31 julho 2008

side effects

A vida às vezes pode ser tão besta.
Não que seja chata ou nada disso. Mas mesmo fazendo de tudo pra que seja tudo novo - todo dia tudo novo, não sei o que acontece mas não queria que fosse tão assim.

Na sequência dos novos dias, mesmo apreciando todos eles, todos únicos, são semelhantes em algo, algo no trajeto, algo no trabalho, algo na academia, algo de fugir do cursinho.

E faz as coisas, a vida, ficar tão...

Igual.

Pedro.
x

27 julho 2008

sólo una copia





Si cuando vuelves a casa
me ves sombrío,
dándole vueltas al vals
del desconsuelo,
ten compasión de esta falta de luz,
hoy soy una moneda que tiene dos lados de cruz.





Y si me notas lejos
estando a tu lado,
como una réplica mala
de lo que yo era,
tómate en broma mi salto mortal,
hoy soy sólo una copia y tu tienes el original.



No le hagas caso
a tanto misterio,
vos ya sabés la verdad ;
que no hay nada peor para esta seriedad
que tomársela en serio.

Deja que hable
tu cercanía,
vos conocés la razón,
y no hay nada peor para este corazón
que una casa vacía.



Deja pasar
esta falta de fé,
este disco rayado que hoy
tiene sólo
cara B.

Pedro.
x

25 julho 2008

cara b

Dito e feito!
Agora é até o resto do ano falando desse show, Berenice segura!

Por onde eu começo?
Foi assim: acordei pensando que ainda não tinha comprado o cd novo. Até aí tudo bem, encontro mais tarde, encomendo... Se não fosse por um detalhe: das 15 lojas que eu procurei, nenhuma tinha sinal de Jorge e aquela que tinha o cd novo do Drexler nem por encomenda. Fiquei desolado. Liguei pro único lugar que eu sei que me salva sempre: Livraria Cultura da Paulista, foi batata, eles tinham e poderiam me trazer no dia, duas horas antes do show. Eu encomendei, lógico, mas fiquei com medo por que tinha marcado com a minha irmã 21:30. O cd chegaria entre 20h e 21h. E o show 22:30.

Nem preciso dizer que fui voando pra lá, subi a Augusta e no mesmo pé desci. Pela primeira vez não passo mais de 10 minutos na Cultura. Oi, isso é inédito. Também não preciso dizer da ansiedade que faz esses momentos se tornarem verdadeiras epopéias, parece uma batalha contra o tempo de verdade. Coisa de filme de ação, "24 horas", se a gente não vive, não sabe de nada, não tem história.

Daí cheguei em casa, me arrumei, esperei minha irmã e fomos. Chegamos lá 22:00, tudo em cima.
Fiquei emocionado só com os lugares que conseguimos, muito próximos do palco. E de lá de onde estava comecei a ouvir: "Pedro! Pedro! PEDRO!". Fui ver era um pessoal da comunidade do Drexler que eu conheci uns dias antes. Mas nem deu pra conversar muito, o show ia começar.

Sem comentários sobre o show (ok, só alguns) ele fala, ele pergunta, ele responde perguntas e declarações de amor, ele faz todo mundo cantar junto... E chega. Só vendo. Muito bom.
E o repertório? Dá uma olhada:

La vida es más completa de lo que parece
Disneylândia
La infidelidad en la era informática
Hermana Duda
Soledad
Eco
Deseo
Todo se Transforma
Guitarra y Voz
Milonga del moro judío
Don de fluir
Polvo de Estrella
Al otro lado del río
A zero por hora (Com vitor Ramil)
Astronauta lírico (Com Vitor Ramil)
Un país con el nombre de un rio
Dance me to the end of love
Lontano, lontano
Club tonight
Dom de iludir
Don de Fluir
Sea

Está fora de ordem, mas quem se importa?
Se fosse nessa ordem, em outra, em total desordem, com repetições, tá valendo.
Esse foi o show, com 2h 30min de descontração.

Mas e depois?
Aí sim, não vou nem comentar. O show foi a Cara A do encontro. E foi mesmo como um encontro.
E o que veio depois, parei com comentários. A Cara B, tão legal quanto.

O que vem depois deixo sem texto mesmo...

Sem mais.
Pedro.
x

24 julho 2008

acorda, amor

São quase 4 eu acho.
Sonhei com o show hauahuahuahhauahuhauaauhh
Acordei, tava tudo ligado, pc, internet...
Por que não um post de madruagada pra contar do sonho?

