03 Abril 2009

a vingança da cigarra anti hollywood

ou: As pessoas que lá trabalham.

Falei que ia dizer mais a respeito e direi.
É incrível, mas depois que se trabalha em algumas empresas, grandes e pequenas, se percebe que tudo tem um perfil, um padrão. Mas lá na Atento não é assim, e isso é curioso justamente por se tratar de uma grande empresa, aliás, gigante.
Começando que eu não entreguei currículo, crio que ninguém o tenha feito. A empresa entra em contato e oferece a vaga. Quer? Quer! Não quer? Insistem.
Ninguém liga se você é carente ou se vive na sua bolha, vileiro ou se mora no centro, se tem jeitão de sociopata ou é a princesinha do subúrbio. É você, fine, thanks.

Fico agoniado e já digo por que. Encontro todos os tipos de pessoas todos os dias e parece qe nunca vejo as mesmas pessoas. É como olhar para o fluxo de um formigueiro, você sabe que a formiga entrou mas não sabe dizer se é a mesma que saiu. A Atento é um grande exemplo de diversidade e eu respeito isso. O que me intriga é a falta de encontro, por que no fim das contas ninguém se encontra. Talvez se se encontrassem houvesse um grande conflito de tribos.

Muita gente "de bairro", muita gente de meia idade, muita gente jovem, muita gente a ponto de não conseguir identificar um perfil, qualquer perfil - isso me deixa agoniado.

Rótulos vi vários. Nenhum compatível até agora. Apesar de ter feito muitas amizades, ninguém até agora entende por que eu ainda prefiro sair de Domingo quando a folga é Sábado ou por que eu carrego Dominó e Radiohead no mp3.

Procura-se quem entenda.

Pedro.
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