31 dezembro 2008

pra terminar quem vai colar os tais caquinhos do velho mundo?

Oge ´w dia de alerjiaaa
Felis ano N00b!


Texto comemorativo: Mayara Rodrigues.

Pedro.
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se chorei ou se sorri

Eu sei, acabei de postar.
Mas esse é um post honorário e nem por isso menos honesto.

Pare pra olhar esse ano inteiro por esse blog. E eu estou aqui mesmo, é o que parece. Fico contente/emocionado. De verdade.

Gosto desses vínculos, dessa escrita errática, dessa vida.
Esses links, os não comentários, tudo.
O não-saber o que vem pela frente.
O "sim" de amanhã. Eu espero muitos.

Pay no attention to my non-sense.
Mas não há outro lugar no mundo, vendo pela retina de qualquer outra pessoa, com grana ou sem. Eu penso que quero mas é mentira. É eu mesmo que eu quero ser, aqui e agora mesmo que eu quero estar. Com essas pessoas.

Todas elas.
E eu.

Pedro.
x

when everything's meant to be broken

Pois é 2008. Parece que ficamos assim. Você aí, passado feliz, e eu com a tua lembrança de ano em que as coisas começaram e terminaram em você. Boas e ruins. Banais e importantes.

Numa vida em que tudo o que começa, cria raízes e termina - até a própria vida - posso me dizer privilegiado de ter te vivido. Por ter aprendido que as coisas são assim mesmo. Sendo eu um pisciano, conservador, tomando conta das coisas que eu gosto ou não. Assistindo o último episódio de Friends ou não (e eu nunca consegui assistir ao último).

Minha last.fm toca um solo de free jazz sobre "Somewhere over the rainbow" agora. Nada mais certo ao texto e nada mais paradoxal à canção. É como colocar liberdade a algo que nos pertence de uma única forma e mostrar novas possibilidades.

Pra quem tem 19 anos e fala em possibilidades,deve significar faculdade, vestibular, algo do tipo. É o protótipo... No meu caso é a Federal Fluminense.
E pra um paulistano, pisciano e pouco mutante de lugares, é o mais radical que eu consegui chegar.

Por incrível que pareça, vou passar o ano novo em casa, acabou a saga. Mas estou contente à beça por que todas as pessoas que eu gosto vão estar por perto - fisicamente ou em pensamento - e Deus sabe como é divertido quando nos juntamos.

É... parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

Nesse ano novo, quando o relógio marcar meia noite, eu quero ir pro futuro.
Convite feito a todos.

Feliz ano novo pra todos.
You FUCKERS!!!

Pedro.
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29 dezembro 2008

but soon again starts another big riot

It was allso quiet
it was all so still
I was on my own
and (apparently) peaceful until...

I fucking said I love u.
rs...

Fuck, fuckers, módafóquers e derivados e I love you, estão muito falados por mim ultimamente. É que servem pros momentos tristes e pro oposto desses. E é com meus adjetivos que eu vou alertando que eu estou passando. Desde os meus dias mais deploráveis, às minhas noites mais expansivas. Passando pelas tardes de simplicidade e as madrugadas onde meu amor transgressor ataca a tudo.

Nesse clima em que o tempo muda as feições, os detalhes do dia, o "love me or leave" nosso de cada dia e só os palavrões e algumas expressões de sentimento permanecem iguais, sei lá como, o mundo deu seu jeitinho brasileiro de contornar seja lá o que fosse que estava acontecendo com meu ano novo e com as minhas vontades.
Por que o ano novo pra mim é ritual e eu já estava esperando, pensando em algumas coisas. Quando chegou agora em Dezembro e eu vi que não tinha nada feito, surtei, lógico. Mas felizmente as coisas se regeneraram e apontaram um claro futuro pra esse equilibrista que vos escreve. Com música, aventura e uma vista melhor pra 2009.

2009 é ano ímpar, tenho cisma boa com esses anos. Pé direito,sabe?
Então eu quero uma chegada a altura. Não desmerecendo os anos pares, nunca. Mas eu gosto, ué. Todo mundo tem suas pequenas manias.

Esse ano o plano surgiu no churrasco, tia Lu deu a idéia (então se não for o que tem de ser eu já sei quem culpar) de irmos pra Atibaia todos num comboio. Numa caravana, que nem aquelas que saem do interior pra irem pro programa Anhangabaú da feliz-cidade de Sílvio Santos, mas no sentido reverso. E lá comemoramos-nos. Comemoramos-nus. Na glória, como diz Caetano.
Tava dependendo - eu - só da Amália mesmo. Passar com ela era a meta e depois já era 2009 mesmo... O que mais fosse tinha o ano pela frente pra resolver.
Daí liguei e ela concordou. vejam só. Já pensei na Pam e na Déia, que são de companhia, mas com o Rudy e com a Mayara no coração. Essa comitiva que eu levo.

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Mas surpreendentemente o plano não vingou.
E se o churrasco foi ontem (dia 28), e eu escrevo próximo à meia noite do dia 30, é sinal de que eu não sei (ainda) o que fazer do meu ano-novo. A não ser esperar uma ligação inesperada com uma festa no Hyaat, super PVT com convites pra todos (que não vai rolar).

E, sendo assim, esse post tem continuação...

Pedro
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27 dezembro 2008

never can say goodbye

(letter to a friend)

obrigado pelo texto (eu deixei de lado por conta de muita gente - mas não é nada que eu não tenha gravado na memória).

obrigado pelas palavras.
bom fim de ano pra vc. boa sorte em 2009. acho que todos nós precisamos disso mesmo: saúde , sorte, coragem. mais alegria.

a nossa última conversa via msn não foi legal pq ainda não tá no tempo de ser legal. as coisas e o tempo das coisas... eu e meu tempo... tudo isso.

deixa essas coisas passarem, por enquanto, e, quem sabe, um dia a gente não se fala até melhor e com coisas melhores pra dizer do que agora?
é isso o que eu acredito e é isso que eu te peço.

te desejo mais do mais das coisas que te desejei acima
e que fique numa boa.
eu vou ficar.
=)

até breve, até sempre

Pedro.
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26 dezembro 2008

você não serve pra mim

I used to sing o myself as a king of leon: I don't care what nobody says, I'm going to be her lover. Love this song. But no. Guess it no longer fits me.
And just as everything else that started this year ended...




O amor, seja como for, é o amor.
Eu gostei demais, eu amei. E amei ai de mm muito mais do que devia amar.
Não é assim que grande maioria dos desconsolos começa?

Não sei qual o meu leitmotif. Eu amei. E sinto que amo. Que amarei um dia ainda. Ainda que sofra dores de amores desde sempre, passei a saber que elas passam e ficam, cicatrizes fechadas a espera de momentos.
Estou num meio termo entre amar e não dever que me deixa acordado até essa hora e vai me fazer permanecer acordado por muito mais tempo do que eu quero.

Eu queria que eu mesmo soubesse que não desisti de nada. A maioria das pessoas sofre quando pensa "se eu tivesse me esforçado mais!". Auto-estima baixa + Maysa + fim de ano + toda a ansiedade vestibular + amores rompidos = ... = .... É IGUAL AO QUE?

Deve ser igual a pedir residência no inferno.

É TRISTE, é tudo o que isso é.

É ruim e incrivelmente amargo se vocês querem saber.

Não tem poesia pra uma coisa dessas.
Mesmo com o floreio bonito de escritor de blog para amigos próximos, saibam vocês (vocês já sabem, eu sei) que não é bom. E que nem me conhecendo pra saber o que eu escrevo, nem eu me conhecendo e tendo qualquer escrita posso dizer como é.

Pedro.
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25 dezembro 2008

a minha voz comporá tua lenda

Gente, vamos esquecer um pouco a 25, a comida, a tia estressada, o primo mais novo, o de sempre. O menino Jesus vai nascer. Já nasceu. E é ele quem vai comandar e guiar toda galere pra 2009, pro amanhã diferente. Quer apostar?

Não tem jeito, por mais normal que seja a época, alguma coisa fica mais humana, não fica? Dá uma ansiedade boa, o ano comeaça a desacelerar pra todo mundo.
Agora o Brasil entra num recesso eterno que vai até Fevereiro depois da quarta-feira de cinzas.

Eu fico andando sobre essas nuvens invisíveis de calmaria. Vejo relâmpagos, vejo casas desabando, barrancos, coisas máximas, mínimas. Meu computador quebrou no tempo exato em que eu concluía meu plano de comprar outro. Coisas mínimas e máximas apontando para o recomeço nas suas devidas proporções. E ELE observando isso tudo de perto, o rescém-nascido, o mais humano, o mais criança, o mais cuidadoso.

