29 março 2008

tudo era apenas uma brincadeira

1ª parte

Eu você e mamãe estávamos num shopping, cuja entrada era diferente, era uma fachada muito moderna, muito arrojada.
Pela segunda vez. Nós subíamos uma escada rolante e chegávamos a outro andar. E a curiosidade desse outro andar é a seguinte: entre cada loja, há uma parede repleta de luzes enormes, não são luzes comuns de usar em casa, mas são enormes.
Paredes como a capa do Dvd novo da Mariah Carey. Eu não disse a você por que você já sabia com que se parecia, era como se tivesse me dito anteriormente e eu apenas relembrasse.

Entramos numa loja, que vendia capas para ursos de pelúcia. Era como se todos os ursos de pelúcia do mundo fossem apenas bolos de algodão, e para eles terem rosto, aquela pele, era necessário comprar uma capa pra ursos de pelúcia.
Nós vimos a capa de um urso marrom gigantesco na vitrine e ficamos querendo comprá-la. Na saída da loja ganhamos os três um ingresso de graça para ir ao cinema.

Você foi ver algo sobre o estacionamento e meu pai apareceu. Estava claramente ansioso pra sair do shopping, como sempre fica. Eu estava calmo e perguntei a ele se sabia que quando uma certa canção do Tim Maia toca em determinado horário, as luzes que ficam entre as paredes que ficasm entre as lojas do shopping inteiro começam a piscar e formam uma coreografia. Ele já sabia disso, e como tinha também um ingresso de cinema, combinamos de esperar pra ver o show das luzes depois do filme.

Encontramos você que estava com a mamãe, e fomos os quatro em direção ao cinema. O caminho era um túnel com um uma iluminação precária e nós fomos andando por ele, tinha um teto muito alto. Eu observei o ingresso e vi que os filmes erm “Diamamnte de Sangue” e um filme dos Trapalhões. Continuei andando na frente e disse pra você que conversava atrás:
- Você viu que os filmes que estão aqui já estão em dvd?
Depois do túnel era a rua, e depois da rua uma outra entrada e um outro túnel que dava numa espécie de atendimento ao público, com atendentes sentadas atrás de pequenas mesas. Ali se vendiam ingressos. Eu, você, mamãe e papai fomos tentar trocar os nossos convites. Eu sentei na única cadeira que havia, de frente pra atendente, vocês ficaram de pé logo atrás de mim.

Explicamos a situação: comecei falando que havíamos ganhado esses ingressos, mas os filmes já estavam disponíveis em dvd, e que estávamos ali para assistir um filme inédito, que não tivesse saído em dvd ainda. Mas a atendente negou, não poderia trocar.

Você se irritou, disse que milhares de vezes já estivemos ali, que pagávamos sempre muito caro pelo cinema, que a pipoca era cara... O gerente chegou. Todo vestido de preto, camisa preta, calça social preta e sapatos pretos, realçava a pele branca dele. Realçava seus olhos a tal ponto que eu pensei que ele usasse lápis de olho. Não adiantou nada. Ele discutiu com você, que jogou os ingressos na cara da moça do atendimento. Saiu da sala irada e entrou no banheiro, ou era apenas uma sala que ficava ao lado.
Não saiu.

Fim da 1ª parte.

tudo era apenas uma brincadeira (2)

2ª parte

Dom Pedro 2º foi quem saiu no seu lugar, pela mesma porta que você entrou.
E entrou na sala em que a discussão havia ocorrido.
Eu ainda estava sentado no mesmo lugar, havia papel por todo canto.
Eu sabia que era Dom Pedro por assimilação, pois todos sabiam que era ele. Muitas pessoas estavam ao redor dele, e era a corte, eu sabia que era a corte. E mamãe tinha ido pra casa.

Ele também começou a discutir com o homem que se vestia de preto, que não era mais um gerente, era Calabar (traidor dos portugueses durante a invasão holandesa ao Recife).
Ele começou a me assustar, me assustava só de me olhar.
Eu sentia vontade de correr mas era como se estivesse paralisado, ou com medo que ele corresse atrás de mim. A corte apenas observava, ficavam parados na porta. Vi mulheres com aqueles vestidos e homens de peruca na porta observando eu morrer de medo.
Quem começou a luta foi Dom Pedro, aos berros contra Calabar. Não lembro o que ele disse, mas foi o suficiente para começarem a brigar. Caíram no chão e continuaram a brigar.

