31 dezembro 2009

o dono do raio e do vento

para ler ouvindo: Samba da benção

A
gente vai falando do jeito da gente.
Os tempos da ingenuidade. Da desatenção.
Do não saber de nada.
Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada.
Dos restos de amadorismo.
Do amadurecimento. Da raiva.
Essas coisas todas que foram transformando a gente: que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta de cachaça, etc...

Mas, que melhorou no jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro.

O conceito é isso aí. Devagarzinho vai se levando. Pra no final, a esperança ser posta na berlinda, de novo.
Esperança de vida nova.
Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar.
Tem que tomar. Na marra.
Rindo. Se possível.

Elis Regina.


Rua Maria Paula
15 de Abril de 2009
16:53pm


Rua Maria Paula
26 de Setembro de 2009
11:20am


Rua Consolação
21 de Outubro de 2009
17:25pm


Avenida 9 de Julho
11 de Novembro de 2009
07:48am


Interlagos
01 de Julho de 2009
18:16pm

2010.
2000idéias.
2000ideais.
2000identidades.
2000histórias pra contar.

Escrevo aqui as linhas finais do ano nesse blog.
Aqui em casa, ouvindo Zélia cantar "Saúde" da Rita Lee.
Morrendo de vontade de estar com muita gente de longe: minha irmã, tia Lu, Gabi, Vini, meus amigos, meus parentes. Mais tarde eu vou pra casa do Victor Lei e a falta maior vai ser de mãe e pai. Mas de certa forma com todos aqui, em pensamento.

Esse pensamento que move o mundo faz a gente ficar mais perto e na meia noite de hoje va nos fazer estar unidos. Quando as energias se renovam, as esperanças se refazem e mais saúde, mais sorte e mais coragem surgem na nossa fibra.

Eis que surgem sentimentos verdadeiros de mais respeito e união.
Sem esquecer daquela força-motriz de todos nós (e que, na real, é o que faz tudo ter sentido): amor.

É o máximo que se pode desejar.

Agora vamos festejar...
Por que enquanto estou vivo, cheio de graça
ainda farei um monte de gente feliz.

Que venha 2010 feliz a todos.
Vamos com Deus e com Nossa Senhora da Guia.

Até breve, até sempre.

Pedro.
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30 dezembro 2009

another day, another dollar






para ler ouvindo: Trip
ou
para ler ouvindo: Like it or not

Antes de mais nada: FELIZ ANIVERSÁRIO!

2 anos!
Provavelmente o projeto mais longo e mais duradouro que eu já tive. E o que eu mais gosto, claro. Desde que parei de compor canções, os textos tem sido a melhor saída pra dizer o que está por aí.

Quem viveu, leu. Seja nas entrelinhas ou no texto claro, esse ano está todo aqui. Entre uniões e separações, muitos domingos no parque, empregos frustrantes, reconciliação, erros, traições, confusões, divagações, noites, sexo, cidade...
Tá tudo aqui de uma forma ou de outra, cedo ou tarde.

Esse ano, o menino mais certo quis fazer tudo do jeito dele. Mesmo esse jeito sendo o errado. Deve ser a sina dos 20 anos.

Daqui pra frente eu passo a ser um cara de 20 e poucos anos, daqui a mais tempo um cara de 30 e daí pra cima. O que eu torço que aconteça com esse registro é a possibilidade de poder fazer tudo de novo do meu jeito. Mesmo que implique no erro. Dizem que o maior erro é não tentar, não é? Esse ano eu tenho o registro de algumas dessas tentativas. De amar demais, de menos, de tomar partido...

Foi bom e vai continuar sendo.

Tava dizendo agora na comunidade da Gambiarra (mais especificamente no meu tópico favorito, o Confessionário) que é difícil escrever em blog. Nesse meu ainda mais um pouco, sendo que a divulgação foi boa e eu perdi o controle de quem lê/sabe daqui. Correndo o risco do propósito se confundir. A exposição existe, mas as intimidades expostas são outras.

