30 junho 2008

drama 2º ato



Drama 2º ato é um drama de verdade, não no sentido de "ação", mas no sentido de ser triste.

Fiquei angustiado por alguns dias depois de assistir à
Gota d'água
. Baita musical, montagem formidável, engraçado, movimentado, com aquelas canções do Buarque que a gente sabe de cor.

Mas a atriz principal, que faz Joana... A atriz... A atriz é a peça. As coisas começam a fazer sentido quando ela aparece, por que até então toda a crítica social, a luta de classes, aquela coisa toda - deu. Mas quando o drama pessoal de Joana (que na tragédia grega é a Medéia) aparece em cena, aí se entende por que Bibi Ferreira foi chamada para fazê-lo.

A trama é simples: a peça retrata as dificuldades vividas por moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-Dia, que na verdade são o pano-de-fundo para o drama vivido por Joana e Jasão que, tal como na peça original, larga a mulher para casar-se com Alma, filha do rico Creonte.Sem suportar o abandono, e para vingar-se,
(atenção, na próxima linha = spoilers!)
Joana mata os dois filhos e suicida-se.

Joana dá medo. Ela se passa de fraca, mas ela tem o controle das coisas, muito perturbada, um poço de energia. Eu gosto quando Jasão diz o real motivo que fez ele deixá-la. É a parte que diz tudo da personagem, com um diálogo foda. Fiquei doido pelo desassossego de Joana, a forma que ela põe medo nas pessoas, sua ligação com os orixás, a dissimulação, a vingança, tudo.

A peça já saiu de cartaz do Sesc Vila Mariana, mas deve voltar e eu devo ir de novo, provavelmente.
Uma pena que eu não levei câmera pra filmar minha irmã caindo da cadeira (sabe aquelas que o banco sobe quando a gente levanta?). Ela foi sentar na cadeira ao lado e acabou indo pro chão. No ápice do final do primeiro ato da peça. Daí restou rir, junto com todo o pessoal da fileira.

Pedro.
x

28 junho 2008

drama 1º ato

Eu estive pensando desde que saí da peça dela (na última - das três vezes - que eu fui assistir) em como descrevê-la. Não sei, ela é loura e negra, burra, sábia, deusa, mulher, menino e mandarim. Nem sei como descrever quem canta, atua, dança, se dirige, escreve poemas, recita poemas, dialoga com o cotidiano, dialoga com a platéia, diverte e faz chorar e faz pensar, repensar. Me faz pensar e repensar o que ela diz várias vezes.

O título: "Parem de falar mal da rotina" me trouxe um interesse imediato pela peça. Tanto que, em 2005, sem ao menos saber do que se tratava, eu comprei o ingresso pra assistir, só eu. E tudo o que eu assisti naquele dia no Teatro Augusta ficou armazenado foi sendo processado. Era mais ou menos assim:
um monólogo com uma mulher falando coisas do dia a dia de forma humorada e recitando poesias que durava 2:30h.

A peça saiu de cartaz e viajou o Brasil. Nesse tempo eu esperei. Soube da notícia de um dvd que talvez saísse (não saiu), falou-se que a peça voltaria a São Paulo em 2007 (não voltou). E eu no meu canto.

Num outro dia, num meio dia, abre-se um cartaz enorme na Brigadeiro Luiz Antônio:
ELISA LUCINDA em: PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA.
E instantaneamente me veio uma lista de pessoas que seriam, por vontade própria ou literalmente, obrigadas a assistir junto comigo à peça.

Na primeira caravana eu levei tia Lú, consegui leva-lá, e acho que ela não se arrependeu. Aliás, tenho certeza que não.
Na segunda (e maior) foram os obrigados: Amanda (a.k.a: "Teatro nãããããõ!"), Thaiane (a.k.a: "Fui a dois monólogos essa semana") e Rudy Ritter (a.k.a: "Vim obrigado, ok?").
Todos gostaram, ou, souberam me me agradar bem. Mentira, gostaram sim. E souberam me agradar ao mesmo tempo. Indo!

Além da peça ser uma beleza de atuação e de fluir de maneira legal (o encontro com a platéia é ótimo), Elisa é poeta e seus poemas dizem muito a respeito de mim. E o que diz muito de mim, obviamente diz a repseito do blog, então, nada mais justo do que publicar o que mais diz sobre a peça, o que mais me tocou e curiosamente, o que mais combina com o blog.

Pois aqui vai:
Termos da nova Dramática (ou Parem de falar mal da rotina)


Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra
e ninguém é tão exato.