Já começo a pensar em como traduzir o ano que passou. Há 10 anos atrás, em 1998, o que será que se passou? O que aconteceu pra eu ter 9 anos de idade num Natal e ele ser tão longe-perto pra mim.
Estou perdido no tempo, no texto. Estou elocubrando sobre as mais diversas coisas tentando acompanhar o meu pensamento e ao mesmo tempo me adaptar ao novo teclado, ainda tenho que ter lógica e começou a tocar "Purple Rain" no last. fm - estou cantando alto entre todas essas coisas. Mas é uma perdição feliz, devo acrescentar.

Estou inquieto demais.
Preciso sair de casa.

Pedro.
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21 dezembro 2008

tic-toc-tic-toc-tic-toc

Quem tava lá na praia viu, e quem não viu jamais verá.
Mas se você quiser saber, a Warner gravou e a Globo vai passar.

Meninos, eu vi.
Aquele cubo no centro da estrutura, a moça do video, a moça da fotografia, da voz fina e aguda.
Os errantes diriam, irônicos, que se trata da caixa de Pandora. Que seja. É mentira. 70 mil pessoas em coro, em carne e carência discordam disso. E eu concordo com elas, embora saiba que dentro da caixa há também muito o que se discutir.

Madonna não tem uma grande voz, não tem uma grande dança, mas é um talento indiscutível quando sobe no palco pra cantar e dançar. Quando faz um videoclipe.

Não há como concordar dessas pessoas que argumentam que "Madonna é uma cantora que não canta", por que eu conheci cantoras muito boas que cantam muito bem e não chegaram a um terço de aproveitamento da voz que possuem. Se formos avaliar por esse lado, nas notas iniciais da canção que abre o show, tem-se uma cantora sem controle dos graves da voz, desafinando nos agudos e etc. Não é por aí.

Na vida pessoal ela também não é grandes coisas - religião, cabala, mãe de três filhos.
Madonna não sabe falar. Não como o Bono Vox fala. Não tem humor, é muito texana.

Mas isso somado à vida artística e à inteligência quase empresarial, seca e sincera da tia, a transforma num monstro sem igual do pop.

O show tem como fio, um relógio. Tic-toc o tempo todo.
E percebe-se que o público de Madonna a acompanhou durante esse tempo todo, e envelheceu um tanto também.
Eu fiquei impressionado o tempo todo, lógico. Mas uma coisa me chamou atenção: a estrutura. O palco é enorme, a luz dá pra alimentar uma cidade, etc. Mas não apenas isso. Aquilo se mostra necessário, se completa - palco, luz, telas, projeções, espaços. É grandioso, sem dúvida. Mas não é supérfluo. Como se fosse uma grande canção em que letra, harmonia, arranjos, música e letras se fundissem. Essa é a grande chance da tia: imagem, auto-referência, carisma (?). Sua vitalidade que desafia o tempo, aquele de quem ela zomba fazendo tic-toc-tic-toc.

De todas as críticas que eu li, positivas e negativas, ninguém ainda ousou criticar o propósito do show, não só desse, de todos os shows do mundo: entreter. Nesse ponto, Madonna se esforça pra deixar todo mundo de boca aberta por duas horas.
E consegue como poucos (e devo dizer, já extintos).

God save the queen!


Pedro.
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17 dezembro 2008

e na hora do porto da barra

I cant't believe it's time for a greatest hits!

Me neither.
Acontece que nessa brincadeira já se passaram dois anos, e dois anos de uma vida, da minha vida. Uma transição certamente aconteceu. Existem textos, web sites, fotografias, vídeos. Algo que comprove que a existência durante Janeiro de 2006 e Dezembro de 2008 existiu de uma forma como não existiu pra ninguém mais. E que não vai se repetir.

Eu me lembro dos primeiros textos. Sempre tive muitos textos. Eu queria escrever o instante-agora. Às vezes me dá uma ânsia de buscar palavras pra descrever esses momentos em que eu me vejo vivo. Eu sempre busquei um significado pra esses momentos em que não há ação alguma. Por que os outros são fatos. Mas a história que acontece quando não há história: o nada, é sempre um bom começo.

Em 2005 eu comecei a escrever mesmo. Precisava esquecer os fantasmas 2003 e 2004, meus amigos, minhas decepções, tudo o que eu amei, larguei e as minhas culpas.

Em 2006 quando eu comecei a escrever no MSN Spaces, eu queria que o meu "nada" fosse o que eu estivesse pensando no momento. E eu sempre penso em algumas situações da minha vida, queria devolver isso em algo com formato, daí surgiram alguns textos. Mudei pro UOL e comecei o blog. Acontece que quando eu comecei o blog, eu queria que ele já tivesse mil posts. Então aquilo virou uma zona com conteúdo disforme, bagunça visual, pobreza no layout, dificuldade pra postar e uma série de outras coisas me fez vir pro Blogger.

Aqui as coisas começaram (e ainda começam) a ter um norte. Os textos não tem sequência (mas eu nunca quis que tivessem), mas a conversa segue uma linha e o que eu quero dizer agora não entra em conflito com o que veio antes.

Eu fico feliz à beça com esse ano. Se grande parte das coisas que eu fiz em 2008 viveu e morreu aqui mesmo, o Segredo foi quem segurou essas barras e outras que não foram postadas oficialmente mas são rascunhos, fragmentos, coisas minhas, talvez ninguém queira saber.

Então, estamos completando um ano de casa. Me lembro do primeiro post, da escolha do template, de tudo, eu não esqueço nada. E recentemente eu fiquei pensando nesse lance de blogosfera. Pois eu não sou da blogosfera, né? Mas aí eu sei que isso não tem nada a ver comigo mesmo.

Tenho minha pequeno dicionário blogosférico na minha lista de favoritos. São pessoas que escrevem, se posicionam, tem a mesma linguagem e a mesma vontade de mostrar a vida sob uma luz, uma ótica, uma estética própria. Falamos a mesma língua e muitas vezes um fala o que o outro gostaria de falar. Sinto que tenho muita propriedade ao falar com esses outros blogueiros que poetizam tanto quanto eu gosto de poetizar.

Mas também não posso esquecer de muita gente de fora que alimenta tudo o que passa aqui. Alguns donos dessas palavras.
A Igi que escreveu grande parte dos meus posts fotográficos e tem a palavra forte e as entrelinhas precisas pras minhas imagens.
O Dré que faz (desde 2006) muita edição e revisão pra mim e também é rei das palavras-chave que nas linhas tortas do meu caderno fazem estragos.
O Rudy, que é praticamente uma ferramenta de busca, de opiniões, de divergência.
The dudes from the quarter: Vasco, Mago, Nunão, Gus, Eric, Gustavo Gaspar, Mauro, Taka, pela boa escrita, os mil assuntos e pelas canções.
A confraria das sedutoras: Jack, Thay, Helena, Hannah, Grazi, Dri, Barbarella, Ju e as outras leitoras que dão altos empurrões e são encontros que sempre propiciam algo de bom.
E à Amália, pois fundamental é mesmo o amor.
E todo meu povo de casa.

Nem tem como agradecer a todos esses personagens.
A outros que não estão citados.
A essas tristezas e alegrias.
Obrigado, for now.

Pois eu ainda estou só... Começando.

Pedro.
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15 dezembro 2008

para todos

Um instante Maestro.

TiN TiN

Levantem os copos, por favor,


Vamos brindar.




Brindar, antes de mais nada, à vida. Ou melhor, ao porre que é viver hoje em dia.
Um cotidiano que nos força a ser
workaholic, triatleta, PhD, filho, irmão, amigo, namorado
e um emaranhado de
sentimentos
e
vontades
esquecidos pela bosta deste paradigma.


E por falar em sentimentos, mais um brinde aos sentimentos artificiais.

À iFELICIDADE, com

180 gigas de um espaço

que ninguém vê para preenchermos nosso vazio com lapsos consumistas.

Isso,

tin-tin pra ela.



Vamos brindar também aos anestésicos sensoriais que distorcem nossa realidade e tornam tudo um pouquinho mais suportável.
Um brinde à cachaça, um brinde ao cigarro e um brinde aos seus irmãos renegados que não geram impostos, mas sobram em propina por aí.
À falsidade, à covardia e a tudo aquilo de ruim que somos e fazemos questão de não mudar.
Acomodados,
um brinde a nós.

E, por fim, vamos brindar aos amigos, à família e ao que é bom e está ao nosso redor.

Talvez seja este o único motivo real para comemorar, o único pelo qual vale aguentar todo o resto.


Saúde.














Texto: Gustavo Helaehil
Edição: Dré
Fotografia: uma garota aí (rs), bancada do quinta de casa, Celo e Matheus.
Obrigado(s): ao Elvis e ao Dalgo que cederam o quintal.
E ao Sol por colorir as fotos.

