31 outubro 2008

bem mais que um simplesmente

Fim de Outubro.

Pode ser fim de tudo como pode não ser.

Vamos torcer pra (em Novembro) tudo ainda ser?


Pedro.
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30 outubro 2008

eu sei que você sabe que eu sei que você sabe

1. Existe muito desencontro nesse mundo. Sabe como é... Todo tipo de gente só procura um encontro, um algo, um “Q”, por que encontros bons são raros demais. Não digo apenas de gente séria encontrando gente séria ou gente palhaça encontrando gente palhaça.

2. Como em outro tempo, eu não queria me encontrar com pessoas com as quais eu tinha que dividir a atenção dos meus amigos. Isso ninguém pode dizer que foi um desencontro.

3. Do contrário eu não estaria aqui, nessa página, escrevendo coisas que para vocês pode parecer non-sense (e observando o contexto das fotos É NON-SENSE) mas que tem um sentido íntimo pra mim muito maior do que o possível “achismo” de vocês.

4. Meus amigos e amigas. Meus inimigos e inimigas. Meus encontrados e desencontrados. Esse sentido tem nome.

5. Ora, convenhamos, todos os sentidos tem nome. E o dela... O dela é o meu. Meu maior sentido. Daqueles sextos, sétimos, oitavos sentidos. Eu poderia ouvir Bjork com ela e não prestar atenção a som algum. Eu poderia...

6. Eu poderia muita coisa, qualquer coisa. Conseguiria até ficar alegre (thank’s Frejat). Só que a diferença é que eu consigo. O que existe de diferente de todos os outros os sentidos é que eu SÓ consigo ficar alegre quando eu digo seu nome. Pela sexta, sétima, oitava vez...

7. Parêntesis I - (Estava pensando em recolher canções e postar foto a foto alguns links, mas me desculpe(m), não vai ser possível. As canções são boas e tão (ou talvez mais) especiais que o texto. Mas o necessário mesmo é essa novela, essa prosa que segue aqui/agora).

8. ...(O máximo que posso fazer para tornar a leitura mais agradável é citar uma coisa aqui, outra ali, dizer o nome de autores conhecidos e dizer alguma coisa engraçada, mas temo que por aqui existe só o que é necessário dizer mesmo. Tenho um número limitado de fotos e muitos parágrafos pela frente...)

9. Sim, sentidos. Sentidos de ouvi-la, de dizê-la, de tocá-la. De procurar por ela e querer perder tudo. E realmente perder. O que é perder perto de tudo isso? Quase nada, e sou eu que estou dizendo. Eu raramente perco, nem tanto por apego mas por medo de me machucar mesmo.

10. Então se to dizendo que perder nesse caso pouco dói, é por que eu poderia sair por aí fazendo a Amy pelo baixo-Augusta e feliz só por deboche de um dia não ter me encontrado com ela. De ter brigado. É sempre a mesma faca, sempre na mesma (minha) direção.

11. Como eu ia dizendo, dividíamos a volta de casa com as mesmas pessoas. Eu enciumado, ela de boa. Achava tudo muito sem sentido, como esse texto em seqüência por debaixo dessas fotografias dela. Aquela conversa dela com o Guilherme, o próprio Guilherme que era/é anti-social pra caramba fazendo amizade, a Ana, todos menos eu. Uma conspiração. Um motim.

12. Não me lembro quando a gente começou a se falar. Deve ter sido música, só ser. O que dificultou mais ainda a coexistência, por que creio que não falamos de Chico, Gil ou Caetano. Deve ter sido mais pra Kraftwerk ou Vive La Fete ou Massive Attack. Céu poderia ser um bom ponto. Taí, se eu a conhecesse de novo falaria sobre as novas cantoras.
13. Mas não, foi um começo complicado, por que (como ela sabe hoje) eu sou ciumento. Tenho ciúme de tudo.

14. Eu tenho meu próprio jeito de ter ciúme de todas essas pessoas que vieram dar parabéns. Não tenho direito algum, é lógico. Mas as fichas estão na mesa. E eu só não quero que ela não pense que eu não pensei, que eu passei por um dia comum.

15. Por que isso foi tudo, menos um dia comum (hei hei! Eu tive insônia pensando nesse texto). Queria fazer esse mano-a-mano enquanto houvesse tempo.