Nem filme.
Pensando firme

nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca

mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta

pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não
abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero

são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo

e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão

é tesão!

O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim

sujeito determinado da oração principal.

Juro, parece um poema grande, mas com ela falando, toma vida, toma forma. Quem leu, já sacou que é certeza de algo muito bom.

Esse foi o 1º ato.
Em breve mais alguns.

Pedro.

x




Fica o link pra saber mais sobre Elisa e sobre a sua escola de novos poetas: www.escolalucinda.com.br

26 junho 2008

drop down diary #2/2

Fazer um Drop Down Diary com #2/2, não é como se fosse pela metade, é um inteiro.
Sacaram? É só pra descontrair galerê...

Aqui, bem distante no Segredo, existe um inteiro. Algo completo. Minha rotina cansativa e satisfatória, non-stop de Segunda a Segunda. Dos momentos corridos e já descritos de manhã, quando eu chego à conclusões absurdas, de não pensar em nada, até quando anoitece.
Tem que ter disposição, mas tem que gostar também. E eu tenho gostado.

Muita coisa não tem acontecido no Telecentro, então está tudo em paz.
Aqui ainda parece ser outro lugar de Sampa, às vezes cansa. Tenho duas turmas agora, então garante o cansaço ao menos. E mais: vou dar curso de blog! Ensinar outras pessoas como é que se faz um blog de verdade. Isso vai ser legal, por que é passar para outros algo que significa muito pra mim.
Não sei se vou mostrar o meu blog pros alunos... Como serão meus alunos?!
Estou ansioso por isso, soube que nunca houve uma oficina de blog na história do Telecentro. Então agora, eu inicio uma parte (e me torno parte) da história de algo. Por menor e insignificante que seja, é história.
Registrem, ok? Sou parte da história!

Em casa, ok, check. Tenho dormido tão pouco... Queria arrumar meus porta-retratos e mandar as fotos do mês de Maio pra revelar. Mas tempo pra selecionar as fotos tá em falta. Sem contar as fotos de Junho (nem sei se eu tirei fotos em Junho)... Falta tempo e dinheiro agora.

Novidades nem tão novas: Rudy de segunda a quinta, Amália de sexta a sábado.
Saí com o Gui e com a Ana Takahashi! Uhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuh!
Deveria ter levado a câmera por que eu sei que ninguém vai acreditar que ela finalmente apareceu.
Ela ainda é linda e ainda é difícil de conseguir um momento. Estava com saudades. A gente devia sair sempre. Cada papo que saiu dessa vez... Galerê, tudo em off.

No Etapa está tudo ok, eu só quero saber quando estiver tudo em férias. Sério, cada aula parece ter cinco horas, e olha que meus professores são muito legais. Mas na última aula eu já quero cortar meus pulsos a cada minuto que o sinal não toca.

ACM, check, falto uma vez por semana, sem erro. Não dá correr também daquele jeito todo dia, é sacrificante demais e muito cansativo (não o ato de correr e fazer os outros exercícios, o problema é depois, aguentar o resto do dia inteiro).

Por hoje é só, vou ver Hamlet no Domingo...
Mais um episódio da série: Amantes do teatro dominical, eu e minha irmã.

Falou, Brasil!

Pedro.
x

24 junho 2008

x_tatic prö=cess

Todo dia, antes do sol levantar eu já estou de pé e pronto por que há de vir. Pronto pro dia.

Gosto de saber que sou um dos primeiros, odeio a sensação de que dormi muito pouco. Passo muito tempo enganando a mim mesmo que hoje eu não precisaria encarar nada, poderia ter um dia de não fazer nada, mas eu sei que não é possível, eu também não quero isso, acostuma. O corpo amolece...
O corpo amolece e se recosta nos cantos. E eu quero sair antes do sol raiar.
Mesmo sabendo que na minha realidade, o sol não raia.
É tudo mentira, é tudo figura.

O sol não nasce, são as paredes que ficam claras. Sim, os dias em paredes que dizem as horas, se está frio ou calor, que aumentam ou diminuem a temperatura de onde eu estou e de mim. Paredes amanhecendo claras e luminosas, entardecendo amarelas e anoitecendo na penumbra.
Como pode a parede, à noite, anoitecer?
É assim desde que eu sei que é assim, dias em paredes, e nada mais se vê, fora o chão, que é uma parede que a gente pisa pra não cair no centro do mundo, pra não acabar caindo no Japão. Tudo é parede, o horizonte, o céu e até o mar. Todos eles transmutados, transformados em elementos: pedra, cimento, cal. E eu preciso sair muito cedo por que eu sei que o sol existe e muda as cores dos apoios do mundo. Eu sei e eu quero ir embora, mesmo sendo muito cedo pra correr na rua, mesmo sendo noite pra quem dormiu agora.

