31 dezembro 2008

pra terminar quem vai colar os tais caquinhos do velho mundo?

Oge ´w dia de alerjiaaa
Felis ano N00b!


Texto comemorativo: Mayara Rodrigues.

Pedro.
x

se chorei ou se sorri

Eu sei, acabei de postar.
Mas esse é um post honorário e nem por isso menos honesto.

Pare pra olhar esse ano inteiro por esse blog. E eu estou aqui mesmo, é o que parece. Fico contente/emocionado. De verdade.

Gosto desses vínculos, dessa escrita errática, dessa vida.
Esses links, os não comentários, tudo.
O não-saber o que vem pela frente.
O "sim" de amanhã. Eu espero muitos.

Pay no attention to my non-sense.
Mas não há outro lugar no mundo, vendo pela retina de qualquer outra pessoa, com grana ou sem. Eu penso que quero mas é mentira. É eu mesmo que eu quero ser, aqui e agora mesmo que eu quero estar. Com essas pessoas.

Todas elas.
E eu.

Pedro.
x

when everything's meant to be broken

Pois é 2008. Parece que ficamos assim. Você aí, passado feliz, e eu com a tua lembrança de ano em que as coisas começaram e terminaram em você. Boas e ruins. Banais e importantes.

Numa vida em que tudo o que começa, cria raízes e termina - até a própria vida - posso me dizer privilegiado de ter te vivido. Por ter aprendido que as coisas são assim mesmo. Sendo eu um pisciano, conservador, tomando conta das coisas que eu gosto ou não. Assistindo o último episódio de Friends ou não (e eu nunca consegui assistir ao último).

Minha last.fm toca um solo de free jazz sobre "Somewhere over the rainbow" agora. Nada mais certo ao texto e nada mais paradoxal à canção. É como colocar liberdade a algo que nos pertence de uma única forma e mostrar novas possibilidades.

Pra quem tem 19 anos e fala em possibilidades,deve significar faculdade, vestibular, algo do tipo. É o protótipo... No meu caso é a Federal Fluminense.
E pra um paulistano, pisciano e pouco mutante de lugares, é o mais radical que eu consegui chegar.

Por incrível que pareça, vou passar o ano novo em casa, acabou a saga. Mas estou contente à beça por que todas as pessoas que eu gosto vão estar por perto - fisicamente ou em pensamento - e Deus sabe como é divertido quando nos juntamos.

É... parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

Nesse ano novo, quando o relógio marcar meia noite, eu quero ir pro futuro.
Convite feito a todos.

Feliz ano novo pra todos.
You FUCKERS!!!

Pedro.
x

29 dezembro 2008

but soon again starts another big riot

It was allso quiet
it was all so still
I was on my own
and (apparently) peaceful until...

I fucking said I love u.
rs...

Fuck, fuckers, módafóquers e derivados e I love you, estão muito falados por mim ultimamente. É que servem pros momentos tristes e pro oposto desses. E é com meus adjetivos que eu vou alertando que eu estou passando. Desde os meus dias mais deploráveis, às minhas noites mais expansivas. Passando pelas tardes de simplicidade e as madrugadas onde meu amor transgressor ataca a tudo.

Nesse clima em que o tempo muda as feições, os detalhes do dia, o "love me or leave" nosso de cada dia e só os palavrões e algumas expressões de sentimento permanecem iguais, sei lá como, o mundo deu seu jeitinho brasileiro de contornar seja lá o que fosse que estava acontecendo com meu ano novo e com as minhas vontades.
Por que o ano novo pra mim é ritual e eu já estava esperando, pensando em algumas coisas. Quando chegou agora em Dezembro e eu vi que não tinha nada feito, surtei, lógico. Mas felizmente as coisas se regeneraram e apontaram um claro futuro pra esse equilibrista que vos escreve. Com música, aventura e uma vista melhor pra 2009.

2009 é ano ímpar, tenho cisma boa com esses anos. Pé direito,sabe?
Então eu quero uma chegada a altura. Não desmerecendo os anos pares, nunca. Mas eu gosto, ué. Todo mundo tem suas pequenas manias.