16. Daí então eu saí pela rua gravando algumas coisas que eu queria dizer. Pensei em compartilhar o presente, talvez dar alguns créditos. Ela é modesta e não egoísta, talvez goste que eu compartilhe isso com alguém.

17. Bem, uma pessoa disse pra eu falar sobre um jeito dela que eu sei que existe mas que ela não saiba que eu sei. Ela sabe muito de si mesma, não acho que eu possa surpreender muito nesse sentido. A não ser que eu fale sobre as modas. Ela vive cheia de modas. Já passou a dança do travesti, o “taboabonita”, o namorandinho, a risada de mocréia, o sejoga. São incontáveis e a última é sempre a melhor e mais engraçada. Pois bem, se você achou esse parágrafo bom, foi inspiração da Helena... Essa é a parte do presente dela. Se você não gostou, troque “inspiração” por “culpa”. E faz bafo no scrapbook dela amando ou odiando.

18. Eu queria vê- la numa plantação de trigo com um vestido de flores. Créditos ao Peterson, que eu muito não conheço, mas que fez por merecer um espaço nesse texto pela sua irreverência.

19. A Déia deixou algumas idéias sobre algumas manias, tipo a toca da Bolívia e o modo de dançar meio que micareta, meio drag, meio “da buatchy”. E isso me fez lembras delas... As baladas.

20. Pouca gente me faz sair a noite. Sair a noite e gostar é mais raro ainda. Mas a noite, todas as nossas noites parecem funcionar. Mesmo as que não terminam na balada (e essas eu devo ressaltar que são especiais).

21. Não sei se devo/posso ir mais a fundo aqui. Não por que quem quer que esteja seguindo essas fotos, está num território muito próximo.

22. O fato é que mais gente passou por esse texto e mais gente não ficou. Achei algumas idéias válidas e queria colocá-las num papel bacana. Talvez fazer uma antologia, uma biografia do nosso encontro fosse legal. Conhecemos, ouvimos, falamos, dançamos, beijamos. Tudo muito intenso. Tudo muito intenso e... sentido.

23. E se não fossem as baladas, as pessoas, as idas e vindas e as brigas, teria sido do mesmo jeito. Eu sei que seria, gosto de avaliar outras hipóteses mas essa é a que mais me agrada.

24. Amália é tão boa pra dar calor quanto pra falar de calor.
25. Não sai devendo em nada.

26. Parabéns. Eu disse que precisava das palavras certas... Acho que só não disse quanto tempo ia levar (mas isso eu também não sabia). Posso acrescentar algo (como fiz) e dizer um: seja feliz, espero que sejamos felizes e sigamos juntos. Oh mainha, deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar... Já sei... Chegãããnnn de Caetanooãããn. Muitas pessoas tem seu jeito de dizer essas coisas.

27. Esse é o meu.

28. ps. Te digo todos os meus “ps’s” pessoalmente. Te amo e fim.



Pedro.
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28 outubro 2008

se juntos já jogamos tudo fora

eu tive tanto o que pensar e preparar pra dizer.
algo que fosse pra você. como eu sou.

não quero te dar nada insípido.
nem consagrar essas palavras bonitas.

queria te dar o significado das coisas e do modo como você as ouve.
mas mesmo nos tons da minha voz eu não consigo.

por isso eu te quero sempre no meu tempo
até eu aprender a te dizer.

eu te amo.



Pedro.
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23 outubro 2008

doente, morena

Me perguntam por que eu estou alheio à realidade, às coisas que estão acontecendo.
Aqui tem tanta realidade já, mas com tanto cuidado, com tanta "realidade-não-me-toque".
Parece tão bonito. Por que é só deixar o tempo estancar essas feridas que de vez em quando aparecem pra mim e voltar, "follow the yellow brick road", o sol, a estrada amarela.

Mas eu sei o que é.
Querem a realidade com outras falas, com outros toques, com outros nomes.
Essa realidade com nome que cria um hiato infinito na boca das pessoas cada vez que falada.

Mas contece que eu sei o nome dela.
Eu sei que ela ficou doente. Doente, morena em casa.

O toque.
O trato.
O fato.

Eu também assisti.
Eu também estava lá.
Explodiram uma bomba dentro de sua casa...
Eu vi.

