30 maio 2008

drop down diary #2

"Maio já está no final".

Maio não chegou a ser um mês, foram dias. E foi o mês que eu mais me acostumei com a minha rotina. Parei de falar mal dela, fui escapando às vezes, outras fui contornando-a.

O que fica de memória são as vivências e as pequenas coisas que a gente vai conseguindo acumular durante os dias. Por que nem sempre todo o dia é um grande dia pra se divertir ou sair e beber todas. Às vezes os dias são apenas dias. Vai dizer que isso é pouca coisa? Não, não é.
Rotina, cada uma tem a sua, pode dizer que é ruim ou boa, ela é o que fazemos. Auto-ajuda demais?
Yeah, but I know what I'm sayin'. Believe it.

No mais, só estou arranjando pras cabeça... Algo pra me entreter durante o percurso, algo divertido, contemplativo, coisas que me mexem, canções que não me cansam. Só o indispensável pra levar de bagagem, o resto é peso. Meus dias são tão corridos e tão concorridos que os pesos emocionais e todas as celas do dia, de tristeza, remorso e culpa não podem existir. E eu já vou moldando as atitudes eescolhas pra que elas não aconteçam.

Reformulei o meu Myspace. Fiz um projetinho rapidinho, bonito e bem legal no pimp-my-profile.com e acabei "fazendo" eu mesmo o meu profile. Escolhi uma foto despojada e ficou um barato, com um fundo preto, uma foto folgadamente bem tirada, o som de "Saudosismo" ao fundo, o erro do violão do Vasco, irei me atualizar sempre agora. Tentei fazer pro blog, pra mudar um pouco esse template-todo-mundo-tem, mas não rolou.

Pois é, Maio já está o final.
Balanço do mês, saídas legais, encontros, leituras, faltas.
Uma Mc Big Decepção com batata grande, mas como o Drexler já me disse:

La tierra parece estar quieta
Y el sol parece girar,
Y aunque parezca mentira
Tu corazón va a sanar,
Va a sanar,
Va a sanar,
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar.

(A terra parece estar quieta
E o sol parece girar,
E embora pareça mentira
Teu coração vai sarar
Vai sarar
Vai sarar
E vai voltar a se quebrar
Quando for pressionado)

Ele fez pra mim.

Tudo é música agora que meu celular tem MP3, fico até indeciso no que ouvir, no que colocar, parece que eu posso por tudo! 2Gb fazem alguém muito feliz.
Comecei minhas aulas de YPower que é tããããão foda e tããããão difícil de fazer. Essa é musculação pesada que eu estava enrolando a fazer. Fiz como tinha de ser, fui aumentando a intensidade dos meus exercícios de acordo com que o corpo ia pedindo e/ou suportando mais. Agora tá legal pra suar a camisa. E eu adoro, quando mais nojento eu saio, mais feliz eu fico.

"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
andando por todos os cantos".

Estive numa sequência ótima de good trips, mesmo quando isso envolve faltar no cursinho e levar pequenas broncas, compensou. Mesmo quando envolve apenas estar nos lugares, é sempre tão divertido sair, ver o mundo sem ter "nada" pra se preocupar.
Fui pra Atibaia e tive uma das melhores tardes (like, ever) desse ano. O sol, a calma, poder fotografar, poder ver e não fazer nada e isso ser bom. Por que é bom. Me lembra Caiero:

"O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa."

Isso é tão meu que dói.
E por enquanto, encerrar com isso me deixa feliz.

Pedro.
x

26 maio 2008

ouça um bom conselho

O que acontece na Parada... Morre na Parada.

Por: Rudy, Pedro e Amália.
Since: 2007.

23 maio 2008

imagina hoje a noite a lua se apagar

"Maio já está no final
E o que somos nós afinal
Se já não nos vemos mais
Estamos longe demais, longe demais
Eu preciso de alguém sem o qual eu passe mal,
sem o qual eu não seja ninguém"

Nós estávamos tendo um bom tempo, foi divertido e até extremamente romântico num primeiro e segundo momento. Eu acreditei durante uma semana que um possível relacionamento fechado fosse possível manter com Amália. Mas nem aberto mesmo. Eu não consigo, ela não consegue, mesmo a gente se gostando tanto.

