29 fevereiro 2008

de tanto imaginar loucuras

Avançando no questionário Proust:

6. Sua atividade favorita é...
Cantar.
Acredito profundamente que a formiga só trabalha por que não sabe cantar.

7. Qual é sua idéia de felicidade?
Felicidade é uma casinha pequenina com gerânios em flor na varanda... Mas com passagem de volta pro mundo real garantida.

8. E o que seria a maior das tragédias?
Sempre perder. Perder, quem ainda quer isso?
Perder pessoas, qualidades, tanta coisa... Tantas coisas a fazer aqui e eu perco. Perder um dia definitivamente - todos os dias!
Não gosto do fato.

9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Peter Pan.

10.E onde gostaria de viver?
Manhattan. Acreditar no american way of life e aquelas bobagens todas que gosto tanto.

Continua...

Pedro.
x

27 fevereiro 2008

eu me atirava do oitavo andar

Foi assim como um pedido na pizzaria: quero duas, uma meio sonho meio realidade e outra meio dúvida, meio trsitezalegria. Mas eu não pedi nada daquilo. Não pedi pra ter aquele sonho, não com aquelas cores tão reais, aquelas falas que eu falaria, o local que se passou, os gestos que foram feitos. Não queria sonhar com a pessoa. Com aquele tom real. Não mais.

Parece que meu subconsciente separou uma sessão de tortura não para o sonho, que (embora eu ainda tenha dúvidas) terminou bem, mas para a minha vida ao acordar, com aquelas perguntas, com aquele tormento de volta, o que eu pensei que tivesse apagado de mim.

Eu pensei não! Eu me certifiquei durante um bom tempo que nada daquilo voltaria por um bom tempo. Eu mudei de identidade por dentro pra não ter que rever memórias. (O fato de saber que passe o tempo que passar, eu ainda não vou esquecer de nada é apenas um detalhe nessa narrativa de um sonho real metido a adivinhador do que eu quero que eu tive).

Gosto pior do que o da memória apagada a força não existe.
Sentimento pior do que aquele das coisas boas que poderiam ter sido também não.

Aonde eu chego com isso? Até que ponto eu consigo com a loucura? Ou ela consegue comigo? Ou seguimos os dois juntos e apagando-nos um do outro até não restar nada?

Acordei aos prantos e barrancos, como num dia de manhã no fim de 2007, em outra casa, com motivos reais, palpáveis e presentes dormindo ao meu lado. Uma meia hora depois, passou. Chorar me dá uma fome do cão. Durante o dia foi voltando mais leve, mais leve até acabar a memória o sonho recente, já é sonho passado. Até agora enquanto escrevo esse texto, falei com muitas pessoas no MSN e acabei citando o fato apenas pra uma delas (o Chicão, pra mim, o Kik’s) que só me perguntou uma coisa: se eu tava tomando ácido.
No mundo real (fora do virtual) não contei a ninguém, não queria me prolongar nessa conversação.
Melhor assim. Discutir, relembrar, seria sadismo meu. Um de tantos, mas esse, desnecessário.

Pra compensar, tive um dia antídoto ao sonho, com aquele gosto de beijo, engraçadinho no começo, com aquela risadinha de beijo novo... Depois a gente vai se acostumando, nem se incomoda tanto com as coisas que estão ao redor, é algo debaixo d’água mesmo. Vai ficando de ponta cabeça de leve, de sem respirar. Foi um veneno social de dia, com direito a boas memórias. Só boas memórias. Tive um bom tempo, não precisei me entortar e acabar numa sessão de rehab pra não sentir medo de tudo. O dia mesmo foi me mostrando os meios alternativos de driblar o que a maré das circunstâncias um dia fez com que fosse daquele jeito.

Acho que devo agradecer, por todos que nem sabiam o que era, mas sabiam de algo. Sabiam de mim. Especialmente hoje, todos eles sabiam de mim num modo tão especial que apareceram de alguma forma (e que coisa, percebi isso só agora, no fim desse texto todo).
E mais: que vontade de saber deles assim, sem saber, quando eles precisarem do meu saber e não quiserem me dizer.

Mistério sempre há de pintar por aí...

Pedro
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20 fevereiro 2008

só acredito no semáforo

5. O que você mais aprecia nos seus amigos?

O fato de serem diferentes. Poderia fazer um mosaico de amigos.
Sempre que posso quero estar a altura deles. Brigo, discuto, cobro, e assim a gente é feliz.
Eles brigam, discutem e cobram e a gente vai levando.

