de começar esse texto. Voltei do trabalho e fui encontrá-la no Pescador. Que saudade dela, fico até medindo as palavras, medo da repetição. Ela provavelmente escreve melhor que eu, então, aguentem até ela ter um blog pra eu poder me aposentar.

O Fome estava presente. Seu jeito de fada madrinha transviada da Augusta abençoando nossa noite e nos levando pra lugares que estavam lá e nenhum de nós conheceria (morando em Assis ou em Sampa, sem ele, não). Andréia, "agora eu sou uma estrela" (totalmente dedicada a Elis) também estava lá. Me fez promessas e mais promessas de ligar que eu sei que ela não vai cumprir enquanto a Amá não estiver.

Tão bom sentir o que eu sinto perto dela que São Paulo faz sentido. Não entendo muito de mim, mas de gente eu entendo. Isso que acontece quando eu estou junto dela é o maior número de lembranças de pessoas felizes juntas que eu consigo lembrar. Em mim.

Uma pequena noite para a cidade que se agitava para a parada, um upgrade de acontecimento na rotina da minha vida tão eventualmente moncórdia.
Meu dia dos namorados envolto em abraço numa cadeira de bar. In a moment where nothing really matters.

Pedro.
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13 junho 2009

sozinho eu vou ficar melhor

"Eu vou ver se tomo conta de mim, bem
Aqui não é o mundo de Adão
Volta e meia aqui tudo pifa
Tempo, grana, amor, avião"

A hora de parar pra ouvir a cabeça, o coração, os pensamentos e os sentimentos é sempre tardia? Quando eu chego a conclusão que eu preciso parar pra pensar, já era. Tô perdido e caindo numa montanha russa de falta de definições e metas. Daí fico ansioso por querer algo que eu nem sei o que é, mas me espera.

Quero ir ao Poupa Tempo tirar uma identidade, mas não aquelas de papel, aquelas de vestir e viver, quero uma nova, zerada.

Na tentativa de tentar ser um baladeiro oficial, fiz pra mim uma agenda que cobriria todo o feriado de Corpus Christi (que nem seria feriado pra mim): terça na Loca, quarta na Trash, quinta na Gambi, sexta no Oficina, sábado no Caetano e domingo novamente na Gambi. Só Gambi e olhe lá eu pretendo.

Fiz-me o favor de contrariar o acaso que conspira pra festa non stop essa semana e fiquei/estou me sentindo bem só dentro de casa. E só dentro de casa.

Você me entende? Se me entender, faz o seguinte, escreve tin tin por tin tin e me manda por esse email, ó: com_pedro@hotmail.com. Serve qualquer explicação. Por que não faz sentido, até semana passada eu procurava farra até onde não tinha, e agora... E agora?

A Amá tá em SP e é felicidade pra mim. Quero ficar o tempo que puder com ela.
Quero a Amanda Minassian, quero muito. Fiz um texto sobre ela, mas não disse isso: Amanda sabe me abordar em qualquer tempo. Ela me conhece e é uma daquelas pessoas atemporais, que seja o tempo que for, vai saber chegar em mim e me fazer sentir em casa.
A minha melhor amiga é a Esther, mas na verdade é a Amanda. Me conhece independente do tempo, me lê bem, me deixa em paz ali do meu lado.
O Tuca era assim (lá vem...).

Eu tô dizendo esses nomes por que hoje sonhei com o Rodrigues Alves. Como se toda a turma se reencontrasse no pátio nos dias de hoje, com os professores e os vigias. Eu chegava atrasado (novidade!), olhava as pessoas de longe e não sabia se ia ou ficava. Daí me viram e foi uma festança.

Acordei consciente do sonho que tinha tido e lembrando de muita coisa que devia estar parada na minha memória há décadas. Pior! Sem saber o que fazer com tudo isso. Coisas que apareceram só pra atormentar mais o meu momento de acordar que já é tão inquieto. Daí pra frente descambou, fulerô meu esquema de ter um dia normal, me fechei numa concha e caí de cabeça no trabalho até uma enxaqueca monstra tomar conta no fim da noite.