Eu sou o primeiro a dizer e ela sabe que eu sou apaixonado e que estou apaixonado. Mas manter é uma dificuldade. A Amália é muito responsável na parte técnica da vida dela (como o cursinho), mas não sabe se impor dentro dela mesma, por isso é pouco comprometida, é do tipo que nem atrasa, ela simplesmente não dá as caras. Quer ser descompromissada mas não se ajusta pra isso.
Eu não. Eu tenho todo o catolicismo em 19 anos de vida que me garante uma certa culpa em qualquer coisa não realizada da maneira que deve ser. Então, pra curtir o descompromisso, existe um compromisso em ser descompromissado e eu sempre segui. Não quero dizer com isso que sou mais maduro, mas sei lá... É complicado gostar de alguém e não conseguir manter, não poder estar ao lado o tempo todo. Tudo isso é o que faz uma relação.

A vida é quando a gente fica junto pra mim.
É sempre bom, mesmo quando não é.

Mas aí entra a questão do ciúmes, e eu sou ciumento, mas nem gosaria de falar sobre isso.
Aliás, nem sei por que estou falando disso. Me faz um pouco mal em escrever.

É por que num Sábado de primavera a gente foi na Benedito Calixto, e chegando lá, uma banda de amigos nossos estava tocando numa galeria ao ar livre em que todo mundo se conhecia, menos eu que só tinha como referência, ela. Chegar e socializar nunca é fácil pra quem é tímido, e eu pensei em ir embora, mas ela, mas a tarde, mas o momento me fizeram ficar. E de fato, ficamos juntos. E foi realmente um momento.
Tinha até um menino, o Danilo. Muito engraçadinho, muito publicitáriozinho, muito self-promoter, muito loirinho que estava lá para ver a Amália e ficou pesando na minha. Mas ele estava muit engraçado nesse dia não pela graça dele, mas pelo desespero. E de certa forma, vê-lo daquele jeito, foi como ver o Marcos Mion na Band. E o nosso momento dizia mais que isso e durou a tarde e a noite toda até irmos pra casa. Eu nem estava falando nada que interessasse a mais ninguém, estava junto apenas, e dizendo coisas apenas para ela. Um dos dias de maior densidade no meu mundo.
Mais tarde a gente foi embora, juntos também. E o dia valeu a noite, a tarde valeu a vida.

E é por essas e outras que a minha saudade me faz lembrar de tudo outra vez.
(...)

Pedro.
x

22 maio 2008

drop down diary #1/2

Não sei o que acontece no MEU mundo.
E não consigo dormir com esse barulho!

Pedro.
x

21 maio 2008

imagina hoje a noite a gente se perder

"Maio já está no final
é hora de se mover,
pra viver mil vezes mais."

Ele veio comparecer ao seu papel de
ator-psicólogo-médico-e-monstro de novo. Sendo a compressão e a compreensão. Eu sinto como se eu fosse de grande importância cada vez que surge, mas nem sempre foi assim...

Com o tempo a gente aprende. Lembro que a primeira vez que aconteceu eu ficava tentando escapar com essas piadas, não refletia muito o que falava e deixava ele de canto. Não sabia (melhor: fingia não saber) como são essas coisas, os momentos. Tentava ficar olhando pro relógio, esperando o lance acabar.
Hoje (quem te viu, quem te vê) acredito ficar mais de frente, segundo ele subconscientemente.
Mas cada dia que passa eu acredito menos que seja subconsciente. Sei que existe, mas em mim sei o quanto e quando ele age.