De repente o coração de Dom Pedro começou a bater muito forte e todos olharam. Por cima da camisa branca se via a palpitação. Ele ia morrer. Rapidamente alguém da corte trouxe uma maçã e chamou a atenção de D. Pedro ao fato de que todos os grandes reis e imperadores à menor iminência de morte comiam uma maçã. Era uma tradição morrer comendo uma maçã e todos sabiam. Dom Pedro concordou, estava deitado de frente pra Calabar e apenas mexeu a cabeça. Seu empregado da corte levou a maçã pra perto de sua boca.
Ele comeu. E quanto mais ele comia a maçã, mais sua boca se enchia de maçã e batata palha, até a boca parar de se mexer. Todo mundo acompanhou com certa ansiedade depois que a boca parou de se mexer (repleta de maçã e batata palha) o coração parar de vez.

Eu e meu pai pulamos os dois corpos, o de Dom Pedro e de Calabar, que estavam estirados na porta, e saímos na parte de cima de Atibaia, de noite, chovendo.
O carro estava na rampa, papai entrou e sentou no banco de trás, e eu fiquei no banco da frente, vendo a estrada.
Comecei a reconhecer a estrada de Atibaia, quando Tia Rê telefonou, eu vi pela bina do celular que ela estava em casa. Atendi e ela me perguntou se eu já havia contado pra mamãe, sobre a sua morte. Eu respondi:
- Não contei a ela, mas acho que ela já sabe.

Fui vendo o caminho novamente, com um aperto no coração tão profundo, pois eu sabia que ninguém nunca havia sentido tanto. Saber isso me fazia sofrer mais. E saber que isso era apenas o começo da dor... Tinha motivos apenas pra ser infeliz a partir daquele momento.

Eu imaginava o futuro e me entristecia.

Pedro.
x

28 março 2008

e foi crescendo, crescendo, me absorvendo

Era dia 13, eu estava em casa lendo jornal, lendo daquele jeito - mal. Na verdade só passando os olhos pelo caderno de cultura da Folha (lembro bem disso), era o Folha Ilustrada.
Meu pai estava no outro sofá e minha mãe lia na mesa.
Talvez só meu pai estivesse lendo um livro, me parece que sim.

Fui virando as páginas até chegar ao horóscopo. Dia 13, horóscopo pra mim, signo de Peixes, mas claramente escrito só pra mim. Não lembro exatamente mas anunciava que no dia 14 (o dia seguinte) seria meu dia ”D” dia. Nem mês, nem ano, nem século, semana ou milênio: dia 14.

Nem nervosismo, nem apreensão, nem pânico. Era tudo muito normal, e eu não poderia fazer contra aquilo. Mas também não questionei nem relutei em momento algum contra o fato de que minha morte seria no dia 14, anunciada no horóscopo do jornal no dia 13. Eu levantei e li em voz alta pras pessoas da sala (minha família) o eu tinha acabado de ler e seria o ocorrido. Também sem exaltações: muita coisa pra fazer.
Então, depois de ler em voz alta o que estava escrito, eu desliguei o computador (agora eu estava na cadeira do computador) e saí com a minha mãe.

Chegamos ao Colégio São Luis e atravessamos o corredor,
e muita gente me parava pra dizer oi, pra me cumprimentar, e com muita alegria de eu estar lá. Todos já sabiam e eu sabia que todos sabiam. Por um momento eu senti como se fosse dar uma palestra, mas eu não sabia do que era. Entrei na sala da Rosimar (diretora), bati na porta como sempre fiz, sentei na cadeira com o antigo medo de levar uma advertência, ou dela telefonar pros meus pais - eu senti o mesmo medo. Mas ela apenas ressaltou algumas qualidades minhas e me disse que sentia muito por eu ter que fazer aquilo (como se fosse para mim, uma questão de escolha e não uma obrigatoriedade - e naquele momento realmente era). Eu expliquei que aquilo que li, era “o que me cabia” (não lembro das palavras).
(A Rosi sempre foi muito justa, tem uma linha de pensamento muito clara. Era um pensamento paralelo que eu tinha-sentia-lembrava enquanto ela falava). Nos despedimos.

Logo depois, estávamos ainda eu e minha mãe, num modelo de velório. Era uma sala, com caixão, cadeiras e coroa de flores ao lado. Tinha paredes brancas e não tinha carpete no chão, eu lembro que não gostei nada desse fato. Era um modelo de velório que estávamos escolhendo.
Eu perguntei pra minha mãe:
- Você vai pagar isso no débito?

