31 agosto 2008

ser feliz ou não: questão de talento

Miha vida de trabalho no Telecentro nunca foi das mais comuns, fato. Alguns lugares ão deram certo, outros foram o ideal, mal ou bem: aprendi com tudo, mas semre soube que a rotina inconstante e a vida de mudanças seria chata, mas proveitosa. E é isso que eu venho tentando fazer a cada mudança: aproveitar o bom dos lugares (e acreditem, cada lugar tem seu bom). E assim, com isso também aprendo coisas pra vida como ser mais flexível e dizer adeus a pessoas que significam algo pra mim. É como aquele trabalho bom que você se vê de partida pra algo novo, e a única preocupação nossa (minha) é fazer com que seja melhor.

Até que te mandam pra Santana.
Sério, na hora que me disseram eu quase... Nem sei qual quase eu escolhi entre tantos.
Lembrei na hora que o pessoal no colégio tirava muito sarro do Fê, dos meninos que moravam na Zona Norte, mais precisamente em Santana. Lembrei disso e pensei mais forte: "Nããããããão, Santana Nãããaaãao!". Mas eu sempre quebro a cara com essas coisas, me acostumei com isso. Mas fiquei triste também por que ia sair do AME que foi a minha casa por quase dois meses (o maior tempo que eu passei num Telecentro, acredito eu), foi muito triste. Mas eu acredito que o lance bom permanece.

Tive que vir pra cá. Clube Escola Jardim São Paulo, na estação Jardim São Paulo do Metrô, depois de Santana. E eu que tinha pensado em subúrbio e criança (por conta do "Escola" no nome) encontrei o avesso. Novas!
O lugar é lindo. Realmente se trata de um dos lugares mais nobres de Sampa. Se tivesse grana mudava pra cá amanhã, mas como eu só tenho o gRamour e as casa são realmente nobres, fica pra próxima Brasil!
O Clube Escola é só clube mesmo. Um dos mais bonitos que eu já vi. Tem de tudo: circo, ioga, musculação, piscina, corrida, bocha, futebol, tênis e Telecentro. Agora tem eu.
A rua é tão bonita, as casas são tão calmas e limpas que nem sempre lembra São Paulo de onde eu moro, no centro. Aliás, cada dia eu estou mais avesso ao centro... Vai entender. Mas depois que eu vi esse bairro só aumentou isso. Gosto de lugares calmos mas com o mínimo de cidade por perto. E aqui é bom à beça. Tem irregularidades por que gente ainda é gente e insite em alguns erros bestas. Mas vale a intenção.

Penso muito na Thay aqui. Vejo a gente andando, sendo, estando, existindo, rindo, fotografando, deitando, tudo sob o sol. Eu e Thay. Que coisa legal seríamos aqui.

No mais, eu lembro que escrevi aqui sobre os detalhes dos lugares na ida e na volta. Aqui é o metrô aberto, tão legal. Venho o caminho inteiro com o metrô mostrando o sol. Nunca vi uma chuva, mas espero pelo dia (de preferência de chuva forte). Eu vim com um pé atrás, no primeiro dia fiquei com os dois pés atrás, mas as coisas estão se normalizando. Sei que nada será como antes amanhã. Mas nada nunca foi. Agente tem mais é que ser feliz agora como está. Se der.

Pedro.
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27 agosto 2008

um Tom para todos nós

Caetano e Roberto - orgulhosíssimo de dizer que eu fui. Deslumbrado e surpreso com as possibilidades que surgiram a partir desse encontro. Caetano e Roberto não se trombam assim faz um bom tempo. E eu sinto falta disso. Especialmente agora que Roberto está tão light, tão solto, falando bastante, quase não aparente aquele REI cheio de cárceres pessoais, travado.
Caetano já é do sol faz tempo e nos dias de hoje o que mais tem feito é descer pra Terra, encontrar-se com o público, falar sobre tudo. Um exemplo disso é o Obra em Progresso - o super carioca espetáculo. Lógico que, como bom paulistano, fiquei mordido por que Caê agora é um cidadão carioca e não mais baiano (que era um bom campo neutro e ainda rendia pontos pra mim, devido a minha aproximação maior com a Bahia do que com o Rio). Mas depois me conformei. Ele acaba voltando a São Paulo, ele sempre faz isso.

Antes de tudo - muita confusão. Eu não tinha conseguido comprar ingressos como tinha que ser, então comprei de uma boa alma que me procurou no orkut sabendo que eu tava morrendo de vontade de ir. Então eu comprei. Não sem antes excomungar a Ticketmaster e o banco Itaú.
Inclusive um cara chamado Marcello que participa de várias comunidades de MPB no Orkut disse assim:

"não querendo polemizar,
eu nao acho absurdo nenhum que grande parte dos ingressos seja destinado a convidados.
Esses shows do JG e do RG&CV, estão sendo bancados 100% pelo Itau.
Foi o Itau que bolou isso. É um produto do Itau.
Ele faz o que quiser com a quantidade de ingressos.
Não é um show de carreira nem um show estruturado por produtores locais ou pelo empresário dos artistas."