Eu não tive condições de explicar nenhuma das vezes quem dirá da última que é sempre tão intensa quanto qualquer uma das outras. Quem sabe ele um dia tente passar aqui e dizer, a vocês e a mim, o que é isso. Eu não sei, já perdi um mês de férias pensando a respeito, já escrevi e deletei mil textos baseados apenas em “talvez”. E pra não desperdiçar mais um com suposições, vou dizer que algo mudou dessa vez que foi saber falar. Fiquei feliz por que pelo menos eu me articulei mais decentemente a ponto dele se irritar... Ou não foi isso? Ou não foi nada disso?
O que eu sei mais é que ele jogou um maço de cigarro no chão, num momento sério. E eu acordei de um desafio.
Ele já um pouco cansado da minha retórica, e eu se fosse mais esperto continuaria até poder afirmar que ele estava um tanto perdido.

Eu não estava subconsciente. Não lembro em detalhes, não lembro muito do lance todo, mas foi daquelaas vezes que marca. E ele sempre acaba sabendo mais de mim, o que pra mim é uma coisa boa, e já que ele insiste tanto na mesma tecla, talvez seja algo importante como algo importante pra ele também. Cada dia mais parecido com o outro, e essa é a parte que me assusta.

No fim disso, a gente riu à beça, já sentido a familiaridade com a própria pele. Daí rimos bastante pra aceitar o fato de que tinha acabado. Era quase 5 da manhã da manhã e foi aí que ficou decidido: eu iria pra casa e ele deixaria uma pergunta pra eu perder a noite de sono (dessa vez foi mais humilde), mas sem sucesso, pois ultimamente eu tenho tido muito sono.
Pra não dizer que foi fácil assim, eu acabei perdendo um bom tempo do fim de semana tentando lembrar das coisas.
Já disse que já estou apto a guiá-lo? Talvez algum dia eu faça isso propositalmente.
Eu disse. "Rudy, vou pra casa".
E lá fui eu: feliz, desnorteado, bêbado, reloaded, manso.

O que eu não contei a ele é que o que ele viu não teve nada de subconsciente...
...foi tudo ego mesmo.

Ps: ele foi o aquecimento de sensoriais pro meu Sábado.
Em que eu estive com ela.

Pedro.
x

17 maio 2008

foi a primeira vez

Foi um sucesso, a entrevista foi ótima. (mega parêntesis: a entrevista no caso é uma que eu consegui fazer com o Fernando Grostein Andrade, diretor, que entre outras coisas acabou de finalizar um documentário sobre Caetano Veloso chamado “Coração Vagabundo”).
Pois bem, ele foi o primeiro.

Foi muito bom ter ouvido algumas coisas que eu queria saber. Valeu a pena ter esperado e trabalhado mais nas perguntas.
O que ferrou mesmo foi o tempo de duração. Às vezes eu queria pensar que seria mais do que aquilo pelo simples fato de imaginar uma entrevista com uma hora ou mais de duração.
Em off: foi mais que isso pra mim. Acredito que pro Rudy e pra Helena também.
Falando neles, foram meus dois braços direitos nessa trip.
Os três nervosíssimos. E eu não sei como seria se eles não estivessem lá.

A entrevista vai pra Pilotis, mas não sei se acaba no YouTube como prometido, talvez surjam melhores opções pra ela, e entregá-la agora seria uma bobagem. Não sem antes tentar algo maior.
Assim como eu aposto no Fernando como cineasta, aposto na minha entrevista como algo de futuro. Até por que eu leio muito, e eu vejo entrevistas e entrevistadores sem o menor senso de oportunidade, jornalistas cansativos que não perguntam (ou não tem a liberdade de perguntar) o que deveriam. Eu pude.

No mais, mandei um email pro Fernando a pedido do Rudy que quer muito falar com ele sobre cinema. E pensei: poxa, eu também quero! E muito! Então seria algo como uma conversa mais coletiva que eu não toparia perder se o convidado topar.