O choque.
O espasmo.
O tempo
todo.

Sei seu nome.

Pedro.
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22 outubro 2008

não tem tradução

[sobre quando eu comecei a gostar de Mariah Carey - lembrança trazida de algum lugar perdido da minha memória - para minha feliz surpresa - por um tópico aleatório no Orkut]

"Quando eu fazia inglês minha irmã me ajudava a estudar e a gente traduzia músicas. Uma delas foi "Hero", que eu na hora já achei cafona à beça em português. Mas antes de Hero tinha Dreamlover que era mais legal e depois tinha I've been thinking about you. Depois ela comprou o #1's e eu comecei a gostar de Someday, Emotions...
Isso foi na época do #1's, em 97/98."

Curiosamente também traduzimos "Take a Bow" da Madonna. De quem eu também não gostava.
Lembro claramente que a gente traduzia essas canções como forma de estudo e diversão simultânea. Tia Rê questionava. E eu continuava zerando nas provas do União Cultural, odiava inglês.
Minha irmã estava indo pra faculdade de computação ("a profissão do futuro!") no Mackenzie, já gostava e sabia bem mais que eu.

Hoje é a matéria que eu gabarito nas provas de faculdade, gabaritei no colegial e no fim do ginásio. Minha irmã não quer saber de nada relacionado a computação. Faz faculdade e trabalha como tradutora-intérprete.

Esses sinais, esses momentos quase carmáticos, definidores, são um mistério com gosto muito bom pra mim. Uma coisa que leva pra outra que leva pra outra, que quando a gente vê já abriu um espectro enorme... Coisa de ligar os ponto que leva a uma vida e que não tem mais volta. Pode ter sido tudo ali, naquele momento.
De pensar em como as coisas foram longe, me emociona.

E eu ainda detesto "Hero".

Pedro.
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21 outubro 2008

outros olhos e armadilhas

eu sei que é a sua noite.
por isso eu não consigo dormir. é outubro, o mês da noite em claro.
fica tudo parecendo que nem importa perto.
na intensidade das coisas, who would have know que não importa mesmo?

etc.

e com jeito de melancolia vestida de semana,
em tons de azul escuro.

Pedro.
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20 outubro 2008

olha lá

Olha só que legal essa troca. Depois de ter postado os 101 discos para ouvir no banho, o pessoal do Vestiária (o dono, André Pacheco) acabou gostando do comentário sobre os posts e até agradeceu por lá. Fico muito feliz. Até por ser um pouco alheio à blogosfera, no caso eu sou meio transblogueiro (como já definiu Caetano) e não estar nesse enfoque. Não tive essa vontade ao criar o blog, essa de querer ser lido - que é ótima. Ou de querer entrar nesse mundo dos blogueiros, dos jornalistas, humoristas, publicitários... Gosto de ler, acesso, mas não me encaixo na forma.
E os meus blogs favoritos também não. Muitos, por exemplos, não são periódicos, são de poesia, de percepção, de subjetividade, de "humanidades" (Vasco falou tudo) em geral.

E aqui está um print dessa citação tão bacana do André no blog. Massa, valeu mesmo.


Não reparem na aba das americanas não, viu?
Olha a fuleragem!
To viciado nas promoções de lá. Imagina, comprei todas as temporadas de The O.C pelo preço de uma! OK, uma e mais 50 reais, mas mesmo assim ainda é uma com 50 reais. Sem frete.
Já comecei a rever ontem... Ryan novinho, Marissa ainda pouco autodestrutiva, Seth ainda era o excluído master e a Summer era a gostosa de cabeça vazia que assim seria até o fim. Newport deixou saudades. Lembro da última temporada que eu acompanhei pelo Youtube! Foram tempos difíceis... Mas era muito bom, pena que acabou tão cedo (e ainda com história pra uma quinta temporada bem mais leve), logo no primeiro semestre de 2007 não tinha mais o Phantom Planet cantando "California, here we cooooooooooooooooomeee ooooaaahhhhh".
É isso. Vou sair do trabalho e ir correndo assistir.


E to triste por que o Mike já se mudou oficialmente da escola ao lado. Mas feliz que ele vai crescer, latir e aprontar (a versão canina de beber cair e levantar) com espaço e donos bem legais.