Tudo bem. Mas eu tive que responder:

Ok, então pra que divulgar?
Pro Itaú pagar de banco-bossa-nova? O patrocinador cultural do país quando tudo não passa de um rega bofe pra convidados?
Isso eles podem fazer no fim do ano sem motivo algum...

Se fosse uma homenagem da bossa pro público que quer ver, por que não fazer na Praça da Paz do Ibira? O Pão de Açúcar fazia várias shows ótimos e ainda era na faixa. Mas lógico que não... Estrutura, segurança, palco mais caro. Ninguém quer patrocinar a cultura nessas horas, que se dane os 50, 60, 70, os 1000 anos de bossa-nova e o público que aprecia isso tudo. O lance aqui são, sempre foram os convidados E A PROPAGANDA.

Se é um lance tão pvt, que fizessem e deixassem em off então.

Fica a revolta pelos que não puderam ir. Itaú é banco, não quer NADA com a cultura. Quer com a grana e com a publicidade. Isso sem falar na falta de estrutura da Ticketmaster.

Mas vamos ao show: Começa com fundo em off, João Gilberto e Tom cantando num show em uma boate (show que ficou antológico). E logo depois já vem the girl from Ipanema com os dois anfitriões, juntos, cantando lindamente.

E daí por diante foi uma homenagem linda - curiosamente feita pelo grande estandarte tropicalista e pelo rei brazuca do iêiêiê e da Jovem Guarda. Como eu queria levar uma cópia desse show pra 68...
Como eu ainda não posso, deixo aqui a contribuição para o tempo presente!
Antes da Globo lançar como especial de fim de ano, gravei meus próprios videos para que eu pudesse ver quando bem quisesse e também pra democratizar com todo mundo.



Ps: Roberto além de roubar bonito a cena, ainda deixa o sonho inconsciente solto - quando ele vai cantar o repertório de Jobim?

Pedro.
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23 agosto 2008

a voz do morro rasgou a tela do cinema

Sublime.

Fui assistir à pré estréia de "O mistério do samba", filme que retrata a Velha Guarda da Portela atráves de canções e relatos que já nasceram antológicos e que necessitavam de um registro.
Dirigido por Lula Buarque de Hollanda, Marisa Monte e Carolina Jabor, o filme é lindo, tocante.
Depoimentos de grandes sambistas, de tradição mesmo, mostram como produzem coisas tão bonitas. O trabalho com a simplicidade, esse é o universo deles.
E o filme não tenta ficar explicando didaticamente o que é aquele universo, ele apenas mostra com uma direção sublime, esses personagens lindos, elegantes e nobres.
Sim, ali se trata da nobreza.

A mais pura nobreza do samba brasileiro.



E pensando nisso, na cultura, e em como fazer um post que não fosse uma crítica (posto o link para uma especializada no fim desse texto) e pensando também no debate que ocorreu após o filme com os diretores (incluindo Marisa), pensei na memória do Brasil e fiquei tão feliz. Fiquei bem como quem celebra a vida com a Velha Guarda, me sinto como eles, me identifico com eles.
Me vejo no que vejo, já dizia Marisa. E vendo o quanto ela evoluiu, me vejo na jovem Marisa se sentindo a vontade em New York, esperando o hype passar pra ir ao que realmente importa (mas nem por isso criando mal).

Fiquei feliz com a memória afetiva do Brasil, com o Rio de Janeiro, com essa visão de mundo tão simples que as pessoas às vezes podem confundir com limitação. Mas não é nada disso.
O samba rasgando a tela do cinema é ver como se brinca com as palavras, a paixão, a inspiração.
Até mesmo no blog há isso.

É um daqueles obrigatórios, de verdade. Pra quem ainda quiser entender a beleza das coisas,
o amor, o sorriso e flor, o canto dos passarinhos, as varandas, o sol...

Pedro.
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Ps: link para a crítica do Mauro Ferreira

22 agosto 2008

estou assim

Com o talento um pouco perdido.

Depois de voltar do mundo dos sonhos com os amigos, de surpreender a situação, senti que deu uma caída em tudo, no astral geral das coisas. Estou ligeiramente inseguro (?). Parece que várias pequenas situações que antes eram fáceis vão se tornando pequenos desafios. Não dá mais pra se lançar no trampolim como antes, hoje tem que ter a rede embaixo.