12 dezembro 2008

e ainda morro de preguiça

Gente, tô no apogeu do seguro desemprego.
Tenho sono o dia inteiro, madrugada é que me atiça.

Mas eu não esqueci do que está por vir.
Não deixarei Santa Catarina passar tão cedo.
Nem o show da Madonna.
Nem a segunda fase da UFF.
Nem nada.

Eu tô aqui. Só que acordo muito tarde, toco violão, desenvolvi toda uma rotina flexível à la Lulu Ssntos que me permite, entre outras coisas, estudar história, ler jornal, tomar café e ir à ACM. Tenho adorado a ACM.
Uaaaaaaiii em cy hei!
Toca "Bad" na minha aula de Power, porra!

Não esqueci do seu aniversário, viu meu querido blog.

Pedro.
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10 dezembro 2008

há algo invisível e encantado entre eu e você

Quando eu conheci o Mike, ninguém se mostrou mais infeliz com a minha descoberta do que o Elvis. E ele nunca é infeliz, é quase um princípio dele.
O Elvis é assim, feliz e presente.
Ele foi um presente.

Quando eu voltei de viagem em 2002, um mendigo passou na porta de casa e me ofereceu um cachorro. Mas eu já tinha um.

Só que quando esse cachorro (que parecia mais um bolo de pelos com uma fuça) me viu e eu o vi, surtamos os dois. As portas da percepção do Elvis já estavam mode on.
E ele é a mesma criança com percepção perfeita até hoje. Então pra ele, não há nada de novo em descobrir um filhote, ele vai ser sempre a criança mais pequena. O cachorro grande de dentro de casa (se anda mais de 3 quarteirões na rua ele para e só volta no colo), do quintal, da orelha pra cima, das várias opiniões que emite o tempo todo.

É cria. Cria minha, da Amanda (a quem ele idolatra!).
Fico feliz com esse post também por que foi uma das únicas vezes que eu consegui tirar fotos dele numa boa. Pois o Elvis é elétrico.
Mas tem seus momentos de calmaria também...






Mas depois volta elétrico de novo.

Aqui tem um vídeo que eu gravei do Elvis em um momento onde a percepção está aguçada - som, visão, visual, espaço, meio, áudio, batimento, zunido - tudo aceso. Além do sentido-canino, o instinto mais forte de caça, de extermínio das moscas que passam pelo quintal.



Pedro.
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05 dezembro 2008

that's the way we get by

Semanalmente acontece no SESC Paulista o encontro meu, da Helena e da Thay. Tem sido legal, por que o lugar é parecido com a gente, a bebida é barata, os assuntos surgem, o tempo é longo e nossos problemas também. Felizmente, perto delas tudo parece solucionável, sempre surge uma piada, um lance pra gente se distrair. Se o Caetano tem sua obra em progresso, essa seria a minha versão reduzida, uma parte da vida documentada por essas duas garotas, esse segundo neurônio. E eu por minha vez registro a delas. Nossa vida em progresso.

Começou quando eu e a Helena saímos do Etapa e começamos a nos encontrar sem motivo (sim, por que o Etapa chegou a um ponto que nada mais era a não ser nosso encontro) e ficávamos por aí, ela não gosta de bar, não bebe muito, também não gostava de me encontrar na Livraria Cultura por que diz que eu sou irritante lá dentro. Mas mulher reclama de tudo e nem tudo dá pra dar ouvido.

Então outro dia a Thay se encontrou com a gente (nosso encontro de 2) e sugeriu o SESC. E fomos. Nada mais luva pra mão do que lá se tornou pra nós. Aquilo tomou um sentido muito bom desde então.

E o encontro virou de 3, semanal. Eu cumpro com o maior prazer. Agora nós temos até convidados!
Essa semana quem apareceu foi o Gus, (meu ídolo), por parte da Helena. A Paty por parte da irmã - a Thay. E o Rudy por minha parte. Ok, eu sou o mais sem imaginação. Mas o fato é que nem o chamei, ele é meio membro-honorário, quarto Beatle... Já foi semana retrasada também (como convidado), deve aparecer mais vezes. Só não gosta do compromisso.

Mas é bom se sentir em casa. Os meus amigos andam tão distantes de mim. Nunão, Celo, Vasco, Rafa, Jack... Os meninos andam ocupados e distantes, fico meio sem família sem eles, meio sem o conforto normal que eu sinto de estar mesmo em casa, de ser o mais novo, o mais fraco pra beber, o que quer dormir, o que ganha a mãnha, o que não sabe tocar violão.
Mas o fato é que agora existe algo diferente e eu me sinto bem ali naquele meio.

Esse tem sido o modo de atravessar-expor-guardar a demissão, o vestibular, a expectativa, o ano de 2009, os meus 20 anos, a insegurança, a UFF, a PUC, o MACK, as belezas e as canções que eu encontro e tudo o mais.

Além de ser uma desculpa ótima pra beber muito (pagando barato!) no meio da semana.

Pedro.
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04 dezembro 2008

fazendo poses nos retratos

Eu já ia me esquecendo desse post pra falar da Virada Cultural da Livraria Cultura. Começou tímida, mas pra mim valeu demais por que trouxe o Guinga de volta pra Sampa.

Um parêntesis: (Há muito tempo que eu não vejo um show dele. Costumava ir a todos que aconteciam ali no Itaú Cultural ou no Sesc Paulista. Lembro que eu era muito novo e sentava nas cadeiras da frente, num outro show ele me reconheceu, eu sabia grande parte das canções então ele deve ter achado curioso e engraçado, parou o show e falou comigo, aquela coisa toda. E eu já era tímido de pedra, como sempre, não soube o que dizer.)

Fiz uma mini-agenda pra poder ver o que eu queria (Guinga e Fabiana Cozza) e fui. Me diverti muito com o show do Guinga. Autografei todos os meus cd's e encontrei o Chico Pinheiro. Fiquei entre ídolos meus que conversavam e tiravam umas fotos comigo. Os dois são simples, ótimos de papo e super bem humorados.

Acontece que o show do Guinga foi ao meio-dia.
O show da Fabiana Cozza era a meia-noite.

Nesse meio tempo fiquei indo e vindo com a Thay, vendo coisas, almoçando, passando um tempo com minha menina de quem eu sinto tanta falta (e ultimamente ando tão preocupado. Ela está numa barra pra não virar apenas fragmento de estrela, aquela que todos nós conhecemos. E até o presente momento eu ainda estou preocupado). Depois o Rudy apareceu e formamos aquele trio imperdoável.
Estávamos hilários, sem um puto no bolso, sem nada pra fazer, desempregados, sem cursinho, facul, os três sem NADA pra pensar. Daí jogamos bilhar mas cansou, jogamos Daytona mas cansou, sentamos no Boulevard mas cansou. Fomos encontrar umas pessoas amigas do Rudolf, fomos comer, fomos sentar nos pufes, fomos...

Começou o show, enfim. Apareceram Helena (amiga), Buzelli (namorado da amiga), Patrícia (irmã da Thay) e Rogério (namorado -?- da irmã da Thay) e o show começou oficialmente.
Fabiana é demais. Grande voz, grande festa, grande repertório. Ela não cantou muitas canções do último disco (que eu já tenho de cor e salteado), mas fez um show com canções mais conhecidas, partidos antigos e sambas de fm. Tava valendo, lógico.

Foram 3 horas de shows, alguns convidados, depois ia rolar um dj, rolou mas foi miadíssimo pra infelicidade do Rudy que estava adorando o set.
Cinco e meia da manhã eu estava sóbrio e descendo a Augusta pra vir pra casa.


(a photo com o Chico eu photoshopei por excesso de luz do ambiente e do flash e por que eu também não tava nos melhores dias)

Pedro.
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02 dezembro 2008

nós só queremos te saudar

Eu tenho algumas qualidades e alguns defeitos. Mas tem situações que vão "para o alto e avante" do bem e do mal que me deixam imóveis de tudo. Quando é algo bom, é aquela alegria de sol que faz a vida inteira ter sentido. Quando é ruim, quando é triste, me imobiliza. Eu não consigo pensar, fico compulsivo-obsessivo com as coisas mais idiotas que existem...

Ver a minha irmã triste é um desses casos. É uma situação que ultrapassa muito a linha do "fico triste também". É alerta 5.
Mas o fato é que as coisas param, mesmo quando em movimento. E que isso só muda se ela se alegra, se existe motivo pra isso.

