para ler ouvindo: Together
Fazia um tempo que eu queria estar com a Gigs. Só estar junto, conversar, rir, beber sentado. Foi nessa Gambi na Sarajevo que aconteceu. Nossos destinos parecidos que fizeram acontecer.
Depois da ressaca monstra que me fez dormir o dia inteiro, me arrumei, encontrei o Taiguara na Augusta e fomos pra Sarajevo.
Tinha fila pois os lugares lá são poucos, apenas 700. Mas não acho que ninguém tenha ficado de fora. Nem lotou.
O Dj entrou e foi pra cabine, eu fiquei a deriva, sozinho. Encontrei outra pessoa que nem eu e ficamos juntos a noite toda. Gigs.
Depois chegaram os outros, mas a noite foi minha e dela. Rolou show do Misericórdia Bernadete (e eles estão cada vez melhores! Uma das melhores bandas dos últimos tempos, um teatro real e mágico de verdade, transviado e debochado), o Fome passou pra bater cabelo-lençol na pista alguns lanc. Até ensaio fotográfico rolou. Tudo muito bacana, mas sempre voltava eu e ela. Sem dispersão, sem muita fanfarra, sem tristeza.
"Éramos nos 1+1"
Fomos nós até a inversão das pistas, até sair no meio-fim da festa, fomos nós na Augusta, no café da manhã e na volta pra casa. Acredito que continuaremos nós por um bom tempo.
Pedro.
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04 Novembro 2009
domingo no parque #36
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PedroPeter
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10:37 AM
03 Novembro 2009
domingo no parque #35



para ler ouvindo: I gotta feeling
Desde que descobrimos sobre essa segunda edição da Gambi na Pachá, todos nós começamos a criar uma série de expectativas sobre ela. Nós e os outros também. Seja com danças novas, seja com os dj's convidados, seja com as pessoas que estariam lá. Isso gerou um peso extra pra algo que já é uma edição especial, fazendo com que se tornasse uma extra-especial.
Duas semanas antes o Miro deu a idéia de fazermos um Flash Mob de "I gotta feeling" igual ao da Oprah. Por sorte o Marlon já sabia fazer e os gambiônicos aprenderam rapidinho, ensaiamos no Gambi Office. Isso deu uma dimensão toda oficial ao Flash Mob, especialmente quando o nosso ensaio foi enviado pro mailing da Gambiarra para 12 mil pessoas ensaiarem junto.
Fora essa dança havia outras também sendo ensaiadas de surpresa com o aval do nosso dj de casa, o Taiguara.
No dia da Pachá eu já não trabalhava mais no Boteco Bohemia, fui de casa direto pra 2ª casa, encontrei o pessoal na rua (onde uma versão mal educada da Thaiane passou sem dizer "oi") e fomos todos juntos.
Como chegamos cedo não havia tanta fila, foi só entrar mais uma vez. Ajustar as coisas mais técnicas: chapelaria, cartões, pulseiras, "ois" e "quem veio/quem não veio" e o inevitável "quem não devia vir e veio". Esse último pode arruinar noites, expectativas e qualquer resto de alegria. Felizmente desse mal eu não sofro.
O set do Miro estava afiado pacas e ninguém queria sair da pista. Passou um tempo e deu a hora do primeiro flash mob (aconteceu durante 3 vezes até de manhã). Foi ruim, foi bagunçado, coreografia esquecida gente desorganizada querendo ficar na frente. E ter tocado "Vamo pulá" antes não ajudou muito (thank you dj xodó, rs).
Isso é em grande parte culpa do lugar e especialmente do público.
(Havia um parágrafo sobre o público da Pachá aqui, mas nem isso eles merecem)
Pra resumir: nada mais Z do que um público (que se acha) classe A, já dizia Caetano.
Do primeiro Flash Mob ao segundo a pista estava dispersa, rolou uma overdose de boy band divertida e uma overdose de coreografias no palquinho. Rumo ao segundo Flash mob, mais organizado. Fiz de cima do palco com um cara que não tinha a menor noção do que estava se passando (típico representante do público da Pachá). Cheguei a comentar no meio da noite que se isso fosse realizado no Hotel Cambridge haveria mais aceitação do pessoal. Se não houvesse era contar até dois pra todo mundo estar na dança. Mas não é saudosismo, é uma questão de saber do seu público, de conhecer as pessoas. Enfim, a segunda também não rolou direito.