Acho que a rotina é uma febre. E sempre que ela me encontra e me põe em situações confortáveis, eu vou me acomodando nela. Mas é só uma febre, passa. Um sofá no caos: serve pra cochilar, relaxar um pouco, mas nunca pra dormir bem de verdade.
Eu preciso dormir também, eu acho. A sucessão de dias sem dormir direito deve ter me feito algum mal. O mesmo serve para os dias que eu passei sem correr (a trajetória trabalho-etapa estava me impedindo de ter a disposição matinal que eu tanto gosto).
E é aí que vem a fase de transição. Tudo o que era certo não é mais, eu nunca estive tão... tão... Desanimado, sei lá qual é o nome disso. E foi coisa recente, dessa semana.

Estou desassossegado, inseguro e perdido no tempo-espaço. Fora que eu sei que merecia algum sossego! Todo mundo merece mais paz. Não é justo! Não é justo! Não é justo! Não é justo!
Mas é real e está me incomodando, ter que mudar de Telecentro sem nenhum motivo CONVINCENTE pela (hmm... deixa eu fazer as contas...) 5ª vez!!! Mas nem isso tem.
Talvez seja ano de eleição e a peãozada que vai penar até que tudo se resolva, sabe lá Deus o que é isso e se há alguma fé que faça melhorar essa situação, deve ser a minha.
Não sei o que isso tudo quer dizer.

Apenas... Não sei.

Pedro.
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18 agosto 2008

I may be shattered

It happens like a rollercoaster ride. Right now I'm laughing, having fun (even if I'm alone). But then something turns me down and push me to the bottom. Things can't be like that all the time, in fact they aren't, but 2008 is the year. It's like a sequal to another cloudy year I had (and I don't mean 2004 - that was a tragedy), another year good and half bad. Half bad cause it's in the middle. I hate things in the middle... I'm feeling that people are so nice to me and I keep denying this to myself. It's like I don't want to be around.

I miss beign around with my family. I miss my high school (all day), my sleep, my "not having what to do"... But I like doing all things right now (like I'm doing this year) and that's whay it's confusing!
I can't keep changing my routine all day, I have a tuff one, and discipline is all it takes to make things in a decent way. I have mine, people don't keep their = it fucks me.

What's a boy to do?

Pedro.
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16 agosto 2008

a gente vai ter um dia de calor

Ou: Drop down diary #4

Muitos posts hoje. Dia diferente, dia bonito.
Amanheci brilhando mais forte.

Acontece que estava tudo uma droga de confusão na minha casa, com meus pais e ainda está. E eu não sei de nada por que não me dizem nada e também por que passo pouco tempo em casa e o tempo que passo fico observando, tentando recuperar alguns capítulos anteriores do que se passou na semana.
Não saber é desesperador por que parece que quanto menos você sabe, menos as pessoas tem vontade de te deixar por dentro. E em casa que é onde já não me diziam muito (hoje me dizem mais), estou num helicóptero.

Estava me desesperando. Quinta e sexta foram dias péssimos. As semanas e a rotina das semanas estava horrível por causa disso. E foi aí que, com essas quedas e crises e a mudança do tempo eu fui a nocaute. Uma febre terrível, dessas quebra-ossos chegou. E então nem correr, nem sair, nem nada eu queria. Passei a fazer posts mais curtos no blog, por que ao mesmo tempo em que tive idéias para textos, estava com a cabeça em outro lugar.

Voltei pro cursinho essa semana pós-gripe e ainda nesse clima tenso, estava ficando já chateado com a repetição dos dias e com a imobilidade das coisas. Estava mesmo.
Daí me sequestraram.

Foi um sequestro amigável, com direito a tudo diferente e móvel: o lugar era longe e desejado por todos, o caminho seria uma farra, lógico, as pessoas seriam outras e o ambiente também.
Traduzindo: uma festa na USP. A festa junina de Agosto no velódromo, seja lá o que isso quer dizer.

Abaixo, fotos dos meliantes:


A ida foi doida, fomos pra república dos Lembos, situada (curiosamente) ao lado do apartamento de uma senhora Carla May na Jaguaré. O lugar é uma típica república de meninos, com direito a latas de cereja, roupas no chão, louça por lavar (louça?) e caixas de pizza. Isso é um incentivo, imagina que muito bom morar com gente tão maluca.

Seguindo de lá, estávamos indo a pé pra USP, o que ia demorar uma vida se o Zé (outro da trupe dos Lembo) não tivesse parado um ônibus pra pedir carona pra "alunos" da faculdade dos sonhos.
Lá na festa era tudo meio broxante: muita luz, muita panelinha, música sem noção e baixa... Tudo o que não pode acontecer numa festa. E querem saber? Eu estava feliz só de estar lá.