Mas eu sei que às vezes dor demora pra passar. Been there, done that. E conversando sobre isso, tendo idéias de como animá-la, Tia Lu me fez lembrar de uma palavra que eu esqueci durante esse tempo de apaixonado, que é LUTO. Não gosto da palavra pelo significado que ela traz, mas pensei bem que nem eu mesmo sabia o significado exato dela, fui procurar e descobri que a palavra não tem uma explicação exata. Pelo contrário, o luto se trata de um processo e pode se apresentar de inúmeras formas e também tem manifestações físicas (aquele vazio no peito, afinal, não era apenas poético). Aqui está a parte mais interessante da explicação da Wikipédia:

A característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda aliada ao sentimento de tristeza e choro, sendo que a pessoa se consola logo após. Este é um processo que evolui, onde as relembranças são intercaladas com cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, ser acompanhadas de tristeza e choro. Além destes sentimentos, é comum o choque, a raiva, a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade, a fadiga. Sensações físicas como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer.

Lembrei da minhas separações, das minhas perdas, dos meus lutos. Senti o mesmo vazio de antes. E foi engraçado sentir o pesar tão antigo ainda tão fresco, tão presente. Algumas dores não cessam. São feridas abertas, quentes. Uma das coleções inevitáveis de qualquer pessoa ("as brigas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci...").

Daí acalmei. Por que o tempo da pessoa, quando é de sofrer, quando é de sorrir, vai ser.
O meu foi e eu sei que ainda vai ser novamente algum dia. Por que às vezes eu já pensei que nunca mais fosse ser feliz de novo, ou que não fosse nunca mais sair de casa, ou me sentir filho do sol. E me lembrar disso (e dos motivos) é sempre terrível ainda. Afinal, o inferno é a recordação.

Mas a gente espera. Eu espero.
Eu quero que ela volte abalando todas.
Que ela volte ELA.


Pedro.
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30 novembro 2008

boy, you gotta carry that weight

I gotta.
And it was clear someday it would happen.
Fate is a bitch.

The weight is mine and it's me.
It's you and it's ours. Love is complicated.

Ok, I'll handle it.
But, excuse me, from here I can see some sins in the package...

And they're not mine.
(and aparently - infortunatlely - not ours...)

Pedro.
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27 novembro 2008

mesmo com toda fama, toda brahma, toda cama, toda lama

Uh!
Passei pra segunda fase da UFF!!!
Existe uma chance de eu me mudar pro Rio de Janeiro!!!
Dá uma insegurança, uma ansiedade, um medo da segunda fase que até então inexistia.

Sinceridade...
Sabe aqueles momentos em que você fica querendo rir o tempo inteiro mas ainda fica com medo de algo que não sabe do que? Daí acaba querendo rir e chorar?
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Tô me sentindo assim.
Tá tudo muito engraçado, mas algo ainda está me dando uns calafrios, um risso escondido com a mão. Vai saber o que se esconde aí.

Brigado Helena. (É brinks viu, tá linda na foto).

"Mesmo com tada PUC, com toda USP, com toda UFF, com toda Unesp, toda Fatec... A gente vai levando esse... (não tem rima...) esse béqui?!"...

Pedro.
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25 novembro 2008

sem perder o juízo e sem morrer

Minha vida não pode girar em torno do meu desemprego. Por isso eu tenho surtos de sair de casa a qualquer chamado que ocorra e me divertir com qualquer bobagem: alugar um dvd, tomar cerveja, curtir o sol ou correr na chuva. Prefiro aproveitar esses fenômenos naturais por serem gratuitos, e ainda tenho direito a outros, como nadar na ACM por que ainda tenho patrocínio.
Mas o bom disso, do tempo livre, é a disposição que eu tenho pra outras coisas que normalmente eu não teria, por exemplo, aquela ópera no Municipal em plena terça-feira. Normalmente o proletariado se proibiria de comparecer, mas agora "sim, eu posso".

Mentira. Tudo mentira. Quem acredita em Papai Noel acredita nesse primeiro parágrafo.
A verdade é uma só: quanto mais se descansa, mais se quer descansar. A preguiça é cumulativa, tem várias fases, graus. Não existe disposição, existe a primeira temporada de House com 6 dvd's, a cama, as gorduras saturadas, o dia passando e eu debaixo disso tudo. Faz duas semanas que eu evito a ACM por que meus instrutores devem me olhar torto, o sol eu assisto daqui da janela mesmo. A ópera aconteceu de verdade, mas eu fui arrastado dizendo "não, não quero".

Tá vendo, esses parágrafos ao melhor estilo "Melinda e Melinda" se completam. Nenhum deles é 100% verdadeiro, são duas faces da mesma moeda. Tem dias um pouco mais de um jeito ou de outros jeito, tento variar.

O bom é que pego o violão.
Como é bom poder tocar um instrumento. Sempre que fico muito tempo com eles (os violões de casa) vou reaprendendo, recuperando o tempo. Nem sei tocar direito assim, fico vendo as cifras o tempo todo. Mas as músicas que eu mais gosto eu sempre me esforço mais.

A ópera, foi Sansão e Dalila. Foi no Municipal e foi muito, mas muito mais do que eu esperava e eu não queria ir de verdade, mas no fim das contas, era camarote, era no Municipal e valeu muito ter ido.

As músicas que eu tenho me esforçado pra tirar no violão são em sua grande maioria do Caetano e algumas da Marisa Monte, mas essas são fáceis. "Tema de amor" é meu último vício. Nunca gostei dessa música, era a que eu pulava do disco. Agora to que não paro de ouvir e de tocar.
Faz sentido, afinal, o gosto musical de Sansão tem seus cabelos cortados por Dalila e começa a gostar das músicas mais desesperadamente românticas e óbvias da fm e de outros temas de novela possíveis.

E era nisso que eu pensava durante todo o espetáculo.

Pedro.
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23 novembro 2008

entre as quatro paredes da vida

Sábado e domingo burocráticos...
Nem Chaka Khan e Marsallis eu fui ver por que a chuva anuviou as pessoas do lar.

Fiquei afundando nos colchões e nos sofás de casa.
Eu tomo uma coca cola, etc.

O Vasco me ligou e a gente deve sair essa semana.
Mas na semana é tudo diferente, por que as pessoas ficam ao menos vivas.

É domingo. Please, shot me.
Roda tanta gente roda ao redor dessa praça, essa tarde está morta.

Eu espero que chova till death do us part.
I and I.

bj-se

Pedro.
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21 novembro 2008

se o mundo for desabar sobre a sua cama

Eu percebi agora, bem agora, (depois que você me fez acordar) que você só aparece quando eu estou vulnerável.
O que importa se todos os meus amigos estão do meu lado na minha sala de aula e estamos nos divertindo? Você sempre vai ser anti-herói, irmão e heroína, que me chama, me pergunta como eu estou. E vai ser sempre verdade, das mais verdadeiras aquela que eu contar pra você.

Como você faz isso?
Por que acordar faz parecer pior?

Mas agora eu não me sinto assim tão só
- só pra constar.
E eu quero você fora dessa.

(leitores, precisamos de mais intimidade nessa madrugada)

Pedro.
x

20 novembro 2008

num eterno domingo

É, acabou telecentro pra mim.
Acabou a função social.
Acabou o proletariado.

Depois de alguns 8 meses de calma e confusão, acho que cansou um pouco pra todo mundo. Sou (mais) um vestibulando por aí, vagando, tentando alguma sorte.
Me sinto bem sendo mais uma vez apenas vestibulando, embora as pessoas não me vejam mais assim. Estava forçando muito a barra do cara da grana que trabalha. Mas eu mesmo não me sentia assim, não estava ligado àquela realidade em que eu mesmo estava. Adorei trabalhar no Telecentro, foi um tempo muito bom. Mas eu não consigo com essas duas prioridades: estudo x trabalho. Eu não sei lidar. Enquanto no trabalho estava tudo bem resolvido, minha vida de estudante está parecendo um queijo suíço e eu preciso acertar as contas com essa parte antes que tudo fique irresolvível pra mim.
8 meses foi um tempo bom. Eu estou supondo que vou terminar o ano da mesma forma que comecei (ok, com mais grana).

Estou numa semana de entender os acontecidos. Por que não é fácil passar por um ano como esse e estar aqui onde eu estou. Num momento eu tinha tudo: trabalho, chefe, turma, horário, compromisso, acordar cedo, cursinho, professores, lição, academia, sono, stress. Agora restou a academia e olhe lá.

Não quero pensar dessa forma mas é o que veio primeiro a cabeça: passei o ano inteiro entre dois mundos, tentando conciliar os dois, me esforçando (na medida do possível) nos dois e não estando integralmente em nenhum. Acabou que sem nenhum eu estou (no momento). E só por isso já é confuso esse tempo todo. Querendo ou não a gente se acostuma com a rotina, faz ela bonita, inventa... Vou sentir falta sim. Por outro lado isso é bom pro meu coração de pisciano conservador, metódico. As coisas mudam por que mudam. Nada dura pra sempre.

