31 março 2009

after years of expensive education

como o tempo passa rápido de madrugada.
mesmo para um cara como eu que etsá acordado e tem que discutir com tempo e dormir (ok, pra mim é mais rápido ainda). mas não devia ser.

a madrugada é muito boa-pouca.

queria escrever um texto chamado "eu nunca digo não".
aliás, pra ser sincero, creio que tenho realizado mais desejos ultimamente do que tenho tido desejos.

é... acho que é isso. e o mês acabou.

Pedro.
x

26 março 2009

e viver não é brincadeira não

Drop Down Diary #12

(...)
Tô com muito sono e sem sono ao mesmo tempo, com fusos e parafusos desconexos.
Meu novo trabalho é assustador. AInda citarei impressões sobre as pessoas (está tudo guardado).
Queria que fosse o avesso disso, Mas talvez seja impossível de ser.

*

Estou ouvindo umas bases que o Vasco me mandou e a vontade de compor uma canção cresce.
Preciso de grana pra passar por esse ano. E quanto mais eu penso em por que estou indo fazer Help Desk pra atento, mais ela se faz presente. Grana.
Preciso de lentes, de besteiras, de livros, de discos, de cartão, de noites, de ter grana no fim do ano pra ir pro Rio e de ter grana no meio do ano pra ver Amá em Assis. Tudo isso.
Mas também preciso estudar. Desse jeito, fico precisando acertar meus ponteiros e conciliar isso tudo. Como está no começo ainda, é complicado dizer como vai funcionar.

E aquele projeto ainda estará noir?

No fundo, no fundo, só não quero sofrer por perder o que é mais importante (a meta: universidade federal). Tendo isso no fim, o resrto vai ser diversão. Mesmo trabalhar, mesmo sendo aonde é, na Atento (ou, Detento como é conhecida).

Fico instigado com a forma com que as pessoas que já trabalham lá se referem a empresa. Se criou um círculo vicioso. Falarei sobre isso na sequência dos dias.

Pedro.
x

22 março 2009

pieces of what

Um artigo do mesmo gênero do post anterior que eu encontrei na internet.

você ouve música?

Janeiro 23, 2009 by RauL

se você é um daqueles que só ouvem música no computador, porque a praticidade do mp3 e do armazenamento de arquivos é o que há.. sinto te dizer meu caro, mas você não “ouve música”.
velhos rituais como colocar um disco para tocar, ou até mesmo um cd, ainda são momentos únicos quando o assunto é ouvir música.
ouvir música no trem, no metrô, no ônibus, ou no celular, não é “ouvir música”, é ter algo como fundo musical.
talvez o fim do mp3 seja algo impossível de se pensar no século vinte e um, mas só a volta do velho disco de vinil fará com as pessoas parem tudo o que estão fazendo para ouvir música.


radical? ultrapassado? nostálgico?
talvez eu seja. certas pessoas nunca mudam.

Link: http://raulramone.wordpress.com/2009/01/23/voce-ouve-musica/

--------------------------------------------------------------------------------------------

Me identifiquei muito com o texto.
Valeu Raul por inconscientemente compreender o que eu quis dizer.

Em tempo: Decidi comprar uma agora que eu voltei a trabalhar. E com caixas de som de alta definição. Vamos voltar a ouvir com excelência.

Pedro.
x

a lágrima clara sobre a pele escura

A tristeza mineira no Radio é o que eu identifico muitas vezes quando ouço "You and whose army". Já citei essa canção e continuarei a citar enquanto ela me fizer triste assim. Coloco-a do lado de outros estandartes da minha melancolia, como "Mãe" de Caetano, "Cais" de Ronaldo Bastos e Milton, "Folha Morta" de Ary.

Tenho ouvido muito "Minas" e "Geraes", logo, devo partir em breve para o Clube da Esquina (1 e 2) novamente. Tenho ouvido muito Amnesiac e Kid A também. Procuro por Três Pontas em Oxford e cada dia encontro mais. Breves acenos ou longos encontros, estão lá. E isso me faz feliz.