Era um lugar bem apagado, tipo uma sala de uma casa, com uns sofás e eu estava ainda ansioso e feliz e não conhecia ninguém, estava só. Ainda bem que eu vou com a minha irmã. Mas então, ele tocava com banda. Num sofá, de tão sala que era um lugar. Teve mais sonho com show, depois veio outro com piscina, muito bom, sonho de uma noite de verão.

Vim dizer que ele tem que tocar "Deseo" por que foi a música do sonho.

Caracas... Amanhã eu tenho que acordar muito cedo.
Tchau.

Pedro.
x
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

21 julho 2008

y que sea lo que sea


Sim. Sim. Sim.
Eu também não acredito muito não, só quando eu estiver lá.
O show é dia 24, Quinta, no Bourbon Street.

Já fica avisado que no Bourbon cabem 350 pessoas no máximo e que apesar de eu não ser lá grandes coisas em cálculos, andei fazendo os meus pra ter uma porcentagem de probabilidade dele atender pessoas. E resultou que as chances são grandes pra poucas pessoas.
E mesmo fazendo a minha sexta feira e ada minha irmã se tornarem inválidas, eu pretendo arriscar a madrugada de quinta esperando.

Dito isso, vocês já sabem que se ele falar comigo, oi, vou passar o resto do ano no mesmo assunto.

Pedro.
x

19 julho 2008

drop down diary #3

Nunca sei o que responder quando me perguntam: "o que há de novo?".
What's new?
Nesse fim de Julho o céu já demora mais pra escurecer, daqui a pouco vai chegar o verão e às seis da tarde vai estar um sol digno de tarde mesmo.
Hoje faz trinta e tantos dias que não chove em Sampa. O tempo está extra-seco, a gente sente no nariz, quando respira. Eu penso que Brasília deve ser muito assim, quente e seco. E a noite faz frio e ainda é seco. Tem que chover.

Eu gosto de chuva forte e não gosto de frio. Existe. Tem certos dias e certas chuvas que são de emocionar, sou um idiota sentimental que nasci dos versos de um Caieiro da vida. Aliás, Nando continua sendo o maior companheiro de vida. Ele me formou em todos os sensoriais e em todos os versos da vida dele. Estou com saudades de ler tudo de Fernando.

Ah, e por falar em ler, comprei a biografia do Tim Maia escrita pelo Nelsinho Motta, aquele cara com uma linguagem exsxpeaerta que dá vonts de ler mesmo. Gostei do "Noites Tropicais" e pelo que disseeram dessa bio do Tim, deve estar boa (o que não é difícil, sendo que Tim teve uma vida, no mínimo interessante e guarda causos hilários).

Vou ao Bourbon ver Jorge Drexler (mas isso merece post especial).

Minha mãe está se dedicando a alimetação de beija-flores e colibrís que aparecem na nossa sacada toda manhã, desde que um filhote deles, que não sabia voar foi passar uma temporada conosco e ficou aso cuidados da minha mãe, a pedido da mãe do beija-flor. Até que ele voou. Agora nos faz visitas diárias, já aprendeu a bater asas e tudo. Sério, beija-flores formam fila pra se alimentar no centro da cidade. Um pouco antes do inverno tinha um ninho na planta da sacada.

Quer mais o que?
Tudo isso pra mim é novidade. É acordar e é também dormir.
E todo o intermédio...

Pedro.
x

17 julho 2008

solidão com vista pro mar

"Gauguin dizia: quando aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés."
Ferreira Gullar parafraseando Gauguin

All right boys and girls, lets put on our dancin' shoes on.

Acontece que eu estou sempre aprendendo um novo passo. E agora eu peguei essa mania de Gauguin, quero mais e quero tudo novo. Quero dias novos, mas quero o agora. Pouco a pouco a gente vai saindo de uma paranóia, vendo a vida, encontrando outras maluquices, sem dúvida, mas sabendo que nada disso acaba. Fazer 19 anos foi um tiro no coração, um salto arriscado demais pra quem sempre teve a impressão de que isso nunca acaba.

Mas eu tenho certeza de que com o tempo eu acerto o passo.
É um trunfo guardado, saber que as coisas vão ficando fáceis enquanto outras vão aparecendo, de novo é algo novo e o agora vai ser outro. E os passos de agora estarão num ritmo de quem já faz grandes estragos num salão. Assim como hoje, eu posso saber de muitas coisas antes delas acontecerem, faz parte do aprendizado, não se repetir.