Voltei de Santo Amaro num dos dias mais surreais da minha vida. Minha cabeça sem direção nenhuma, com um peso enorme e uma enxaqueca maior.
Passei em frente ao Credicard Hall e queria tanto estar lá dentro pra ver Caetano. Mas tanto mesmo que foi mais uma coisa pra pensar.
Valei-me meu Santo Antônio que hoje é seu dia. "Trezena de Junho é tempo sagrado na minha Bahia".

Cheguei no Centro e fui ver o Cris na porta da Trash (ele é hostess por lá), tenei encontrar o cara que me prometeu uma pulseira pra um trio na parada domingo, pensei em ir pra Trash... Caí em casa com uma pergunta na cabeça:

com quantos pensamentos se faz uma pessoa?

Pedro.
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12 junho 2009

domingo no parque #9

ou, Normal em Curitiba

Tudo o que vai volta. Assim como no fluxo normal da vida, tive que aprender que isso também valeria pra Gambiarra. Na verdade eu acho que eu que não queria enxergar que a festa cresceu e não foi sozinha. Acabei indo junto e deixando a síndrome de Peter Pan (assim como uns e outros)
Não sei como levar isso ainda, mas sei que está acontecendo sem meu controle.

Toda maturidade tem seus prós e contras. Por um lado temos uma comunidade muito bonita, formada e aberta a novos amigos, mais contato com a produção, um certo crédito, um sentimento especial em relação à festa. Por outro lado, a responsabilidade também cresce.

Não pode mais ser aquele menino destrambelhado, atrapalhado e inconsequente. Não dá mais pra se atracar com pessoas desconhecidas sem esperar comentários no dia seguinte, não dá pra não dar atenção pras pessoas ou não ter um certo cuidado com elas, nem pra dançar como se não houvesse amanhã na cabine do Miro.
Oooops! Essa última não dá mesmo, até por que parece que meu nome sofreu um boicote por lá, após tantas desventuras e idiotices lá em cima.

Por um lado fiquei chateado, por outro lado, também. Daí fui chorar as pitangas na cabine do Trovão e por lá estava tudo bem. Então eu desencanei de pistas, cabines e pessoas e aproveitei a maturidade pelo que me trouxe de melhor: as amizades. Fiz minha cabine pessoal com os meus amigos. E isso a dj-convidada-Global não poderia ter, nem tirar de mim, ela que ocupasse todo o resto!
Pensa na felicidade do garoto ao chegar a esse pensamento.

No mais, não foi um dia feliz pra muitas outras pessoas também. Não que tenha sido ruim, mas eu sou pisciano torto e encuquei com um lance. Com isso fui até o fim da festa, até chegar em casa e desabafar na comunidade. Daí falei mermo.
"Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar!".

Ah! E era dia dos namorados. Fizemos um coletivo e ninguém ficou só e/ou sem beijar na boca. Só quem não quis mesmo. /ficadica. Pensei que fosse uma festa de família, tanto que até levei minha irmã! Ainda bem que não era. rs.

Pedro.
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10 junho 2009

pirata



Sou o único homem a bordo do meu barco


Os outros são monstros que não falam
Tigres e ursos que amarrei aos remos

E o meu desprezo reina sobre o mar

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas

Há momentos
que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso



A minha pátria é onde o vento passa

A minha amada é onde os roseirais dão flor
O meu desejo é o rastro que ficou das aves

E nunca acordo deste sonho



e nunca durmo.


- Sophia de Mello Breyner -

Pedro.
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09 junho 2009

mais um dia da semana

Nem sei por onde começar. São 11:15 da manhã e eu fui dormir às 5.
Tenho 9 chamadas não atendidas, 4 sms de números conhecidos, 1 da Vivo outros 2 de números X me perguntando "como cê tá Drão?" e o outro com um "me liga".

O telefone da sala está tocando. Está muito frio. Quem será?
Dói pisar no chão, vou deixar tocar até muito mais.