No caminho, tudo muda entre respirar e enxergar, as cores são cinzas, densas, azuis. Como se para ter algo de bom fosse necessário passar por um desastre primeiro. Todas as mágoas viram passos rápidos, e eu vejo São Paulo, a história passa por mim . passopassopassopassopassopassopassopasso.
Eu sou a história dessa cidade, sem ela, me consumiria a mim mesmo, eternamente e de nada valeria.
As pessoas ainda esão acordando quando eu passo na porta da casa delas. Os meninos que entregam o jornal tem pausas, as pessoas que tomam café tem pausa, os mendigos que beberam até cair tem pausa. Eu só sei que parar existe, mas enquanto não chega a minha vez, eu não paro.

Você sente meu compasso?
Na verdade é a sina de cada um. Uns correm pra conversar, outros pedem companhia, saúde, lazer, acordar. Eu não tenho nada e não posso parar. Às vezes eu sei que você sente o meu compasso, eu sinto você sentindo a minha respiração.
Então eu não respiro e penso na sua morte.

O tráfego é como o sangue, cheio de pessoas e sinais. Eu sei, não me diga, é sangue que está fluindo. O dia está frio e seco, e estou aquecido em passos. É lógico que algum sangue escorrerá. É tão certo quanto ossos corroendo com o passar dos anos.

Lógico como a solidão.



(...)

Pedro.
x

Contém citações das músicas:
Saudade do que não tive (Fernanda Porto/ Vitor Bellis)
Quem Nasceu (Péricles Cavalcanti)
Terra (Caetano Veloso)
Pelo engarrafamento (Otto)
Garoto da água 13 (Pedro Augusto)
Mer Girl (M. Ciccone/ W. Orbit)
The Archaic Lonely Star Blues (Macalé/Duda)

19 junho 2008

A verdade sobre Connecticut nº1

http://compedro.zip.net/arch2006-10-01_2006-10-31.html

Gosto da idéia desse texto, embora tenha escrito sob pressão própria e terminei não desevolvendo outros temas que me interessam. Fiz em Polvilho, minha Connecticut.

Pedro.
x

a verdade sobre connecticut nº2

Me senti despejado da cidade.
Eu tenho os olhos mansos, abrandados. Não venho de uma realidade cruel, não faço o tipo certinho de cabeça baixa. Tenho opinião, sou arredio, teimoso e tenho um gênio fortíssimo. Sou folgado e egocêntrico.
Tá bom, what's new!?
Pouca gente consegue sobreviver a isso, à ausencia de padrão ou de semelhante com tanta informação e com tanta capacidade para as coisas todas. Mas ao mesmo tempo com tanta desatenção. Eu sempre fui muito desatento-atento.
Enfim, devido a isso e a alguns poréns a mais (esses outros, coisas boas), eu saí da cidade. Na verdade saí do clubinho do centro da cidade e dos Telecentros de lá (o que é algo engraçado sendo eu um dos únicos que realmente mora no Centro - ironias!). Vim pro AME e vivo esquecendo o que a sigla significa, por isso acabo chamando de Telecentro FATEC, por que fica logo próximo.

E aí?
E aí que a gente saca que o negócio não é com a gente, mas das pessoas com a gente. A minha opinião continua cá comigo, a desatenção também. É uma questão de saber fazer o que se sabe e se aprimorar naquilo, ter espaço. Eu sei dar aula, não sei mexer com papel, com horário. Entendo mais daquilo que realmente importa no computador do que as pessoas que ensinam o que acham que importa, por que mostra na apostila, por que foi mandado. Por que não tem opinião.

Adoro meu Orkut, ah, é como se fosse aqueles cigarros (todos) de depois do almoço, me poupa um tempo danado de marasmo, é ilegal, imoral e engorda! Quer coisa melhor? Só o cigarro mesmo (maldição...).
Cabe tudo aqui aonde eu estou agora. Por isso é um pouco de Connecticut. As pessoas estão mais sintonizadas em agradar e agregar mesmo. E eu fiquei com a idéia positiva de Connecticut por causa dessa vizinhança, essa calma, essa alma local aonde todo mundo se conhece, briga, protege...
Tem um "fazendeiro" aqui do lado, que traz todo dia leite tirado da vaca, tem uma dona que limpa e cuida que todos tomem café quente. Tem uma Assembléia de Deus (e aonde não tem?) e moça que traz doce, moço que conserta bicicleta, tem poeta, tem sorveteria, subúrbio e praça.
Realmente, nem parece que eu sai de onde saí e vim pra onde vim.

oO After every rainstorm, a rainbow appears Oo

My best wishes to all. All, with no exceptions.
S2,
Peter.
x

17 junho 2008

stay in bed days

"Is this me, is this what i'm really like
Is this me, why can't i say something nice
Is this me, or is this one of those
Stay in bed days "

Sem dúvida, não quero mais saber de nada por hoje, chega!
A frase é exata e precisa, quem nunca usou-a ao menos uma vez na vida?

