16 Março 2012

say your lines, but, do you feel them?

He took off that extra layer of the man I want him to be.
The man I belive he'll become eventually and I insist to see and treat like it's already there.

But here he is, lying beside me, so grown for his age, so mature. But, yet, just a boy his age. Sometimes, acting and sharing thoughts that reflect this time of life. I've been there.
Yet, he is most of the time much smarter and adult than a lot of 30 year old guys I know.

Looks like... Sometimes act like... Sometimes... He play the part so well that...
I forget.

Pedro.
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14 Março 2012

Nana cantando "Nesse mesmo lugar"

não consigo ouvir rádio. fico ansioso, quero ouvir a música que quero na hora que quero. 

não consigo ouvir o shuffle do mp3 pelo mesmo motivo. quem decide esse momento sou eu, não o acaso. raramente quero ouvir uma música "shuffle", quase sempre quero ouvir uma música "x".

tem discos que eu guardo a sequência das músicas (a grande maioria) e onde fica a graça quando começo a cantar a próxima música e outra começa a tocar?

sofro com o shuffle das boates, sofro com o shuffle das academias, do lab MTV e até mesmo com minhas playlists (as que não decorei a sequência).

não consigo ser shuffle, apenas pragmático.

Pedro.
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10 Março 2012

too soon

não são dias
são prévias
contagens
tudo prevendo o tempo.

Pedro.
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08 Março 2012

nesse tarde ainda azul em que chego ao Rio

não é como se eu tivesse dupla cidadania, mas como as coisas vistas por quem me ama sem eu me dar conta, são parecidas com o que eu penso. só que do lado de cá, como quem se divide.
fica bacana, Paulinho?

Pedro.
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06 Março 2012

parabéns eu

cheguei a uma conclusão enquanto lia e ouvia todos os parabéns que recebia: é uma celebração muito gratuita. eu gosto, mas fico sem saber de onde isso vem. é uma onda que começa e acaba muito rapidamente.

é diferente de ter feito algo e receber elogios. um texto, uma foto, um post, um tweet, que seja. agora, apenas por ser eu e ter 150 pessoas me celebrando, não, não vou aprender nunca a lidar ou saber agradecer. de forma que é tudo sincero a forma que fico sem jeito ou me auto-celebrarei na sexta feira de Gambiarra, um pouco mais alto (a auto celebração é uma forma de sair dessa sensação esquisita e eu aprendi com minha tia Regina).

de qualquer forma, parabéns pra mim.
olha eu aqui fazendo 23 anos.
viva eu!?


Pedro.
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05 Março 2012

04 Março 2012

tudo num dia de sol. que sol! 
começou meu folhetim na noite anterior. que nem desfecho final, poderia ser todo errado, mas foi lindo, certo, feliz. 

tá tudo assim. qual é, baiana?

água viva, 1978 




água viva, 2012


tudo num dia de sol.

Pedro.
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03 Março 2012

que é frágil, que te adora

cinema, taí algo que preciso me dedicar mais. desde a trilogia do Poderoso Chefão encostada aqui em casa e nunca assistida por mim, até ter uma agenda de filmes que preciso ver.

me dou muito bem com a linguagem cinematográfica, em grau menor se comparado com a música, mas consigo transitar bem por uma gama grande de linhagens diferentes.

isso dito, se explica como consegui assistir a "O artista" e "A separação" em sequência nessa sexta feira e me senti tão emocionado com os dois. e mais além, como esses dois tem sido o grande burburinho do cinema em 2012 sem ter um traço do cinema típico dos padrões hollywoodianos, me da uma satisfação pessoal muito grande.

são grandes filmes que não cabem explicar aqui, mas trazem uma sensibilidade que há muito eu não via, porém, sem trazer nada de complicações para quem assiste, apenas tensão, alegria, rancor, riso, através da narrativa. não cansa.

é uma recomendação e uma promessa pessoal: por que não o cinema?

Pedro.
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28 Fevereiro 2012

domingo no parque #101

Chegou a hora de voltar a falar de festa. Depois que Narciza abriu o bocão e liberou o "BADALO", era hora de voltar a ter uma Gambi falada igual a desse domingo, numa anti-homenagem ao campeão da noite do Oscar, o filme quase todo sem falas, "O artista".

Essa Gambi sem feriados próximos, no início da volta as aulas e pós carnaval, com chuva e num domingo de fim de mês é anunciadamente uma Gambi vazia, certo? Mesmo assim, o vazio surpreendeu por estar tão cheio de vazio. Numa noite tímida, as pessoas pareciam estreantes que não sabem aproveitar essas noites únicas de espaço na fila, conversa com garçons, bebidas flamejantes e drinks na faixa. Bem, eu sei.