Tem outra crise também mas nem quero falar dela. Trabalho é trabalho.
(E tem sua parte chata também, às vezes me esqueço).

Pedro.
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19 outubro 2008

hoje eu acordei mais doce

Não tem meias palavras.
Eu me diverti à beça ontem. E hoje durantea a madrugada também.
(risos)

Daí, vejam o que aconteceu... Fui dormir. E depois acordei pra trabalhar.
E é nessa hora que não há meias palavras nem interpretação.

Nada disfarça o quão insolente eu estou hoje.

Pedro.
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18 outubro 2008

apanhar a bola-lá, estender a pata-tá

O Mike... Ele apareceu assim, do nada, com 3 meses de idade. Criança de tudo. Tá em fase de dente de leite, fica roendo tudo, é malcriado e mora numa escola pré primária.
Quem vê o Mike junto da turma que sai pro recreio jura que ele é mais um deles, é criança de verdade, que, se deixassem, entrava na aula. Mas não, tem que ficar todo cabisbaixo no quintal enquanto os outros tem aula.

O dono dele pretende levá-lo o mais rápido possível de lá por que o risco do Mike entrar em depressão em época de férias é enorme.
Esses dias eu que tenho levado Biscrok e ossos de pet shop pra ele.

Eu que tenho chegado atrasado no trabalho, que por qualquer motivo dou um pulo do lado de fora pra vê-lo, e esquecido meu horário de almoço pra ficar por ali fazendo farra no quintal da escola... Quem não o faria?







Pedro.
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16 outubro 2008

alguém esqueceu um guarda chuva aqui

Drop Down Diary #6

Andava ausente eu sei. Foi a preguiça. Estava fazendo um curso desde quarta feira, e tinha que entrar a uma da tarde e sair às cinco, sem ter que trabalhar. Daí veio esse espaçamento bem aproveitado. Como é bom! Acordar às 9, ir pra ACM às 10 e ficar... Mas, tudo o que é bom acaba muito rápido e isso também já acabou. Estou de volta ao Jardim São Paulo.

O curso teve formas definidas, mas seu conteúdo poderia se expandir e gerar um outro muito mais interessante para quem cursa (nós, orientadores de Telecentros). Mas foi um curso com muita clareza: Atendimento ao Público. Sempre penso nesse retorno do atendimento, por que enquanto a gente não trabalha com pessoas não entende como é que as coisas funcionam, não entende as pessoas como pessoas que vivem, que se divertem, que ficam com raiva. São apenas pessoas que estão ali (e tem que estar ali sempre) para o meu bel prazer. E isso eu já tinha pensado muito tempo antes de trabalhar com pessoas. Ou “público” que é como dizem.

Estou às voltas com idéias. Um menino de idéias. Mas elas somem.

São canções, começos de textos, pequenos concretismos, fragmentos e reações de algumas coisas (como do Encontro de jovens) que estão num momento muito certos pra mim de que são memoráveis, mas depois eu esqueço e fico apenas com a memória de algo interessante que eu deveria ter guardado melhor pra não esquecer.


O sol e o céu e o calor são um caso a parte nesse tempo. Os dias mais bonitos de verão estão chegando. E com eles toda aquela pressão de faculdade, de universidade, de tudo. Mas eu estou preparado já. Acho que chega uma hora que a gente nem sabe mais direito o que quer e tem que apelar pro que não quer. E eu não quero mais fazer cursinho. Mesmo não sabendo se eu vou conseguir entrar pra Produção Cultural na UFF (que é a única universidade pública com o curso que muito me interessa – portanto a única pública que eu vou prestar) eu vou insistir na meta – Pedro na Faculdade em 2009, sendo em Sampa ou no Rio, tem que ser. Mas também não vou desistir do Rio assim tão facilmente, mas preciso estar na facul. E sabendo dessa defasagem vinda de exatas, eu já sei que minhas habilidades estão voltadas pra biologia, português, história e geografia. Essas duas últimas tão bombando na minha cuca, tô vidrado numa geopolítica... E é uma coisa que surge assim, do nada, começo a pensar na questão e as respostas vão aparecendo.

Mas tudo isso é futuro!

Promessas do presente: postar as fotos do Mike, e falar sobre a festa da FEI e a do aniversário da Tia Lu (risos) que foi dia 13, 14, 15 e (será também no dia) 18.