Esse ano o plano surgiu no churrasco, tia Lu deu a idéia (então se não for o que tem de ser eu já sei quem culpar) de irmos pra Atibaia todos num comboio. Numa caravana, que nem aquelas que saem do interior pra irem pro programa Anhangabaú da feliz-cidade de Sílvio Santos, mas no sentido reverso. E lá comemoramos-nos. Comemoramos-nus. Na glória, como diz Caetano.
Tava dependendo - eu - só da Amália mesmo. Passar com ela era a meta e depois já era 2009 mesmo... O que mais fosse tinha o ano pela frente pra resolver.
Daí liguei e ela concordou. vejam só. Já pensei na Pam e na Déia, que são de companhia, mas com o Rudy e com a Mayara no coração. Essa comitiva que eu levo.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mas surpreendentemente o plano não vingou.
E se o churrasco foi ontem (dia 28), e eu escrevo próximo à meia noite do dia 30, é sinal de que eu não sei (ainda) o que fazer do meu ano-novo. A não ser esperar uma ligação inesperada com uma festa no Hyaat, super PVT com convites pra todos (que não vai rolar).

E, sendo assim, esse post tem continuação...

Pedro
x

27 dezembro 2008

never can say goodbye

(letter to a friend)

obrigado pelo texto (eu deixei de lado por conta de muita gente - mas não é nada que eu não tenha gravado na memória).

obrigado pelas palavras.
bom fim de ano pra vc. boa sorte em 2009. acho que todos nós precisamos disso mesmo: saúde , sorte, coragem. mais alegria.

a nossa última conversa via msn não foi legal pq ainda não tá no tempo de ser legal. as coisas e o tempo das coisas... eu e meu tempo... tudo isso.

deixa essas coisas passarem, por enquanto, e, quem sabe, um dia a gente não se fala até melhor e com coisas melhores pra dizer do que agora?
é isso o que eu acredito e é isso que eu te peço.

te desejo mais do mais das coisas que te desejei acima
e que fique numa boa.
eu vou ficar.
=)

até breve, até sempre

Pedro.
x

26 dezembro 2008

você não serve pra mim

I used to sing o myself as a king of leon: I don't care what nobody says, I'm going to be her lover. Love this song. But no. Guess it no longer fits me.
And just as everything else that started this year ended...




O amor, seja como for, é o amor.
Eu gostei demais, eu amei. E amei ai de mm muito mais do que devia amar.
Não é assim que grande maioria dos desconsolos começa?

Não sei qual o meu leitmotif. Eu amei. E sinto que amo. Que amarei um dia ainda. Ainda que sofra dores de amores desde sempre, passei a saber que elas passam e ficam, cicatrizes fechadas a espera de momentos.
Estou num meio termo entre amar e não dever que me deixa acordado até essa hora e vai me fazer permanecer acordado por muito mais tempo do que eu quero.

Eu queria que eu mesmo soubesse que não desisti de nada. A maioria das pessoas sofre quando pensa "se eu tivesse me esforçado mais!". Auto-estima baixa + Maysa + fim de ano + toda a ansiedade vestibular + amores rompidos = ... = .... É IGUAL AO QUE?

Deve ser igual a pedir residência no inferno.

É TRISTE, é tudo o que isso é.

É ruim e incrivelmente amargo se vocês querem saber.

Não tem poesia pra uma coisa dessas.
Mesmo com o floreio bonito de escritor de blog para amigos próximos, saibam vocês (vocês já sabem, eu sei) que não é bom. E que nem me conhecendo pra saber o que eu escrevo, nem eu me conhecendo e tendo qualquer escrita posso dizer como é.

Pedro.
x

25 dezembro 2008

a minha voz comporá tua lenda

Gente, vamos esquecer um pouco a 25, a comida, a tia estressada, o primo mais novo, o de sempre. O menino Jesus vai nascer. Já nasceu. E é ele quem vai comandar e guiar toda galere pra 2009, pro amanhã diferente. Quer apostar?