Da segunda pra terceira a Pachá foi esvaziando e o dia foi amanhecendo. Já estava tudo ficando zuzu bem e a pista esvaziando. Quando o dia amanheceu, a Talita foi tocar "I gotta feelin'" lá fora pra gente a céu aberto com o dia nascendo. Dessa vez foi legal, foi perfeito e teve direito a discurso da OPRAH no final (a oficial, não a usurpadora). Teve hino e teve "Celebration". Daí formou-se a roda e tals, todo mundo fazia uma dança, blablabla... Eu inaugurei a ssessão piruetas com uma cambalhota que fez todas as bebidas diferentes se encontrarem no meu estômago, mas fiquei bem. Só observando as outras piruetas.
Fim de festa anunciado, fomos pra Bella Paulista comer. Os meus 3 pratos de café da manhã já entregavam a fome de ressaca. Fui fazer o quarto prato e dei de cara com uma panela cheia de bacon em tiras, super crocante. Fiz um prato só disso. Desci a rua Augusta rindo sozinho e com bacon até a alma.
Passei em frente a Sarajevo e pensei: até daqui a pouco.
Pedro.
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PedroPeter
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10:35 AM
02 Novembro 2009
28 Outubro 2009
quem foi que disse que essa mulher não soa?
Nas divagações musicais minhas com meu pai (que são sempre esclarecedoras que nem as que tenho com Vasco), acabamos sempre passando pelo mundo do pop onde acabamos caindo em Michael e Madonna. Dos dois eu acabo entendendo mais, fato. Mas da importância dela, não aceito que se faça menos também. É típico dos amantes da música e da crítica especializada ressaltar a importância de Madonna no mundo pop através de sua imagem e de suas polêmicas, mas sempre a colocando um patamar abaixo no quesito música ou musicalidade.
Realmente é difícil comparar com Michael, uma vez que ele tem o Jacksons 5 e a carreira solo impecáveis e uma musicalidade mais aflorada e mais apurada que a de Madonna. Mas por outro lado Madonna arriscou mais do que ele e se manteve autoral em todas as fases da carreira. O que prejudica é a forma com que ela explorou essa trajetória, pelo marketing. Sendo experimento de si mesma. Médico e monstro. Michael se manteve seguro do começo ao fim fazendo o que sabia fazer com perfeição. A dança, a música e os clipes de MJ refletiam apenas a grande arte dele. Madonna encontrou personagens e referências no mundo do cinema, do teatro e das artes plásticas pra se fazer expressar. No Brasil, Caetano é um bom exemplo de alguém que utiliza todas as formas de arte para expressar a sua própria.
Mas assim como Mariah teve salvação musical, Madonna também tem. À parte da imagem forte, videoclipes e turnês, existe um repertório esquecido num fundo de baú que ela raramente visita. Em especial as últimas canções de cada disco. Sem clipe, sem grandes performances ao vivo e normalmente detestadas e mal compreendidas por fãs mais novos, as últimas canções dos cd's tem vez aqui.
São elas:
- Secret Garden
- Voices
- Act of contriction
- Stay
- Rescue Me
- Gone
- Easy ride
- Gone*
- Mer Girl*
- Like it or not*
Completamente normal não ter ouvido falar em nenhuma delas (reparem que "Take a bow" não está na lista propositalmente). As 3 últimas estiveram em turnês, mas ainda só quem conhece é que sabe. E só quem entende muito bem é que gosta.
Há canções que poderiam muito bem não ser relacionadas a imagem de Madonna em momento algum. São apenas canções muito boas, como:
- To have not to hold
- Words
- Keep it together
- Love tried to welcome me
- Waiting
- Swim
- Xtatic Process
- Something to remember
- One more chance
- Devil wouldn't recognize you
Existe um lado mais puxado pro jazz que Madonna nunca explorou a fundo, mas deu demonstrações ótimas nessas músicas citadas. Se "One more chance" é protótipo de Emerson Nogueira, "Something to remember" tem todo o "stormy weather" de Billlie Holliday. Também no disco "I'm Breathless" (uma espécie de trilha sonora para o personagem de Madonna no filme Dick Tracy) há algo de jazzy, algo anos 50 e nesse meio há a influência de Carmen Miranda em Hollywood, vide "I'm going bananas".
E insisto que Madge se dedicou muito mais ao mundo dos remixes e da dance music por se sentir mais confortável nesse meio (e por ser sua área de conforto também, convenhamos) mas poderia se arriscar mais no som alternativo ao das pistas (como fez com maestria em "Secret Garden") que eu sei que ela curte também.