Resolvi escrever no papel hoje. Talvez nem sobre texto uma vez que o Elvis conseguiu abrir a porta da cozinha e está em cima da minha cama com as patas molhadas pisando todo meu texto.

Deve ser minha mãe que descobriu minha astronômica conta de celular. Ou minha irmã pra falar do show do Caetano ou a Thay ou o Rafael. Que dia é hoje!? Foi hoje que eu combinei com o Rafael e ele tá me esperando?
Não... Ufa! Combinei com ele de se encontrar de manhã pra se ver e ensaiar um encontro pra fzer um som.

Falando em som, lembrei da Pam. Provavelmente vou vê-la quando a Amália passar por aqui. Dia 12, acho.
Elvis me trouxe uma meia minha que ele roubou do varal. Meu alarme desperta jurando que eu estou dormindo e que ele vai me acordar pra ir pra ACM nesse frio.

Queria tanto um café de hotel 5 estrelas numa sala com aquecedor em temperatura ambiente e depois uma aula bem light de Yogalates (sim, eu vivo The O.C) e depois uma massagem (#morning feelings# ABS, VF).
Mas vou pular da cama, engolir um macarrão e ir pra musculação com o corpo muito mal aquecido. A massagem só se for dentro do Terminal Santo Amaro que vai tremendo o caminho inteiro.
Super relaxante.

Mas eu ainda estou na cama. Não respondi sms algum, não retornei e nem atendi ligações. Pus o celular pra tocar qualquer coisa e ele escolheu "Umas e outras" da Alcione. Na sequência veio "Videotape" do Radiohead, "Faaca" do Mombojó e "O morro não tem vez" com Elis e Jair. Parei.

Acordei me sentindo no direito de nada, to me sentindo bem hoje, apesar do frio há raios de sol entrando pela janela.
Pra que ligar o robô e ir vivendo meu dia autimaticamente - não tem que fazer tudo. Tem que fazer o bom. Vou pegar o violão e tocar uma canção.

Como é bom poder tocar um instrumento.


Pedro.
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08 junho 2009

domingo no parque #8







Bem vindos a mais um domingo no parque!
Sobre esse domingo: foi perfeito! Redndante, né?

Mas foi diferente. Um domingo sem esquenta com o teor alcólico praticamente nulo. Mas o que dançamos não foi brincadeira. Eu e Thay. Cada vez mais organizados no nosso esqueminha, cada vez mais casados.

Eu supus que seria um domingo mais vazio e com menos viciados por causa da festa da The Week na sexta e não foi. Foi lotado como sempre.
Acabei conhecendo um pouco melhor o André, morrendo de rir e trocando figurinhas com o Thiago (que foi pro J.U.C.A e tem que voltar com o O.U.R.O pra G.A.M.BI), dançando na pole dance com o Léo (esse já vem desde o São Luis).
Fazendo cena de teatro com o Taiguara na cabine, com o Hanzinzo e o Petit migrando pras outras pistas e dançando "Quatro semanas de amor" com o Lucas. Fora os outros lances.

Na cabine do Trovão, morri de rir com o anúncio digno de professor:
- "Pessoal, quinta feira é feriado mas vai ter Gambiarra normal, ok!?".

Paulinho Baby Chandon; escadas quebrando; queijos ameaçando cair; Tati; Miro atacado por garrafas de pessoas feias; ex's; libertinagem (momento "George Michael expulso da boate" do Petit) e água são outras tags desse domingo.

Um ótimo repertório de fim de festa: "Get Down" dos BSB, "Wannabe" e "Who do you think you are" das Spice, "Condicional" e "Pierrot" do Los Hermanos, "Me lambe" dos Raimundos (pedido meu que Taiguara tocou) e muita bagaceira como sempre.







It keeps gettin' better.