Aqui dentro eu sei o que é fortaleza, o que é querer sair do meio das pessoas e o que é ser ilha, tudo isso naqueles retiros espirituais. Num deles eu escrevi uns versos muito bons (na hora que eu os pensei eles eram muito atuais - pros dias de hoje) que diziam assim:

"O que é fato,
O que é desfeito
O que é nato em mim,
levou tempo pra aprender".

O Rudy me disse que gostaria de experimentar, melhor, gostaria de ser de outra época. Ele disse 48 se eu não me engano. E eu juro que de tudo o que eu sei dele, de toda a história que a gente tem, essa foi uma das coisas mais inesperadas que eu já ouvi. Por que não viver nesse mundo, se não há outro mundo - e pra ter outro mundo é preci-necessário vir-ver contanto em qualquer coisa!? Essa foi a resposta que pintou na minha mente, mas achei que só Moraes e Galvão me entenderiam. Mas por outro lado, Moraes e Galvão entenderem isso faria com que Rudy se enchesse mais e mais de certeza e a minha vontade de dar razão a ele e dizer: "poxa, eu também já quis isso algumas vezes", ia junto na conversa.

Outra da minha irmã, que reclama da idade. Engraçado, eu acompanhei as pessoas envelhecendo, vi que todas essas pessoas mudaram de alguma forma no que diz respeito a personalidade.
E na Amanda não. Ela não parece envelhecer em relação a nada. E isso é bom por que perto dela parece que eu também não envelheci, algo meio Piracuama de ser que eu gosto, me faz bem.

Danço bem por esses meios, com esses méritos. Às vezes eu sinto que posso fazer algo realmente criativo com todas as coisas que eu vi, com o que eu vivo agora e com o que imagino. De repente sobe uma criatividade, um instinto, uma euforia, necessidade de criar algo.

Estou insitigado em como e quando fazê-lo.

Pedro.
x

15 julho 2008

eu não sei dançar tão devagar pra...

Orkut é sempre a mesma coisa, sempre os mesmos tópicos, as mesmas listinhas, as mesmas ofensas feitas seguras por trás de perfis (fakes ou originais), o mais do mesmo. Salvo raras exceções que eu conheço e posso dizer que são a mesma coisa pessoalmente.

Mesmos tópicos = fato.
Mas um dia desses, eu nas minhas andanças por comunidades, parei na comu da Marina Lima e (sem muita coisa pra fazer) fui fuçar os tópicos.
A comunidade da Marina é bacana, tem um grupinho fixo de lá, amigos já, acabei conhecendo alguns deles e todos são um barato, além de que a propria Marina já postou por lá.

E nesse dia, vi um tópico com o título: "EU não sei dançar tao devagar pra...?".
Na hora pensei que as reticências fossem pra cada um completar com alguma coisa engraçada, achei idiota quem tinha feito aquilo, nem entrei no tópico porque detestei a idéia de estragar um verso tão bonito e de uma música que eu gosto tanto. Mas não era nada disso. Ora minha supresa, aquilo era o título de uma confissão, um desabafo. Fiquei impressionado com o que se seguiu, tentei responder ao tópico mas ao invés disso fui lendo as melhores e obtendo uma série de respostas que eu gostaria de ter feito.

O que me chamou a atenção foi mais ou menos assim:

Eu não sei dançar tão devagar pra...!?

A música não tem nada a ver com o propósito. Hoje tô um pouco aflito e angustiado. No geral aparento ser uma fortaleza, auto-suficiente e duro, mas sou insuficiente e incansavelmente as pedras de uma fortaleza em construção.

Prestes a fazer 33 anos acho que estou entrando numa crise. a crise da dança. Não sei dançar tão devagar pra muita coisa... tô chegando ao limite e encurralado a decidir rumos na minha vida que nem sei se quero ter.

Ser o que sou não é fácil podem acreditar, mas sempre foi prazeroso. Não sei ao certo, mas há coisas que vão perdendo sentidos, há determinados prazeres que tornam-se banais. Não sei... Não sei... Não sei... dançar é algo que requer parceiro e uma necessidade de sintonia nos passos e cumplicidade nos olhares.

Minha noite está monótona. Tem vodka debaixo da pia. azeitonas na geladeira. Cds que já não falam comigo. Tenho livros empoeirados e um monte de palavrões girando na minha cabeça. É hora de propagá-los. tô puto!

tô cambaleando, tropeçando... e com medo de cair. Mas o chão é o limite né? Mainha dizia: caiu? levanta.

Você já errou a dança?

Por: Wagner Hardman.