A tia pode ser marqueteira mas tem um ótimo ouvido musical.
Pedro.
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Ps: Vou upar depois os arquivos pra quem estiver afim de ouvir as canções que eu separei.
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PedroPeter
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7:10 PM
27 Outubro 2009
domingo no parque #34
para ler ouvindo: Jam
Cansado. É assim que eu estava no trabalho. Desde quinta feira vinha dormindo muito pouco, daí veio o domingo e acumulou muito sono. Fui do trabalho pra casa e dormi. Acordei bem a tempo de não ficar muito tarde pra sair de casa (não sem ouvir os eternos apelos/reclamações familiares de que eu não preciso ir todo domingo) e ainda chegar primeiro que os viciados da 2ª casa. Liguei antes pra saber se algum deles estava lá e a Thay atendeu, daí eu já sabia que seria um ponto a menos na minha noite. A Gambi definitivamente não é a mesma sem ela.
Debaixo de chuva fina peguei o primeiro ônibus pra descer a Rebouças e fui pro meu canto. Na minha portaria estava meu BFF Tiago e o Eric - cada dia mais simpático. Entrei e fui dar aquele famoso giro de chegada pra notar que muitas pessoas estavam ausentes e que não é de hoje que eu sinto falta delas nos meus domingos e na minha vida: Dani, Gutto, Sorriso, Bill, Régis, Witch, Carllo, Fai e Samille (são friends de twitter!) entre outros. Pensei: preciso reunir esse pessoal - nota mental pra repassar pro blog.
Encontrei andré, Fê e Coca no camarote e recebi um convite irrecusável pra ir na pré estréia do documentário "Alô alô Terezinha" no Reserva Cultural, pena que era pra terça!
Os gambiônicos chegaram e se instalaram. Gifalli apareceu e Maria também. De repente o camarote lotou e a pista desandou um pouco. O dj convidado André Moraes - outro simpático à beça - fez um set Trash 80's total. Só que, como bem disse o outro BFF, Hanz, se fosse na Trash funcionaria perfeitamente e teria a vibe certa. Na Gambi é só um motivo pra ir pra pista do Trovão. E pra lá fomos eu e ele.
Lá embaixo rolou Lady Gaga, Beyonce e outras manias de 2009. Mas ficamos pouco tempo pois já ia dar a hora do ensaio do Flash Mob de "I gotta feelin" na pista 1. Sim, nós vamos fazer um Flash Mob na Pachá dia 1º de Novembro igual ao que rolou na Oprah no Kickoff Festival dela.
O primeiro ensaio foi bom. Quem liderou foi o Marlon (o único que decorou a coreô) e nós seguimos. Eu lembrava vagamente de algumas coisas, mas a maioria não fazia a menor idéia do que estava fazendo. Foi engraçado, mas incrível como todo mundo pegou na hora o jeito. Briguei com dois depois que não tem o mínimo de respeito, falei e eles ouviram porqueeunãosouobrigado!
Depois fomos os Gambiônicos fazer "Hush Hush" no camarote. Foi grande. A primeira vez que eu fiquei na linha de frente com eles. Errei alguma coisa (tenho duas pernas e mãos esquerdas!) mas foi perfeito e muito bom ver a galera aplaudindo muito. Foi como fazer parte da Fever! Momento único.
O que teve de resto foram mais 3 ensaios do Flash Mob e a bagaceira de sempre com um momento chatinho que eu discuti com o Ti por bobagem. Quer dizer, nem tanto. É que ele também não sabe de tudo, certo que não.
"Get down" é um desafio do passado. Eu sempre ganhava e sempre ganho. Por isso eu digo que dançar tem muito mais a ver com o tempo, as pessoas e os lugares do que simplesmente a forma com que se mexe o corpo. É muito mais. E o que eu herdei de minha gente nunca posso perder. Mas logo depois já fizemos as pazes.
Daí acabou Gambi de domingo. Sem Mc Donalds (que apesar de ser 24 horas estava fechado) e sem 2ª casa pra mim. Estava morrendo de sono e fiz questão de dormir na 1ª.
Convenhamos, essa Gambi foi um ensaio geral mesmo? Então a Pachá vai ficar pequena.
Pedro.
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PedroPeter
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4:02 PM
25 Outubro 2009
essa cor que azuleja o dia
para ler ouvindo: Trem das cores
"Little boy blue". Ouvia a canção e sabia que o lance era comigo. Só podia ser. Nasci peixe, vidrado em céu e mar e sempre soube de tudo que se passa por dentro dos dois: os mitos, os deuses, as sereias, os navegantes. O que eu não sabia, inventava.