Poderia fazer algo como a Thay faz mas consideraria impessoal demais pra um blog meu. No caso dela cabe direitinho.
Sempre tive vontade de fazer algo como a Igi ou como o Gus. Ser sucinto, misterioso, objetivo mas profundo, cheio de intenções, mas não consigo.
Queria um layout igual ao do Pacheco, apesar de não ter tanto material ou tags pra fazer algo desse porte.

Acabo ficando verborrágico demais, demasiado com alguns textos grandes sobre coisas pequenas, noites comuns demais onde nem sempre coisas relevantes acontecem.

O Fome, amigo meu, adora os posts fotográficos, os ensaios. Diz que vale mais que o texto e que é algo que eu devia tentar aprofundar, nem que fosse em paralelo. Só que agora tá difícil de fazer com minha máquina quebrada. Faço o "me vejo no que vejo" com fotos feitas pelo celular.

O Vasco gosta de "drop down diary" e eu sei que a Gigi gosta do "domingo no parque". E os 3 se aperreiam com a falta de comentários - e eu escrevo pensando nos 3 lendo isso com as mãos no teclado coçando querendo comentar.

Mil vezes já pensei em fazer algo paralelo. Já comecei um blog chamado "Aquecido" mas ele ficou muito perigoso.
Pensei em algo como o Nudas Veritas com frases, coisas não periódicas - quem sabe 2010?

Esse 2000inove foi todo desse blog aqui.
Ficamos na torcida pra que ano que vem seja de 2000idéias. E que nunca mais inventem trocadilhos com os nomes dos anos.

Obrigado a quem nos acompanha, comenta, manda scrap, se revolta.

A quem teve seu nome, inicial, ou sabe que foi citado por aqui: de alguma forma fez a diferença.

2 anos... E eu começaria tudo outra vez.






E Deus me livre de ter medo agora
depois que eu já me joguei no mundo!

Pedro.
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28 dezembro 2009

25 dezembro 2009

nasce outra vez

um Feliz Natal a todos os senhores.
Muito obrigado pelos cartões, mensagens, testimoniais, direct messages, sms's, scraps, replies - do mundo digital, tão válidos para nos aproximar nos dias de hoje.
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E pelos abraços, beijos, carinhos, presentes, gestos, orações e pensamentos - desses que a gente sente mesmo a distância.
Eu daqui e vocês daí.
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Valeu mesmo.
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Muita paz, reflexão e união.
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Que o menino Jesus que nasce hoje ilumine a vida de todos em 2010.
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Let's shine like the brightest lights.

Pedro.
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22 dezembro 2009

domingo no parque #45

edição de despedida
Pois é, nessa foi um ano.
Eu não sei muito do que o futuro me guarda, mas provavelmente ano que vem eu comece uma faculdade. Talvez no Rio, talvez em Sampa. De qualquer forma poderei falar que tranquei um ano e meio de Gambiarra para me dedicar a nova faculdade. E que ano e meio foi esse?!

Assim como ano passado, entramos em férias - produção e viciados, para um descanso merecido em janeiro.

Da primeira Gambi do ano até essa, minha vida deu uma de 360º e eu deixei. Na primeira eu entrei com uma pessoa e na última com 100 pessoas lá dentro. Virou uma festa de família de verdade.

Nessa última vez desse ano, minha irmã foi comigo e eu e Gustavo aproveitamos a carona e o esquenta. Chegando lá, aquela festa de sempre: muita gente, muita atenção. Fiquei um tempão vendo os resultados de Gambi Awards e depois fui pra pista.

Surgiram outras histórias e conversas mas eu não tava querendo conversar. Fiz com o Gu um drink de Catuaba com Vodca, entrei na vibe, larguei meu chapéu na chapelaria, dei parabéns ao aniversariante Cris Peter Pan, ignorei um pouco o camarote e caí na pista. Todo mundo que passava, mandava um aceno, ficava junto, dava beijo.

Algumas pessoas capotavam nas mesas, outras conversavam non-stop no bar da praia. Me senti um pouco "único" no sentido de guardar muita energia pra noite inteira, como foi antes e é até hoje. Não gosto de cansaço na minha festa. Algo Give it 2 me de ser:

"When the lights go down
and there's no one left
I can go on and on and on"

Clima de season finale dominava na festa. Sabe quando o fim chega, clima de celebração pois está tudo certo, e, no entanto, novas apostas estão sendo feitas? Aquelas que só se poderá saber na volta.