Nem fiquei chateado dessa vez.
Nem feliz.

Foi uma daquelas coisas que (ainda bem) viveu e morreu nos seus próprios termos e momentos. E assim o fez pra vida poder andar.

Estamos aí no fim das contas.

Pedro.
x

18 novembro 2008

is just that

sometimes a good kid goes through a rough time.

Pedro.
x

17 novembro 2008

no céu de uma cidade do interior

Fui prestar a prova da UFF em Taubaté no dia 15. Desencanado de muita coisa, inlusive da possibilidade de não passar. Fechei um pacote de viagens pra vestibulandos pra não ter que encarar a estrada sozinho e fui percebendo que tinha mais motivos além dessa prova pra entrar de cabeça nessa transação.
Fiquei triste de ter que perder o fim de semana por uma prova, mas fiquei feliz que ao menos teve uma viagem, uma rota, uma saída daqui de São Paulo. Qualquer coisa que não colocasse mais pressão na prova que eu estava mais esperando durante o ano todo (e sem hipocrisia, essa espera não quer dizer que de alguma forma eu vim me preparando da maneira 100% correta, foi apenas espera mesmo).

Chegamos em Taubaté no sábado às 4 da tarde num hotel simpático, uma suíte pra chamar de minha, simples mas bonito.
Sem ter o que fazer até o dia seguinte às 9 da manhã eu fui fazer um mapeamento, ir até o mercado, andar um pouco. Pra minha surpresa aquele bairro era lindo, a cidade muito bem conservada, limpa, o sol estava brilhando forte e se preparava pra ir embora. Estava esvaziando a cuca de tudo - chefes, trabalhos, das minhas preocupações de vestibulando... Parecia uma viagem minha pra mim. E aí eu comecei a pensr na prova bem mais tranquilo. Foi a primeira vez em semanas que eu estava pensando em mim de verdade.
Depois disso eu voltei, fui conhecer as pessoas que estavam comigo, conversar um pouco e fomos jantar todos no shopping pra voltar e dormir.

Dia 16
Acordei às 6 pra fazer a prova às 9. Eu havia dormido bem cedo na noite anterior, estava sem sono já. Fiz a prova em quase 4 horas. É um recorde pra mim, sério. Fiz uma coisa por vez, sem ficar indo e vindo e tomei o tempo que precisava em cada questão. Foi um diferencial em relação às outras provas em que eu não conseguia me concentrar. Mas não reli nada. Sou sem vergonha, raramente faço uma releitura depois que termino.
Se eu acabei é por que acabou. Acontece que nunca é assim, tirando essa vez que eu tinha acabado mesmo - eu lembrava das questões que eu não sabia!

NO fim da prova foi aquele comentário todo, lógico, sempre é. Eu falei mais com a Lígia que é essa garota muito bacana que eu conheci antes mesmo de ir (uma amiga nossa de orkut nos apresentou) e ficamos amigos até. Na volta eu dormi e cheguei em casa cedo no domingo. Mas não tinha muito o que fazer a não ser esperar pela segunda. E por todo caos que eu sabia que a segunda feira traria.

A segunda feira é hoje, e é agora que eu escrevo. Tudo está aparentemente normal, pensando que está me enganando mas não está. Eu sei que devo esperar algo, alguém, alguma situação. Estou esperando, pensando no fim de semana e em como essa viagem foi um presente pra mim. Estão todos nos seus lugares, as peças nas posições.

Em um fim de texto comum eu diria que é só atacar e ponto final. Mas nesse, eu já dou esse jogo por vencido.
E eu que ganhei.

Pedro.
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14 novembro 2008

de clave, sol e de multidão

drop down diary #7

Tem essa prova de vestibular muito importante pra mim, da UFF (Universidade Federal Fluminense), pra Produção Cultural que eu vou prestar no domingo agora, dia 16. To pilhado por dentro com isso. Tenho um novo chefe. Estou irado com isso. Mas tenho certa simpatia por ele. Pena também. Mas com raiva nossa cabeça não pensa direito.
Eu não fico com raiva muito frequentemente, não assim, desse jeito que eu estou hoje, pra ligar pras pessoas e dizer essas coisas que eu disse agora pouco. Especialmente quando alguém é sua chefe.

- É assim que vai ser no Telecentro daqui pra frente? Então você se decide: ou arruma alguém decente pra eu trabalhar, ou muda os modos desse garoto ou então nem precisa me esperar segunda feira.

I'm a dare devil.
Mas senti o peso do que falei e desliguei o telefone logo depois. Só pra não ter que ouvir o eco das coisas que eu disse no silêncio do telefone. E isso também foi culpa da UFF, do meu sonho (não gosto de usar essa palavra pelo sentido sentimentalóide-programa-doRaul-Gil que ela tem tido na boca das pessoas), de produzir cultura, de dirigir a cultura... Mas é amanhã isso tudo - prova e resultado. Então deixo tudo pra amanhã e depois e depois e depois de amanhã.

Só a raiva é agora, mas vai passar, já passou. É que eu cheguei atrasado hoje e o supervisor me deixou ficar em casa. Me pediu. Exigiu que eu ficasse.
Eu fico ué! Aproveito e vejo The O.C (rumo à terceira temporada).

Time to put some faith in myself.

Pedro.
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13 novembro 2008

meu céu desastrado

Sabe gente,
esses sentimentos sem nome ou com nomes de atitudes podem ser tão ou mais confusos que os mais simples e vitais como a raiva, a tristeza, a alegria. Sentimentos sem nomes ou com nomes de atitudes me deixam pensando... Como eu solidifico em uma palavra só a vontade de mudar, a melancolia por me sentir às vezes tão só? Eu sou da capital, eu tenho amigos e família, noites divertidas e semanas ocupadas. Eu tenho segurança. Mas nem isso segura de me sentir imóvel, de não poder alcançar o mundo nunca, de não saber o que esperar mais da vida, ou sequer saber se eu vou poder esperar algo dela.
Não sou um pessismista.
E esse texto certamente não é um texto triste.
Apenas confessional. Eu sei como é sentir ser só e não ser, e o por que disso ser tão ruim é a mentira desse sentir. Não tinha que existir!

Some days I'm really touchy and
Some days I'm willing to forget and
Some days I'm still in love with you
Some days I'm sad and blue

É assim: dá pra saber que nada é perfeito. Dias nascem cinzas, pessoas tem defeitos, e ultimamente poucas coisas tem sido o que parecem ser. As amizedes podem por tudo a perder e o verão está na minha porta me perguntando "qual é?". Qual vai ser a onda que eu vou querer pra esse verão? Juro que estou muito pouco me lixando pra tudo, é verão. É verão!

Mas o que importa é que pode ser o tempo de não ver a vida resumida a tão pouco, ao cansaço, ao ficar de dia se sentindo insone e achar que a noite é só mais uma noite.
Nenhum dia pode continuar sendo mais um dia a partir de agora. Assim como nenhum domingo pode me deixar triste em casa. E se tiver que ser assim, que tudo isso seja no Inverno, que seja no inferno. Ou no céu. Não no meu, desastrado.

Esse texto é um anúncio de que a chuva é pra deixar gente feliz.

Pedro.
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12 novembro 2008

dessa esquina posso perceber o duplo sentido de tudo

Sem futuro
Passado apagado

Apenas presente

Nem frente
Nem verso

Apenas agora

Que eu só preciso olhar pros lados

Pedro.
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10 novembro 2008

meu ouvido no radinho de pilha

Sábado eu fui numa festa neandertal, do pré-homem, pré-saudosista, pré-moderno. Aquela energia na véia, promovida por uma rádio que tem esse programa que toca canções antigas(?). Fiquei pensando nos 80, em como as coisas devem ter sido mais es-ca-la-fo--ti-cas e não há outra palavra que combine mais com aquele glam-blaseè-padrão oitentista, eu sou de 89 mas mesmo agora vejo muitas coisas daquele tempo nesse meu (em que finalmente reconheceram os 80 como uma época over). Os 90 foi a rehab e agora estamos sem uma identidade definida. Tá tudo misturado. Nossa música tenta fazer o eletrônico chegar ao acústico em todos os momentos, mas tudo bem.

Então, pensando nessas coisas todas, no Playcenter de madrugada dentro de uma tenda com o dance do início do início da música eletrônica dance-techno (não confundir com o pop 90) fiquei um pouco fora de casa.

Antes de entrar eu pensava que a festaera como uma nova chance a todos os que não se divertiram de verdade na festa de formatura. Não sei o que me fez pensar nisso, mas foi assim que eu senti a "vibe". Pessoal fazendo coreografias, passinhos, muito divertido. Já é kitsch.