- Não devia nem ter saído da cama.

Esse sou eu hoje. Seguindo as regras do"stay in bed days": primeiro de tudo é acordar atrasado, sempre! Não pode faltar um certo atraso, sem desculpa aparente, sem nenhuma desculpa a ser inventada, nada! É parte do plano perfeito que o dia idiota reserva.
Como já é tarde, nada de tomar café... Não, não pode. E comigo existem duas opções: ou eu como excessivamente de manhã ou nem diga bom dia que a reposta é torta. Mas não, eu não estou de mau humor, por incrível que pareça, acordei com um bom coração num dia de péssima índole que eu aposto, irá me levar pra enrrascadas piores do que esse simples atraso.

Óbvio que o metrô está andando com uma certa lentidão, isso me atrasa mais um pouco. Mas nem desculpa eu quero inventar de tão irritado que (agora) eu estou.
Cheguei aqui, e para a minha surpresa o usuário mais chato de todos os tempos do Telecentro está aqui, está aqui justo hoje. Ele tinha que estar aqui fazendo um mega discurso contra o uso de Linux, exaltando o pacote Office e outras murmunhas mais que eu felizmente consegui escapar de ouvir.

Os momentos ápices vinham se aproximando. Acho legal que na mesma hora do dia, o mundo particular e o mundo profissional colidam ao mesmo tempo. Nos dias ruins os mundos começam a desabar e a pedir atenção, e te querer fazer subir pelas paredes e me enchem de raiva e de pena de mim mesmo ao mesmo tempo. Como a gente fica de perdas e danos? Deplorável? Aceitável? Auto piedoso? Orgulhoso demais pra demonstrar fraqueza?

Por um lado a minha chefe-master estava ali, reclamando uma assinatura num lugar onde não deveria estar, que eu (que assinei) nem sabia que existia. Pra falar a verdade, pra mim não existia mesmo, eu poderia passar anos e anos olhando aquele papel e não vendo erro algum.
Brasil, será que eu tenho um problema, um déficit de atenção?
Provavelmente. Aliás, muito provavelmente, até por que eu nunca me dei bem com esses protocolos, esse lance máquina de ser.

Mas isso não importa em nada, a minha assinatura estava lá, num Domingo, dia da minha folga, como se eu tivesse trabalhado realmente. Foi um pouco tragicômico, confesso. Imaginei-me ganhando vários e vários dias a mais só por que assinei uma folha, como um funcionário fantasma. Tambem fiquei pensando que é justo o o ditado "em casa de ferreiro o espeto é de pau". Vamos raciocinar: folha de ponto, livro de ocorrências, lista de espera... Tudo isso escrito à mão, sendo que a maior proposta do Telecentro é a maldita da inclusão digital? Isso nem trágico é... É apenas o Brasil sendo o Brasil.

Enquanto isso, no outro mundo, meu celular desabou a tocar e tocar. No meio da conversa com a minha chefe, my lovely, my dear, my adorable boss deve ter notado que meu celular estava em desespero.
Motivos depois eu vim saber que não era minha mãe, nem minha irmã, nem meu pai, nem minha vó que está em Campinas. Como teria sido melhor se fosse apenas um telefonema de "oi, bom dia" , ou de "oi, ontem foi legal, viu?" ou de qualquer outra coisa.
O ciúme lançou sua flecha preta e se viu ferido justo na garganta.
E eu ouvi.

Estou ouvindo a tudo isso como muito barulho por pouca coisa. Caprichos e chamadas tão mal utilizadas que nem me deixa chateado, me cansa.
E agora que eu estou cansado, adorei desabafar no blog agora, logo agora que tudo acontece em tempo real.

(...)

Por fim, no fim do dia, foi tudo horrível mesmo. O Thiago me disse pelo Orkut eum lance muito interessante desses sobre "stay in bed days", quando eu perguntei pra ele se ele nunca teve um desses dias ou o que achava sobre, ele disse:

Depende..Pois se a pessoa pensa "Não devia SAIR da cama" no momento em que acorda, já presumindo algo de ruim, e digamos que essa pessoa possui algo como vidência, ou apenas um mau pressentimento sobre o seu dia.. Outra coisa é a pessoa dizer, no final do dia "Não devia TER SAÍDO da cama", o que a faz dizê-lo por pura pirraça do simples fato de estar vivo :B (essa foi kinda poética).