Não tem jeito, por mais normal que seja a época, alguma coisa fica mais humana, não fica? Dá uma ansiedade boa, o ano comeaça a desacelerar pra todo mundo.
Agora o Brasil entra num recesso eterno que vai até Fevereiro depois da quarta-feira de cinzas.

Eu fico andando sobre essas nuvens invisíveis de calmaria. Vejo relâmpagos, vejo casas desabando, barrancos, coisas máximas, mínimas. Meu computador quebrou no tempo exato em que eu concluía meu plano de comprar outro. Coisas mínimas e máximas apontando para o recomeço nas suas devidas proporções. E ELE observando isso tudo de perto, o rescém-nascido, o mais humano, o mais criança, o mais cuidadoso.

Já começo a pensar em como traduzir o ano que passou. Há 10 anos atrás, em 1998, o que será que se passou? O que aconteceu pra eu ter 9 anos de idade num Natal e ele ser tão longe-perto pra mim.
Estou perdido no tempo, no texto. Estou elocubrando sobre as mais diversas coisas tentando acompanhar o meu pensamento e ao mesmo tempo me adaptar ao novo teclado, ainda tenho que ter lógica e começou a tocar "Purple Rain" no last. fm - estou cantando alto entre todas essas coisas. Mas é uma perdição feliz, devo acrescentar.

Estou inquieto demais.
Preciso sair de casa.

Pedro.
x

21 dezembro 2008

tic-toc-tic-toc-tic-toc

Quem tava lá na praia viu, e quem não viu jamais verá.
Mas se você quiser saber, a Warner gravou e a Globo vai passar.

Meninos, eu vi.
Aquele cubo no centro da estrutura, a moça do video, a moça da fotografia, da voz fina e aguda.
Os errantes diriam, irônicos, que se trata da caixa de Pandora. Que seja. É mentira. 70 mil pessoas em coro, em carne e carência discordam disso. E eu concordo com elas, embora saiba que dentro da caixa há também muito o que se discutir.

Madonna não tem uma grande voz, não tem uma grande dança, mas é um talento indiscutível quando sobe no palco pra cantar e dançar. Quando faz um videoclipe.

Não há como concordar dessas pessoas que argumentam que "Madonna é uma cantora que não canta", por que eu conheci cantoras muito boas que cantam muito bem e não chegaram a um terço de aproveitamento da voz que possuem. Se formos avaliar por esse lado, nas notas iniciais da canção que abre o show, tem-se uma cantora sem controle dos graves da voz, desafinando nos agudos e etc. Não é por aí.

Na vida pessoal ela também não é grandes coisas - religião, cabala, mãe de três filhos.
Madonna não sabe falar. Não como o Bono Vox fala. Não tem humor, é muito texana.

Mas isso somado à vida artística e à inteligência quase empresarial, seca e sincera da tia, a transforma num monstro sem igual do pop.

O show tem como fio, um relógio. Tic-toc o tempo todo.
E percebe-se que o público de Madonna a acompanhou durante esse tempo todo, e envelheceu um tanto também.
Eu fiquei impressionado o tempo todo, lógico. Mas uma coisa me chamou atenção: a estrutura. O palco é enorme, a luz dá pra alimentar uma cidade, etc. Mas não apenas isso. Aquilo se mostra necessário, se completa - palco, luz, telas, projeções, espaços. É grandioso, sem dúvida. Mas não é supérfluo. Como se fosse uma grande canção em que letra, harmonia, arranjos, música e letras se fundissem. Essa é a grande chance da tia: imagem, auto-referência, carisma (?). Sua vitalidade que desafia o tempo, aquele de quem ela zomba fazendo tic-toc-tic-toc.

De todas as críticas que eu li, positivas e negativas, ninguém ainda ousou criticar o propósito do show, não só desse, de todos os shows do mundo: entreter. Nesse ponto, Madonna se esforça pra deixar todo mundo de boca aberta por duas horas.
E consegue como poucos (e devo dizer, já extintos).

God save the queen!