Foi no dia 14, eu já sabia que era dia 14, pois era dia 14 à tarde e estávamos todos em Atibaia, no sítio, igualzinho ao aniversário da Tia Rê,mas com pessoas diferentes. Meu pai estava. A gente conversava e eu fiquei ansioso como se fosse uma viagem. Minha irmã também estava super ansiosa.
Todo mundo sabia que eu ia morrer.

E eu fui só.

Desci o barranco que dá no jardim e nas plantações de Atibaia, com um tempo cinza, mas quente, muito quente era mormaço puro e eu estava de bermuda, minha bermuda verde e olhei pra trás e vi o único sinal de tristeza, que era minha mãe chorando, e todos em volta dela consolando-a. Mas eu continuei andando, como se estivesse me separando do meu rebanho.
A famosa hora da morte.
Desci e cheguei até a plantação, ou o jardim grande de Atibaia e fiquei esperando... Comecei a ficar ansioso.
Passei a ficar raivoso, e a morte não chegava nunca.

E não chegou.

Pedro
x

20 março 2008

quando James Joyce cai no samba

Avançando no questionário Porust...

16.Quem são seus heróis de ficção?
Os vilões da ficção como o Curinga e o Pingüim do Batman me chamam mais atenção que o Batman em si. Assim como o Magneto dos X-men é mais “minha praia” que o professor Xavier.
Eu sou do time dos vilões na ficção, e torço pro Coyote comer o Papa-léguas de uma vez.
Mas vou citar um fora desse mundo que é o Maneco Caneco Chapéu de Funil, que é um clássico meu e da minha irmã que meu pai comprou pra ela e eu me apossei ainda criança. Sempre me lembro de Maneco Caneco,
que foi escrito pelo Luís Camargo.
E é claro, todos sabem que eu sou alucinado pelo Peter Pan.

17.E as heroínas?
A mesma coisa: Mulher-gato (Batman), Mística (X-men), Miranda Priestly (O Diabo Veste Prada), Cruela Devil
(101 Dálmatas), só as sem coração mesmo!
Com exceção de Alice. Desde que eu assisti a esse filme foi uma identificação de primeira. Não entendia nada mas entendia melhor que qualquer um, a viagem que ela fez, os lugares que visitou, o jeito dela. Eu sei o que é ter o país das maravilhas andando em paralelo com o real. Na verdade eu baseei minha vida toda nisso.

18.Seu compositor favorito é...
Chico ou Caetano... E agora, o que eu faço?
Ambos.

19.E os pintores que você mais curte?
Dalí e Rembrandt. Duas escolas completamente diferentes.
O primeiro me acertou em cheio com “A Girafa a arder”. Vi uma vez numa exposição junto de “Temptation”, “Paranoiac” e “Table” pra nunca mais me esquecer.
Rembrandt foi através de um filme sobre um falsificador de Rembrandt’s que passou na televisão. No filme é mostrado todo o trabalho do artista, que me deixou impressionado. Além de ser uma explicação da vida do pintor.
Acabei pesquisando mais e mais, o período que acabou me chamando mais atenção foi o período de 1650 (o quinto período) com as gravuras de metal.
Vou citar um artista plástico que é pintor, mas me interessa mais pelas instalações, que é o Hélio Oiticica e seus parangolés. De outra escola também, diferentíssima e até hoje considerada uma vanguarda para a arte.

20.Quem são suas heroínas na vida real?
Vou dizer que são muitas, sempre acabaria esquecendo alguma.
Generalizando, posso dizer que a grande maioria é de atrizes e cantoras.

21.E quem são seus heróis?
Assim como as heroínas, os heróis são em grande parte músicos, compositores, poetas e intérpretes. Generalizando eles estão em alguma dessas categorias, mas sempre tem um ou outro que se destaca por não ser nada disso, mas agora foi pro bolo, está feito.

Mais dois posts e meu questionário fica pronto!
Logo menos tem mais...