Mas não quero me prolongar nesse texto, vou dizer logo na lata: o que eu mais aprecio nos meus amigos, é que apesar de serem tão diferentes em tudo, eles são muito bons de papo. Resumindo em uma palavra: eles são interessantes. Mesmo quando se esforçam muito pra não ser, mesmo os que eu demoro a descobrir.
Porque só considero amigo mesmo depois que sei que são interessantes. Pode ser uma noite, um papo-brisa no bar, um papo sério no retiro espiritual, vários papos interessantes aqui em casa, não vem ao caso. É meu jeito de reconhecer meus amigos.

E realmente gostaria que todos os conhecessem.

Pedro.
x

sonhar, arder de amor

4 - Qual a característica mais importante em uma mulher?

A gente nunca saber o que ela quer. Poderia dizer isso fácil.
Também posso dizer que não sei o nome dessa característica/qualidade das mulheres, não sei nem se existe um nome para isso. É um conjunto de coisas, num grupo de mulheres que eu vejo e nem sequer admiro, acho que eu acabo sendo guiado por elas.

Uma espécie de qualidade que soma: ambição, carisma, competência, vontade de mais. Ter controle de todas as situações, não levar desaforo pra casa, ter trabalho-casa e não perder a integralidade em nenhum ambiente. E sem perder nada de afeto. Na minha família, elas são assim.

Os homens em minha família são minoria, então, muito dos exemplos de vida vem delas.
Mas nenhuma outra qualidade ganha dessa integralidade que as mulheres em geral conseguem ter. Com homens, quando conseguem ser assim são as exceções, mas com as mulheres não, existe uma facilidade, isso é natural. Soa como uma constatação machista, mas não é. É feminista.
Até demais.

Nas fotos:

* As três Marias (do fundo para o começo): minhas tias Luciene e Lucilene, na ponta minha mãe, Maria Miguel. Um power trio, agitando os gabinetes das prefeituras.

*Márcia, tia Regina, eu, Amanda (minha irmã), Tia Ruth e Tia Lu.
Porque alguém tem que se divertir!

*Madonna: mas também poderia ser a Paula Lavigne.


E pra terminar, coloquei minha irmã no Stonehenge, porque simboliza bem o que eu quero dizer.
Você está, você é, você faz, você quer, você tem.
E ela tem!

Pedro.
x

eu nunca quis pouco

3 - Qual a característica mais importante em um homem?

A inteligência.
Não só basicamente a inteligência, mas todas as coisas que estão ao redor da inteligência, como a memória, os argumentos, a fala. Coisas que podem ser usadas pro bem e pro mal. A manipulação através da sabedoria, a compreensão do mundo, o discurso público, o tom de voz, o bom humor, a ironia.

Esse tipo de inteligência, (não só aquela que lembra datas, sabe fatos, sabe cálculos) não só agrega vontade de conhecer a pessoa em questão, mas também um certo charme aos homens que não apenas são inteligentes, mas que também sabem como usam essa inteligência. É esses tipos que eu gosto de ter como exemplo, sempre os uso como referência, além de não conseguir me ver muito tempo longe de alguns deles.


Nas fotos:

*Meu pai - que sabe tudo, lê tudo, discute o mundo, ri do que ninguém ri!
Nenhuma opinião minha deixa de passar por ele. É preciso.

*Caetano - é a maior fonte de/para referências na música
Amo o discurso, o texto, a crítica, a compreensão, as entradas e saídas de todas as estruturas.

*Rudy - meu trovador de fala cinematográfica.
Ele é feio e bonito, mais velho e menino, meu melhor amigo, loucura e besteira, enfim...


Esse dispensa comentários...

Pedro.
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19 fevereiro 2008

bet you think that's pretty cleaver don't you boy?

2 - E seu maior defeito

Não tem muita explicação pra falar de defeitos. Até poderia, mas todo mundo ia ficar pensando que eu quero justificar meus erros. Eu tenho muitas manias, alguns TOC’s (transtorno obsessivo compulsivo), ansioso. Me acho calmo e me acham muito calmo. Até demais. Meus limites vão longe, minha paciência também, de perder de vista. Pouca coisa me agride no ato, a ponto de perder o controle, quase nada. Eu me preocupo muito com isso, por que quando o caso é não voltar atrás, eu não volto.

Não gosto de ser inconstante. Essa coisa de ser tanta coisa e não conseguir se reconhecer em nada, não ter uma característica. Tem vezes que sou extremista demais, ou 8 ou 80. Amo ou odeio, nada é meio termo, mesmo as coisas boas que existem entre tudo.
Tem vezes que eu não consigo encontrar algo bom ou ruim em qualquer coisa. Tudo é relativo: gosto mais ou menos.