Pedro.
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07 junho 2009

e a noite faz-se dia no meu coração

Quando eu era menor, adorava a noite e a madrugada. Gostava do dia também, mas me irritava com sua previsibilidade, como até hoje (desobedecendo Elisa Lucinda) me irrito com a rotina.
O dia tem o sol e as pessoas acordadas por que tem que ser assim, alguém disse que tem e é. Desde pequeno eu questiono quem definiu isso e por que tem que ser seguido, até entender por que dependemos do dia. Mas esse fato fez/faz com que o dia não guarde mistério algum.

Desde muito cedo também eu acordo de madrugada. Aprendi a andar pela casa escura com as luzes todas apagadas sem emitir um som. Diversão só minha, ficar no meio da sala no breu imaginando o mundo e ouvindo ruídos-sinais, vidros, vizinhos e mistérios. Principalmente mistérios.

Até que um dia eu vi um filme de terror e não consegui mais dormir. Passei a noite no escuro e com a mente em claro deixando minha imaginação de pisciano tomar conta.
Imaginei que houvesse um lugar onde pessoas que assistissem filmes de terror e tivessem medo de dormir se encontrassem. Que fosse um lugar claro. Também me prometi que quando crescesse eu seria dono de todas as noites que pudesse e não teria medo de coisa alguma, se ainda houvesse algo a temer.

Eu lembro de cada segundo dessa noite.

Dos 13 aos 16 eu descobri mais a liberdade da noite em casa. Comecei a pensar que não devia ser o único que gosta de desobedecer a lei que alguém criou, afinal, entre tantos, será que só eu desobedeço o dia?
Dos 17 aos 20, nos bares, nas ruas, nas festas, nos apartamentos e tive certeza que muitos devem ter prometido domar suas noites e desobedecer a ordem de que só se vive de dia.

Enquanto estou só trabalhando, me dedico com afinco a descobrir que nem todas as noites são iguais. Mas mesmo o mais claro dos lugares ainda guarda seu canto escuro e vice e versa.

Viver todas as noites como as últimas e descobri-las, foi como eu sempre quis desde criança. Se eu não for, morro de curiosidade. Afinal, como terá sido a festa de formatura da minha irmã? Eu guardo todas as noites que não estive e as uso a meu favor.

Incrivelmente, depois de tantas noite (e por mais que eu sonhasse, nunca supus viver a vontade de criança de forma tão real) sempre parece a primeira.

A cada passo, a cada abraço, a cada dança, a cada lua.



Pra Tati.

Pedro.
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06 junho 2009

domingo no parque #7

- edição especial -

Conforme anunciado, lá foi a Gambiarra pra The Week mostrar o que é e como se faz festa e como se aproveitar um bom espaço. Tenho duas partes nessa história. A primeira é minha epopéia para chegar ao destino e a segunda parte (muito mais bonita), a festa e as certezas finais.
São dois textos.

Pra chegar às 11, eu teria que sair do meu trabalho às 9. Já disse que meu trampo é em Interlagos? Taí o Maps que não me deixa mentir.



Viciado que sou, estava me preparando há um mês pra esse dia. Pensava na festa e em todos e só ficava mais ansioso. Organizei tudo direitinho pra tudo ser como eu queria. Quase um debutante.
Conforme o dia aconteceu, minhas expectativas se confirmaram. De manhã saí com um amigo novo, o Hanzinzo e fomos fazer compras na Galeria Ouro Fino, Livraria Cultura e depois almoçar, no melhor estilo **Beverly Hills**. Foi ótimo, até por que fazia muito tempo que eu não via o sol e não acordava cedo.

Depois eu fui pro trabalho lotado de sacolas e roupas, o novo do Cai, o dvd da Betha, Drexler, John Mayer, 3 camisetas muito bonitas, mil coisas, muita informação. Mas o que me tomava de alegria mesmo era saber que ainda tinha a minha noite me esperando. E que eu ia sair mais cedo pra que tudo fosse como tinha que ser.

Não foi.