Quando a gente faz um blog fica pensando que não tem nada pra dizer, que a vida é chata. Eu mesmo penso assim de vez em quando, mas sempre tem uma lista da Rolling Stone ou um texto do Marcos Mion pra gente descer a lenha. Senão fica tudo parado mesmo.

O Rudy voltou de Fortaleza, a Amália eu não sei mais. Tem uma menina engraçada falando comigo, mas a gente não se conhece ainda direito. Sei que ela é de Minas, a Rafa.

Eu ando meio baleado e sem capacidade de acordar de manhã pra ir malhar, isso me deixa mais sem disposição ainda.

Deve ser da idade...


Pedro.
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09 outubro 2008

tudo é certeza de se encontrar

Sempre conto essa história, o processo de passar do Casa Pia pro São Luis que trouxe de volta não só o gosto pelas pessoas como minha aproximação com a fé e a espiritualidade também. Foi culpa minha e do Colégio. E desde que eu cheguei lá, em 2005, fui me vendo crescer nisso, desenvolver e pedir mais. E nesse mesmo ano fiz o primeiro retiro Inaciano na Vila Gonzaga que foi o Encontro de Jovens. E foi muito especial. Eu não tinha idéia de como seria, não sabia fazer deserto, ficava inquieto (como, às vezes, fico até hoje), falava muito, enfim. Mas consegui, dentro do possível entrar naquela energia, depois de algumas tentativas, na primeira noite.

E o tempo passou, eu voltei algumas vezes pra Vila Gonzaga, fui pra outros (muitos) retiros em outros lugares, aprendi MUITA coisa sobre mim e sobre a minha relação com Deus e tudo o mais.

Nunca poderia supor que seria chamado pra ser monitor do Encontro de 2008. Mas fui. E fui. E foi minha hora de devolver parte daquilo que eu aprendi. Sim, parte, por que tentar devolver tudo é impossível.

E em duas semanas de planejamento, duas reuniões, muitas mudanças, mantendo a essência, lógico, mas com um cheiro de novo no trabalho feito, e sob o comando do Alfredo e da Soninha os novos orientadores de formação cristã do colégio (ocupando e renovando o lugar de Nei e Digão que por 3 anos foram uma base/estrutura extremamente sólida para mim - e para tantos outros).

Os comandados, os monitores, foram (como falar sem rir?) SUPER!
Thay, Yasmin, Helena, Felipe, Lucélia, Rodrigo, Guilherme e eu.
Os 4 primeiros já bem rodados e os outros 3 ainda no colégio e ainda com muita coisa pra aprender, mas nem por isso menos sagzes. E assim fomos, meio incrédulos (especialmente eu e Helena que fomos por pura intuição ao colégio no dia que fomos chamados), meio deslumbrados com a responsabilidade delegada. Mas sabendo bem como é o trabalho de um monitor, lógico.

No decorrer do dia eu fui percebendo o quanto era significativo pra eles e como foi pra mim. A emoção deles e a minha, esse espelho. Fui ficando emocionado à beça. Fiquei responsável por um grupo de gente muito especial (alorr William, Suzana, Paola, Maria, Maiara, Carol e Mu!). E foi com eles que eu mais me emocionei, putz, como foi forte, fui ao encontro deles pra dar o melhor encontro que eles poderiam ter. E até o MALTA apareceu! Gente... Que saudades do meu psicólogo favorito. Putz, aí quebrou minhas pernas mesmo, não esperava, ninguém esperara, fiquei super contente.

Durante o dia todo e à tarde foi muito forte a experiência que tive ali, do outro lado da moeda. Roubei o lugar dos monitorados e chorei no grupo de partilha por que eu nãããããão sou forteeeeeeeeeee (!) e em outros momentos também. Muito forte.



De madrugada foi o esculacho, né?
Não poderia deixar de ser, afinal, quando eu era monitorado, já tinha a fama, agora como monitor não ia deixar por menos.
Pra identificar no vídeo:


Burrego é a matralhadora falante.
Thay é essa que deita com o Corcovado pra cima e todo mundo ri.
Helena é essa uó de pijama e tênis que ensina a dobrar.
Guilherme é o menino do lado da Helena meio acordado, meio dormindo.
EU sou o da tesoura.
Rodrigo é o "ai comédia" que não para de rir.
A Lucélia tinha ido dormir (a inteligente do grupo!).