E feliz às 2, 3, 4, 5 da manhã e depois toca de volta pra república, dessa vez de táxi. Voltei, dormi de tal jeito que eu nem sei como foi e nem que horas. Acordei com as tradicionais 1000 chamadas não atendidas, 100 mensagens de texto e 100 de correio de voz, daí liguei pra todos os interessados e falei que estava voltando em breve pro caos particular que estava acontecendo (e realmente continua acontecendo) em casa e na minha cuca. Levantei os sequestradores, fomos pra padaria e cada um foi enfrentar seu destino.

Não tão simples assim. Nada é tão assim. Tenho certeza que íamos todos ao encontro de destinos -sim.
Sim, é por que hoje tinha um sol e um céu que dava pra chamar de sol e de céu claramente. Sim, por que o Brasil já tem uma medalha de ouro na natação. Sim, por que hoje é dia de celebrar a vida de Caymmi! Não, não e não - adeus ene-a-o-til, pois eu estava indo ao encontro de tudo isso,
e o meu farol era (é) o sol.

Fui pensando na Elisa Lucinda, no que ela disse sobre surpreender a situação. E eu queria surpreender aquilo que me esperava, e assim o fiz, juntei os "sim" e joguei os "caos".
Disse tchau aos meliantes que após o pagamento do resgate me deixaram ir embora e desci na Paulista. A situação ainda estava lá, feia. Mas algo havia mudado. Eu.
Eu surpreendi a situação. E a meu favor eu vi o jogo virar.

Resultado: O sol estava na minha avenida e eu estava pronto.

Pedro.
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god save the queen

Isso está virando uma agenda?
Uma agenda de aniversários, só pode ser... Mas não vejo como deixar essas coisas passarem sem um post. Primeiro por que minha mãe é minha mãe, Caetano é Caetano. Os dois de alguma forma dão energia e informação diferenciada pro meu mundo. De viver pra decifrar e ser inspirado por eles.
Essa é a principal desculpa por tantos posts com aniversários, nem eu me dava conta que tantas pessoas que eu aprecio tanto eram de Leão.
E Madonna está nessa também.
E merece no dia dos seus 50 anos todas as licenças deste blog.
Afinal, o quanto já absorvi dela e que está aqui entre frases que as pessoas nem sabem, citações que se fazem necessárias, não está escrito.

Talvez, isso seja um bom exemplo de influncia...



Face it, she's Madonna.

Pedro.
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11 agosto 2008

somebody outside looking in

O garoto que era uma vez, hoje é mais.
Ele erra mais de uma vez.
Esse garoto saiu de um romance perigoso, ele fez tudo certo e se colocarem o errado na balança, talvez há quem diga que existe uma proporcionalidade naquilo.
Eu não diria, nem o conheço bem o suficiente pra dizer.

O mundo anda tão complicado... As pessoas na minha casa evitam de me dizer isso, aquilo, o que eu quero e preciso saber.
E como dizer algo que não dizem nem pra elas mesmas? Medo, insegurança. Vamos pisar nesse chão devagarinho, pé por pé, por que dá medo do próximo passo e isso é normal.
Eu estou atravessando sem olhar pro chão.
Me fazem tão frágil e me tratam com tanta cautela que eu fico imóvel. E é exatamente assim que está acontecendo, a imobilidade, a quantidade de palavras e a frieza delas fazem tudo tomar a cor dos dias de agora.
Eu queria que elas sumissem. Aliás, queria que todos sumissem, queria que o tempo fosse outro e a alegria... O que dizer da alegria? Uma piada bem feita está se tornando toda a alegria do tempo.
E eu queria apenas...




































Um minuto apenas.

Pedro.
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09 agosto 2008

senhora, serpente, princesa

O mundo não é chato e contnua não sendo graças a ela.
E sem ela o mundo para mim nem seria. Como seria?
Não seria.

Mas por causa dela, é.
Existe dádiva, dívida ou alguém maior no mundo?



Eu canto, grito, corro, rio
e nunca chego a ti.

Pedro.
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07 agosto 2008

o mundo não é chato



Muito se deve a ele essa redondice do mundo. E hoje é aniversário dele.


E eu aqui esperando mais mil anos Caetanos.
Continuo devoto, sou sempre tiete, defendo com unhas e dentes cada opinião, cada canção.
Sou cria do discurso, do texto e da estética dele. E vou com ELE em todas as estruturas.

Por que não?

Pedro.
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02 agosto 2008

should I repeat?

Desculpa Elisa Lucinda, mas a repetição dos dias, a rotina, got me.
=(
Peço aos deuses do calendário algum bug do milênio, uma aparição de um power ranger em praça pública, uma nova canção... Algo!
Algo que dê vazão a tudo, algo que complete as coisas. Algo tão onipresente em todos os lugares como a Rihanna ou o Chris Brown, ou os dois.
Um doce com sabor de novo, o tom de John Pizzarelli, as expressões de Cabíria, as chaves da vida de Stevie Wonder, todas as coisas que eu não consegui assimilar.



Pedro.
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