(Parte técnica ou texto 1)

O que aconteceu de verdade foi isso: eu pedi com uma semana de antecedência a mudança de horário pra sair mais cedo. Estaria tudo bem se não pudessem me ceder.
Me disseram que só haveria troca de horário se outra pessoa fosse no meu lugar. Pois bem. Chegou sexta feira e eu fui ver minha escala e para minha surpresa, no sábado eu sairia uma hora mais tarde. PRA QUE?

Conforme o tempo foi passando eu percebi que ninguém tinha movido ou iria mover uma palha para me deixar ir embora mais cedo no meu dia e eu ainda teria que sair uma hora mais tarde no dia seguinte (gra-tu-i-ta-men-te).

Fui ficando ansioso, fui emburrando, fui começando a andar mais pesado, fui começando a bater o pé, fui começando a fazer birra.
Sei que deu meu horário e eu parecia um vulcão, muito bem vestido diga-se de passagem, mas um vulcão-tornado-orixá atravessando pessoas e lugares, indo pra onde eu já deveria estar desde o começo.

Intelagos é um inferno. A zona sul, a vida fora do centro começa a se tornar infernal. Nada funciona. Não tem nada e é feio.
Daí que cheguei e ninguém quis cooperar com a minha ida. E eu só pensava na minha irmã, na tia Lu e em todos os meus amigos lá e eu naquela merda de lugar. Cheguei no Centro a uma da manhã, quase desistindo. Liguei pra minha irmã chorandinho já, cheguei em casa em pedaços. Não ia mais. Até parece.
Saí decidido a recuperar o tempo perdido.
Cheguei na festa de táxi, palpitante, ansioso. Cada rosto que eu reconhecia era um alívio e uma festa pessoal. Assim o fim do dia encontrou o início.

(Random moments ou Texto 2)

A celebração do sucesso da Gambi e o meu recente (?) envolvimento com o pessoal de lá (produção e público) acabou fazendo com que o evento não seja uma "balada" normal. É a prova que eu consigo ser profeta fora da minha terra. Ainda consigo fazer amigos.

Desde o São Luis isso não acontecia com essa intensidade. Passei 2008 cercado dos bons e antigos amigos de vida e de colégio (e foi ótimo), imaginando que precisaria entrar numa faculdade pra me sentir interessante de novo, pra me sentir parte de algo.
Esse é o complicado, são essas pessoas da Gambi que agora acompanham meu dia a dia. Pode ser uma fase, pode ser pra sempre. Não sei prever. Agora são eles e é tão bom.

A Thay está ali, lógico, mas eu descobri que ela e eu temos um lance muito forte. Como eu já disse, não sei prever o futuro, mas desde que nos conhecemos isso tem sido assim (e já foram bons 5 anos - parecendo 5 dias).

Tudo isso se passava naquela festa que eu fui por acaso num domingo de setembro do ano passado. E eu estava lá.

Dei o nome de "Random moments" pro texto pois a intenção era falar de momentos aleatórios e divertidos. Pensei nisso pois eu me senti em um season finale de uma daquelas séries que sempre acabam bem e em festa.

Mas na intenção de encurtar o texto, vou dizer o random thought mais forte que me ocorreu no final junto da produção toda no palco, o sol entrando na pista vazia e "Dancing Queen" do Abba tocando pra quem sabe bem o que é uma bagaceira. Me lembrei de Bethânia dizendo numa entrevista que quando se tem seus 20 anos, não se importa muito com cautelas que na maioria das vezes se mostra inútil no fim. A gente vai! Vai com muita energia, com muita alegria.
Aquele momento foi além.
E o Rio de Janeiro? E essas cautelas inúteis? E eu no meio daquilo com uma intuição dizendo que aquilo é o certo pra mim e que o norte do futuro que eu tenho na minha cabeça é o que vai me fazer feliz e o único que haverá uma entrega verdadeira? E gostar dessas pessoas assim tão instintivamente?

Pensei no por que dessa vontade, dessa energia que Bethânia disse da juventude. Só existe uma conclusão: é por que no fim das contas, a gente sabe que vai dar certo.