E isso durou a madrugada toda. E só piorou quando a madrugada foi caindo.





Enfim. No dia seguinte, acabados, encerramos de uma forma muito bonita o encontro, com as caixinha feitas, as olheiras e tudo o que tínhamos (e os monitorados tinham) direito.

Se valeu?
Pergunte a eles ué...









Pra mim sempre vale.

Pedro.
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08 outubro 2008

with you just pra variar

Estou com uma certa dificuldade pra postar os últimos acontecimentos. E quando encontro tempo aparece algo como o VMB 2008 e esse texto do Marcos Mion que eu achei interessante comentar (a intenção nem era criar o texto daquele tamanho, mas as idéias foram surgindo, as respostas e ele acabou ficando um pouco prolixo).
Mas ainda quero falar sobre o Encontro de Jovens, sobre sexta feira passada, sobre Helena, Thay e Amália e sobre os Higgs, que eu ando lendo bastante sobre. E se sobrar tempo eu falo sobre o Mike, um filhote de 3 meses que pintou aqui na escola ao lado do Telecentro também. E sobre o Telecentro também.


Bjo.
Pedro.
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07 outubro 2008

quem eme tê vê, quem eme te viu

Sabe gente, a Mtv (leia-se eme tê vê) Brasil, tinha tudo, mas tudo mesmo nas mãos. Começando pelo país, Brasil, onde tudo o que a matriz gringa proíbe por caretice, a gente gosta por deboche.
A Mtv era a promessa de tv vanguarda, trans-tv, a rede Gláuber de televisão que o Brasil merece.
E até que começou bem. Quem se lembra das primeiras levas de Vj's e de programas pode dizer melhor que eu, que fui espectador numa época já decadente mas com alguma dignidade ainda (fim dos 90). Ainda tinha certa vontade de refazer tudo. E a gente ainda acreditava no Erótica com o Jairo, em todos os programas que o Massari começou a apresentar e nunca terminou (e os do Kid Vinil idem), na beleza eterna da Sabrina e no Supernova com a Didi.

Com o tempo eu fui percebendo que não era bem por ali.

No decorrer do tempo, a música pop comercial e a não comercial, brazuca e gringa, começou a mudar, a Ginger Spice se mandou, os BSB envelheceram, os Hanson cresceram, os genéricos foram juntos.
Mas o bom desse mercado é que ele sempre se renova. Então vira e mexe a gente vê as Spice Girls de novo (no formato de Pussycat dolls, que agora são seis - caso uma deixe o grupo), os Hanson (esses "virgens" do Jonas Brothers), não havia nada a mudar nesse aspecto. Mas era a hora da Mtv se preparar para o momento de ser realmente a revida das emissoras. Não foi.
A rua Augusta mudou. Está mais imatura que nunca, o som que se ouve, a roupa que se veste, os lugares que se anda - tudo diz algo. E são jovens dizendo. Uma multidão deles em frente ao Vitrine, correndo pra Peixoto, no Rockafellas. E pode perguntar pra qualquer um deles sobre a Mtv: é alienação! É o mais infantil e imaturo que se pode chegar. Coisa de tiete de 13 anos que liga pro Disk.
A gente estancou e a emissora também. Só que enquanto continuou do mesmo lado, a gente mudou de lado. Rockers, indies, emos e todos os derivados são cria pura da Mtv.

O VMB. O que é o VMB hoje?
É a maior picaretagem que existe. Todas as crias e as crias em criação estão ali. Não discordo, não discordaria jamais do texto-protesto do Tico Santa Cruz. Mas é lógico que quando ele era uma cria da emissora ele não recamou. Enquanto ele era famoso e não saía do top 10 do disk. Todo mundo sabe do que se trata o VMB: lamber as crias. É a mesma coisa que o prêmio Multishow - não tem erro, é medidor de ibope pra ver que mtem mais fã. Se o Detonautas desapareceu (e ninguém quer saber do Greatest hits dos caras), já foi! Depois o Tico escreveu mais algumas coisas, mas isso já não tem nada a ver.
O Mauro Ferreira disse em sua crítica rápida sobre a apresentação a palavra "queridos", mas ainda acho que "cria" seja mais apropriada. D2, Dylon, Pitty, Mallu Magalhães, NxZero... Todos são crias.