Pedro.
x

16 março 2008

samba que eu ensaiar

Agora é lenha como diz Amália com aquela cara de deslumbre da balada recém descoberta com a pista em chamas.
LENHA! (expressão linda, da cara linda já nos primeiros pulos do bate estaca)
Mas é isso mesmo, sem outra definição. O que está por vir é uma parada difícil de encarar: é um constante ensaio. Eu estou iniciando agora um ensaio para 2009 e todas as coisas que eu quero que aconteçam em 2009. Assim como 2008 foi um fim de ciclo, iniciei outro, mas esse é um prólogo, uma coxia para o que eu realmente quero que aconteça em breve.

Cursinho: é o principal, é o foco. É o que daqui a algum tempo irá me afastar de tudo. Por causa dos vestibulares. É tão confuso! Quero fazer tudo e não posso ver limitações por perto, não acredito nisso. Meu pai acredita que exista muito em mim.

Estou na capital. Parece que sou muito da capital. Comecei tudo novo, com o mesmo conteúdo velho de ginásio e colégio, mas com uns professores que parecem comediantes de stand-up. A aula termina e dá vontade de bater palma. Adoro minha companhia de cursinho (Helena - 100% você do Chiclete, Gui Kenji o gasoduto, Matheus Schlot - nunca vou acertar, e meu trovador de fala cinematográfica, Rudy). Tudo indica que esse ano o couro come, e a gente se dá bem, eu quero eu quero e eu quero que aconteça!
Imagino a gente contando pontos da Fuvest, da PUC, da UFF! Eu preciso ir bem. Tento não me cobrar muito, mas me cobro mais do que as pessoas imaginam.

Me cobro mais pois falam demais; que eu me divirto, que eu me preocupo com o excesso e não com o essencial, que eu isso e que eu aquilo. Preciso confiar muito no meu taco pra fazer com que dobrem a língua, e não posso falhar, senão, o que foi dito vira fato. É foda.
Depois dos estudos, vem aquela resolução de ano-novo: fazer exercícios físicos! Comecei e tenho sinceridade nas intenções de cumprir. Pilates é o que há. E a ACM também. Eu tinha largado a ACM há algum tempo atrás, quando comecei a beber e fumar e estava começando um lance nada a ver, e agora eu voltei pra família pelos motivos opostos: saí da rehab e voltei não só pros exercícios, mas pra todo aquele “ar” da ACM que eu desprezava e hoje tenho até uma certa simpatia, tenho mesmo, e acho de bom gosto o ambiente.

O que mais?

Ah... é isso, isso é muita coisa pra mim. Quero um emprego também, uma coisa mais “eu” dessa vez. Mais eu é uma coisa que eu goste de fazer, que de prazer. Ou que pague bem. O que vier primeiro, ou os dois. Essa idéia de ocupação sem parar em nenhum momento é muito engraçada. Full time chamam hoje, e daqui pra frente é me acostumar. Ainda não consegui fazer um post sobre as recém descobertas delícias dos 19 anos. Mas como eu quero escrever sobre.

Muita coisa: conhecer pessoas novas foi um assunto que pesou numa das minhas madrugadas, e eu tenho quase certeza que a gente vai ficar par constante. O Fome é um barato e tem amigos que são um barato: me chamaram pra fazer parte da família, e eu já me sinto meio caçula-mascote do canto. Quero reencontrá-los. E sinto que eles a mim.
Em breve, todos vocês saberão da Rede Glauber de TVLeezão. E o mundo se dividirá entre os que assistem Rede Glauber e Rede Globo. Muito em breve.

Na verdade, isso está a apenas alguns posts de distância.
Como todo futuro...

Pedro.
x

13 março 2008

ontem de manhã quando acordei

Avançando no questionário Proust

11.Qual sua cor favorita?
Azul.
Eu sou de peixes, azul é uma cor que me cai bem, é profundo mas transparece muita coisa. Azul em inglês Blues, em português tudo azul, muita coisa...

12.Uma flor?
Girassol.

13.Um pássaro?
Gaivota.

14.Seus autores preferidos?
Acho que nunca escolhi um romance por um autor. Sempre foi intuitivo, acabei gostando mais de uns, menos de outros. O nome me atrai, a idéia, a sinopse. Li alguns clássicos da literatura brasileira, gostei. Li muito mais sobre o que me interessa que é música. Mas a literatura é um forte meu também. Acho o Cony um gênio!

15.E os poetas de que mais gosta?
Poetas, eu gosto muito de poetas. Não daria pra colocar todos, eu gosto de conhecê-los, eu gosto de identificação. Gosto de poetas novos e antigos, leio todos, devoro-os, leio em voz alta pelos quatro cantos da casa. Gosto de conhecê-los.
Os poemas me decifram. Eu não nasci de um romance, eu nasci de um poema.
O que seria de mim sem Fernando Pessoa?