E é assim que eu encerro o texto e a noite (sim, agora já é de noite pouca coisa mudou).

Obrigado Thiago e principalmente... Obrigado Alanis!
Mundo... Mude!
Não quero essa conversa pra amanhã, ok?
Nem prerder mais uma noite de lua cheia com isso, ainda mais quando ontem foi tão...
Enfim, até!

Pedro.
x

16 junho 2008

there's no place like a party

Separados por semanas a fio, por culpas, orgulhos e ciúmes - e todos os derivados dos sentimentos amorosos - eu e a Amália, ela e eu, marcamos uma reunião, um breve comeback. Não sem antes trocar zil mensagens de textos, passar por outros mil intermédios (salve Pam!) e explicações sobre tudo, ou quase tudo que ocorreu antes do fatídico dia 25, dia "P" de Parada, e tudo o que ocorreu depois disso.
Ou o que não aconteceu.
Foi aquilo, a bolonhesa ocorrida: sou ciumento sim. Embora consiga ver a Amália de certos modos não consigo de outros. Pra quem entende as entrelinhas, foi isso mesmo.
Estou encanado nisso até agora, sem dúvidas, parei ali e ali fiquei, não tenham dúvidas. Mas por uma noite, larguei todas essas dúvidas e fui pro destino número 1 e super óbvio do encontro: Peixoto Gomide.
O bar do bilhar, o subterrâneo.

Tinha uma quase recepção pra uma garota, mas ela perdeu um pouco do público quandoe ue cheguei, admito. Tinha público pra ver a reação dos dois, minha e dela quando nos víssemos.
Me senti um Sting voltando pro Police, um Ricky voltando a ser Menudo, um Robbie voltando ao Take That and last but not least, uma Geri voltando pras SPice Girls (ok, "Too Much").
Sim, isso foi aguardado, estava sendo... Mas ela e eu sempre fomos muito amigos e muito parecidos, discrição total, raras vezes (a maioria delas, bêbados) conseguimos chamar muita atenção, ela não me encontraria e faria um barraco e nem eu com ela.

Dito e feito: um lance meio diplomático ficou no ar, um diz-não-diz, um lance do tipo "quer saber seus motivos mas quero que você diga por que eu não vou perguntar". Estranho, estranhei um pouco. Estava morrendo de medo uns dias antes, de pensar que o nosso lance poderia nunca mais ser igual ao que era, que poderíamos nunca mais ser aquilo. E aquilo era muito bom, mas muito mesmo.

Fui ficando com um medo até que o gelo foi quebrando, a maria mole esquentando, a cerveja acabando. E no segundo destino da noite, o gelo quebrou.

Segundo destino: A lôca. 1:00 da madrugada. LENHA!
Eu sabia que a proposta ia ser essa, ou algo parecido, tipo a Bubu. A gente não foi na Bubu por que tá cara. A lôca é próxima e barata.
Mas lá dentro a realidade é outra, a gente se encontrou de vez. Aí foi aquela famosa troca, o famoso retorno. E não havia mais ninguém na pista, nem no bar, nem na Lôca, nem na Augusta, tudo era aquilo lá. Foi bom enquanto durou.

Depois a Andréa veio arrancar a gente do sonho bom, e quis ir pro pesadelo, o pesadelo que a vida dela vai se tornar em breve, muito em breve. Não quero nem falar sobre, mas cada dia mais estou pegando ódio de certas drogas que insistem em ser próximas de pessoas ao meu redor. Sejam pessoas amigas ou pessoas de quem eu (literalmente) dependo. É um demônio que eu ainda exrcizo, e ainda escrevo por aqui.

E assim a noite acabou e o dia raiou claro na Augusta,
caminho de casa, ouvindo Caetano, com ela no meu colo.
Os 2, mortos de saudade e de cansaço, desmaiados.
Demasiados pra ser mais preciso.

We're back in the game (?)

Pedro.
x

12 junho 2008

sobre os momentos sem medo e com desejo

Todo ano, solteiros do mundo todo, alguns convictos, outros encalhados mesmo, são postos a prova do dia "D". E esse "D" é de doze. Doze de Junho. Dia dos namorados. A decisão de como irão passar o dia, mostra um pouco da personalidade de cada um: tem os que não saem de casa, os que compram presentes pra si mesmos, os que passam o dia num mal humor terrível, outros apenas apreciam o dia e conseguem vê-lo com bons olhos.

