26 abril 2009

e se demorar, I'll wait for you

Sonhei mais uma vez com a Amanda Minassian. Engraçado como pessoas muito importantes demoram pra aparecer no blog. Mas eu não costumo falhar ou esquecer.

Amanda é uma pessoa-chave pra mim e pra outros, os que ainda quiserem tentar me sacar. Pessoa com essência.

Não saímos juntos há tempos e nos encontramos eventualmente pela Paulista, onde ela aproveita pra me dar beliscões e me chamar de tratante. Mas tratantes somos os dois, por que ela sabe onde eu moro.
Nossa amizade é diferenciada, duradoura como poucas são. Quando a encontro é apenas continuação do encontro anterior. Passem dias, meses, anos. E continuo gostando da mesma menina-bruxa-mestra-dos-magos que encontro.

Impossível esquecer ou não citar que ela foi a primeira pessoa que se manifestou no emotional breakdown de 2003, foi quem se ofereceu pra me fazer desaparecer da escola pelo tempo que eu precisasse (ela não estudava mais e conversou com os chefes dela pra me deixar ficar no seu trabalho, onde eu fiquei por duas semanas).
Sabe tudo essa menina, só ela: onde eu estava e o que estava acontecendo. Como e por que.
Segurou essa barra por mim, pra mim.

A sensação é de conforto e um bem estar que só fica nessa mesma frequência quando encontro minha Tia Ruth ou a Celina (que foi quem cuidou de mim na minha infância como quem cuidasse de um escolhido). Vale destacar a fibra moral e as convicções que ela leva como uma ordem de vida: o vegetarianismo politicamente ativo, a vontade de direitos iguais, ideais... Alguém com ideais.

Sobre o tempo que passamos juntos, aquelas fatídicas duas semanas, não sinto falta pois não sinto nada a respeito. Mas da acolhida da Amanda, sinto sim, muita falta, da companhia, dos cafés, da falta de grana, da pipoca na saída do União Cultural, do Learning Center

Quem assiste Skins reconhece Amanda na Cassidy. Às vezes assisto à primeira temporada só pra matar a saudade dela. As manias de bruxa, a paixão por gatos, o apartamento na Paulista, a disponibilidade pra me ver, a compaixão, a amizade guardada e intacta, o apreço por mim.

Coisas que eu espero que ela saiba que são mútuas e pra sempre.
Coisas que guardamos num cofre, numa conta corrente infinita de lucros e dividendos que vida nos traz. Ela vê como algo natural, eu recebo como feliz supresa.
E fico feliz por não entender de fato.

Pedro.
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24 abril 2009

uma cerveja antes do almoço







=



É muito bom pra ficar pensando melhor.

Pedro.
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22 abril 2009

algo em nós já se despedia

I brought a trick from last night to make out on my way to my new job.
And so we did.

Não é o tipo de coisa da qual eu me orgulho mas a noite rendeu. Agora resta o treinamento. O treinador, multiplicador, reprodutor, enfim... O Felipe é tão boa gente que nem liga que eu entre em alpha.

Eu não acho nada.
Ligo e desligo para a diversão de todos.

Pedro.
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21 abril 2009

kissing someone elses' lips

"Boy meets girl and looks in her eyes
Time stands still and two hearts catch fire"

E por aí vai. I need it. I have it. Não me conformo da Amália estar longe até hoje, bem franco. Eu já fiz crisma e o caralho, fico meio ao léu sem ela aqui, poxa, tava dando tudo tão certo.

Eu não me dou bem com o binarismo, com o relacionamento como ele é. O ideal foi pra Assis, o nosso lance era o ideal por que tinha tudo, nunca foi pouco, tava crescendo e ainda podia olhar pros lados numa boa.

Acabei ficando acostumado, até egoísta. São meus 10 corações a mil, é toda gente fina, toda perna grossa. Amor é amor, independente do que venha depois. E eu encontrei o meu sabendo que amores que vêm e vão também são amores, os que ficam são grandes amores.