Nessa minha 3ª temporada que estréia dia 24 de janeiro, todos já tem papéis definidos, mas ainda aguardo novos personagens.
Sempre que vejo os novos participantes da comu já os imagino quando irei os conhecer e quais serão seus papéis no Gambiworld.

Às 8 da manhã o Miro ainda tocava pro povo que se recusava a sair. Eu ainda dançava surtado no palco lateral (e o fiz até o fim). Quando acabou eu descobri que estava ardendo em febre, morrendo de sono e de fome. O Gu dormiu em casa e eu nem isso - a ressaca monstra misturada com a febre quase não me deixou. Mas eu insisti e fui até as 20h na cama.

Febre de 1 mês de domingos em casa.
Sem foguete, sem retrato, sem bilhete, sem luar, sem violão.

E pensar que no dia 24 o futuro já pode ser outro.



e obrigado a minha irmã que hoje me ensinou a fazer colagens no Picasa

Pedro.
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21 dezembro 2009

20 dezembro 2009

living in sin is the new thing

para ler ouvindo: 3

tanta troca que a gente fez que eu fico até assim... solto. quando eu vi, estava ainda no mundo do amigo secreto, mas era na pergunta do que a gente REALMENTE queria.

não sei por qual intuição eu entrei naquele quarto, mas sei da força da menina que me jogou num emaranhado: mãos e braços, beijos e abraços. eram armadilhas, sim.

mas ali, na hora, lei da selva, quem não sabe o que fazer aprende nem que seja... na prática.

a gente viu que com um certo impulso tudo acontece e pode ser bom, que algumas tentativas são justas - mesmo que nem sempre bem sucedidas e outras mil coisas que nem passam pela cabeça na hora. só depois quando fica tentando descrever aquilo que se perde todo.

na real, não tem tradução.

Pedro.
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19 dezembro 2009

um lugar, um amigo

para ler ouvindo: O que você quer

O que você quer de amigo secreto?
O que você REALMENTE quer de amigo secreto?

Sob a luz dessas duas perguntas tão diferentes entre si, fomos fazer a nossa troca de presentes: eu, Gustavo Seguro, Gigi, Tiago, Thay, Taiguara, Rossana, Gabriel, Alê, Victor Lei, Ana Laura, Tiago Sansi e Marlon.

Parecia uma panelinha. Eu tirei meu BFF que tirou a Thay que mora com ele (que por sua vez tirou o Marlon que mora com os dois!). E a moderadora Gigi que tirou o moderador Pedro e Progresso.

Foi tão divertido que durou eternamente até o dia amanhecer. E essas noites deveriam ser infinitas enquanto

Recentemente o Witch me entrevistou e perguntou qual era um sonho realizado meu. Eu disse que é ter muitos amigos.
Mas conversando com a Gigi pelo telefone outro dia, disse que sentia falta do investimento em pessoas novas. Isso se deu desde que as amizades na Gambi começaram a parecer escassas.

Combinamos então, Gigi e eu de ampliar. Eu fui conhecer a "classe baixa" (que é o pessoal que chegou um pouco depois na comunidade) e a Gigs foi tentar estreitar laços com quem já estava lá o tempo inteiro.

Devo dizer que fomos muito bem sucedidos na expansão. Mas que independente disso... O coração ainda vai sempre estar em casa - tranquilo e feliz - nessa família. Numa noite como essas.

Pedro.
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18 dezembro 2009

back in the day

para ler ouvindo: Pagan poetry

O mundo acabou?
Nada de novo por aqui. Tudo o que sobrou foram transformações, remendos.
Nada de novo na música pop, nada de novo no cinema.

A última atuação de gênio que eu assisti foi de Marlon Brando em "Apocalypse Now".
O último fenômeno pop da música brasileira foi Daniela Mercury.
O último ídolo mundial foi Michael Jackson.

Hoje esses títulos estão banalizados: gênio, ídolo, fenômeno, ícone. Isso está ligado a algo cuja proporção mudou com o tempo. Os critérios diminuiram, o mercado aumentou, o talento não acompanhou. Estamos nessa.