Enfim.

O que fez a existência desse texto na verdade foi texto-resposta do Marcos Mion para a crítica (e, de certa forma para o Tico Santa Cruz também, que ele não quis dizer por diplomacia).
Nem tanto pela defesa da emissora que ele fez questão de fazer (afinal ele trabalha lá) mas a quantidade de argumentos sem sentido que ele fez em defesa do pop e do rock produzido hoje no Brasil. Foi muita besteira.
Trechos:
Uma noticia que estava mais do que na hora de chegar: temos uma nova safra consistente de bandas no cenário brasileiro. Uma nova cara para o nosso rock e para o nosso pop!
E quem acha isto ruim é completamente retrógrado, saudosista ou ressentido.(Cita como exemplo: NXzero, Pitty e Fresno).

Estas bandas tem que ser abraçadas e respeitadas, pois gostem ou não, tudo indica que são o futuro da nossa música..

Quer dizer que vem a banda com 3 acordes, NENHUMA IDÉIA NOVA, fazendo um rock'n'roll vagabundo de condomínio pra um bando de garotas suburbanas e a gente tem que abraçar essa bosta? Não! Não tem que abraçar isso por que não é o futuro da música popular. A minha música popular nunca apontou pra isso. A música da Mtv sim!

E ninguém aqui critica a "nova geração" por medo do novo. Critica-se por que é ruim. É chato, as canções são (no mínimo) maçantes, mal feitas, as letras são fracas, os arranjos são pobres e parecidos, as canções mal produzidas. E entre tantos futuros da música, a Mtv escolheu apontar para o pior deles e se fechar neles. Por isso a crítica.

Depois o Mion parte prum emocional barato (é bem a bandeira dele mesmo), questionando se os críticos não podem ver a felicidade do rapaz. Mas já está dito que não é a questão. Que bom que ele está feliz, mas que pena (pra nós) que ele faça péssimas canções.

Será que fui o único que achou do caralho o Di Ferrero, vocalista do NXZero, ganhar o prêmio de melhor cantor do ano no prêmio Multishow?! Este cara subiu ao palco p receber um prêmio que o público deu p ele e foi vaiado por uma parte da "classe intelectualóide" que estava no teatro!! Tem coisa mais díspare? (..) E na boa, vaiaram pq na mesma lista tinha Caetano Veloso e não lembro mais quem...vem cá? O Caetano é um dos maiores cantores do nosso país, se não o maior, com uma capacidade vocal incrível, porém sabemos disto ha 40 anos!!! 40 ANOS SEM NOVIDADE???!!

Porra. Mas olha a repetição da minha resposta: prefiro 100 anos elegendo o Caetano como melhor cantor do que eleger esse menino. E eu fui agora na rádio UOL pra ouvir o Di Ferrero (que eu nunca tinha ouvido) e digo que ele não é nada. Ele não canta, ele exclama canções (feias). Com letras mal feitas. Mas o pior nem é isso. Já ouvi cantores que exclamam. O que piora é o conjunto - letra, arranjo, voz. É ruim. Não é que seja de mal gosto, é só ruim mesmo. Arrastado.

Nos anos 90 eu ouvi Charlie Brown e Raimundos e foi um alívio ouvir alguém que falava e zoava com a minha linguagem! Pq eu já não identificava muito mais com Titas, o último que eu ouvi pulando no quarto e me jogando na cama foi Titanomaquia, depois nada mais bateu, então vc começa a ouvir o que tem no seu país, que ainda são os Tropicalistas, porém os discos atuais não movem mais jovem nenhum, então vc é obrigado a buscar os discos setentistas, onde vc achava um manancial de rebeldia, discos como Transa ou o próprio Tropicalia - mas cara, como eu disse, tem que conhecer, gostar e respeitar, mas o que eu queria mesmo era gritar alto - "Se não eu, quem vai fazer vc feliz! Yé-ré! Tchikubáun tchikubrêik"!!!

Essa foi minha parte favorita do texto, por isso colei o parágrafo inteiro. Não tem prolema ter um blog e emitir opinião, o problema é falar bobagem... Caramba, com oé que se pode datar a música desse jeito? Como se pode datar a arte?