Penso no Rio de Janeiro, na possibilidade de lá. Adoraria sentir aquela independência e a insegurança com necessidade de guia. Um novo Sol (anges e Leilas), Ty em Botafogo, Aquino em Copa, Bai em todos os lances e ainda levando Amá pra Uff e consequentemente pra minha vida (definitivamente), o ideal/utópico. Uma turma promissora.

"- So, Louise from Saint Louis...Why did you moved to New York?
- (...) To fall in love."

And you Peter Progress from Sao Paulo?
Conseguiria eu ser profeta fora da minha terra?

Pedro.
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19 abril 2009

minha intuição não me engana

ou: Você vai ser tão Copacabana.

Aquino é doce.
Das pessoas novas que conheci e das quais eu pretendo passar algum (bom) tempo alugando. Ele veio através do Tyrone, da cidade maravilhosa, do cartão postal. Ninguém diria com aquela cara de paulista, a palidez e a ausência da sagacidade carioca, he's naive. Só a regata preta entrega.

Via MSN eu sei que é uma das pessoas que a gente se sente bem do lado. Às vezes ficamos horas discutindo se é "biscoito" ou "bolacha". Ele não sabe as regras do jogo do infinito (que o primeiro a falar "infinito" ganha a discussão), então fica inventando infinitésimo, infinito + 1 e eu já ganhei há tempos.

Sobre o cotidiano a gente sabe muita coisa, por que ele é simples e tem dias simples como os meus, até nos aprofundamos em algns problemas, relações do dia, família, amigos, noites, Rio x Sampa. Me divirto. Meio que não gosto mais de entrar no MSN sem ele por lá. Além de sermos parecidos - ele mais prático e maleável e eu menos.
Esses dias ele disse que não tinha jeito, a gente ia ter que casar em Copa. Eu ri. Por que seria meio funny mesmo, minha intuição não me enganar e eu ter que ser Rio de Janeiro e tanto mais Copacabana (ele é de lá).
Mas eu quero ser universitário da UFF e comer o Rio pelas beiradas, portanto, não haverá.

Por enquanto, digo que ele é o Chico Pinheiro sem música e é mais um motivo pra eu querer ir pro Rio.
Me gusta.

Pedro.
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16 abril 2009

o adjetivo esdrúxulo em "u"

Vinha eu pelo Anhangabaú, logo cedo, quando vi um menino sendo assaltado durante um longo percurso. Logo, pânico. Eu vi, muita gente viu. O lugar é conhecido por ser um caminho perigoso, mas a luz do dia, a caminho do trabalho, quem espera uma coisa dessas?

Liguei pra polícia e deu ocupado. Pensei "Ê, Brasil!!!". Numa escala um pouco menor, culpei o governo atual de São Paulo, por ter deixado o projeto de revitalização do Centro de lado. A segurança caiu, os investimentos cairam. O que a Marta começou não foi apenas interrompido, foi corrompido.

A visão foi terrível de se acompanhar, por que poderia ter sido eu, que da mesma forma, não saberia o que fazer. Fora a tristeza por me sentir imóvel, incapaz de fazer algo, a raiva, aquele pensamento de pena de morte (que eu condeno e desprezo veemente), enfim. Não gosto, Brasil, não gosto mesmo.

Depois telefonei de novo pra polícia e a atendente me perguntou por que eu não telefonei antes e fez uma outra série de perguntas imbecis, do tipo: "se você está andando, como sabe que o moço estava sendo assaltado mesmo?". Ou seja: ela queria que eu parasse e assistisse até o final o desenrolar do assalto para poder ligar para polícia. Além de ter sido grossa ao telefone, deixou claro que não ia resolver nada. Desencana.

Liguei pra minha mãe e falei pra ela registrar a ocorrência e reclamar do atendimento. Logo depois me ligaram pra pedir desculpas pelo mal (péssimo) atendimento ao telefone e tals. Mas não adianta, esse é um lance "good cop/bad cop" pelo telefone. O que vai adiantar é botar o bloco na rua. Só.

Enquanto isso a gente faz o que pode, né? Aproximo meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo.