Logo menos tem mais...

Pedro.
x

11 março 2008

fundamental é mesmo o amor

Eu não sei o que é, nunca vou saber. Vocês também não, eu sei.
O amor do jeito que for... Acontece. Tudo acontece. Odeio porque é tudo o que não se é, e é tão gratificante ser um idiota, como nunca foi. Anos e anos criando uma imagem cool, sacana, maliciosa e até meio blasé em todos os cantos caem abaixo quando a gente se pega escrevendo testimoniais inaceitáveis de tão melosos. Argh!
Hmmm.. Amor sublime amor.

Escrever no blog, fazer que tudo é lembrança. Reclamar mais que tudo e todos da pessoa amada, estilo de quem ama muito e não quer dizer, não quer deixar transparecer. Fazer parceria, ser estilo amizade, tipo duradouro.

Falar mal do sentimento, só se estiver tudo acabado. Mas nem disso, é pura falta. E a falta e amargura, tanta coisa que se perde. De voltar os pés ao chão frio é tão triste... Relações são tão bonitas, paixões são coisas tão bonitas.

Deixa eu contar pra vocês, que um dia um dia de sol, com nuvens de chumbo de verão mesmo se aproximando, eu ia em direção ao colégio e passa um moço jovem de bicicleta vinha no sentido contrário. E eu segui. Mais pra frente, eu cheguei até o ponto de ônibus, o sol tinha sumido: nuvens de chumbo no controle. E vendo as pessoas passarem, vi o mesmo moço na mesma bicicleta, no começo e chuva forte encontrar uma moça, entregando a ela um girassol. E mudando todo o tempo que estava ao redor deles.

Coisa incrível né? A cena ficou na minha cabeça, e isso faz um tempo já. Desenhei pra Thay na época, no nosso caderno, do jeitinho que eu tinha visto. Numa época que eu nem mais dava em cima dela, a gente era só poesia e amizade. A gente era (e é) lindo juntos.

A palavra é gasta mas o sentimento (outra palavra gasta) é renovável, ele merece ser. Indo mais, muito mais longe desse texto, vamos ao sentimento em si: como é que funciona? Nosso sentimento não parece algo apenas do cérebro. Qualquer um deles é algo que podemos demonstrar, mas a paixão, o amor, parece que não, nunca é só aquilo, aquele máximo que conseguimos demonstrar. É tudo o que está ao redor, as coisas, as pessoas, os sorrisos. Tudo endorfina? Pois é, a gente é capaz de produzir drogas fortíssimas que nem o mais careta dos caretas recusaria.

Indo mais longe... Daqui a 7,2 bilhões de anos, quando a Terra acabar, aonde vai todo esse sentimento que a gente tem quando escreve um scrap, que tem quando compõe e canta uma canção, quando pinta uma tela? Pra onde!?
Fundamental é mesmo o amor mesmo no começo do fim? Pra que e pra quem?
Pros futuros amantes do Chico? Se o sentimento é renovável e parece que acontece de fora e nos atinge dentro, o mais provável é que ele permaneça... Alguém tem que é. Nem que seja uma pedra de Urânio, um anel de Saturno. Alguém ainda sente que fundamental é mesmo o amor.

(E eu realmente não queria falar de fim dos tempos com você aqui, sorrindo do lado, querendo ler o que escrevo... É um desperdício e um desespero. Mas acontece que parece que o inevitável é ser sentimental, é gostar desses tempos só nossos e de mais ninguém, mas fazer o que? Quando você faz esse mundo inteiro viver pra mim, é o que eu te retorno...)

Pedro.
x

08 março 2008

Notas Avulsas: A língua do P

Você não pode ser além do que passa para mim, e eu, mais rápido, imagino o que eu quero. é tão fácil, quando tão a vida ficção, das seis da manhã quando se levanta. ou de falar de cantoras / cantores / discos que não sabe, mas defende ou os desmerece numa mesma linha 'a fina'.