Eu faria parte do último grupo, mesmo não sendo assim, tão solteiro quanto os solteiros. Mas nem quero ir muito a fundo na vida a 2, na minha que parece tão fora de mão.
And cut!

Eu gosto do dia dos namorados. Acho clichê à beça, cafoninha e tão ridiculamente romântico, que é a coisa mais bonita que tem. Qualquer data que celebre o encontro num mundo de tantos desencontros pra mim é válida. Fico tão contente de ser humano, se inventar datas especiais apenas para celebrar o encontro das pessoas e seus sentimentos. É, isso me faz muito feliz.

Mesmo aqui no Brasil sendo apenas uma data quase "inventada" (não tem a história de St. Valentine's e nem toda a tradição de cartões e tudo mais), eu lembro que dia 13 é dia de
Sto. Antônio (sim, aquele casamenteiro) e fica valendo como o dia dos namorados brasileiro de verdade. Mesmo sendo o dia seguinte. Mesmo a data sendo muito mais comercial do que deveria, a graça está justamente nos Valentine's, que pros dias de hoje seriam testimoniais de Orkut.

mais, mais, MAIS!
A graça está em tudo. Nos casais descendo a Augusta com garrafas de vinho, os maridos e esposas na Avanhandava (trânsito perdoável, até isso existe!) vivendo outro dia como namorados, as promoções nas lojas, os corações, as pelúcias, os chocolates, as rosas, os e-mails e telefonemas, cartões e flores que aparecem no horário de trabalho pra vergonha disfarçada de felicidade (ainda mais com aquela chefe solteira querendo morrendo de inveja!), os beijos no meio da Paulista,
no elevador, na escada, na porta de casa, na despedida do ônibus, na catraca do metrô...

As pessoas se unem em pares, os pares formam diversos conjuntos, e todos são da mesma causa.
As mulheres não são mais feministas, por que os direitos iguais já estão no namoro, assim como os homens não são mais machistas por que não vivem sem suas mulheres. Os homens que namoram homens e as mulheres que namoram mulheres não estão numa parada da diferença.
Hoje todos são iguais: românticos, loucos, apaixonados.

Os mais novos trocam anéis de compromisso, os yuppies se perdem no shopping, os alternativos vão pros bares com som ao vivo, os mais incuravelmente romanticos gravam cd's, fazem livros, escrevem poesias. Quem está longe manda beijo pela webcam, são tantos tipos de chance, que sabemos, todos, cada uma delas.

Tudo vale, tudo pode. Que bom se o amor fosse O AMOR todos os dias. Receber um cartão fora de hora, um testimonial atrevido. Um convite, dois, três.
Quantas vezes a noite aguenta?

O meu dia dos namorados não foi de dia... Foi de noite.
E também não foi um dia de solteiro, nem foi um dia de namorado. Eu caí numa brecha do sistema. Uma constituição falha do mundo amoroso e repouso por lá, romântico, contente, confortável e seguro.

Por que não, satisfeito?

Sim, satisfeito com tudo isso: da perspectiva à realidade.
Foi um dia feliz para todos que entenderam ao menos metade do que eu quis dizer

Pedro.
x

11 junho 2008

quanto mais a gente ensina

Queria dizer a todos os professores o quanto eu os admiro. Dar aula não é um trabalho fácil, não é algo pra qualquer um.
Pasando o olho pela minha vida acadêmica, eu nunca fui um aluno que pudesse fazer parte daquele dram-team dos professores (ok, com exceção de Ingês, Português, História e Geografia), nunca em nenhuma aula, por mais paixão que eu tenha pelo tema eu consigo ser o santo. Parte disso fez meu sucesso e minha derrota pessoal, mas é tão divertido falar o que não se pode falar e na hora que não se pode falar, que em algumas aulas eu me sentia no meu próprio espetáculo de stand up comedy.
Pois bem, meus dias de Seinfield se viraram "contra" mim. Quase contra e quase a favor.

Trabalhndo em Telecentros, eu tenho que preparar aulas para pessoas que não sabem nada de Informática, tipo, nada mesmo! Pessoas que nunca ficaram frente a frente ou mexeram em laptops e pen drives e não fazem a mínima noção do que é um hardware.
Se eu que estou dando aula sou uma negação pra tecnologia e pra computador, de certa forma, imagina quem NUNCA nem ao menos procurou se informar sobre!?