Foi assim esse sábado, domingo foi melhor por que a gente almoçou fora e descansou com preguiça em casa. Aiai... Nem pensei em poesia, em canção, em mídia, estrutura, nada. Descansamos com preguiça e mostrei pra ela uns dvd's. Lezera pura.
Eu me divirto muito com a minha irmã. HO-RRORES.

Pedro.
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08 novembro 2008

venha pra cá, não é proibido

Marisa é gênia.
Inauguro com ela a seção merchan do blog. Mas creio que seja só com ela também.
Poucos artistas fazem um produto a altura do comercial. E poucos sabem como chegar ao público de maneira inteligente. Ela é assim. Gosto da postura, gosto da pessoa.
Digo por que me encontrei duas vezes com ela, uma vez numa sessão de autógrafos na FNAC paulista e outra no Cine Bombril, na sessão de estréia do Mistério do samba. E ela é aquilo tudo... Tudo o que um fã espera, como se já não bastasse a artista, mora?

Fico ali ouvindo, reouvindo o primeiro disco, MM, que eu conheço desde que nasci por culpa da sede de novo da minha irmã e do radar do meu pai. E sempre penso nele como um cartão de visitas, de mostrar influências e referências. Mas ouço todos, tenho minhas preferidas... "Volte para o seu lar", "Abololô", "Sou seu sabiá", "Pecado é lhe deixar de molho", "Quem foi", "O céu" (que virou tema do meu álbum)...

Além de tudo isso... Ela sempre passa por aqui e lê um pouco do Segredo.
Dúvidas?



Salve-se quem puder.

Pedro.
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06 novembro 2008

oba, lá vem ele



Gostaria de postar a mais "tocante" e até relevante notícia que eu li sobre as eleições, que saiu na CNN ontem e que me fez ver que os estadounidenses ainda podem ter um sonho.
Fiquei emocionado especialmente quando disseram que se tratava da maior eleição com negros votando na história dos Estados Unidos. E pela primeira vez o voto dos latinos foi levado em consideração. Quem disse isso foi o David Gergen que é um dos grandes analistas da política de lá.

E aqui no Brasil, eu gostei do correspondente da Folha que disse que normalmente levaria menos de 10 minutos pra votar e dessa vez levou mais de duas horas na FILA!
Achei engraçado por que criou um movimento de quem queria votar em Barack e de quem simplesmente não queria que ele fosse eleito. É o "Vote or die" que não aconteceu por pouco não aconteceu como o green president, Al Gore.
Penso em pessoas que não votaram em McCain, mas votaram contra Obama em McCain.
E ainda gera uma ação interessante e muita estrada pela frente pro presidente Rolling Stone (ou, como diz Caetano, o presidente mulato).

OBA, lá vem ele...

Pedro.
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04 novembro 2008

ela é quem causa, quem explana e acende os faróis

The best of 80's & 90's numa pista; the best of new electro na outra; the best of... samba, axé, pagode, mpb e forró. Certamente essa não é a Happy News. Por falar nela, é um ponto que eu não quero ir, e olha que eu só passei na frente e li o breve release dos "sites-guia" da noite, tipo o Oba Oba. E esse trecho confirmou minha suspeita:

"No piso superior está o camarote e a pista de dança para aproximadamente 1200 pessoas, onde o DJ toca axé, funk, black, house e psy. Um grupo treinado para realizar performances anima a pista de dança entre uma música e outra."

Eramos nós, 1+1, rindo em frente à casa noturna com pessoas vestidas ao estilo "festa de formatura light". Ew.
Nosso caminho era outro e graças a Deus envolvia mais do que aquilo que se passava pela Happy News e envolvia até uma tequila-monstro no percurso.

A Bubu mudou, o público mudou e eu também não tenho mais 17 anos e nem preciso de um RG falso pra entrar, o que quer dizer que eu também mudei um pouco. Mas tem alguma coisa ali muito boa e que permanece. Pode ser a música, as pistas diferentes, os dj's competentes, the 90's hits... Algo ali não me deixa sóbrio, nem fisicamente, moralmente ou o que seja. A presença dela nunca me deixa são também.

E essas noites passam rápido - tudo muito inteso e veloz. Gosto da pista de cima e ela da pista do centro - pistas opostas. Mas as vontades são as mesmas, a música é a mesma.
And who cares if fun sometimes is overated?

Pedro.
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02 novembro 2008

I can go on and on and on

O dia depois daquela noite deveria ser feriado.
Fechado pra balanço. Ou só pra descanso.
Tempo de avaliação de pés e fígado, de cansaço, de sentimentos, de culpa.

Tá tudo girando e eu parado, quietinho.

Ainda bem que hoje é domingo.
Feriado.

Dia de fazer /ofino, meus finados colegas.
Bjoseliguem.

Pedro.
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31 outubro 2008

bem mais que um simplesmente

Fim de Outubro.

Pode ser fim de tudo como pode não ser.

Vamos torcer pra (em Novembro) tudo ainda ser?


Pedro.
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30 outubro 2008

eu sei que você sabe que eu sei que você sabe

1. Existe muito desencontro nesse mundo. Sabe como é... Todo tipo de gente só procura um encontro, um algo, um “Q”, por que encontros bons são raros demais. Não digo apenas de gente séria encontrando gente séria ou gente palhaça encontrando gente palhaça.

2. Como em outro tempo, eu não queria me encontrar com pessoas com as quais eu tinha que dividir a atenção dos meus amigos. Isso ninguém pode dizer que foi um desencontro.

3. Do contrário eu não estaria aqui, nessa página, escrevendo coisas que para vocês pode parecer non-sense (e observando o contexto das fotos É NON-SENSE) mas que tem um sentido íntimo pra mim muito maior do que o possível “achismo” de vocês.

4. Meus amigos e amigas. Meus inimigos e inimigas. Meus encontrados e desencontrados. Esse sentido tem nome.

5. Ora, convenhamos, todos os sentidos tem nome. E o dela... O dela é o meu. Meu maior sentido. Daqueles sextos, sétimos, oitavos sentidos. Eu poderia ouvir Bjork com ela e não prestar atenção a som algum. Eu poderia...

6. Eu poderia muita coisa, qualquer coisa. Conseguiria até ficar alegre (thank’s Frejat). Só que a diferença é que eu consigo. O que existe de diferente de todos os outros os sentidos é que eu SÓ consigo ficar alegre quando eu digo seu nome. Pela sexta, sétima, oitava vez...

7. Parêntesis I - (Estava pensando em recolher canções e postar foto a foto alguns links, mas me desculpe(m), não vai ser possível. As canções são boas e tão (ou talvez mais) especiais que o texto. Mas o necessário mesmo é essa novela, essa prosa que segue aqui/agora).

8. ...(O máximo que posso fazer para tornar a leitura mais agradável é citar uma coisa aqui, outra ali, dizer o nome de autores conhecidos e dizer alguma coisa engraçada, mas temo que por aqui existe só o que é necessário dizer mesmo. Tenho um número limitado de fotos e muitos parágrafos pela frente...)

9. Sim, sentidos. Sentidos de ouvi-la, de dizê-la, de tocá-la. De procurar por ela e querer perder tudo. E realmente perder. O que é perder perto de tudo isso? Quase nada, e sou eu que estou dizendo. Eu raramente perco, nem tanto por apego mas por medo de me machucar mesmo.

10. Então se to dizendo que perder nesse caso pouco dói, é por que eu poderia sair por aí fazendo a Amy pelo baixo-Augusta e feliz só por deboche de um dia não ter me encontrado com ela. De ter brigado. É sempre a mesma faca, sempre na mesma (minha) direção.

11. Como eu ia dizendo, dividíamos a volta de casa com as mesmas pessoas. Eu enciumado, ela de boa. Achava tudo muito sem sentido, como esse texto em seqüência por debaixo dessas fotografias dela. Aquela conversa dela com o Guilherme, o próprio Guilherme que era/é anti-social pra caramba fazendo amizade, a Ana, todos menos eu. Uma conspiração. Um motim.

12. Não me lembro quando a gente começou a se falar. Deve ter sido música, só ser. O que dificultou mais ainda a coexistência, por que creio que não falamos de Chico, Gil ou Caetano. Deve ter sido mais pra Kraftwerk ou Vive La Fete ou Massive Attack. Céu poderia ser um bom ponto. Taí, se eu a conhecesse de novo falaria sobre as novas cantoras.
13. Mas não, foi um começo complicado, por que (como ela sabe hoje) eu sou ciumento. Tenho ciúme de tudo.

14. Eu tenho meu próprio jeito de ter ciúme de todas essas pessoas que vieram dar parabéns. Não tenho direito algum, é lógico. Mas as fichas estão na mesa. E eu só não quero que ela não pense que eu não pensei, que eu passei por um dia comum.