E na sequência, algumas respostas desse tópico:

"paga-se um preço pra tentar imprimir alma a aquilo que se faz. as pessoas estão cada vez mais blasés, mas inexpressivas e angustiadas com a capacidade de assimilarem tudo o que lhes chega aos ouvidos, olhos, pele... acho que o teu texto é um pouco de cada um de nós. eu também me vejo meio afogado num museu de grandes novidades... mas de vez em quando esbarro em alguma coisa que me fascina... uma pessoa, um livro, uma música.... uma frase dita por meu filho... um tom que alcanço quando canto uma música, que me pareça bacana.... um êxito no trabalho... De repente é hora de mergulhar fundo naquilo que te pareça ter um sentido em si mesmo... ser cada vez mais coerente com esse vulcão de idéias"
- Cado

Acho que é o efeito retardado do retorno de saturno.. a minha volta ao planeta ta durando mais que os 30... to nos 31 e ainda emputecida, em transição, trocando de pele, mudando as folhas, mudando os gostos e mta coisa...a burrice alhei me incomoda, as piadas sem graça me deixam furiosa... odeio o humor de gente burra, que so sabe compiar o que passa na zorra total e fala "To pagano"... além de copiar o bordão copia errado.. vá se foder!!! odeio aqueles malditos que me mandam aquelas correntes que dizem.. clique aqui... responde o que acha senão seu cabelo vai cair e sua blusa negra terá um manto branco de caspa no dia seguinte...
-
Gisele

...errei tantas danças...e o mais certo é que errarei outras tantas...já pisei em outros pés...e tive meus pés pisados...o legal foi retomar o compasso e seguir daçando...
-
Zeel

Estou pensando sobre isso tudo.

Pedro.
x

13 julho 2008

na casa de noca quando o coro come

Foi uma maravilha. Rita está cantando muito, interpretando pouco. Tá leve, sossegada, solteira e festiva. Diferente da primeira versão dela que tinha aquele "diva thing". Ou a segunda versão densa e clean. Agora ela tá festiva, a nêga tá bonita, sambando, com a perna de fora (e que perna!).
Gostei pra caramba. Cantei junto, me diverti com as caras e bocas que ela faz durante as músicas. Grande Maria.

Pedro.
x

12 julho 2008

hoje é dia de maria

Adoro demais. Lembro do dia que assisti o especial dela na Globo, fiquei doido. No dia seguinte faltei aula pra comprar o cd no Extra da Brigadeiro (eu tava na 8ª série). Comprei, fui voando pra casa e ouvi tanto, aliás, ouço tanto até hoje que deve ter furado o cd. Até 2003 não tinha toda hora esse bolinho de vazar cd antes do lançamento não, só de gente muito importante.

MR me acompanhou durante todo o ano de 2003 e de 2004, naquela montanha-russa que a vida virou nesse período: a separação, o fracasso nos charts, a recisão no contrato, o surto... Tudo acontecendo ao mesmo tempo e sem paz.
Apenas em 2005, quando "The Emancipation of Peter" foi lançado através do selo São Luis e vendeu 12 milhões de cópias (e eu dei a volta por cima) é que ela lançou o Segundo [risos delirantes].
Mas como hoje não é dia de Mariah e sim dia de Maria, o texto volta a realidade agora mesmo.

Gostei do Segundo, é denso, tem um show explosivo. Meio "artesanal". Quando eu ouvi o Segundo, lembrei logo na primeira música "Caminho das águas" de Edu Lobo, por que é uma canção "Edu Lobo" pra caramba, na minha opinião. Mas o segundo disco não agradou muita gente. Eu cheguei a ir em 2 shows desse cd. Do primeiro também, sem contar os de graça como no aniversário de São Paulo que foi muito legal.

Em 2007 ela lançou "Samba Meu" e eu vou ao show hoje com a minha irmã!
YEAH!

Tô feliz, por que vou vê-la, por que vou sair com Amanda, por que meu sábado não vai ser em vão e por que quero por que quero entrar no camarim da Santa (os fãs dela chama assim, nunca entendi por que!).

Pois é... E além de tudo, há a perspectiva de um Domingo:
Por que hoje é Sábado!

BjotonosambadeMaria.

Pedro.
x

07 julho 2008

somos incomuns

Li essa crítica no blog do Antônio Cícero (sim, o próprio , irmão da Marina Lima) www.antoniocicero.blogspot.com e deixo por aqui que ficou muito bem escrita.