Pedro.
x

17 dezembro 2008

e na hora do porto da barra

I cant't believe it's time for a greatest hits!

Me neither.
Acontece que nessa brincadeira já se passaram dois anos, e dois anos de uma vida, da minha vida. Uma transição certamente aconteceu. Existem textos, web sites, fotografias, vídeos. Algo que comprove que a existência durante Janeiro de 2006 e Dezembro de 2008 existiu de uma forma como não existiu pra ninguém mais. E que não vai se repetir.

Eu me lembro dos primeiros textos. Sempre tive muitos textos. Eu queria escrever o instante-agora. Às vezes me dá uma ânsia de buscar palavras pra descrever esses momentos em que eu me vejo vivo. Eu sempre busquei um significado pra esses momentos em que não há ação alguma. Por que os outros são fatos. Mas a história que acontece quando não há história: o nada, é sempre um bom começo.

Em 2005 eu comecei a escrever mesmo. Precisava esquecer os fantasmas 2003 e 2004, meus amigos, minhas decepções, tudo o que eu amei, larguei e as minhas culpas.

Em 2006 quando eu comecei a escrever no MSN Spaces, eu queria que o meu "nada" fosse o que eu estivesse pensando no momento. E eu sempre penso em algumas situações da minha vida, queria devolver isso em algo com formato, daí surgiram alguns textos. Mudei pro UOL e comecei o blog. Acontece que quando eu comecei o blog, eu queria que ele já tivesse mil posts. Então aquilo virou uma zona com conteúdo disforme, bagunça visual, pobreza no layout, dificuldade pra postar e uma série de outras coisas me fez vir pro Blogger.

Aqui as coisas começaram (e ainda começam) a ter um norte. Os textos não tem sequência (mas eu nunca quis que tivessem), mas a conversa segue uma linha e o que eu quero dizer agora não entra em conflito com o que veio antes.

Eu fico feliz à beça com esse ano. Se grande parte das coisas que eu fiz em 2008 viveu e morreu aqui mesmo, o Segredo foi quem segurou essas barras e outras que não foram postadas oficialmente mas são rascunhos, fragmentos, coisas minhas, talvez ninguém queira saber.

Então, estamos completando um ano de casa. Me lembro do primeiro post, da escolha do template, de tudo, eu não esqueço nada. E recentemente eu fiquei pensando nesse lance de blogosfera. Pois eu não sou da blogosfera, né? Mas aí eu sei que isso não tem nada a ver comigo mesmo.

Tenho minha pequeno dicionário blogosférico na minha lista de favoritos. São pessoas que escrevem, se posicionam, tem a mesma linguagem e a mesma vontade de mostrar a vida sob uma luz, uma ótica, uma estética própria. Falamos a mesma língua e muitas vezes um fala o que o outro gostaria de falar. Sinto que tenho muita propriedade ao falar com esses outros blogueiros que poetizam tanto quanto eu gosto de poetizar.

Mas também não posso esquecer de muita gente de fora que alimenta tudo o que passa aqui. Alguns donos dessas palavras.
A Igi que escreveu grande parte dos meus posts fotográficos e tem a palavra forte e as entrelinhas precisas pras minhas imagens.
O Dré que faz (desde 2006) muita edição e revisão pra mim e também é rei das palavras-chave que nas linhas tortas do meu caderno fazem estragos.
O Rudy, que é praticamente uma ferramenta de busca, de opiniões, de divergência.
The dudes from the quarter: Vasco, Mago, Nunão, Gus, Eric, Gustavo Gaspar, Mauro, Taka, pela boa escrita, os mil assuntos e pelas canções.
A confraria das sedutoras: Jack, Thay, Helena, Hannah, Grazi, Dri, Barbarella, Ju e as outras leitoras que dão altos empurrões e são encontros que sempre propiciam algo de bom.
E à Amália, pois fundamental é mesmo o amor.
E todo meu povo de casa.

Nem tem como agradecer a todos esses personagens.
A outros que não estão citados.
A essas tristezas e alegrias.
Obrigado, for now.