Pedro.
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05 junho 2009

how could it hurt you and it looks so god?

Muitos blogs novos na minha blogsfera particular. Novos conhecidos, novos blogs e flogs. Não vou dizer quais são, eles estão ali nos "links secretos".

Mas vim escrever sobre esses 3 caras (havia uma menina mas ela se mandou) que escrevem no Bebi Meu Progresso sobre as venturas e desventuras das noites de Sampa. Não basta eles serem divertidos e atrapalhados demais, ainda escrevem bem e são um guia cultural da cidasde (num esquema "under-indie-danger", mas beleza).

A escrita, mais do que seus lances, me chamou muita atenção. Gosto dessas quebras no meio da frase pra fazer um exemplo de algo ou uma identificação repentina são referências de Family Guy. Como quem para o seriado no meio pra fazer graça.

Quem me passou foi o Fome que conhece eles. Quem me apresentou pessoalmente foi Leo Krausche. E quem ler o blog e duvidar das coisas que eles fazem, eu confirmo. Especialmente o "A". O "A" é o "A" e ele bebe todo progresso que encontra pela frente. Eu morri de rir ao conhecê-lo, tropeçando de bêbado.

Enfim, além desses, vem outros que eu comentarei com mais tempo.
Tô conversando com o André Pacheco do Vestiário despreocupadamente e num grande espaço de tempo pra ele fazer meu layout.

A Tati (uma menina linda e ligada no 220) veio me dizer que tem um fotolog e eu estou lendo ele agora, com coisas como: "Ainda tem os cinco minutos ao acordar e uns vinte antes de pegar no sono, onde sem querer esbarro em você (...) Ainda tem o tempo, que independe de mim."

Acredita que eu conheço pessoas que, se não falam, pensam isso?

Tem o blog dos Gambiarreiros que eu já citei, da Anna Cecília, do Gruli, da Gigi, do Marlon (forte!), tem eu aqui. Lutando contra o tempo, a noite e compartilhando uma insônia eterna com meu Segredo companheiro.
Cultura, a gente vê por aqui.

Pedro.
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04 junho 2009

ele é o filho lindo do sol e do som

"Prodigy"
If you want me for free, just call me.


Pedro.
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03 junho 2009

sexo sem sexo em nós

(post antigo revitalizado)
Lately I seem to walk, as though I had wings


De manhã cedo ele sai, faz seu lance e volta cedo pra casa e sai de novo. Vai de novo. Um tempo após o outro, uma pausa na rotina.
Ele = eu.

Certo de que seria outra noite igual a todas as outras em que os desejos e os projetos ainda ficam no ar, mas não foi. Havia uma série de intenções e receios nessa noite.
Já pra depois das nove horas, tudo claro, era o sol. Era a 9 de Julho, num apê.
Eu pensei que fosse lá mesmo, mas voltei. Um salto no firme.
Foi o que valeu o dia.

Pedro.
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02 junho 2009

domingo no parque #6



Por que o Gruli fez essa cara, alguém explica?!
Bem, para os que não conhecem, esse é o Alex Gruli, produtor-cabeça da Gambi e o único cara que eu ouço/obedeço/acompanho no auge da bebedeira. Faz par com a produtora Anna Cecília e, juntos, vão dominar o mundo.

Outro dia ele veio me dizer que ia me deixar em casa de preocupado que ficou comigo. Eu todo sem graça, depois achei o máximo ele ter dito isso. Pô, quantos amigos deixam outro passando mal e vão embora enquanto ele (que vive com mil coisas na cabeça durante a festa toda) ia perder o tempo pra me levar embora.
Quero muito assistir à peça dele no Satyros quando for pra lá.