Além de falar eu também ouvi. Devia ter alguma coisa que indicasse boa comunicação no meu rosto, por que olha... Mas eu gosto. Gosto que falem comigo. Fico feliz quando me explicam coisas. Mesmo que eu não vá usar ou não tenham sentido pra mim. Fico com a sensação boa de compartilhamento e cumplicidade.

Mas voltando ao álcool, foi farto. O flambado foi foguete, mas foi com o drink de Absinto que eu decidi que era hora de mais ação e menos papo. E, o que não era surpresa, é tudo uma questão de cativar quem está retraído. Como set do Miro e do Tai, excelente que estava, não foi difícil. Ainda é engraçado dançar descontroladamente em cima do palco e enxergar pouco a pouco alguns se soltando mais, olhando com uma cara de: "nossa, que maluco".

E a noite foi tão rápida, que quando vi estava sendo empurrado pelos seguranças da casa pro dia cinza lá de fora (momento tragicômico: Paulo olha a empurração e num momento "nem te conheço" vai pra dentro e me deixa lá sendo super empurrado). Noutro momento mais fraterno, o encontro de velha guarda (Gigi) e novos viciados (Gil, Neusa), lá foi o Progresso numa eterna entressafra fazer o seu lance.
E, sem falsa modéstia, ficou muito bem feito.


Pedro.
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27 Fevereiro 2012

25 Fevereiro 2012

do árido à miragem

não fiz um balanço de 2011 na cabeça e agora tenho dificuldades em fazer as projeções de 2012.

ninguém sabe o que vai acontecer no decorrer do ano, mas algo se espera. isso sim, eu sei o que esperar: fiz um plano. mas vou pensando o decorrer dos meses e os blocos de visões futuras se misturam a tudo que aconteceu no ano passado.

o que eu fazia no primeiro semestre? como eu vivia? onde estava nessa época do ano? ainda é difícil pra mim acreditar que cheguei sem lugar definido pra morar em R.O e que assim vivi até Outubro. vendo agora parece maluquice e foi. o ano inteiro tocando o foda-se pra onde eu estava.

mas agora não é hora. são seis da manhã e eu começo a encher o saco do Paulo com essas questões e especialmente hoje estou um pouco angustiado. é o verão terminando, o horário de verão fazendo o dia e a noite chegarem na hora certa, é a falta de costume de digitar no celular novo (é a mesma coisa do antigo, mas é uma questão sentimental mesmo).

essas coisas são pequenas e não chegam a me chatear, mas, poxa, verão só ano que vem, fim das férias. lá vou eu de volta pra R.O, acompanhar o mundo pelo notebook com uma cartela de dramin.
...

não consigo dormir.

Pedro.
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22 Fevereiro 2012

curare de cobra

Esse relançamento do disco de Elis ao vivo em Montreux com os dois shows, da tarde e da noite, dividido em dois discos, é apavorante. Não tem nada igual, não pode ter.

Nelson Motta diz no Noites Tropicais sobre o farrapo humano que Elis estava no show da noite que atrapalhou bastante sua performance. De fato percebe-se um problema na respiração e uma tensão maior no canto, o que não ocorreu no show da tarde. Mas ainda está lá a técnica impecável em "Rebento" (que se saiu melhor do que a tarde) e a voz aberta e potente em "Na Baixa do Sapateiro" - numa versão milênios luz de distância da gravação definitiva de João Gilberto.

O show foi pensado pro Festival mas ainda guarda bastante do repertório do show Essa Mulher ("Onze Fitas", "Maria Maria", "Agora tá"). O disco foi pensado para o mercado internacional, por isso está lá a inevitável bossa nova ("Garota de Ipanema", "Triste", "Águas de Março").

De marcante, fica "Cobra criada" que estou ouvindo todo dia. É o primeiro número dos dois shows e reza a lenda que rendeu aplausos de onze minutos. Não é pra menos. É um monumento. De gênio.


Vez em quando volto a mesma conclusão: Bethânia e Gal são geniais, fazem frente. Mas Elis é a voz de instrumento, não tem nada igual. Esse show só faz provar isso.

Pedro.
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21 Fevereiro 2012

e me aperta a mão e me chama de amigo

olha lá eles: um casal, parecendo um casal.quem quer ser um casal e deixar isso claro, seja em rua, seja em festa, seja em exposição?
ah! esses casais óbvios e essas óbvias demonstrações de afeto. quem gostaria de fazer parte disso?

"And the Oscar goes to..."

Pedro.
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20 Fevereiro 2012

18 Fevereiro 2012

oração

é tão simples quanto pensa
da poesia pouca
que confunde o humano com o popular
mas em alguma parte me atenta
da forma como faz unir, dançar
o todo
etc

Pedro.
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