Ele não me ama a ponto de passar de um abraço, beijo, e beijumiliga. Mas para amar só basta olhar - como já disse o Vinícius. O que tem Pedro de melhor eu posso imaginar mais e melhor, num melhor [pior] estilo 'estou-me a vir'.
eu pessoalmente sou cafona, careta nem tanto. Pedro é novo, quer soar adulto mais em idéias, e menos em vivência. Eu sou inclassificável em querer vinho-toque. Pedro vive mais o que o que foi cabível. su padre su madre. mas destoa nas discussões via Internet. palavras e palavras, podendo ser enormes quanto aos assuntos musicais.
Meu amigo, coragem-coração: se joga. que eu te dou a minha mão.

Eu queria que ele comesse quindim comigo. Eu adoro quindim. e Coca-Cola. Quero transformá-lo na minha própria transferência, para eu próprio gostar de mais de mim, em maior desejo a ele. Confundiu?
O Pedro é novo [ainda] para querer explanar todas as opiniões como únicas, como uma bee queen. Mas o que será que o faz ser apaixonante senão mostrar a cara em todas as opiniões estético-sexual-literário-musical, mesmo que por dar sentido à existência, comendo o mundo, do que achar de fato.

Pedro é o homem da cor brasileira, a loucura e besteira que [não] dorme comigo.
a vida do computadozinho é mais fácil, pois se conecta quando quer, fala no programa de mensagem instantânea o que deseja, bloqueia quando quer, pode teclar pelado, de terno, bermuda, de cueca branca, de mau humor, discutindo com uma, e amando outro na outra janela, ouvindo música francesa ou novela da tevê globo. fode e sai de cima. critica, briga, discute, tudo em letrinhas. Até mesmo os sentimentos podem vir em letrinhas.
eu gosto mais de beijar sua testa marrom clara, que discutir com ele, e ele entre meias palavras, com uma certa ironia quando está busy, implicante, replicante - mais pela idade que pelo achar.

Gosto de você assim assim, sem tirar nem pôr: te achando verborrágico, chato, o ato de você ficar irritado por querer as coisas na hora que propõe, por ser sedutor. mas o que tenho mais certeza é da morenice, e das opiniões precipitadas. Pedro é melhor pra dar calor que falar do calor. o sol está mais quente: a poluição aumenta. ainda vamos à loca, Loca. Não sei terminar um texto que se fala de quem agente não conhece além das idéias pelo orkut e MSN, e por foto, e pela voz. por isso, também, o ato de colocar orientação sexual em perfil de Internet é algo de muito cafona. e ele freqüenta uma instituição que ainda decaindo, além de ser corporativista, e sempre no lema: não faça isso, mas procure não julgar [um lance meio, vamos a todos os lugares, mas o rei soberano da verdade e pureza eu sou, embora passa horas com você, como forma de garantir minha diversão noturna]. Os nossos pais são o espelho-inimigo de nós mesmos. Por qual você se apaixonou primeiro?

por Tyrone, o Ty.

07 março 2008

B


Opa! hoje é aniversário do saudoso Pedro under!
eu tentei o dia todo escrever alguma coisa ilegalmente no trampo mas não deu!
Agora tô correndo aqui pra escrever algo descente, se não ficar legal me perdoe!

O Pedro é um rapaz cheio de palavras certas e bem colocadas!
Ele gosta de Lulu!!!
hsuahsuh
isso me fez lembrar o episódio do Lulu

31 de Dezembro de 2007, eu e Pedro depois de 1 litro de vinho, cerveja, maria-mole, ice, e uísque, cantando feito 2 crianças na paulista junto com o Lulu! E ainda fazendo amizades! Pedro lembra daquela menina que você quis socializar? shaushauhsauhsauhsah
O Pedro gosta de filmes bons, e música boa!

Pedro(trilouco): Pam, qual foi o melhor acústico Mtv?
Pam (quadrilouca):.....annhhh Nirvana?
Pedro: Oo boa! e o 2º?
Pam:....nhammmmm Alanis?
Pedro: AEEEEEE!!!!
hsuahsuahsuahsuahsauhs

Eu gosto dos comentários dele, hoje ele fica mais velho e espero que escreva sempre mais e mais!
Sempre que puder vamos adptar o rasta!!!

Pedro Under! Feliz Aniversário!
Te desejo todo o secesso e a felicidade onde vc resolver ficar por essa vida!
principalmente se resolver ficar pelo lado B da Augustinha!
hsuahsauhsuahsuha
bjoooo

ahhhh esse é seu texto então dá aquele famoso CTRLC CTRLV!!!