Enfim, dar aulas é muito legal. Ensino o básico do básico do básico: Draw, Writer, Calc e Firefox.
Não entendeu? É Linux, e como eu, todos são praticamente condicionados à fala do Windows, então os nomes seriam respectivamente: Paint, Word, Excel e Internet (apesar do Firefox não ter muito a ver com essa conversa).
Vida de professor não é fácil. Agora eu reconheço que é preciso ter o dom pra acordar cedo e ter que ser aquele que passa a mensagem e se faz compreensível, quando muitas vezes as pessoas querem insitir que algo é incompreensível.

Estou falando sobre alunos. E existem alunos de todos os tipos, acreditem.
Dar aula pra 3ª idade não é a mesma coisa que dar aula pra crianças, que também não é a mesma coisa que dar aula pra meia idade.
Mas algo todos eles tem em comum: do mesmo modo que eu consigo ver em um senhor o modo que ele era na escola, eu posso ver o jovem. Na escola, eles estancam na personalidade. Do jeito que foi uma vez, é do jeito que será sempre.
Difícil de enxergar?
Eu facilito: as meninas cdf's serão sempre cdf's, os meninos do fundão serão sempre os meninos do fundão, os nerds serão sempre nerds, os excluídos serão sempre os excluídos...
E por fim, os pop's serão sempre pop's.

Entre cursos e oficinas, fui vendo personagens, pessoas, características. Todos reunidos durante anos pra se chegar àquela pessoa. Não sou eu quem vai mudar, não sou eu quem vai querer dizer como vai ser o modo de aprendizado daqui pra frente.
Adoro dar aula de cursode iniciação à Informática pra pessoas que não sabem de nada. Mas confesso aqui (e só aqui) que minha paixão mesmo são as oficinas.

Oficinas são cursos específicos, para públicos específicos, que já tiveram contato com o assunto, já sabem do que se trata, não precisa ficar explicando click por click, as pessoas são menos tímidas, minha aula é mais stand-up. Super comedy. Sobra tempo, não tem um cronograma extao, eu posso ensinar truque e ser o professor bacana, passar dicas úteis, que me ajudam, já que eu não sei muita coisa de computação. Todos gostam mais.

No mais, a infraestrutura é Brasil total. Se vira nos 30 pra conseguir na fala ou nas apostilas, passar o conteúdo.
E é nesse momento que eu penso nos professores que precisam bem mais do que eu dessa infraestrutura e não tem. Como deve ser difícil ensinar o essencial (vamos deixar bem claro que computação, para o Brasil, ainda é secundário, quase desnecessário para a quantidade de meninos e meninas que não sabem escrever e ler decentemente) para o futuro do país..
E não adianta dizer que houve um remendo aqui, uma super bonder acolá que continua a mesma merda, continua o pior do Brasil.

Até quando?

Pedro.
x

10 junho 2008

um ser humano é o meu amor

Existe no Myspace um aplicativo chamado "Brutal Truth" (Verdade Brutal) que funciona da seguinte maneira: intermediário entre a mensagem "brutal", o portador e o receptor da mesma.
O mensageiro da "verdade brutal" não é identificado, tudo é feito em sigilo, quem recebe fica sem saber se a verdade é verdade, quem mais sabe daquilo.
Se a moda pegar 99,9% do que rolar nesse aplicativo vai ser piada pronta, inutilidade e pouca verdade será dita.

Mas assim mesmo eu confesso que fiquei um tanto perdido com a invenção. A reação imediata foi pensar em alguma situação em que todos soubessem de algo sobre alguém ou sobre mim e não me contassem. Ou quando eu sei de algo junto com as pessoas e o sujeito da notícia não sabe.
Umas e outras verdades brutais viriam bem a calhar nessas horas, não? Não só pra pessoa, mas também para a consciência geral de todos os que falam pelas costas (mesmo que muitas vezes contar a verdade e acabar com o segredo faça o assunto evaporar de tão desinteressante que fica).

E no mesmo instante pensei na vida em paz que eu gosto de ter, de não ficar especulando sobre a vida dos outros, de gostar de saber das coisas mas não fazer questão, de ter parado de jogar o "gossip boys&girls game" em 2003 e querer ser feliz sem isso. Mesmo a felicidade nesse caso sendo tão mais verdadeira e por isso mais difícil de chegar até ela.
E mais: no decorrer dos dias, esse aplicativo perdeu tudo o que tinha de radical nele.