Escutar essas canções , compreedê-las, fazer pares, ler seus significados é algo forte. Música não é mais apenas a audição.
Penso muito nisso, sobre uma canção nunca ser apenas uma canção. Música é um norte pelo qual eu me guio sempre. Pensar nela me deixa confuso, pela amplidão do seu significado na minha vida.
Quando você chega num lugar, o que procura ver? Eu quero sempre os discos. O som do local, o que se ouve, o que se dança, o que se canta, se tem instrumentos musicais, quem toca?
É um meio de avaliar a compatibilidade de uma pessoa inteira, não apenas o gosto musical.

Entro na casa das pessoas e não me contento, tenho que ver como estão organizados os discos, depois os dvd's, depois os livros.
Música é meu RG e seu.

Nesse tempo de Mp3, essa coisa, me deixa um pouco triste. Guardo uma certa mágoa hipócrita do Mp3 por tornar as coisas tão imbecilizadas.
Nego pega um celular e liga dentro do metrô uma musiquinha num sonzinho e diz que gosta da música, entende? É um grande descaso com o próprio gosto pessoal.
Música requer espaço, silêncio, cilma, equalização e tempo. Tempo é fundamental.

Lembro quando era criança e todo fim de semana meu pai selecionava discos pra ouvir. Escolhia a dedo!
Daí ajustava o som, limpava a agulha, com toda calma, todo cuidado e ouvia o disco. Lia o mesmo encarte que tinha lido mais de cem vezes e repetia (quando necessário) a mesma canção, em silêncio. Comentários apenas no fim da música.
Hoje você vai lá no e-mule, pega uma música, joga no mp3 e/ou vai ouvindo no metrô no alto falante do celular.

Enfim, isso ainda é muito pouco perto da importância da música pra mim até hoje. E os exemplos são coisas infinitamente menores perto da grandeza dos sons que vieram de Minas e de Oxford.
E da minha admiração por eles.

Pedro.
x

21 março 2009

nome, bairro, amigo, amor

Ontem na festa e nem sabia seu nome, nem qual era a tua. Fiquei de conversa em conversa e fui. Mora na 9 de julho, legal, estou sozinho. Escorpião, sagitário, não sei que lá.
Com intenções ou não, estava ótimo. Antes disso já começava a sentir aquele perfume único. É quase um sexto sentido esse perfume, quando ele aparece é como se os hormônios entrassem num frasco e se espirrassem por nossa volta. E me deixa desnorteado.

Nessa hora já é. Eu sei. Nós sabemos.

Estou com sono para suposições, mas sei bem o que seria se ficasse naquela pista por 3 minutos, nada mais me lembraria. Talvez rendesse a noite toda, talvez a manhã e a tarde.
Mas tive que ir, por confusões passadas, coisas idiotas como as que estavam por acontecer, que valeram a pena. Tanto quanto essa ainda vai valer.

Pedro.
x

20 março 2009

pra mim já chega, eu to bolado

Traído. Foi assim que eu me senti por um instante. Depois veio outra boca, outro corpo, outra noite. Logo depois. Mas naquele momento era você que não estava na figura.

Todas as canções de popstars casadas com desconhecidos (agentes, dançarinos, compositores ou seguranças) que depois descobrem que seus casamentos foram baseados em interesse e que eram traídas, me passaram pela cabeça.

"Why should I be Sad? Heaven knows.
for the stupid freakin thing that you do"


"When all you loved was Mel B's money."

"I thought I had somebody down for Whitney,
it turns out you were making a fool of me."

"But tell me who's gonna love you when it all falls down?"

Daí eu parei e apreciei os dois minutos vacilantes que você me criou e remontei a playlist com canções de "não te quero de volta nunca mais", "você foi um grande erro", "eu sou muito especial" e "você não fazia por merecer então eu encontrei alguém que me merece" entre outros clássicos de momentos olhos nos olhos.
E assim a noite foi.