E fiquei pensando na questão da data da arte, mas de forma a expandir os exemplos além do Brasil e da Tropicália. A primeira coisa que eu pensei foi na escola do movimento punk. O que seria do movimento sem a canção? E ainda mais sem a canção do passado?! Essas músicas setentistas que movimentam a rebeldia e a energia do punk no Brasil e no mundo.
Quer dizer que é respeitado, mas não gera o mesmo tipo de sentimento ontem e hoje? Está obsoleto, não diz mais nada pra 2008? Então também podem jogar a Monalisa no lixo por que aquilo - eu respeito e admiro, mas não diz absolutamente nada pro meu tempo. Não me comove, não diz mais o que eu quero dizer. Aquela mulher parada meio sorrindo, meio chorando é um zero pra 2008, pras coisas todas.

Acabou o tempo eu que eu ouvia Gal cantar Saudosismo com lágrimas nos olhos, que eu ouvia Nana me acabar com "Cais" e "Dona Olímpia", Caetano com "Alfômega" e Gil com "Meditação".
O tempo de hoje quer cantar "Entre razões e emoções" e ficar numa boa!
Isso é que serve pra agora.

O que o Mion não sabe é que a poesia não funciona assim, nem o tempo da poesia.

Eu comecei a perceber uma certa ingenuidade no texto dele. De verdade. A princípio pensei em burrice, em um pensar pequeno. Mas não é assim. É ingênuo mesmo. De pensar que as pessoas querem transportar o passado pra hoje, de não saber falar.
Mas ele não sabe é que EU nunca quis cantar. Mas que servia um Los Hermanos pra mim. E esses sim (por talento e mérito) não costumam ser muito pichados pela crítica. E nem precisaram ser cria da Mtv.
Pelo contrário, o João Gordo (na primeira chance que teve) expulsou-os do programa, da emissora, já levaram soco do Charlie Brown (o cria maior de lá), e etc.

Sabe gente, acho que a Mtv e a Globo já podem dar as mãos. Assim já junta o prêmio Tim, o Multishow e o VMB numa noite só. Pra economizar energia, sabe?
E chega disso. Viva a Vaia em todavia.

Rede Gláuber é dignidade.
/muito franco

Pedro.
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03 outubro 2008

beleza da força da beleza da força da beleza

Dia 30 foi aniversário da minha tia Ruth.
Até aí seria outro post de outro blogueiro escrevendo com um certo atraso sobre o aniversário de uma tia X que só ele, a família e os amigos mais próximos conhecem.
Mas não é assim.
Não é, primeiro, por que ela é maior que tudo isso que há entre essas primeiras linhas que coloquei nesse primeiro parágrafo.
Imagine essas pessoas que movimentam o mundo, que rodam o mundo por que precisam disso. Imagina essas pessoas que tomam tempo pra conhecer, que sabem falar, que sabem ouvir e entender. Esse post na verdade é uma lembrança a todas essas pessoas mas especialmente a minha tia Ruth que fez aniversário no dia 30. Talvez uma das pessoas que eu mais admire.

Por isso não pode ser um post atrasado pro aniversário de uma Tia X do blogueiro que vos escreve. Estou falando de uma pessoa que as pessoas devem conhecer - pessoas inteligentes (em qualquer sentido da palavra, todos os tipos de inteligentes - no sentido literal e não figurado - que há).

Sorte minha que ela estava lá desde que eu apareci.
Acaso, destino, sei lá.

Me didentifico com tudo o que ela escreve. Tem poemas ótimos.
O que mais me ligo até hoje, "Opostos". Sei que existem muitos outros.
Mas ela - do alto da grande sabedoria que adquiriu - sabe que poemas são outras palavras.

Às vezes eu penso na relatividade a época pra uma pesssoa como a tia Ruth, como deve ser diferente. Como são as opiniões... Como vê o mundo?

Eu esqueço sempre nessa hora linda, loura
minha velha fuga em todo impasse.

Meu Deus!
O que deve saber sobre o tempo!?

Pedro.
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01 outubro 2008

refazendo tudo (pro Fome)

Ao phim de Alphaville.
E à re-vida dos lugares - que venha a Alpha-Vela.

Pedro.
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