Pedro.
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13 abril 2009

meu coração está on

Hoje teve um show do Marcelo Camelo e eu nem ia. Fui por causa da menina, mas cansado. No fim das contas voltei. E ninguém me esperou a não ser minha casa.

I'm not mad.
I'm not angry about it.
I'm not.
I'm just tired.


Talvez eu saia essa sexta feira. Need some entertaining. Some talking, some kissing, some... Simply need, simply bed (ahhhh pegaram essa?!).
Quanto a hoje ou amanhã:
Não tô chegando
Não vou chegar
E se for, vou embora cedo.

Queria ser mais parecido com as pessoas menos "sérias". Aquelas que fazem a própria rotina, sem se importar com a rotina do mundo.
Eu sou organizadinho, no meu mundinho, com meus horáriozinhos, com minhas baladinhas, com meus porrezinhos (ok, ultimamente tem sido porres homéricos, grandes festas e "algumas" aventuras), com esses "inhos" negativos.

Nesse meio, tenho que ser sincero que existe uma limitação braba em mim. Um linha entre o que eu consigo e o que eu não consigo fazer. E gosto dessa vida minha com essas limitaçõeszinhas #FATO#.
Nem tenho muito do que reclamar por que I pretty much do what I want e tenho liberdade.
Não quero mudar, nem quero amarrar esse texto em tom de mágoa.
Tentar é o que liga. Fazer o louco por um dia ou uma noite. Depois deixar.
atea Pq el sol _+ el du xeitto qsol bgs

Pedro.
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10 abril 2009

derrubar as prateleiras

ou: A bolonhesa, o bolovo, ovo e o Brasil.

A bolonhesa: está presente e não é kitsch. Presente em 5 de cada 5 programas da MTV, da televisão. Está na Vila Olímpia, na Augusta de cabeça fechadana rádio FM. É aquele sinal de não pode gostar do que não for aquilo que se pode gostar. Aquilo que se tenta alcançar mas é tão lugar comum que cansa. Revista Quem. A bolonhesa está na camisa com manga 3/4 e no Nike Shox, por que tem que ter e não há opção. E o saber via Globo e não via Glauber. O mesmo do mesmo sem mais.
Dormir cedinho. Um fondue com amigos no inverno. Em Campos.
É terrível.

O bolovo: é a promessa. É mais Studio SP. Já comeram? É uma massa salgada parecida com a massa de coxinha que envolve um ovo. Portanto, é uma promessa de realidade envolta na bolonhesa. Um porém existe ali.

O ovo: o ovo vem de 3 caminhos - do bolovo e daquela gíria que diz que novidade é o "ovo de pé. É genuíno, é descoberta. Pode por que pode, por que se deve querer. É o título da revista Quem com interrogação. A saída da bolonhesa e do bolovo. O orgânico.

E o Brasil?
O Brasil é o ovo às avessas, de pé. O Brasil é quem pôs o ovo.
De tão real o Brasil leva característica de absurdo, caótico.

Pronto, agora está descrito pra quem tinha dúvidas sobre esses termos.

Pedro.
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07 abril 2009

torturous hindsight

Meus relacionamentos funcionam da mesma forma que é a minha atenção. Todos sempre fizeram-se de desafios para não serem duplos ou triplos. Algo mais pra me focar. Normalmente - e sem saber disso - preciso de mais gente.

Quando sei são duas relações. Não iguais, com compromissos diferentes, mas com a necessidade de atenção igual, coisa que eu mesmo deixo acontecer.
Suponho que tenha a ver com não conseguir ter o melhor de uma pessoa só. Uma insegurança. Fora o detalhe do acaso de sempre conseguir ótima companhia quando você já tem uma "estável".

Fora a vontade de não ser só em momento algum que só surge quando se tem alguém.

Pedro.
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06 abril 2009

if I knew then what I know now

Eu sou muito assim: ou faço duas, três coisas ao mesmo tempo ou não faço nenhuma.

Se tenho que prestar atenção em alguém falando tenho que escrever ou desenhar numa folha em branco, tenho que responder a algo, jogar no celular, pra poder continuar com a atenção na pessoa. Do contrário eu durmo.