A cor que rege o mundo de quem sonha é o azul. Quando você quer pensar melhor, inspira azul e expira vermelho. Quando quer proteção, pede pelo manto azul de Nossa Senhora. Se for se dirigir à nobreza, fala de sangue azul. O azul da cor do mar que guia os marinheiros, os desbravadores de novos mundos. Azuis que levam ao mundo por mar e céu.
Nenhuma outra cor é tão evidente quanto um azul. Definidor de dia e noite, de calmaria e de maremoto.
Por que nem todo azul é calmo. É desassossego também.
O que seria do mais belo, mais intenso e mais claro dos amarelos, o sol, sem um fundo azul claro como esse que nasceu hoje?

Pedro.
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PedroPeter
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1:22 AM
24 Outubro 2009
nem ao fim do dia, nem de madrugada
para ler ouvindo: Eu não esqueço nada
Passei a semana inteira querendo saber como ele está. E é assim durante todas as semanas que antecedem o dia 20 de Outubro. Semanas depois também. Todas as semanas e todos os dias até o ano seguinte.
Passei o dia inteiro pensando em um texto pra explicar a importância dele na minha vida e só encontrei as mesmas meias palavras que nunca me deixam com começo, meio e fim.
Encontrei alguns poemas do nosso tempo, lembranças do afeto silencioso, de traduções de sentimentos mútuos, de irmandade, de me sentir seguro e são como nunca.
Tentei alcançar o telefone o dia inteiro.
Deixei de telefonar como sempre.
Cantei a mesma canção no violão, a única que eu sabia e que nós tínhamos em comum. Do disco da Banda Eva que minha irmã me deu de presente. Olhando pro quadro de fotos que foi uma das histórias mais engraçadas - ever.
Não tem como não ser feliz ao lembrar de tudo o que foi.
Meu irmão nesse mundo vão.
Meu igual nesse mundo mal.
Pedro.
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PedroPeter
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1:12 AM
23 Outubro 2009
we're plastic but still we have fun
ontem a noite, num canto da Fever!, no Clube Caravaggio,
a comunicação falou mais alto @Divas live 2009.
Lady Gaguë:
- Êêêêêê... Bafón Perigón... Shaniquë, cadê você?
Lattoye Jackson:
- Lalalalalalalalala. Lady Gaguë, olha a catraque.
Shaniquë Shay
- x
Lady Gaguë & Lattoye Jackson
- Êêêêêêêê lalalalalalalalalala Bafón Perigón.
(risos infinitos)
Pedro.
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PedroPeter
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5:41 AM
20 Outubro 2009
domingo no parque #33
para ler ouvindo: Voltei pro morro
De volta pro meu lar Gambi lar, onde eu pertenço. Fui do trabalho pros viciados, dos viciados pro Open bar. Nada de novo. Parei com Gigi pra comprar super bonder pro meu tênis que estava soltando, depois ficamos de conversa com uns amigos na porta com jurupinga e cerveja. Oi, já tinha bebido umas 6 latas quentes no caminho, precisava de uma gelada.
Lá dentro tava tão legal que eu fiz questão de saudar todos os cantos com a Gigs. Fomos andando e cumprimentando o pessoal da pista de cima e de baixo e pra finalizar o camarote onde se encontrava nosso casal Gruli e Anna, num ninho todo confortável. Amamos a cena e fomos nos infiltrar.
Do camarote pro fumódromo (:migrate). Apesar de ter largado o cigarro eu ainda sei que a rodinha bacana é dos fumantes. Pra lá eu fui encontrar Miro Rizzo fora das pick ups. Papo vai papo vem, o que vai rolar de som, como vão as coisas e etc. Era um prenúncio de que seria uma longa noite de conversação. E foi.
Encontrei o Carlos, um fã de Bethânia e nós conversamos por muito tempo. Depois com Tiago Boavida, depois com uma pessoa nova e muito bacana, uma garota que eu não lembro o nome. Perdi umas horinhas de conversa até voltar pra pista.
Foi bom, pois é sempre bom. Mas ando sentindo falta de uma Gambi daquelas... de pista, de fervo.
Me perdi de todos os viciados, parecia que eu estava num lugar e eles estavam em outro. Quando começou o foda-se a gente se reencontrou.
Aí começou a diversão que seguiria até o dia raiar. Me perdi em horário, numas músicas boas e outras não. Mas ali era a Gambi de verdade.