-pam

por Pâmela,
a Pam under, a Pam B

06 março 2008

é só o começo

Chega uma hora que a gente vê o que sente.
Aquele momento que dura até agora,
Aquela história que ainda não terminou.
Do garoto que pode ser feliz,
Mas nunca imaginou.
(...)
Aquela história que está só no começo,
Do amor certo que deixou
Meu mundo avesso.

Rudolf Ritter,
meu trovador de fala cinematográfica

o coração é um caçador solitário

é 2008.

talvez seja o tempo mais brilhante e atravessado pela noite que esse mundo já viu
eu tenho 19 anos.
ás vezes quando eu digo isto alguém rapidamente responde:
"mas nem parece",
como se fosse ruim ter mais de 15 anos.

mas para mim não é assim.
para mim a infância, a adolescência, os 10 anos, eu os vivi até o fim para chegar a esta idade.

eu tenho 19 anos em 2008.
e não há nada melhor do que isto.



Por Antônio Cícero.

05 março 2008

II

A tua eletrização funciona de acordo com o tempo onde meus relógios, desrregulados ou inexistentes batem sem fim.
Seus dizeres são como navio que me permite viajar por vastos continentes em um oceano, onde por mais que eu tente enxergar, desconhecido é o fim.

Mas não pense que sinto o desejo de chegar em algum lugar, a magia está em não chegar, a magia está no durante, nos meios, no desenvolvimento.
O resto ainda não me importa.
Já que são perdidas minhas almas em um caminho, o qual você tem um dom de protagonizar.

por Igi Lolá Ayedun
Iji, adore u menine.

04 março 2008

carrosel

Como naquela vez em que te vi
Seu olhar me cativara enfim...
Todas as expressões e o sim,
Foi proposto pra mim por pergunta.
Como naquela tarde estranha
E o brilho do seu sorriso, a trança...
Todo o carrossel e o tempo,
Foi proposto pra mim em dança.
Como naquele dia triste
E a sua expressão me cativara enfim...

Todos os monólogos e as interpretações
Foram propostos para mim no fim.
Como naquela noite artística
E a sua desenvoltura, a cor...
Todo o palco e o mundo,
Foi proposto por mim por amor.
Como naquela vez...
Como naquele dia...
Como naquela tarde...
Como naquela noite...
Todas as lembranças que se repetiam como,
Todo o tempo do mundo, em um segundo.

por Gustavo Gaspar
obrigado...

03 março 2008

dos que eu tenho certeza

Bom que você saiba com todas as letras e sobretudo que possa sentir que limites existem pra quem os cria. Você envolve e devolve, e isso já faz de você pura atração, pronto pra fisgar naturalmente, quiçá instantaneamente.
Gato exato.
Estou feliz por saber de você e por nós dois sabermos, muito afinados um com o outro, que apesar da gasolina, existe piscina e não podemos trair nossa risada ficando na janela com as carolinas. Risadas estas que se permitem ser longas e baratas, não importa, nós as respeitamos e bom seria se elas se encontrassem em algum ponto sudestino, depois de tão desenroladas, e formassem uma ponte exclusivamente nossa.
E, é claro, eu quero muito mais.
Não quero saber de como vai ficar nosso próximo ano, mas vou perder mais a fé na humanidade se você sumir no mundo sem me avisar depois de meses de eficiência, técnica e paixão.
Falei e disse.
por Bárbara Lourdes, a Barbarella (a Bai).

02 março 2008

caju, caju, eu leio sinais...

Dá pra acreditar que eu estou na semana de virar a pagina do livro pro capítulo 19? Eu sei, eu também não acredito. 19 anos, parece que é isso mesmo, com pique de 14. Não vou divagar sobre esse achado de idade, ou sobre os pressentimentos e enfrentamentos da idade agora. Não é hora. Deixa pra quando meu aniversário chegar, passar e não começarmos a seguir essa estrada, de mais um capítulo, juntos. Rumo aos 20.

O post de hoje é pra dizer qual vai ser meu presente pra mim e pro Segredo. Queria dar ao blog impressões desse tempo atravessado que vai me levar daqui até quinta feira, dia 6 de março, dia do meu aniversário. Saí por aí pedindo textos, poemas, memórias... Separei alguma coisa e aos poucos vou colocando aqui, achei mesmo que sobraria espaço pra mais essa confusão. Vamos ver... Vindo coisa boa pra mim!

Pedro.
x