E por enquanto é isso. Idéias novas e possibilidades ainda a surgir.
Afinal, é disso que a vida é feita, é ou não é ou não é?
Pedro.
x

14 maio 2008

I'm so happy, cause today I found my friends

A novidade que tem tentado me tirar noites de sono (sem sucesso) é uma entrevista com o Fernando. Que Fernando? Aquele que dirigiu o melhor documentário dos últimos tempos da última semana. Simplesmente por que é sobre Caetano. E com Caetano.
Eu fui ao CineSesc assistir e fiquei besta, um pouco mais besta. Com o filme e com o diretor do filme: por milhares de motivos que acabaram me levando a pedir uma entrevista com ele.
A princípio a entrevista era pra mim, pra sanar as minhas dúvidas sobre tudo aquilo que eu tinha assistido. Agora a entrevista já tem uma revista e até uma data pra sair. E eu vou perguntar sobre tudo, por que não quero uma interrogação restante quando a entrevista estiver terminada.

Pra isso eu vou contar com a produção executiva, interesses pessoais, anseios e ambição do meu trovador de fala cinematográfica: Rudolf Ritter. Cada dia está mais cômodo e seguro fazer essas maluquices com ele. Eu, ele e algo impossível sempre foi algo que não falha. Ele o impossível já andam juntos a mais tempo que isso. Eu e os deslimites também.

Mas sobre o Zé Ritter eu falo depois.
Tenho uma lista de perguntas prontas e ensaiadíssimas pra sexta feira, às 15 horas da tarde na produtora do Fernando. E se tudo der certo, a entrevista vai editada pra revista Pilotis e na íntegra pro YouTube.
Pode não ser muito pra alguns, mas é minha primeira entrevista com alguém que esteve muito próximo de Caetano, além de ser minha pimeira entrevista de todos os tempos! E ainda mais publicada...

Estou ansioso. Nervoso à beça, por que quero, exijo que seja de um jeito, e se for de outro eu sei que fico irritado e decepcionado.
Sou perfeccionista, ok?



Conto mais depois.

Pedro.
x

08 maio 2008

drop down diary #1

Meu novo trabalho é coisa pra maluco mesmo. É legal, eu tenho me divertido, as pessoas são muito mais sossegadas do que em o comum. Estou trabalhando em Telecentros, que são salas com computadores para uso livre. Tipo uma lan house gratuita. A única parte ruim, ou boa, dependendo do ponto de vista é a rotina. Ou melhor, a falta de rotina.

Pra ilustrar melhor: eu acabo trabalhando um dia em um lugar, outro dia em outro, nas várias unidades que o Telecentro (TC) tem em Sampa. E como não sou só eu, muita gente também fica perdida.

O horário eu já deixei bem claro que não posso ficar alterando, mas os lugares são inevitáveis.
Eu já fui pra tanto canto que estou começando a achar engraçado. Fui pra Luz, pra zona Oeste no Boracea (num lugar que parece LOST, é um universo totalmente paralelo em SP), Liberdade e agora estou na Barra Funda, perto da casa da tia Ruth.

Começo a fazer jogos com os lugares, descobrir restaurantes, pequenas coisa que podem me deixar contente.

(Entre Parênteses)
O TC Boracea tem algo que me deixa muito feliz na ida e na volta do trabalho: uma ponte.
Parece um arco, algo que faça a passagem para aquele lugar que eu nunca tinha visto, ouvido falar e é deserto. Na passagem da ponte, há uma das vistas mais bonitas que se pode haver, e eu fico me preparando pra quando o ônibus for passar: procuro ter a melhor visão, especialmente na volta, quando o pôr-do-sol é de ficar rindo à toa e sozinho no ônibus.

Prometo que fotografo e coloco aqui um dia.
Mas não vai ter a mesma graça, quem quiser saber o que é, vá até lá, faça a passagem do centro para a Zona Oeste 9não sei nem o nome do bairro, nem o nome da ponte) e veja que quando a gente está no centro da cidade, parece que está sendo engolido, que está sendo jogado dentro de um buraco.
Lá não, o Sol está em todos os cantos, as árvores, o clube Tabajara, o galpão do Telecentro que me separa de todas essas coisas e é cinza e frio.