15. Por que isso foi tudo, menos um dia comum (hei hei! Eu tive insônia pensando nesse texto). Queria fazer esse mano-a-mano enquanto houvesse tempo.

16. Daí então eu saí pela rua gravando algumas coisas que eu queria dizer. Pensei em compartilhar o presente, talvez dar alguns créditos. Ela é modesta e não egoísta, talvez goste que eu compartilhe isso com alguém.

17. Bem, uma pessoa disse pra eu falar sobre um jeito dela que eu sei que existe mas que ela não saiba que eu sei. Ela sabe muito de si mesma, não acho que eu possa surpreender muito nesse sentido. A não ser que eu fale sobre as modas. Ela vive cheia de modas. Já passou a dança do travesti, o “taboabonita”, o namorandinho, a risada de mocréia, o sejoga. São incontáveis e a última é sempre a melhor e mais engraçada. Pois bem, se você achou esse parágrafo bom, foi inspiração da Helena... Essa é a parte do presente dela. Se você não gostou, troque “inspiração” por “culpa”. E faz bafo no scrapbook dela amando ou odiando.

18. Eu queria vê- la numa plantação de trigo com um vestido de flores. Créditos ao Peterson, que eu muito não conheço, mas que fez por merecer um espaço nesse texto pela sua irreverência.

19. A Déia deixou algumas idéias sobre algumas manias, tipo a toca da Bolívia e o modo de dançar meio que micareta, meio drag, meio “da buatchy”. E isso me fez lembras delas... As baladas.

20. Pouca gente me faz sair a noite. Sair a noite e gostar é mais raro ainda. Mas a noite, todas as nossas noites parecem funcionar. Mesmo as que não terminam na balada (e essas eu devo ressaltar que são especiais).

21. Não sei se devo/posso ir mais a fundo aqui. Não por que quem quer que esteja seguindo essas fotos, está num território muito próximo.

22. O fato é que mais gente passou por esse texto e mais gente não ficou. Achei algumas idéias válidas e queria colocá-las num papel bacana. Talvez fazer uma antologia, uma biografia do nosso encontro fosse legal. Conhecemos, ouvimos, falamos, dançamos, beijamos. Tudo muito intenso. Tudo muito intenso e... sentido.

23. E se não fossem as baladas, as pessoas, as idas e vindas e as brigas, teria sido do mesmo jeito. Eu sei que seria, gosto de avaliar outras hipóteses mas essa é a que mais me agrada.

24. Amália é tão boa pra dar calor quanto pra falar de calor.
25. Não sai devendo em nada.

26. Parabéns. Eu disse que precisava das palavras certas... Acho que só não disse quanto tempo ia levar (mas isso eu também não sabia). Posso acrescentar algo (como fiz) e dizer um: seja feliz, espero que sejamos felizes e sigamos juntos. Oh mainha, deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar... Já sei... Chegãããnnn de Caetanooãããn. Muitas pessoas tem seu jeito de dizer essas coisas.

27. Esse é o meu.

28. ps. Te digo todos os meus “ps’s” pessoalmente. Te amo e fim.



Pedro.
x

28 outubro 2008

se juntos já jogamos tudo fora

eu tive tanto o que pensar e preparar pra dizer.
algo que fosse pra você. como eu sou.

não quero te dar nada insípido.
nem consagrar essas palavras bonitas.

queria te dar o significado das coisas e do modo como você as ouve.
mas mesmo nos tons da minha voz eu não consigo.

por isso eu te quero sempre no meu tempo
até eu aprender a te dizer.

eu te amo.



Pedro.
x

23 outubro 2008

doente, morena

Me perguntam por que eu estou alheio à realidade, às coisas que estão acontecendo.
Aqui tem tanta realidade já, mas com tanto cuidado, com tanta "realidade-não-me-toque".
Parece tão bonito. Por que é só deixar o tempo estancar essas feridas que de vez em quando aparecem pra mim e voltar, "follow the yellow brick road", o sol, a estrada amarela.

Mas eu sei o que é.
Querem a realidade com outras falas, com outros toques, com outros nomes.
Essa realidade com nome que cria um hiato infinito na boca das pessoas cada vez que falada.

Mas contece que eu sei o nome dela.
Eu sei que ela ficou doente. Doente, morena em casa.

O toque.
O trato.
O fato.

Eu também assisti.
Eu também estava lá.
Explodiram uma bomba dentro de sua casa...
Eu vi.

O choque.
O espasmo.
O tempo
todo.

Sei seu nome.

Pedro.
x

22 outubro 2008

não tem tradução

[sobre quando eu comecei a gostar de Mariah Carey - lembrança trazida de algum lugar perdido da minha memória - para minha feliz surpresa - por um tópico aleatório no Orkut]

"Quando eu fazia inglês minha irmã me ajudava a estudar e a gente traduzia músicas. Uma delas foi "Hero", que eu na hora já achei cafona à beça em português. Mas antes de Hero tinha Dreamlover que era mais legal e depois tinha I've been thinking about you. Depois ela comprou o #1's e eu comecei a gostar de Someday, Emotions...
Isso foi na época do #1's, em 97/98."

Curiosamente também traduzimos "Take a Bow" da Madonna. De quem eu também não gostava.
Lembro claramente que a gente traduzia essas canções como forma de estudo e diversão simultânea. Tia Rê questionava. E eu continuava zerando nas provas do União Cultural, odiava inglês.
Minha irmã estava indo pra faculdade de computação ("a profissão do futuro!") no Mackenzie, já gostava e sabia bem mais que eu.

Hoje é a matéria que eu gabarito nas provas de faculdade, gabaritei no colegial e no fim do ginásio. Minha irmã não quer saber de nada relacionado a computação. Faz faculdade e trabalha como tradutora-intérprete.

Esses sinais, esses momentos quase carmáticos, definidores, são um mistério com gosto muito bom pra mim. Uma coisa que leva pra outra que leva pra outra, que quando a gente vê já abriu um espectro enorme... Coisa de ligar os ponto que leva a uma vida e que não tem mais volta. Pode ter sido tudo ali, naquele momento.
De pensar em como as coisas foram longe, me emociona.

E eu ainda detesto "Hero".

Pedro.
x

21 outubro 2008

outros olhos e armadilhas

eu sei que é a sua noite.
por isso eu não consigo dormir. é outubro, o mês da noite em claro.
fica tudo parecendo que nem importa perto.
na intensidade das coisas, who would have know que não importa mesmo?

etc.

e com jeito de melancolia vestida de semana,
em tons de azul escuro.

Pedro.
x

20 outubro 2008

olha lá

Olha só que legal essa troca. Depois de ter postado os 101 discos para ouvir no banho, o pessoal do Vestiária (o dono, André Pacheco) acabou gostando do comentário sobre os posts e até agradeceu por lá. Fico muito feliz. Até por ser um pouco alheio à blogosfera, no caso eu sou meio transblogueiro (como já definiu Caetano) e não estar nesse enfoque. Não tive essa vontade ao criar o blog, essa de querer ser lido - que é ótima. Ou de querer entrar nesse mundo dos blogueiros, dos jornalistas, humoristas, publicitários... Gosto de ler, acesso, mas não me encaixo na forma.
E os meus blogs favoritos também não. Muitos, por exemplos, não são periódicos, são de poesia, de percepção, de subjetividade, de "humanidades" (Vasco falou tudo) em geral.

E aqui está um print dessa citação tão bacana do André no blog. Massa, valeu mesmo.


Não reparem na aba das americanas não, viu?
Olha a fuleragem!
To viciado nas promoções de lá. Imagina, comprei todas as temporadas de The O.C pelo preço de uma! OK, uma e mais 50 reais, mas mesmo assim ainda é uma com 50 reais. Sem frete.
Já comecei a rever ontem... Ryan novinho, Marissa ainda pouco autodestrutiva, Seth ainda era o excluído master e a Summer era a gostosa de cabeça vazia que assim seria até o fim. Newport deixou saudades. Lembro da última temporada que eu acompanhei pelo Youtube! Foram tempos difíceis... Mas era muito bom, pena que acabou tão cedo (e ainda com história pra uma quinta temporada bem mais leve), logo no primeiro semestre de 2007 não tinha mais o Phantom Planet cantando "California, here we cooooooooooooooooomeee ooooaaahhhhh".
É isso. Vou sair do trabalho e ir correndo assistir.


E to triste por que o Mike já se mudou oficialmente da escola ao lado. Mas feliz que ele vai crescer, latir e aprontar (a versão canina de beber cair e levantar) com espaço e donos bem legais.

Tem outra crise também mas nem quero falar dela. Trabalho é trabalho.
(E tem sua parte chata também, às vezes me esqueço).