Tenho o defeito terrível de saber o que é a arte. Às vezes me da vontade de impedir que as pessoas gostem de determinadas coisas que eu (diferente de não gosto) não consigo aceitar! Ana Carolina cantando “Beatriz”, eu adoro, não nego. Sei que é ruim (pro meu gosto técnico), mas meu gosto pessoal gosta e gosta, ponto acabou. Mas outro dia fizeram um complô que era melhor a gravação dela do que de Milton Nascimento, quis morrer. Excomunguei todas aquelas pessoas.

Como toda gente, tento levar com o máximo de humor possível. Afinal, sem defeitos o mundo seria uma chatice só. Todos esses ainda são viáveis.
O pior, aquele que não dá pra levar na boa é o individualismo.
Não é como o egoísmo, uma coisa ruim. Mas não é como a não-dependência, uma coisa boa. Tenho um individualismo todo meu.
Falo dele como se fosse algo bom. E é. Eventualmente fica bom, mas no geral é uma virtude que virou vício.

A virtude é a idéia de alguém individual que busca a não dependência, e o vício, é um passo além do egoísmo: achar que eu sou muito auto-suficiente, não querer ter contato com qualquer mundo fora o meu.

Tenho dias assim e não gosto nada deles.

Pedro.
x

18 fevereiro 2008

amor e mais nada

Uma simples constatação: as pessoas precisam desesperadamente de atenção.

Sexta: nada de útil pra fazer, além da festa de aniversário de um semi-conhecido, amigo de amigo. Um pouco arrastado, um pouco pensando: quem não tem nada, nada tem a perder - assim fui.
Balada, under, barata, cheia de tipos, arquétipos, protótipos, característicos, essas coisas inevitáveis. Rótulos promissores. Aprendo a adorar rótulos com uma amiga. Me fez ficar próximo de pessoas com um conteúdo incrível. Rótulos são um próximo passo para conhecermos fala. Logo depois vem texto.
Conhecer pessoas é ótimo.

Aqui isso não vai além do rótulo no pior sentido: não tem conteúdo posterior. Nada!
Não é por ser uma discoteca não, muito pelo contrário: baladas tem muito conteúdo. Mas sabe quando a sensação é de pessoas não saberem aproveitar aquele conteúdo que uma festa tem para oferecer? Paquerar em balada é normal, mas pô... Pista é pista né?
Não vou ficar bajulando o aniversariante semi-conhecido.
Quem mandou fazer festa em balada? Quer conversar vai pro barzinho, pro restaurante, não vou ficar trocando informações sobre os cartões coorporativos enquanto estou dançando, não vou falar com amigos de amigos. Cai fora. Não quero nem falar! Nem ficar de “uh uhu aiaiaiaiai”. Barulho é ficar ofegante por seguir a batida. Barulho é a batida.

Pessoas acham que estar dançando é sinal de estar procurando algo, um convite.
Não é.
Estar na batida, não é querer atenção. É muito mais do que mexer o pé, muito mais do que o movimento físico, mais que ser uma atração. É um estado de espírito. É um outro lugar, um outro esquema.
Vejo até hoje algum pessoal das antigas, dos primeiros nichos clubbers, os filhos do drum’n’bass. Certamente carregam essa carga de importância de se deixar levar.
Hoje em dia, parece que o novo clube é o da carência e da necessidade de atenção disfarçada. Pessoas não ficam mais por tesão, e sim pra serem a atração. E se fosse isso, e morresse aí, tudo ótimo. Mas não. As pessoas não traem mais por atração, fazem isso pra ganhar atenção.

E minha observação a mil. O aniversário passando, várias constatações mais importantes. A flor da idade para reparar os movimentos, a sensibilidade de todos é a minha, e é agora.
Não posso deixar passar. Pessoas extremamente necessitadas de atenção.
Solidão = o contínuo mal dos tempos?

Não, não é isso e nem poderia ser tão complicado e triste assim. Não de sexta feira. É mais ralo que isso, é gritante de tão superficial. É a celebridade instantânea que todos procuram e tentam ser. A vida inteira resumida a partir de agora nesse tentar ser lembrado por pouco.

Preciso voltar ao aniversário.
À batida que agora mudou (ela nunca para).
Conclusão: queria dizer aqui que as pessoas não estão ficando simplistas e supérfluas, não posso. Também preciso me desmentir: para alguns, isso não é triste. E eu não queria afirmar isso, mas é um passo para algo triste.

Pedro.
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13 fevereiro 2008

I'm gonna suspend my senses

1 - Qual é sua maior qualidade?