Pois eu ainda estou só... Começando.

Pedro.
x

15 dezembro 2008

para todos

Um instante Maestro.

TiN TiN

Levantem os copos, por favor,


Vamos brindar.




Brindar, antes de mais nada, à vida. Ou melhor, ao porre que é viver hoje em dia.
Um cotidiano que nos força a ser
workaholic, triatleta, PhD, filho, irmão, amigo, namorado
e um emaranhado de
sentimentos
e
vontades
esquecidos pela bosta deste paradigma.


E por falar em sentimentos, mais um brinde aos sentimentos artificiais.

À iFELICIDADE, com

180 gigas de um espaço

que ninguém vê para preenchermos nosso vazio com lapsos consumistas.

Isso,

tin-tin pra ela.



Vamos brindar também aos anestésicos sensoriais que distorcem nossa realidade e tornam tudo um pouquinho mais suportável.
Um brinde à cachaça, um brinde ao cigarro e um brinde aos seus irmãos renegados que não geram impostos, mas sobram em propina por aí.
À falsidade, à covardia e a tudo aquilo de ruim que somos e fazemos questão de não mudar.
Acomodados,
um brinde a nós.

E, por fim, vamos brindar aos amigos, à família e ao que é bom e está ao nosso redor.

Talvez seja este o único motivo real para comemorar, o único pelo qual vale aguentar todo o resto.


Saúde.














Texto: Gustavo Helaehil
Edição: Dré
Fotografia: uma garota aí (rs), bancada do quinta de casa, Celo e Matheus.
Obrigado(s): ao Elvis e ao Dalgo que cederam o quintal.
E ao Sol por colorir as fotos.

12 dezembro 2008

e ainda morro de preguiça

Gente, tô no apogeu do seguro desemprego.
Tenho sono o dia inteiro, madrugada é que me atiça.

Mas eu não esqueci do que está por vir.
Não deixarei Santa Catarina passar tão cedo.
Nem o show da Madonna.
Nem a segunda fase da UFF.
Nem nada.

Eu tô aqui. Só que acordo muito tarde, toco violão, desenvolvi toda uma rotina flexível à la Lulu Ssntos que me permite, entre outras coisas, estudar história, ler jornal, tomar café e ir à ACM. Tenho adorado a ACM.
Uaaaaaaiii em cy hei!
Toca "Bad" na minha aula de Power, porra!

Não esqueci do seu aniversário, viu meu querido blog.

Pedro.
x

10 dezembro 2008

há algo invisível e encantado entre eu e você

Quando eu conheci o Mike, ninguém se mostrou mais infeliz com a minha descoberta do que o Elvis. E ele nunca é infeliz, é quase um princípio dele.
O Elvis é assim, feliz e presente.
Ele foi um presente.

Quando eu voltei de viagem em 2002, um mendigo passou na porta de casa e me ofereceu um cachorro. Mas eu já tinha um.

Só que quando esse cachorro (que parecia mais um bolo de pelos com uma fuça) me viu e eu o vi, surtamos os dois. As portas da percepção do Elvis já estavam mode on.
E ele é a mesma criança com percepção perfeita até hoje. Então pra ele, não há nada de novo em descobrir um filhote, ele vai ser sempre a criança mais pequena. O cachorro grande de dentro de casa (se anda mais de 3 quarteirões na rua ele para e só volta no colo), do quintal, da orelha pra cima, das várias opiniões que emite o tempo todo.

É cria. Cria minha, da Amanda (a quem ele idolatra!).
Fico feliz com esse post também por que foi uma das únicas vezes que eu consegui tirar fotos dele numa boa. Pois o Elvis é elétrico.
Mas tem seus momentos de calmaria também...






Mas depois volta elétrico de novo.

Aqui tem um vídeo que eu gravei do Elvis em um momento onde a percepção está aguçada - som, visão, visual, espaço, meio, áudio, batimento, zunido - tudo aceso. Além do sentido-canino, o instinto mais forte de caça, de extermínio das moscas que passam pelo quintal.