Quem entende melhor é quem viveu. Ou quem pesquisa (meu caso). Mas é preciso saber se os grandes compositores, os grandes criadores, atores, pintores, cantores... Todos aqueles que projetaram o que vemos hoje estão no passado ou se ainda há algo/alguém a obter uma projeção de tamanha importância, capaz de entrar na história, ser referência.

Além do limbo criativo que estamos hoje, numa época que não pode ser identificada por nada comum a todos (nem uma canção, nem um ideal), temos ainda que saber que tudo o que tinha pra ser criado já foi. Agora é só desenvolver.

O mundo não acabou, pelo contrário, está vivo e consome tudo o que encontra pela frente. E eu entro nessa história por sempre ter tido interesse em muitas coisas len-ta-men-te, fui ensinado com bom senso, bons critérios para distinguir os inúmeros tipos de arte que aí estão: o que se leva a sério e o que não.
Mas parece que os dois estão no mesmo barco.

A artista da década parece quebrar todos os questionamentos em relação ao que é arte, como fazer e ser a melhor. Afinal, a década de Maria Bethânia foi a mais produtiva e a única que pode ser considerada uma UNANIMIDADE (assim como aquela dos grandes do passado) de público e crítica. E esse feito foi conquistado se arriscando, o que é bem mais impressionante. Se arriscando a escolher repertório e cantar bem, mudar a banda, conceber showa complexos e grandiosos demais pra um público que não está mais acostumado a pensar.

Portanto, ficamos na espera de alguém com esses atributos fundamentais para mostrar uma arte que nem sendo estudada consegue ser compreendida.

Enquanto isso, minha senhora, toma conta de tudo que tudo é seu.



Pedro.
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17 dezembro 2009

vou ser você

para ler ouvindo: O que será

é a vida real.
15:59 em ponto. 1 minuto para 4 horas.

tive o insight de parabenizar esse blog da melhor forma possível: demonstrando que tudo o que passa na minha vida realmente se passa por aqui.

e digitar isso AQUI/AGORA/ASSIM é uma demosntração pra lá de eficiente e justa.

mas ainda tem mais.

Pedro.
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16 dezembro 2009

e me aperta pra eu quase sufocar

para ler ouvindo: Mãos atadas

se eu bem perdi o horóscopo, não teria mesmo como saber dessa sucessão de afetos, saudades, pensamentos e vontades. parece que tudo fica pequeno lá de longe no nosso colchão.

uma noite de sono mal dormida foi melhor do que todas as que eu dormi. e agora não sei mais não dormir sozinho. nem dormir. nem quero. pela primeira vez houve simetria e eu não fiz uma grande confusão na cama.

vi alguma intimidade que deixou isso acontecer. por mais que alguns beijos tenham acontecido no processo, eu posso dizer que a primeira vez que eu estive junto foi essa vez.

Pedro.
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15 dezembro 2009

Domingo no parque #44

Esse domingo no parque não ocorreu devido a mudança de planos.
Ficar em casa de cama/na cama por querer - querendo - também pode ser bom pra variar.


Pedro.
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14 dezembro 2009

12 dezembro 2009

domingo no parque #43

Última invasão na The Week. Eu vinha de uma semana cheia de saídas, fui encontrar o meu companheiro da semana, Gustavo, pra fazer o esquenta e partir.

Tudo certo, fomos de carro rapidinho E chegamos cedo pra ficar fazendo hora na porta e encontrar os amigos.
Veio Victor Lei, Sansi, Marlon e mais um monte de gente. Essa noite prometia.
Falei com metade da portaria que encontrei e me mandei pra pista, sozinho (o Gu tava na outra portaria).

Quando eu entrei pelo fundo da pista e vi aquela The Week, me veio na cabeça a primeira vez lá com minha irmã e tia Lu e todos os meus amigos. O que hoje seria uma alegria mais "manjada", naquele dia foi surpreendente.
Mas lembrar disso, dos rumos que essa história tomou fez meu coração disparar. Até parei um pouco. Parecia um aviso da noite que estava começando.

Teve tudo, parecia uma retrospectiva. A qualquer momento uma coisa ou alguém muito legal parecia chegar e acontecer na festa. O camarote parecia ferver, as apresentações do Misericórdia Bernadete e da Ximbica animaram quem já sabia delas e a produção estava toda tão feliz!