Em 2003 eu diria que minha maior qualidade é ser quem eu sou. Em 2004 eu me sentiria um lixo e negaria tudo o que eu disse em 2003. Em 2005, diria que sou uma pessoa pronta para o que há de vir. E em 2006, faria um texto super extenso e acabaria sem responder a questão.

Em qualquer canto da Internet, nesses websites de amizade e comunicação que pedem que eu me descreva (tipo Orkut), eu sempre coloco esse poema do Antônio Cícero.
É um poema mutante, e no dia seis de Março eu terei 19 anos e ele mudará junto comigo.
Mas voltando ao assunto, eu tenho algumas qualidades sim.
E as pessoas próximas de mim gostam disso. Não sabem bem o que é exatamente no início, mas ao se tornarem amigos (as), continuam sem saber, e se sentem confortáveis.
E essas são as qualidades que as pessoas vêem.
As que eu vejo são outras. E esse poema descreve-a.

Eu sinto que eu tenho uma capacidade de extrair arte das pessoas com quem eu convivo. Às vezes sem esperar.
Os exemplos mais óbvios são os meus amigos mais próximos:
o Vasco, a Jackeline, o Rafa... Mas existem outras pessoas que se aproximaram de mim e viram uma forma de depositar aquele conteúdo de poemas, textos e canções que não mostrariam para um outro por pensar que achariam besteira. A meu ver, nada relacionado à expressão é bobagem, mas sim, uma forma de compreender a pessoa mais a fundo. Nunca li uma “arte” de alguém que não mostrasse algo bonito, tudo é muito bem-vindo e esclarecedor. E essa é uma qualidade que eu prezo demais em mim.

Uma qualidade que eu tive que aprender “na marra”, foi ser mais honesto comigo mesmo e conseqüentemente com as pessoas. Hoje eu prezo muito por essa honestidade, e gosto de pessoas assim.
Outra qualidade é gostar das pessoas, ser leal a elas.

Enfim, na minha opinião, minha maior qualidade é tentar seguir essa frase:
“Transformar o desejo de receber somente para si mesmo em desejo de receber para compartilhar”
Essa frase (na verdade, esse divisor de águas) é tudo o que eu estou tentando fazer (sem sucesso) há algum tempo. Parece simples, mas não é. Na verdade é impossível. Porque significa lutar contra a sua própria natureza. O resultado desse esforço é a garantia de ser uma pessoa melhor e ter feito algo que vai mudar o mundo.
A teoria do Caos, afirma que o vôo de uma borboleta provoca um vendaval do outro lado do mundo. E da mesma forma que foi, volta.
E assim são os atos cotidianos. Uma vez feitos, atingirão o próximo.
Então porque não fazer coisas boas para elas voltarem para nós mesmos?
E que tal não se preocupar com o retorno dessas coisas, e fazer o bem apenas pelo desejo de compartilhar as coisas boas?
Até hoje, minha maior qualidade é tentar ser contra tudo o que eu fui até agora, e seguir a frase acima.
Mesmo sendo impossível.

Pedro.
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11 fevereiro 2008

o que é fato, o que é desfeito, o que é nato em mim

O Questionário Proust

Vagando por lá e cá, a muito tempo atrás, eu li no fotolog de um fotógrafo amigo meu de OPA (Oração pela Arte), o Bito, esse questionário Proust. Que nada mais é do que um grupo de questões feitas para serem respondidas de tempos em tempos.

Sempre quis trazer isso pra mim e pro blog. Nunca pensei em como pudesse dar certo!
Até que me veio à idéia de fazer em formato de textos. Não necessariamente contínuos, mas intercalados com os segredos desse que vos fala. Os segredos que publico por aqui.

Para tanto, segue uma explicação de quem foi Proust e das 29 perguntas... Pescado do Blog das Mineiras, Uai:

"O escritor francês Marcel Proust ficou célebre por sua obra “Em Busca do Tempo Perdido”, saga de sete volumes na qual destacou-se uma antológica descrição da percepção do tempo advinda dos sentidos: o momento em que o narrador, já adulto, prova uma madeleine (espécie de bolinho com aroma de limão ou amêndoas) com chá, sabor que o remete à sua infância e é responsável pelo despertar de inúmeras sensações em seu íntimo. Esta descrição da memória involuntária é considerada por muitos como o ápice da obra, e foi ela que tornou Proust mundialmente conhecido, assim como as madeleines, claro!

Enfim, lá por volta de 1886, o então muito jovem escritor, que contava 13 anos, estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma modinha, como se diz, uma brincadeira, que teve orig
em na Inglaterra vitoriana, e que consistia num divertimento de salão chamado “Confissões”, no qual os participantes respondiam a uma série de perguntas pessoais. Coisa dos refinados salões da Belle Époque, que servia para criar assuntos e animar as festas.

Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, uma quando era menino e outra, já um rapaz, quando servia o exército francês.”

E eis o questionário:

1. Qual é sua maior qualidade?
2. E seu maior defeito?
3. A característica mais importante em um homem?
4. E em uma mulher?
5. O que você mais aprecia nos seus amigos?

6. Sua atividade favorita é...
7. Qual é sua idéia de felicidade?
8. E o que seria a maior das tragédias?
9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
10.E onde gostaria de viver?

11.Qual sua cor favorita?
12.Uma flor?
13.Um pássaro?
14.Seus autores preferidos?
15.E os poetas de que mais gosta?

16.Quem são seus heróis de ficção?
17.E as heroínas?
18.Seu compositor favorito é...
19.E os pintores que você mais curte?
20.Quem são suas heroínas na vida real?

21.E quem são seus heróis?
22.Qual é sua palavra favorita?
23.O que você mais detesta?
24.Quais são os Personagens históricos que você mais despreza?
25.Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?

26.Como você gostaria de morrer?
27.Qual seu atual estado de espírito?
28.Que defeito é mais fácil perdoar?
29.Qual é o lema da sua vida?

Pedro.
x

10 fevereiro 2008

e vamos embora ladeira abaixo

Acho que a chuva ajuda a gente a se ver! Será?

Venha! É carnaval. E depois disso é 2008, sinal que o ano novo realmente chegou.
E o que teve de bom pra quem ficou, foi o bloco de rua na Augusta, eu Luis, Rudy, Juliana e Mayara inventando um monte pra se divertir. A saudade mata a gente.

Veja...Só uma festa desse porte sustenta a nossa alegria, a união das pessoas é muito parecida. As marchinhas, a batida de pinga com pinga sendo distribuída de graça no mundo.
Rua após rua... Enquanto na Peixoto, o som e a sinuca eram os mesmos. E a Andréa me ensinava a jogar melhor.
Na Vila Olímpia, as coisas devem estar pretty much as always, assim também em todo o resto de lugares em que as fantasias são vestidas o ano inteiro: de boys-semi-yuppies, até anarco punks-semi-nada. Fantasias.
Alex me disse que gosta de frevo. E eu disse a ele que Kaiser Chiefs, The Killers, Stone Temple Pilots e Queens of the Stone Age são e estão pau a pau com a Alcione.
E realmente estão.

Deixa o verão pra mais tarde, pra parafrasear Igi aquela caloteira da amizade. Caloteira emocional. E isso tem sido difícil superar. A gente se distancia tão fácil que o pior pra mim é saber que eu me acostumo. O Rudy me dizia isso eu ficava até com medo. E olha só hoje... Aonde fomos parar!?

Beija... O meu Rio de Janeiro. Barbarella na janela me dizendo que mais uma banda acabou de passar. Tyrone deve estar se divertindo horrores, mesmo não aparentando pelo MSN, eu sei que está enchendo a cuca de informação. Have you seen the carioca?
Muitos carnavais esses, e, espero, muitos mais. Mas de verdade.

Seja o que Deus quiser por 2008, por que ano que vem é São Salvador, numa jogação só, por todos os trios de tradição.

Pedro.
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05 fevereiro 2008

e vê se o fogo dele guardado em mim te incendeia um pouco




Eu estou sempre aqui. olhando pela janela. Não vejo arranhões no céu, nem discos voadores.
Os céus estão explorados, mas vazios. Existe um biombo de ossos perto daqui. Eu acho que estou meio sangrando.
Eu já sei, não precisa me dizer. Eu sou um fragmento gótico.
Eu sou um castelo projetado. Eu sou um slide no meio do deserto. Eu sempre quis ser isso mesmo. Um adolescente, que nunca viu discos voadores, e que acaba capturado por um trovador de fala cinematográfica.

Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua, gravações de rádio, fragmentos de TV.

Mas eu sei que os meus lábios são transmutação de alguma coisa planetária. Quando eu beijo, eu improviso mundos molhados. Aciono gametas guardados. Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica.
Uma notícia de Saturno esquecida, uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado, um andróide que tinha uma grande dor, que improvisou com restos de cinema e com seu amor, um disco voador.




(para Thay)
fragmento de "Disco Voador": Fausto Fawcet
fotografia: Igilolá Ayedun @polialelia.blogspot.com

Pedro.
x

03 fevereiro 2008

a canção tocou na hora errada

Mas você não pode ouvir por causa do temporal.

Pedro.
x