Thanx 4 nothing.

Pedro.
x

19 março 2009

acorda, simpático

Hoje, nem sei que dia, mas decididamente um dos meus favoritos.
Nada se iguala.

O sol parece querer destruir e destrói. O tempo abafado, quente e azul, lindo, um tempo deus. Cheguei em casa cedo com a certeza que não iria a seu encontro, mas fui. Tive que ir deixar uma menina linda, abafada e rosa-vermelha no metrô.

Pra melhorar os meus olhos que não se fecham, uma chuva inesperada (não houve ameaça) começou a cair. Tão revolta quanto o sol.
Os dois me imobilizam e me atraem de formas diferentes, com a mesma intensidade.

O sol mais quente e a chuva mais forte caindo no meu dia.

Pedro.
x

18 março 2009

luz da noite cobre meu sonho desperto

"Meu olhar, tua palavra
teu retrato
meu espelho, perto"

Do mesmo jeito que eu te vi ontem, te vejo sempre. Naquela cena e posição. Idêntico. Dizendo aquela coisa, a mesma.

Era uma casa muito engraçada o lugar onde estávamos e eu podia te ouvir até morrer, só por que as coisas ditas eram pra mim. E por que a sua boca se mexia do jeito certo.

Um sonho. E eu bebia demais, era amargo como tônica e alcoólico como pinga. Esperava minha deixa. Pois haveria (assim como haverá) uma. Por que foi assim uma vez e eu não quis. Agora eu quero.
Portanto, com todos os ensaios e floreios que existem, eu deixo você saber que eu quero que aconteça. Em muitos lugares.

Antes 16, agora 20. E ainda sinto como se fosse a primeira vez quando te vejo. E sinto seu desapontamento com meu surto e fuga. A primeira vez. Like a Virgin, uhum, isso mesmo.

E no fim houve um momento de entrega.
A saliva, os dentes.
O diploma, o vazio do lugar, os 5 anos atrás, o eco da pergunta:
-"Você está triste?", crucial.

Depois:
-"Você!".

E eu não sou apenas o melhor, o seu melhor.
Eu sou um prodígio.

Pedro.
x

cantando coisas de amor

Uma banda, aquela. É familiar.
Calcada no pop/funk/ska. 90.

"Um buraco pop sem saídas indies" R. Ritter sobre os anos 90.

Aquela banda consagrada tenta um pop conceitual e maduro entre regravações para novelas bem humorada, discos ao vivo, músicas para formandos e coletâneas com algum conteúdo inédito.

Ouvi dizer muito bem do último do Skank.

Pedro.
x

17 março 2009

querer-te e amar o amor

Obrigado senhores, com Pedro agradece a preocupação pelo súbito desaparecimento.
Tenho novidades. Tenho textos.
Lembram da agenda? Ela guardou tudo que tinha de idéia.

Aliás, vou ser bem franco: esse post só existiu por que esqueci minha agenda na casa da tia Rê no quarto zero bala da minha irmã. Então não pude postar os textos de lá. Mas quando eu passar, garanto que vai valer o tempo perdido.


Don't you see that I always make it up to you?

Pedro.
x

16 março 2009

and I wish to you joy and happiness

Nem diria eu, nem ninguém, nunca que ela poderia perder o senso.
Ela, desatinar?
Pois é.

Mas ainda nunca, não a vejo relacionada com esse mundo. Viciada em crack, cocaína, viciada apenas, num contexto geral, não passa de um percurso que eu não poderia prever, assim como ninguém. Nem de longe. Erro!

O ar de preacher's wife está lá. Intacto. E a voz com vibratos que se guarda pra missa do mesmo modo que se gasta na noite, dos standarts, dos vocalises, dos melismas, dos scats.
A voz da solista dos improvisos.
A mezzosoprano dramática.