Se assisto Tv, esteja passando o que estiver, tenho que comer ou tocar violão junto. Senão fico indo pra sala, pra cozinha, desvio a atenção por qualquer coisa.

Se estou no computador, tenho (no mínimo) 4 abas abertas do Mozilla, mais MSN, mais a aba do Twitterfox e mais a música que automaticamente eu ligo assim que inicio o pc.

Se ouço música penso no videoclipe.

Se eu sonho eu tenho que me mexer.
Nem dormindo eu tenho paz.

Pedro.
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05 abril 2009

domingo no parque

É assim como chegar num lugar novo e saber que é ali. E ser.
Ninguém nasceu com intuição por um motivo à toa. Por mais que existam acasos, os encontros não são aleatórios. Energia se concentra e atrai os bons para o bom e os avessos para seu devido fim.
Começa da seguinte forma: “Tem uma festa de domingo no centro sem igual, vai lá!”.
Como a ratoeira é mais forte que o rato, você corre atrás do queijo, dança em cima dele, se acaba e pensa que saiu ileso. Mas volta. Volta um domingo, volta dois, volta três.
Moral da história: a armadilha apenas dividia os que estão dispostos a correr os riscos do que não estão, mas ela não funciona. A partir disso se sabe que todos os domingos, o que se passa é apenas o bom.
Como é impossível ser feliz sozinho, logo, existem outros assim como eu, pessoas comuns, filhos de deus. Reunidos celebrando algo que é apenas bom: a arte do encontro, os novos verbos, a água desabando, a boemia, a vida fora de cena dos atores, a força da banda de animadores de pista… Todos unidos e com energia especial. É isso que nos vale.

A energia une, a união faz o encontro, o encontro faz a amizade e o amor, esses afetos fazem a alegria, a alegria faz a vida inteira e de vez em quando vem de lugares de onde não esperamos, de uma Gambiarra que nasceu festa e virou encontro.
Sabe aquele ditado que diz "não se faz amigos, se reconhece-os".
É bem por aí.

ps: Os posts e as fotos "Domingo no parque" serão referentes a cada domingo de cada Gambiarra que eu passo a documentar a partir de agora, apesar de estar presente desde Agosto do ano passado. 

Pedro.
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03 abril 2009

a vingança da cigarra anti hollywood

ou: As pessoas que lá trabalham.

Falei que ia dizer mais a respeito e direi.
É incrível, mas depois que se trabalha em algumas empresas, grandes e pequenas, se percebe que tudo tem um perfil, um padrão. Mas lá na Atento não é assim, e isso é curioso justamente por se tratar de uma grande empresa, aliás, gigante.
Começando que eu não entreguei currículo, crio que ninguém o tenha feito. A empresa entra em contato e oferece a vaga. Quer? Quer! Não quer? Insistem.
Ninguém liga se você é carente ou se vive na sua bolha, vileiro ou se mora no centro, se tem jeitão de sociopata ou é a princesinha do subúrbio. É você, fine, thanks.

Fico agoniado e já digo por que. Encontro todos os tipos de pessoas todos os dias e parece qe nunca vejo as mesmas pessoas. É como olhar para o fluxo de um formigueiro, você sabe que a formiga entrou mas não sabe dizer se é a mesma que saiu. A Atento é um grande exemplo de diversidade e eu respeito isso. O que me intriga é a falta de encontro, por que no fim das contas ninguém se encontra. Talvez se se encontrassem houvesse um grande conflito de tribos.

Muita gente "de bairro", muita gente de meia idade, muita gente jovem, muita gente a ponto de não conseguir identificar um perfil, qualquer perfil - isso me deixa agoniado.

Rótulos vi vários. Nenhum compatível até agora. Apesar de ter feito muitas amizades, ninguém até agora entende por que eu ainda prefiro sair de Domingo quando a folga é Sábado ou por que eu carrego Dominó e Radiohead no mp3.

Procura-se quem entenda.

Pedro.
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