Foi de sábado pra domingo, dia 7 pro dia 8, eu fui até a festa junina do São Luis mas cheguei muito tarde. Fui acompanhando como espectador (esse artifício pouquíssimo utilizado por mim, no momento da ação) o decorrer das coisas: quem ia ficar, quem queria ficar, quem nem deu as caras... Do nosso "grupinho" foi quase todo mundo. Mas com o tempo as pessoas foram desanimando, desanimando... Enquanto outras foram se animando, resistindo e ficando.
Moral da história: Pedro, Rudy, Thay e Guilherme. Survivors.

Isso não é muito 2005?
Desliguei o botão de espectador, quando fui ver, éramos 4.
E justo esses pra mim, eram parte fundamental da essência do que ocorreu em 3 anos de São Luis, os supra citados, super recomendados, minhas referências.
Se a para a Thay era um rolê da "Thay com os garotos" (e é algo realmente incrível como sempre só fica ELA de menina em qualquer ocasião), pra mim foi algo realmente mais profundo, algo do tipo "Pedro com a essência".

A idéia era clara: ir deitar na Alameda das Flores, na Avenida Paulista, por puro cansaço da vida Augustiana que vivemos (especialmente eu e Rudy) dia após dia (ou pior, noite após noite) e antes disso passar no mercado pra garantir o mínimo de diversão líquida. Ok Guilherme, proposta feita, proposta aceita.
Antes de continuar, um lema da essência:
"Intimidade é fato, não da pra fingir. Nem pra pedir, nem pra fugir".

Vinho barato, duas garrafas de original, três garotos, uma garota, uma alameda vazia, madrugada, frio, escuro...
O que pode sair disso?



(...)






Resposta...












BRUTAL TRUTH, lógico!
Numa forma (essa sim) radical, ano após ano, nós temos intensificado o famoso jogo do "Eu nunca", que o Rudy ensinou pela primeira vez na festa da Manu em 2005.
O jogo é simples. Fulano diz: "eu nunca fiz tal coisa", quem fez, bebe um gole e o jogo segue.
Serve pra descobrir qualquer coisa. Mas em outros grupos, em outras situações, é difícil que saia de um nível superficial.
Aqui, nesse caso, estamos falando da essência, é víscera e verdade. Aquilo que corre nas entranhas, nas internas, o que é fato, o que é desfeito. Quanto mais se convive com alguém, mas coisa se sabe e mais coisa a gente "fica sabendo" ou desconfia sobre a pessoa.
E as regras são:
1 - honestidade a qualquer preço;
2 - ninguém precisa esclarecer o por que de nada. Não há argumentação, nem por ques.

E essa foi a atração principal da noite. Brutal Truth na sua versão mais radical e mais verdadeira: verdades ditas a partir de um gole de vinho, mas cara a cara. O que foi perguntado e o que foi respondido é sempre a mesma coisa: começa engraçado e vai se adensando, até ficar insuportável.

E o insuportável (pra mim que dificilmente me importo com algo) tinha nome, endereço, forma... Era de músculos, de carne e osso, pele e cor. E é a pior coisa que podem descobrir num jogo como esses, o calcanhar de Aquiles. Por que a resposta dadas nem são mais curiosidade deles, é o que eu mesmo não tenho coragem de falar pra mim. E como íntimos, sabem todos o que perguntar.
Eu vi que todo mundo saiu um pouco caco, vidro quebrado, dessa sessão de jogo, mas nem tem como ser light quando é tudo tão próximo. Quando 3 anos se passaram e só havia um corredor pra tanta coisa acontecer. E de fato: quanta coisa não aconteceu por que TINHA que acontecer?
E pro bem ou pro mal, lá estavam os 4.

Amigos, amigos... O que seria da minha vida sem meus amigos?



Perguntar
Perguntar - te
Pergunta - arte
Pergunta - arde
Pergunta - tarde

Pedro.
x

04 junho 2008

cai a tarde de onde não se sabe

Lhe atribui fórmulas, ciências, canções, crenças, adjetivos, poesias e milhares de coisas, por milhares de caminhos, até aonde a constituição da minha mente poderia chegar.

Tudo isso para lhe sintetizar,
e só dizer que o que eu mais queria era você.

E agora, são todos os papéis rasgados, ou queimados, pela mão da vida, ou do Senhor Tempo que insiste em me dizer algo que jamais eu quis ouvir...

- Cada um tem o seu caminho.































Nós fechamos os olhos e nos transportamos para um mundo qualquer, que nos permite ver todas as suas cores. Mas não são as cores que você já tem, e sim, as cores que teria com o fundir do nosso pigmento.


Se cada um de nossos cinco elementos tem em seu coração a sua essência, eu tenho em meu sangue a cor, o néctar e o sabor da essência de todos nós.




Textos: Igilolá Ayedun
Edição: Pedro

Pedro.
x