Tem muito mais. O pé no R&B atual, o jeito de mãe de todos, também está lá.
Conhece produtores, os cita, custa a entender mash ups. Seu humor agradável, sua consideração com o passado. Temporã.

Escolher músicas para seu Greatest Hits chega a ser redundante. É duplo. Reflexo do tempo, das escolhas.
Ela quer mais. Escolheu remixes.
Acena para o Dj super estimado que passa, recebe uma reverência. Sempre atenta.

- Gostaria de ter essa linguagem musical naquela época. Essa é a batida certa pra "How will I know", pensa e sorri.

Mas 86 já passou. Até 2006 já passou.
E ninguém ainda diz.

Pedro.
x

14 março 2009

essa cidade te ama? não! e o que ela é?

ou Drop Down Diary #11

Eu ganhei uma agenda no começo do ano. Sabe como é, todas as empresas abrem os bolsos um pouquinho e distribuem caixas e caixas de brindes de ano novo. Entre muitas inutilidades que minha mãe e meu pai sempre recebem, tem umas 5 agendas. Escolhi a mais bonita e fiquei olhando pra ela. Com jeito de caderno, é grande e com folhas pautadas (linhas de caderno também). Reciclável por que... Nem precisa dizer por que é reciclável, né?

Abri a agenda, pus minhas informações. Nome, telefone, você vem sempre aqui? Cara, careta, dedão. Registro geral. É uma tradição minha de há tempos e sinto prazer em fazê-lo. Pra lista de pequenos prazeres. É o primeiro contato que se tem com aquilo, o momento que o objeto passa a ser seu, com letra, com jeito do dono. Preencher informações é um ritual de boas vindas e de identificação mútua.

Outras conclusões: nunca tenho telefone comercial nem nome de empresa pra colocar. Meu e-mail é um só, por que eu sou um só aonde quer que esteja. Lembrar o tipo sanguíneo é piada. Se me encontrarem sangrando inconsciente na sarjeta vão ter que se virar pra descobrir.

Depois do primeiro passo, o segundo, o que fazer com uma agenda?
Não adianta me dizer pra marcar eventos, ler no dia seguinte. Desde que me conheço por gente, nunca consegui manter uma agenda pro que ela realmente serve. Escrevo hoje, vou ler um mês depois do evento.

Daí que resolvi deixar a gente se decidir com o tempo. A agenda e eu. Fui escrevendo e ela me acompanhando, o que viesse a cabeça. Sonhos, declarações, impressões do tempo, das pessoas... No final, encontrei uma similaridade muito grande com minha agenda e meu Twitter. Os jogos de palavras, a fala mais solta, uma coisa até gostosa de se perder no meio. Mais descompromissado mesmo, uma espécie de relação 24h, de dar luz ao pensamento do momento.
Por isso dei a ela o nome de TwitterBook ou LivreO.
Tcharan!

E no blog agora, vou postar (sem dizer) alguns textos ou micro textos do meu TwitterBook. Meu LivreO. Espero que dê certo.

ps: ando meio desligado por conta da vida.
mas lógico que tem algo acontecendo.
e mais lógico ainda: virei aqui contar o que é assim que puder.

=)

Pedro.
x

12 março 2009

a felicidade vai desabar sobre os homens

Menina, amanhã de manhã!
Não te contei?

Tua vida vai enveredar por um caminho sem volta, um jeito novo, sensual, envolvente.

Então vamos abandonar essa manhã, esse mimimi, essa fala com jeito de nhénnhénnhé, deixa de lado esse clube da Luluzinha, essa cúpula.
Abandona! Vamos pro Brasil. Se veste de Lua, de Céu, de Mariana Aydar, que seja, tá tudo no sistema solar... Põe um sorriso manhoso, uma saia curta, encaracole os cabelos do jeito que seu (inventado) poeta gosta e ouve esse som pulsar.