Foi uma daquelas noites pra se guardar. Com mais ups do que downs. Aliás, quase nenhhum down, só os de sempre mesmo.

Saí de lá com a alma lavada e a certeza de que esse encerramento das invasões foi justo para esse ano. Até Janeiro, tamos aí.



Pedro.
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08 dezembro 2009

domingo no parque #42

Muitos souberam do que aconteceu com Mário Bortolotto na Praça Roosvelt, para os que ainda não sabem, um resumo:

O dramaturgo Mário Bortolotto, de 47 anos, foi baleado na madrugada deste sábado (5) durante tentativa de assalto ao bar do Espaço Parlapatões, na praça Roosevelt - tradicional reduto da cena teatral paulistana, localizado no Centro da capital.

Notícia completa aqui.

Pouco antes disso ter acontecido, eu recebi um convite da Thay pra assistir à peça do Mário, "Brutal", mas sabe se lá por que não me senti com muita vontade pra ir. A Thay foi e alguns amigos meus estavam no Parlapatões na noite do ocorrido, mas todos saíram mais cedo.

No domingo, organizaram uma manifestação pela PAZ na Roosvelt (que serviu como uma demonstração de resistência da classe teatral). Todos de branco.

Nisso tudo, havia o aniversário do Markus WitchMor da comunidade na Gambi e a festa era temática: Festa dos Personagens. Escolhi uma roupa 2 em 1. Branca, como pedia a passeata e toda rasgada como demonstração do farrapo que está o coração de muita gente com o ocorrido. E essa era a minha fantasia, de farrapo humano.

Essa Gambi marcou pela minha entrada num grupinho que eu venho paquerando a um bom tempo... Pessoal da Classe Baixa. Alguém denominou assim por não gostar deles, se fosse pra nomear, certamente não cairia tão bem.

O que eles tem que os outros não tem? Pode parecer besta, mas eu vejo neles a mesma vibe "início de Gambi" que nós tínhamos. Aquele "foda-se o mundo", mais inconsequente, mais etílico, visceral. Hoje parece que a velha guarda pisa muito em ovos, toma cautelas que muitas vezes resultam inúteis, me incluo nisso.

Fora que poder estar mais perto de gente nova e de ares novos é sempre bom
pras antenas!

Que mais? Teve "Hush, Hush" e todo mundo já sabe fazer.
Algumas fantasias estavam muito boas como o Anderson de Superman, o Cidy de Cowboy, a Natacha de Mia Wallace (Uma Thurman em Pulp Fiction - essa é só pra quem sabia mesmo), Tiago de Anjinho e o aniversariante WitchMor de Bruxo.

Tudo ia bem, até que quando eu vi que o farrapo tinha tomado conta de mim e eu estava curtindo a maior bagaceira na pista cheia. Just like back in the day. E foi tudo tão rápido que quando eu me dei conta de olhar pra janela, estava amanhecendo, a pista estava vazia.

Fim de domingo. Eu com um sono monstro. Odeio segundas.
Saí da festa, saudei a todos e como forma de protesto por um mundo tão rápido, fui ao fast food mais próximo (Mc Donalds) e comi um Big Mac com tudo grande e um Quarteirão - len-ta-men-te... Até passar mal. Mas segurei a barra e cheguei vivo de mais uma volta na montanha russa desse parque.

Pedro.
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07 dezembro 2009

05 dezembro 2009

quantos ais

para ler ouvindo: Cala a boca, Bárbara

A história que eu vi era assim: homens e mullheres ainda estavam longe um do outro durante aquele baile (talvez um certo pudor, alguma regra), dançavam seus passos a distância e estavam chegando perto e se descobrindo casais. Tudo ia bem e a aproximação era certa, eles estavam partindo quando chega a forasteira.

Ela era tão diferente que chamou a atenção de todos os rapazes que a cortejaram muito. Enquanto as outras mulheres ficaram apenas com um rapaz fiel, devoto. Isso deu um caos danado no local...
Etc etc etc. Não me lembro do fim que criei.