Pedro.
x

19 outubro 2008

hoje eu acordei mais doce

Não tem meias palavras.
Eu me diverti à beça ontem. E hoje durantea a madrugada também.
(risos)

Daí, vejam o que aconteceu... Fui dormir. E depois acordei pra trabalhar.
E é nessa hora que não há meias palavras nem interpretação.

Nada disfarça o quão insolente eu estou hoje.

Pedro.
x

18 outubro 2008

apanhar a bola-lá, estender a pata-tá

O Mike... Ele apareceu assim, do nada, com 3 meses de idade. Criança de tudo. Tá em fase de dente de leite, fica roendo tudo, é malcriado e mora numa escola pré primária.
Quem vê o Mike junto da turma que sai pro recreio jura que ele é mais um deles, é criança de verdade, que, se deixassem, entrava na aula. Mas não, tem que ficar todo cabisbaixo no quintal enquanto os outros tem aula.

O dono dele pretende levá-lo o mais rápido possível de lá por que o risco do Mike entrar em depressão em época de férias é enorme.
Esses dias eu que tenho levado Biscrok e ossos de pet shop pra ele.

Eu que tenho chegado atrasado no trabalho, que por qualquer motivo dou um pulo do lado de fora pra vê-lo, e esquecido meu horário de almoço pra ficar por ali fazendo farra no quintal da escola... Quem não o faria?







Pedro.
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16 outubro 2008

alguém esqueceu um guarda chuva aqui

Drop Down Diary #6

Andava ausente eu sei. Foi a preguiça. Estava fazendo um curso desde quarta feira, e tinha que entrar a uma da tarde e sair às cinco, sem ter que trabalhar. Daí veio esse espaçamento bem aproveitado. Como é bom! Acordar às 9, ir pra ACM às 10 e ficar... Mas, tudo o que é bom acaba muito rápido e isso também já acabou. Estou de volta ao Jardim São Paulo.

O curso teve formas definidas, mas seu conteúdo poderia se expandir e gerar um outro muito mais interessante para quem cursa (nós, orientadores de Telecentros). Mas foi um curso com muita clareza: Atendimento ao Público. Sempre penso nesse retorno do atendimento, por que enquanto a gente não trabalha com pessoas não entende como é que as coisas funcionam, não entende as pessoas como pessoas que vivem, que se divertem, que ficam com raiva. São apenas pessoas que estão ali (e tem que estar ali sempre) para o meu bel prazer. E isso eu já tinha pensado muito tempo antes de trabalhar com pessoas. Ou “público” que é como dizem.

Estou às voltas com idéias. Um menino de idéias. Mas elas somem.

São canções, começos de textos, pequenos concretismos, fragmentos e reações de algumas coisas (como do Encontro de jovens) que estão num momento muito certos pra mim de que são memoráveis, mas depois eu esqueço e fico apenas com a memória de algo interessante que eu deveria ter guardado melhor pra não esquecer.


O sol e o céu e o calor são um caso a parte nesse tempo. Os dias mais bonitos de verão estão chegando. E com eles toda aquela pressão de faculdade, de universidade, de tudo. Mas eu estou preparado já. Acho que chega uma hora que a gente nem sabe mais direito o que quer e tem que apelar pro que não quer. E eu não quero mais fazer cursinho. Mesmo não sabendo se eu vou conseguir entrar pra Produção Cultural na UFF (que é a única universidade pública com o curso que muito me interessa – portanto a única pública que eu vou prestar) eu vou insistir na meta – Pedro na Faculdade em 2009, sendo em Sampa ou no Rio, tem que ser. Mas também não vou desistir do Rio assim tão facilmente, mas preciso estar na facul. E sabendo dessa defasagem vinda de exatas, eu já sei que minhas habilidades estão voltadas pra biologia, português, história e geografia. Essas duas últimas tão bombando na minha cuca, tô vidrado numa geopolítica... E é uma coisa que surge assim, do nada, começo a pensar na questão e as respostas vão aparecendo.

Mas tudo isso é futuro!

Promessas do presente: postar as fotos do Mike, e falar sobre a festa da FEI e a do aniversário da Tia Lu (risos) que foi dia 13, 14, 15 e (será também no dia) 18.

Quando a gente faz um blog fica pensando que não tem nada pra dizer, que a vida é chata. Eu mesmo penso assim de vez em quando, mas sempre tem uma lista da Rolling Stone ou um texto do Marcos Mion pra gente descer a lenha. Senão fica tudo parado mesmo.

O Rudy voltou de Fortaleza, a Amália eu não sei mais. Tem uma menina engraçada falando comigo, mas a gente não se conhece ainda direito. Sei que ela é de Minas, a Rafa.

Eu ando meio baleado e sem capacidade de acordar de manhã pra ir malhar, isso me deixa mais sem disposição ainda.

Deve ser da idade...


Pedro.
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09 outubro 2008

tudo é certeza de se encontrar

Sempre conto essa história, o processo de passar do Casa Pia pro São Luis que trouxe de volta não só o gosto pelas pessoas como minha aproximação com a fé e a espiritualidade também. Foi culpa minha e do Colégio. E desde que eu cheguei lá, em 2005, fui me vendo crescer nisso, desenvolver e pedir mais. E nesse mesmo ano fiz o primeiro retiro Inaciano na Vila Gonzaga que foi o Encontro de Jovens. E foi muito especial. Eu não tinha idéia de como seria, não sabia fazer deserto, ficava inquieto (como, às vezes, fico até hoje), falava muito, enfim. Mas consegui, dentro do possível entrar naquela energia, depois de algumas tentativas, na primeira noite.

E o tempo passou, eu voltei algumas vezes pra Vila Gonzaga, fui pra outros (muitos) retiros em outros lugares, aprendi MUITA coisa sobre mim e sobre a minha relação com Deus e tudo o mais.

Nunca poderia supor que seria chamado pra ser monitor do Encontro de 2008. Mas fui. E fui. E foi minha hora de devolver parte daquilo que eu aprendi. Sim, parte, por que tentar devolver tudo é impossível.

E em duas semanas de planejamento, duas reuniões, muitas mudanças, mantendo a essência, lógico, mas com um cheiro de novo no trabalho feito, e sob o comando do Alfredo e da Soninha os novos orientadores de formação cristã do colégio (ocupando e renovando o lugar de Nei e Digão que por 3 anos foram uma base/estrutura extremamente sólida para mim - e para tantos outros).

Os comandados, os monitores, foram (como falar sem rir?) SUPER!
Thay, Yasmin, Helena, Felipe, Lucélia, Rodrigo, Guilherme e eu.
Os 4 primeiros já bem rodados e os outros 3 ainda no colégio e ainda com muita coisa pra aprender, mas nem por isso menos sagzes. E assim fomos, meio incrédulos (especialmente eu e Helena que fomos por pura intuição ao colégio no dia que fomos chamados), meio deslumbrados com a responsabilidade delegada. Mas sabendo bem como é o trabalho de um monitor, lógico.

No decorrer do dia eu fui percebendo o quanto era significativo pra eles e como foi pra mim. A emoção deles e a minha, esse espelho. Fui ficando emocionado à beça. Fiquei responsável por um grupo de gente muito especial (alorr William, Suzana, Paola, Maria, Maiara, Carol e Mu!). E foi com eles que eu mais me emocionei, putz, como foi forte, fui ao encontro deles pra dar o melhor encontro que eles poderiam ter. E até o MALTA apareceu! Gente... Que saudades do meu psicólogo favorito. Putz, aí quebrou minhas pernas mesmo, não esperava, ninguém esperara, fiquei super contente.

Durante o dia todo e à tarde foi muito forte a experiência que tive ali, do outro lado da moeda. Roubei o lugar dos monitorados e chorei no grupo de partilha por que eu nãããããão sou forteeeeeeeeeee (!) e em outros momentos também. Muito forte.



De madrugada foi o esculacho, né?
Não poderia deixar de ser, afinal, quando eu era monitorado, já tinha a fama, agora como monitor não ia deixar por menos.
Pra identificar no vídeo:


Burrego é a matralhadora falante.
Thay é essa que deita com o Corcovado pra cima e todo mundo ri.
Helena é essa uó de pijama e tênis que ensina a dobrar.
Guilherme é o menino do lado da Helena meio acordado, meio dormindo.
EU sou o da tesoura.
Rodrigo é o "ai comédia" que não para de rir.
A Lucélia tinha ido dormir (a inteligente do grupo!).

E isso durou a madrugada toda. E só piorou quando a madrugada foi caindo.





Enfim. No dia seguinte, acabados, encerramos de uma forma muito bonita o encontro, com as caixinha feitas, as olheiras e tudo o que tínhamos (e os monitorados tinham) direito.

Se valeu?
Pergunte a eles ué...









Pra mim sempre vale.

Pedro.
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