Você sabe por que a gente fica assim quando o Monobloco toca Tim Maia? É a linha de baixo. Bassline. Mas não é só isso, eu sei, tem o nosso significado. Aquele projeto ainda estará no ar? Futuros batuques, outras terras, futuros amantes, nossa Lapa. Sem falar no Calabouço, Flamengo e Botafogo, URCA (!), Praia Vermelha!!!.

Esse post aqui é quase um post-it grande só pra falar dessas coisinhas da minha vida com você. Não quero saber da sua vida com os outros. No máximo ouvir falar. Por que merecemos mais lugares desconhecidos e descontraídos de dia de semana até o fim desse ano. Não deixe o samba morrer.

Agora ouvee acata sem protesto o que teu anjo torto diz:

- Vai... Vai ser Lolita na vida.

Até breve, até sempre.

Pedro.
x

09 março 2009

amigo é casa

Andar por outros blogs é que nem ir na casa dos outros. Sempre tem algo que interessa,que é útil, que eu preciso ou é fútil e muito legal; uma parede azul, um alicate, pufes, sabonete líquido da natura, um livro... Sempre.

A diferença é que em blogs, roubar e fazer adaptação é uma coisa boa, ninguém fica dizendo por aí que você é Winona, pelo contrário, é algo bom.

Fui na casa, ops, no blog de uma Morégola essa semana, vi um post de lista e família e resolvi montar aqui.

Ela chamou a lista de: Família, como é a sua? E saiu perguntando pras pessoas. Baseado nessas respostas, fez a lista. E com base na lista dela, eu fiz a minha:

Maravilhosa - Bai, minha carta na manga.

Dificil. - T#

Alegre, linda. Meu tesouro. - Amanda, minha irmã, dona dos carnavais.

Linda. - Gabi e Marina. (L)

Doida. - Ahhhh... Família Gambiarra!

Complicada. - As antigas famílias de trampo.

Maluca. - Essa minha, de casa.

União, Fidelidade e Respeito. - Uau, coisa séria. Deixo essas coisas pras famílias que exitem pra sempre, tipo a Minassian e a May que estão sempre lá pra mim. E eu pra elas.

Um quebra-cabeça. - minha antiga famíliade teatro Suiteiros em Ação, quanta gente junta, diferente e misturada! Morro de saudades.

Meio desequilibrada - Minha família canina. Elvis e Fidalgo são parecidos demais com o dono, deve ser por isso.

Normal. - De perto, nenhuma.

Ela se separa pra ficar junta. - Rudy. Ele é assim... Eu também me sinto assim às vezes.

Tranquila. - Minha família de Polvilho. Quantas quedas do meu mundo eu já não aguentei lá? Atibaia também é minha família de tranquilidade.

Não tenho família. - No meu Facebook. Sério, é muito bagunçado!

Profissional. - Eu vi uma família no Coletivo Vultural Baobá. Espero que eles me vejam!

Família ê!
Família á!

Pedro.
x

08 março 2009

there is no death for us

A lista de pequenas coisas de agora, e a lista de coisas que serão grandiosas num futuro distante-aproximado.

Li num blog chamado Pick the Brain.

10 coisas que não farão diferença em 10 anos :
1 - não ter prestado o meu vestibular pra Rio das Ostras.
2 - meu pai não estar "normal" comigo.
3 - meu quarto ser divido em dois.
4 - meu cachorro soltar muito pêlo.
5 - as novas regras da gramática.
6 - não ter uma vida-padrão.
7 - saudades da Amá.
8 - minha rouquidão.
9 - ter que fazer outro ano de cursinho.
10 - a pressão de ter que encontrar um emprego e fazer as coisas à lá 2008.

e 10 coisas que farão diferença em 10 anos.