Eu sou pisciano, muito romântico. Acho o cúmulo pensar em computador com um parque todo arborizado e poeticamente ensolarado como aquele. O parque do clube Tabajara e o Telcentro, os maiores opostos da face da Terra.
(Fim do Parênteses)

Enfim, eu estou gostando de trabalhar aqui, embora algumas vezes fique confuso com tantas mudanças de lugar. É bom por que eu posso atualizar o Segredo a hora que eu quiser e sempre que eu tenho idéias. E estar na frente do computador me dá idéias e vontade de escrever.
Tenho uns 3 posts arquivados que eu quero postar mas não tenho tempo, quero colocar fotos junto e demora um tempinho pra deixar os textos e as fotos do jeito que eu quero.
Também tenho uma novidade que eu estou esperando ser oficial pra confirmar aqui, mas se der certo, vai ser algo MUITO bom. Vai ser O lance de 2008, e tem tudo pra dar certo!

Assim começou o Drop Down Diary,
posts avulsos com comentários sobre tudo, sem hora.
Tipo o plantão da Globo, mora?

Pedro.
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06 maio 2008

meu vício agora

Hoje eu tive um sonho, um pesadelo. Foi muito ruim.
Acordei e não quis ir dormir de novo, não era de dar medo, ninguém morria. Era mais uma desilusão.
Lembrei de "Maio" do Kid Abelha, também lembrei que antes de mais nada eu prometi não enveredar por esse caminho novamente (estou falando com meu sonho e com as minhas desilusões - improváveis, mas nem por isso impossíveis).

Estou feliz aqui. Não quero acrescentar muita coisa.
Nem insegurança, nem anseios.

$Cara

Jamais foi tão escuro
No país do futuro
E da televisão
E nesse labirinto
O que eu sinto eu sinto
E chamam de paixão

E me apaixonam questões ardentes
Que nem consigo assim de repente
Expor

Mas entre elas há coisas raras
Que são belezas, loucuras, taras
De amor

Há sonhos e insônias
Ozônios e Amazônias
E um novo amor no ar
Entre bilhões de humanos
E siderais enganos
Eu quero é te abraçar

Mil novecentos e não sei quanto
É fim de década e no entanto
É meu

Meu cada gesto cada segundo
Em que te amar é um claro assunto
No breu



Pois é Marina...
É meu cada gesto e cada segundo.

Pedro.
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05 maio 2008

terá que soar, terá que se ouvir

25.Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?
Dons da Natureza, tipo, água, fogo, terra e ar, fauna e flora...
Se for assim, eu queria ter a independência que a natureza tem. Em toda sua estrutura. A natureza só depende dela mesma.
Se isso não convencer como resposta, fica a segunda que é: poder construir coisas mito bonitas. Mesmo quando é destrutiva e raivosa, existem coisas únicas nos trovões, nas tempestades, nos desertos, nos abismos, nos maremotos.

26.Como você gostaria de morrer?
Não morrendo.

27.Qual seu atual estado de espírito?
Eu estou frequentemente me desapontando com o fato de que vou envelhecer. Eu estou feliz na maior parte do tempo e de repente esse pensamento aparece eu entro em pânico.
Dura alguns minutos, me dá uma angústia imensa. Logo depois eu fico eufórico. “Tenho que fazer tudo hoje” é a primeira coisa que eu penso pra poder me sentir melhor.
Não tenho parado em casa, não apareci mais na igreja, sinto falta de muita gente.
Na verdade sou muito só durante a semana, eu passo grande parte do dia sozinho, todos os dias da semana. No trabalho eu faço uns exercícios do cursinho, ouço música, vago no orkut um pouco... Não me sinto só, apesar de estar. Não estou solitário.
Sintetizando: estou numa negação danada pelos 20.

28.Que defeito é mais fácil perdoar?
Negativismo.

29.Qual é o lema da sua vida?
Muitos.
Nenhum ficou eterno até agora.
Todos co-existem no baú dos lemas.


Eu e o questionário Proust nos veremos novamente em 2018.

Pedro.
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