Continuando.
Foi um domingo estranho, faltou muita gente, poucos flashes, poucas danças alguns estresses e um tropeção no microfone do Trovão (que foi muito sem querer).
Desconversei com um djzinho novo e idiota que só está lá pra substituir o Thigo (saudades monstras do Thigo), errei um passo de dança que fez Gigi ir pro chão, escrevi cerca de 33 frases de um espelho na minha comanda pra ganhar uma promoção (e ganhei !!!) mas não sei qual o prêmio, dei bronca no Paulinho por
ele ter ido dirigir em más condições, fiz uma ponte na parede, dancei o hino com o Valter da maneira mais "recebendo um exu" possível, subi na cabine do Miro, desci da cabine do Miro, vi o show do Taiguara na Pole dance, fiz o meu depois, fiz o santo, me diverti muito com algumas pessoas e pouco com outras - foi um domingão.

Só pra reafirmar o vício: sexta, dia 5, tem MEGA GAMBIARRA na THE WEEK.
Faço merchan mesmo, vou me perder lindo nessa festa, até vejo, bye bye dignidade. Ficadica.



Pedro.
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01 junho 2009

e o que somos nós afinal?

E os posts de Maio?
Quem sabe um dia eles vem e mostram que nem só de férias eu vivi nesse tempo?
Mas por enquanto não vou garantir. Os de Abril ainda virão, eles estão escritos à mão no meu twitter book e eu vou repassar.

Quis fazer um resumo do que foi Maio desse ano e veio um branco, um x, um traço, um zero. Daí eu reli os posts da Gambiarra e a forma como eles cresceram, revi as fotos e pensei na Gambiarra e na minha irmã que foram as únicas coisas presentes na minha vida nesse mês em que eu tirei férias pra aprender a trabalhar.

Amanda é minha alegria da vida, independente do que for, é ela. Agora nossos 10 anos de diferença nos colocaram com idades compatíveis pra sairmos juntos (que secretamente é uma coisa que eu sempre quis, confesso). Ficaria difícil um mês sem ela.

A Gambiarra é recente na minha vida, mas tem feito um estrago enorme. Eu tenho ido desde Setembro de 2008, uma época que ainda estava entre o cursinho e o telecentro e eu sabia que seria lá que eu me instalaria por que o lugar era minha cara.
Quem me indicou foi Mirela uma amiga que é atriz e que estudou comigo no São Luis. A gente se me encontrou e eu estava com a Thay na Livraria Cultura (já desempregado) e nós conversamos, ela me indicou essa festa que acontece de domingo no centro. Chamei a Mayara e nós fomos.

[A primeira vez a gente nunca esquece... Voltei pra casa às 6, morto de cansaço, rindo de besta, com as pessoas fazendo o contra fluxo e indo trabalhar, me olhando. Eu só pensava em ir pra lá todos os outros domingos da minha vida.]

E assim foi. Passei a ir todos os domingos. Nos 4 dias de carnaval eu fui. Quando a Amália foi embora eu fui (chorando mas fui), quando eu tive que ir sozinho eu também fui.
Então a Mazy aos poucos foi se dedicando mais ao cursinho e eu mais ao desemprego e à Gambi.
A Thay passou a me acompanhar, a comunidade no Orkut começou a crescer, eu criei o Guia Gambiarra de domingueira bagaceira e numa noite, no tópico do Confessionário, aquilo explodiu. Rolou reconhecimento entre as pessoas e a necessidade de se conhecer. Eu não participei, mas a Thay sim e me enturmou depois.

A partir daí a amizade só cresceu e os pares foram se formando e, acreditem, deu tudo certo. Me reconheci naquelas pessoas que acabaram se tornando amigos que eu preciso me encontrar fora da festa, que falam e escutam como eu. Fico feliz à beça em poder encontrá-los no teatro, no cinema, nas casas e na Gambi todo domingo.

Por isso eu digo que pretendo manter o que mais fez diferença no mês de Maio. Se eu dissesse as partes chatas da minha vida, seria um texto bem sucinto: "meu trabalho é simples/difícil", e esse texto eu também estou mudando aparentemente.

Estou muito verborrágico. Muitas vezes queria aparecer aqui e escrever um monte de coisas e não vim, mas isso mudou e eu estou de volta. Disparando todas as palavras que encontrar, como sempre.

Pedro.
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