1 - continuar fazendo meus exercícios.
2 - aprender a passar roupa.
3 - lidar com uma possível solidão.
4 - começar uma vida nova em um lugar novo.
5 - não repetir os mesmo erros.
6 - sempre lembrar: 96% dos problemas eu apenas acho que tenho, enquanto 4% são reais.
7 - ter mais tempo pra mim, não de não fazer nada. Eu, eu. Eu e Deus. Eu arrumando um tempo pra perceber as coisas mesmo, meditar, refletir.
8 - meu blog.
9 - ter o mesmo tipo de iniciativa que tenho tido ultimamente.
10 - lembrar onde tudo isso começou.

ps: o fato da minha música favorita aturalmente ser #atenção pra coincidência# "20/20" da Alanis (e principalmente o fato dela se encaixar de alguma forma pra esse discurso do tópico) também não vai contar.

Pedro.
x

07 março 2009

que gente maluca tem que resolver

Estou criando um método de aniversários que me faz passar pela data ileso. Convenhamos, mudar a idade é barra pesada, pois não basta a data em si, o fim do inferno astral e se acostumar com o próximo número que vai nos rotular. É um momento que funciona como termômetro pra saber a quantas anda sua vida social. Tendo isso em vista, sua festa tem que ser um sucesso, tem que estar cheia de gente, com aquelas pessoas que não dão as caras há 15 anos.

Isso é errado.
Lógico, reencontrar amigos é sempre bom, mas nesse caso, é a mesma coisa que relembrar um momento da vida. Pessoas que fizeram parte e marcaram nossa vida, mas hoje não fazem mais, quando reaparecem, são nossa memória.

Saí de São Paulo um dia antes do fatídico dia, fui pro interior, numa tentativa justa de fugir dessa neura que eu mesmo instauro em mim. Funcionou tão bem, que pela primeira vez em duas semanas eu consegui dormir bem, mas tão bem, que a meia noite dos 20 anos, passei dormindo. Acordei, fiquei na internet recebendo scraps, telefonemas, toda aquela de ansiedade, sem saber se é ruim ou bom. Não tem como saber, é tudo náusea de uma felicidade de nem compreender direito o que acontece.

Caetano uma vez disse que não gosta de envelhecer, mas gosta. Eu também. Nossos motivos são os mesmos. Envelhecer é perder e ganhar. Então é possível gostar e não gostar. Acontece que é melhor ser do que não ser. Se pra ser só existo envelhecendo, que seja, melhor sempre ser.
Acordei pensando nisso, fiz uma oração. Fiz outra oração.

Cabeça fria, entendi o ponto que estava querendo chegar, esse inicial das pessoas presentes na minha vida no dia de hoje. Fiquei feliz na hora, sabendo que a minha noite seria especial. E quem quer que fosse seria a representação de quem eu sou hoje. Não há escala de popularidade, esse "red bull do star system", no meu dia isso não tem.
Nem na minha noite.

Obrigado.

Pedro.
x

06 março 2009

cadeia







Acontece que alguns dias são especiais sem porquê, Pedro, e vêm sem dizer que o são. Lá quando o Sol desponta, nenhuma data especial no calendário. Não é feriado, não é seu aniversário, nada; é só um dia normal.

Então, no elevador, dois espelhos se encaram e mostram, Pedro, infinitos vocês. Forçando os olhos, o último que consegue ver, lá atrás, sussurra que tem muito caminho pela frente, não se deixe enganar. E, no banheiro, uma aranha lhe planta um susto enquanto escova os dentes: é, o coração acelerado e adrenalina pelas veias. Como um susto te faz tão bem?, - você se indaga. É porque me sinto vivo.

E o dia já valeria a pena, Pedro, só por estes dois fatos tão banais. Mas tem mais. Amigos, cervejas e aguardente, ardente mesmo. Tão quente que incendeia os ânimos do casal - ele chora o que não é, ela argumenta o que não faz. Como amigo, de paz, você fala com os dois e se vê no lugar de cada um anos atrás.

Nunca mais sofro de amor até findar-se o nunca mais.