Pedro.
x


05 dezembro 2008

that's the way we get by

Semanalmente acontece no SESC Paulista o encontro meu, da Helena e da Thay. Tem sido legal, por que o lugar é parecido com a gente, a bebida é barata, os assuntos surgem, o tempo é longo e nossos problemas também. Felizmente, perto delas tudo parece solucionável, sempre surge uma piada, um lance pra gente se distrair. Se o Caetano tem sua obra em progresso, essa seria a minha versão reduzida, uma parte da vida documentada por essas duas garotas, esse segundo neurônio. E eu por minha vez registro a delas. Nossa vida em progresso.

Começou quando eu e a Helena saímos do Etapa e começamos a nos encontrar sem motivo (sim, por que o Etapa chegou a um ponto que nada mais era a não ser nosso encontro) e ficávamos por aí, ela não gosta de bar, não bebe muito, também não gostava de me encontrar na Livraria Cultura por que diz que eu sou irritante lá dentro. Mas mulher reclama de tudo e nem tudo dá pra dar ouvido.

Então outro dia a Thay se encontrou com a gente (nosso encontro de 2) e sugeriu o SESC. E fomos. Nada mais luva pra mão do que lá se tornou pra nós. Aquilo tomou um sentido muito bom desde então.

E o encontro virou de 3, semanal. Eu cumpro com o maior prazer. Agora nós temos até convidados!
Essa semana quem apareceu foi o Gus, (meu ídolo), por parte da Helena. A Paty por parte da irmã - a Thay. E o Rudy por minha parte. Ok, eu sou o mais sem imaginação. Mas o fato é que nem o chamei, ele é meio membro-honorário, quarto Beatle... Já foi semana retrasada também (como convidado), deve aparecer mais vezes. Só não gosta do compromisso.

Mas é bom se sentir em casa. Os meus amigos andam tão distantes de mim. Nunão, Celo, Vasco, Rafa, Jack... Os meninos andam ocupados e distantes, fico meio sem família sem eles, meio sem o conforto normal que eu sinto de estar mesmo em casa, de ser o mais novo, o mais fraco pra beber, o que quer dormir, o que ganha a mãnha, o que não sabe tocar violão.
Mas o fato é que agora existe algo diferente e eu me sinto bem ali naquele meio.

Esse tem sido o modo de atravessar-expor-guardar a demissão, o vestibular, a expectativa, o ano de 2009, os meus 20 anos, a insegurança, a UFF, a PUC, o MACK, as belezas e as canções que eu encontro e tudo o mais.

Além de ser uma desculpa ótima pra beber muito (pagando barato!) no meio da semana.

Pedro.
x

04 dezembro 2008

fazendo poses nos retratos

Eu já ia me esquecendo desse post pra falar da Virada Cultural da Livraria Cultura. Começou tímida, mas pra mim valeu demais por que trouxe o Guinga de volta pra Sampa.

Um parêntesis: (Há muito tempo que eu não vejo um show dele. Costumava ir a todos que aconteciam ali no Itaú Cultural ou no Sesc Paulista. Lembro que eu era muito novo e sentava nas cadeiras da frente, num outro show ele me reconheceu, eu sabia grande parte das canções então ele deve ter achado curioso e engraçado, parou o show e falou comigo, aquela coisa toda. E eu já era tímido de pedra, como sempre, não soube o que dizer.)

Fiz uma mini-agenda pra poder ver o que eu queria (Guinga e Fabiana Cozza) e fui. Me diverti muito com o show do Guinga. Autografei todos os meus cd's e encontrei o Chico Pinheiro. Fiquei entre ídolos meus que conversavam e tiravam umas fotos comigo. Os dois são simples, ótimos de papo e super bem humorados.

Acontece que o show do Guinga foi ao meio-dia.
O show da Fabiana Cozza era a meia-noite.