Essa história é só mais uma que minha cabeça criava durante uma das noites que eu assisti a Cia. De dança de São Paulo, que meu amigo Alê Cardoso (bailarino da Companhia) me chamou pra assitir.
Fiquei tão feliz com as coreografias que vi duas noites seguidas.

Essa história do começo se encaixa perfeitamente na coreografia do "Passanoite" que é espetacular. Tem história, tango, expressão e uma trilha sonora fora de série.

Depois desse veio o "Entreatos" que é mais sério, foi o Paus de deux. Não manjo lhufas de dança contemporânea.

E pra acabar o tribal "Gnawa". Excelente, muito vivo, cheio de cores e com uma história também.

Fico pensando nesse pessoal da dança que diz tanta coisa no palco, conta tantas histórias e se comunica tão bem sem ter que dizer uma palavra. Mais coisas poderiam ser assim.

Pedro.
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04 dezembro 2009

e depois de amanhã

para ler ouvindo: Falso Leblon

Saindo de todos os bailes, de todas as histórias que minha cabeça tinha criado,
fizemos um trato-trajeto.

Fomos pra rua.
Depois pro bar.
Pra outro bar.
Depois trocamos os bares.
Até.

Fomos pra festa.
Pro bar da festa.
Depois pra outra festa.
Pro banheiro da festa.
Depois trocamos os pares.
Depois adicionamos +1.
Depois subtraímos.

Depois embora, mundo afora.
Depois pra casa.
Sua casa.

Eu sabia que podia ser perigoso.
Mas foi Seguro.

Pedro.
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02 dezembro 2009

back to the start

drop down diary #18

1 ano depois e aqui estou eu novamente.
Sem faculdade ainda defininda, apostando tudo num desejo só.
Igual a muitos amigos meus, distribuindo currículos, procurando trampo, ouvindo reclamações em casa, trocando informações, apoiando aqui e sendo apoiado ali. Querendo transformação na vida inteira.

Cansaço de querer, de ficar parado. Às vezes parece que só o movimento me satisfaz. Querer de verdade é vontade de algo que não é palpável, é criável. Uma ação, um beijo perdido por aí.

Depois de um ano eu ainda não tenho emprego, não tenho faculdade, não tenho muitas certezas da vida e minha procura provavelmente não me leva de encontro a quase nenhum desses ideais.

Pedro.
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01 dezembro 2009

domingo no parque #41

Um bom domingo no hotel, seguindo a tradição dos que vem acontecendo. A pista começa vazia e lá pra de noite lota misteriosamente. Essa liberdade de chegar a hora que convir, desacelerou muito o domingo. Até as 4h pode entrar sem neuras.

Nesse domingo no parque, muitos viciados sumidos reapareceram. Valter Paulini, Jean, Anderson, Régis. Uma nova versão da minha amiga Helena também estava por lá. A menina pirou.

Mas quem estava lá ao vivo e a cores e eu quase não acreditei quando ele apareceu no camarote super feliz foi o Thigo. He's back. E mais tarde nós nos tomamos um bom tempo colocando o papo em dia. Engraçado como eu nunca mudo pro Thigo e nem ele pra mim. A gente se entende do mesmo jeito desde que se conhece.

O repertório impecável (como tem sido) me manteve animado a noite toda, mas o cansaço de Taubaté pesava muito, (embora eu estivesse ligado nos 220v por ter conseguido uma pontuação acima do esperado por mim, que me dá uma segurança de que eu irei pra 2ª fase), resolvi ir embora.

O sono gritou e Chico Ribas ouviu. Foi ele que me deixou são e salvo (e de novo às 4 da manhã - quase em ponto) em casa.

Próxima Gambi vai ser aniversário do Markus, o Witch da comunidade. E entre os "especiais de natal/ano novo" da Gambi está a entrevista especial que ele fez comigo para ir pro tópico mais cobiçado da comunidade que é o de entrevistas que ele faz com figuras-chave da Gambi.

É especial pois pela primeira vez a entrevista foi escolhida pelos membros da comunidade através de voto aberto e a entrevista foi feita ao vivo. A edição virá como uma narrativa entre partes da entrevista.



Stay tunned.

Pedro.
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30 novembro 2009