Wagner Moura faz o Hamlet de sua geração:

Wagner Moura lançou-se na empreitada iniciática de “fazer seu Hamlet” anunciando a intenção que fosse apenas mais uma montagem. Falhou: é o Hamlet emblemático da sua geração. Espelho inesgotável, mas que reflete apenas o que se põe na sua frente, a obra prima de Shakespeare, síntese do Teatro... Continue lendo (vale a pena).

Pedro.
x

06 julho 2008

drama 3º ato

O Drama 3º ato tem uma estrutura fora de série, uma montagem, um roteiro, uma história sem par na história do teatro. A história que ninguém conseguiu esquecer por que é atemporal. é tão do nosso tempo como qualquer outra. Hamlet.
Fiquei feliz por ter assistido, entendi tudo e ficamos, eu e minha irmã, pasmos com o Wagner - pedeprasair - Moura. Ele tem aquele meu desasssossego de vida na peça. Por muito pouco o Hamlet perturbado e nervoso não se confunde com a Medéia da peça anterior, Gota d'água.

O cenário e o figurino são espetáculo a parte, muito bem feitos, modernos, sombrios. O camarim é no próprio palco, sendo que os atores raramente saem de cena, o que é um diferencial na peça. Deve dar um trabalhão fazer algo assim. Na peça tem um telão enorme e em alguns momentos, os atores usam uma câmera pra mostrar algo que aparece no próprio palco, para se registrar algo como plano de fundo ou pra dar destaque a algo que se fala, até mesmo pra mostrar o que se fala. Um artifício multimídia, na medida certa.

Enquanto eu esperava começar, imaginava a tensão dos bastidores. Lembrava de mim nos bastidores das minhas peças: O Arlequim, Morte e Vida Severina, Suíte Polaróide. Todas com um bar antes, pra saltar na nuvenzinha do ator, cigarros, nervosismo, tensão, adrenalina, aquela montanha russa, as borboletas no estômago, o medo de dar branco, as olhadas por debaixo da cortina. Isso foram peças minhas, escolares, muitíasimo bem dirigidas. Mas ainda assim, eram com um elenco grande, o que dava às falas uma praticidade maior. Agora, e o Hamlet? Imaginava o nervosismo de Wagner numa estréia ou antes de cada sessão e eu ficava nervoso por tabela.

Mas deu tudo certo, o elenco tem uma sincronia sensacional, o texto flui naturalmente, e é denso. As expressões e intenções são claras e viscerais. Não tem outra palavra, ele é visceral em tudo o que faz.
Descobri que não há outra opção pro príncipe a não ser morrer, Shakspeare foi um cara genial. Devia ser doido de pedra, por que tem que ser muito maluco pra pensar numa coisa dessas.

Eu tinha dito pro Rudy uns dias antes que a única lembrança que eu tinha do Hamlet, a única versão que eu tinha visto, era do Rei Leão. Ele nem riu muito, não... rs. Mas enfim, já tinha ouvido falar de algumas montagens audaciosas, como a do Oficina, o Ham-let, que vi passar numa novela da Globo inclusive (olha só!) aquela que a Letícia Spiller fazia a Babalú (risos insandecidos) e levava o Marcello Novaes (não lembro o nome do personagem) pra ver esse Ham-let no Oficina! Olha a memória boa...

O fim da peça é fantásico como todo o desenrolar, os monólogos... Sem comentários (vou até postar um que Amanda, minha irmã, me chamou atenção e depois eu fui perceber - ela é bem mais rápida do que eu pra essas coisas - é o diálogo mais genial e o que mais me identifiquei na peça - depois farei um post especial com ele) e na hora dos aplausos eu ficava olhando o Wagner, esperando que ele sorrisse ou mostrasse sinal de vida fora do personagem, mas nada, ele ficava lá - grave e sério.
Isso é entrega.


Pedro.
x

04 julho 2008

vem, vem morar comigo

Pois bem, a partir de hoje, o Segredo faz parte da lista do BlogBlogs.Com.Br o site com maior conteúdo sobre blogs no Brasil. Além disso e antes disso, já estamos no Tecnorachi também.
Como diria minha irmã: "solchic beim, ok?

Além disso, já se passaram 6 meses da minha mudança do UOL pra cá, e quem diria, 70 posts (sendo que no primeiro Segredo foram menos de 50 para quase dois anos de blog!).

Deixando claro que (quase) nada muda (em relação às postagens, a não ser que eu comece a fazer sucesso! ahuahuahuahuahuah brinks), só a vaidade do dono vai ficando cada vez mais cada vez.

=)
That's all.
Bjabraço.

Pedro.
x

03 julho 2008

so called chaos

Por motivo de caos telefônico, essa postagem deixou de existir.

Pedro.
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