Nesse meio tempo fiquei indo e vindo com a Thay, vendo coisas, almoçando, passando um tempo com minha menina de quem eu sinto tanta falta (e ultimamente ando tão preocupado. Ela está numa barra pra não virar apenas fragmento de estrela, aquela que todos nós conhecemos. E até o presente momento eu ainda estou preocupado). Depois o Rudy apareceu e formamos aquele trio imperdoável.
Estávamos hilários, sem um puto no bolso, sem nada pra fazer, desempregados, sem cursinho, facul, os três sem NADA pra pensar. Daí jogamos bilhar mas cansou, jogamos Daytona mas cansou, sentamos no Boulevard mas cansou. Fomos encontrar umas pessoas amigas do Rudolf, fomos comer, fomos sentar nos pufes, fomos...

Começou o show, enfim. Apareceram Helena (amiga), Buzelli (namorado da amiga), Patrícia (irmã da Thay) e Rogério (namorado -?- da irmã da Thay) e o show começou oficialmente.
Fabiana é demais. Grande voz, grande festa, grande repertório. Ela não cantou muitas canções do último disco (que eu já tenho de cor e salteado), mas fez um show com canções mais conhecidas, partidos antigos e sambas de fm. Tava valendo, lógico.

Foram 3 horas de shows, alguns convidados, depois ia rolar um dj, rolou mas foi miadíssimo pra infelicidade do Rudy que estava adorando o set.
Cinco e meia da manhã eu estava sóbrio e descendo a Augusta pra vir pra casa.


(a photo com o Chico eu photoshopei por excesso de luz do ambiente e do flash e por que eu também não tava nos melhores dias)

Pedro.
x

02 dezembro 2008

nós só queremos te saudar

Eu tenho algumas qualidades e alguns defeitos. Mas tem situações que vão "para o alto e avante" do bem e do mal que me deixam imóveis de tudo. Quando é algo bom, é aquela alegria de sol que faz a vida inteira ter sentido. Quando é ruim, quando é triste, me imobiliza. Eu não consigo pensar, fico compulsivo-obsessivo com as coisas mais idiotas que existem...

Ver a minha irmã triste é um desses casos. É uma situação que ultrapassa muito a linha do "fico triste também". É alerta 5.
Mas o fato é que as coisas param, mesmo quando em movimento. E que isso só muda se ela se alegra, se existe motivo pra isso.

Mas eu sei que às vezes dor demora pra passar. Been there, done that. E conversando sobre isso, tendo idéias de como animá-la, Tia Lu me fez lembrar de uma palavra que eu esqueci durante esse tempo de apaixonado, que é LUTO. Não gosto da palavra pelo significado que ela traz, mas pensei bem que nem eu mesmo sabia o significado exato dela, fui procurar e descobri que a palavra não tem uma explicação exata. Pelo contrário, o luto se trata de um processo e pode se apresentar de inúmeras formas e também tem manifestações físicas (aquele vazio no peito, afinal, não era apenas poético). Aqui está a parte mais interessante da explicação da Wikipédia:

A característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda aliada ao sentimento de tristeza e choro, sendo que a pessoa se consola logo após. Este é um processo que evolui, onde as relembranças são intercaladas com cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, ser acompanhadas de tristeza e choro. Além destes sentimentos, é comum o choque, a raiva, a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade, a fadiga. Sensações físicas como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer.

Lembrei da minhas separações, das minhas perdas, dos meus lutos. Senti o mesmo vazio de antes. E foi engraçado sentir o pesar tão antigo ainda tão fresco, tão presente. Algumas dores não cessam. São feridas abertas, quentes. Uma das coleções inevitáveis de qualquer pessoa ("as brigas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci...").

Daí acalmei. Por que o tempo da pessoa, quando é de sofrer, quando é de sorrir, vai ser.
O meu foi e eu sei que ainda vai ser novamente algum dia. Por que às vezes eu já pensei que nunca mais fosse ser feliz de novo, ou que não fosse nunca mais sair de casa, ou me sentir filho do sol. E me lembrar disso (e dos motivos) é sempre terrível ainda. Afinal, o inferno é a recordação.

Mas a gente espera. Eu espero.
Eu quero que ela volte abalando todas.
Que ela volte ELA.


Pedro.
x