Bom dia, Pedro.

Por Gustavo Helaehil

-

Feliz 20 anos essa noite.
Até o dia.

Pedro.
x

04 março 2009

ok! você venceu, batata frita

Passando só por acaso... Sabendo que tem meu aniversário em breve, achando que eu sou do tipo de blogueiro que posta algumas sugestões de presente de aniversário como quem não quer nada, só pra ninguém errar ?

Pois veio ao blog certo.
Pode dar um ctrl+t, abrir uma nova aba e entrar no Buscapé por que lá vem as dicas:


Bem... Já que estamos sugerindo...
Eu também quero:




Agora o que realmente interessa eu gostaria de ter:

- Telefonema
- Testimonial
- Scrap
- Cartão
- Emoticon de bolo via msn
- Abraço
- Beijo
- SMS
- Mensagem telepática
- e a Angelina Jolie.

Todo o resto vem com o tempo.

Ps: O Alpha Romeu, prefiro na cor prata.

Grato.

Pedro.
x

02 março 2009

essa menina pode ir pro Japão

Existe um fato muito engraçado nesse prólogo, que é a possibilidade de que meu post e meu texto possam ser transformadores. Coisa que eu só percebi agora.

Eu a conheci há 3 anos atrás, quando cantava o começo da música do Chiclete com Banana pra chamar seu nome, em qualquer ocasião. Hit efêmero de carnaval, vocês devem conhecer, aquela "Lê lê lêlêlêlêlêlêlêlê/ Um céu sem estrelas, uma praia sem mar..." etc.
Sempre teve tudo a ver esse meu chamado só de olhar pra pessoa em questão. É ela própria a neve na Bahia - e não me refiro à anedota - e sim à canção.

"Sois flecha de um cupido pós-amor".
A tua mais completa tradução.

Fico inquieto dos meus dias de pensar em vê-la algumas vezes e não ver. Tem um doce estranho na mesa do meu computador e nós o decifraríamos agora. É vermelho e tem açúcar ao redor, uma bala de goma de Itu. Hilário e molenga.
Cadê você?

Vamos comer pão sírio de uma maneira nova.
Vamos à Pinacoteca.
Iremos.

Mas de volta ao assunto, a real graça de chamar seu nome por uma música de uma banda de Carnaval era a pessoa em si. Nada poderia ser menos carnaval baiano do que ela. Toda sua forma européia no pique de colunista da vida de mulher nova iorquina. Ela se estruturou em uma possível Amelie Bradshaw com perfeição. Vai a aniversários com havaianas brancas e calça clara, de linho.

Puro ar de Vila Madalena e a milimetrização do descaso. Menina de cafés, de lounges, de Bourbons, cadeiras de madeira, luz baixa, de bon jours, de dança folclórica na Fiesp. Curtindo a Belle Époque de plasma, de Iphone.
Puquiana e burguesa, no melhor estilo "mas não ligo pra isso mais do que com meus amigos, amores e pequenas coisas do dia-a-dia".

Éramos conhecidos, amigos através de amigos em 2007, hoje, amigos de nós mesmos em 2009. Atravessamos um ano juntos. Em tese, sem eles nem elas.
Nós.
E daí veio a amizade mesmo, forte. De ter suporte, de se fazer de suporte (e muitas vezes ter que suportar!). Não me desfaço mais.

Seria muita covardia correr o risco de estragar toda aura cool do texto, dizendo que sou 100% você?
Posso ser o amigo micareteiro desejando o parabéns-cafona via scrap no orkut ou termino sem isso pra não ficar datado?

Você quem sabe...
Queira por que quer.
Aqui, terá certamente, bonita (ITA! ITA!).

Pedro.
x

01 março 2009

apenas alguns santos, se tantos

Março é mês 3.
De mim, das águas.
Do Brasil começar.

Piscianos, uni-vos.
Vamos ser sentimentais.

Pedro.
x