Aos poucos fomos indo embora e parecia tudo normal, café no Mc Donalds, busão pra voltar e chegar na 2ª casa e dormir. (atualização: não estava nada normal, segundo consta eu estava tipos... Monstro. Fiz a maior sujeira de catchup do mundo no Mc, fiquei todo sujo, fui causando no ônibus e dormi no chão).
Enfim, o que seria da noite se não houvesse o dia? Do sóbrio se não houvesse o bêbado? O que seria da minha semana se eu não acordasse as 5 da tarde de segunda feira no chão de um apartamento da 9 de julho? Certamente uma semana melhor ou ao menos sem esse resfriado que piorou.
Se estiver vivo pro próximo Domingo, nos vemos por lá.
c
Pedro.
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PedroPeter
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4:39 PM
19 Outubro 2009
18 Outubro 2009
domingo no parque #32
Lamento informar, mas esse domingo no parque não existiu pra mim.
A Gambi estava lá na The Week, numa edição especial de invasão de sexta e eu não fui.
O que eu poderia fazer a respeito?
Escrever um texto explicando os motivos, dizer que fiquei o tempo inteiro pensando na Gambi, etc etc etc.
Mas não vai rolar. Foi uma Gambi perdida. Ponto.
A segunda esse ano. Acredito que não volte a acontecer.
PS: a todos que me sentiram minha falta, obrigado!
A recíproca é verdadeira.
Pedro.
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PedroPeter
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6:21 AM
17 Outubro 2009
queira dar licença que eu já vou
para (ler) ver ouvindo: Too Much


Pedro.
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PedroPeter
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4:08 AM
16 Outubro 2009
suburbano coração
para ler ouvindo: Tema de amor de Gabriela
Nas nossas viagens musicais, eu e Vasco nos deparamos com enormes diferenças.
Vasco é um dos meus melhores amigos e o mais distante de mim. Cursando música no Sta. Marcelina, ele quer ser maestro desde que o conheci, em 2002. Fizemos canções juntos e recebi outras muitas feitas pra eu cantar.
Outro dia (ou melhor, outro ano), estávamos discutindo música no último volume (como sempre fazemos) quando chegamos na música pop, onde ele é super radical e eu não. Sempre soube que aquele nicho dali não sai, aprende até onde seu limite chega. Até onde o pop se consome. E a realidade que todos temos que enfrentar um dia: o pop tem começo meio e fim definido na mudança de estrutura da cultura de massa (viu, lady Gaga?). Pior ainda: existe coisa melhor.
Aí vai uma longa discussão entre o erudito e o popular que não caberia aqui.
Numa dessas conversas sobre cantoras, fomos de Billie Holiday a Ciara (que era a Rihanna da época da discussão). Passamos por Mariah e voltamos a ela no fim. Eu insisto que Mariah Carey tem um repertório desconhecido/esquecido/ignorado muito bom, até melhor do que aquele que ela expõe e lança como single. Muitas vezes os próprios fãs (os lambs, como ela chama) não gostam dessas músicas. São bossas, interlúdios, melodias muito bonitas que ultrapassam a espessa camada (paquiderme) que MC traz com ela: r&b, baladas cafonas, exageros vocais, whistles e coisas over para fãs idem.
Convencer Alex Vasconcelos, aprendiz de maestro, desse fato não foi fácil, principalmente nas nossas discussões. Alguns dias depois gravei um cd com algumas canções que ninguém diria que são da Mariah e mandei pra ele.
Ele me respondeu por e-mail dizendo que tinha reconhecido algo que não esperava naquele meio de músicas, em "Looking in" especificamente. E me deu essa idéia de fazer essa inversão de papéis com as canções: transformar esse material bom porém bruto e desconhecido em matéria prima finalizada. Disse pra gravarmos com arranjos minimalistas onde a canção/melodia/harmonia e letra ficasse mais em evidência a ponto das pessoas não sentirem o peso de estarem gostando de algo que Mariah Carey fez. Apenas gostassem por se tratar de uma bela canção.
Vasco ficava impressionado com minha divisão e com meu jeito de usar voz de cabeça, sabia que eu poderia alcançar tons mais altos que o normal para alguém com voz grave. Com o tempo e um pouco do cigarro, os registros médios da voz acabaram se danificando, mas agora (quase 3 anos depois) a voz tem mostrado um retorno.
O projeto foi engavetado, assim como tantos outros (no fim das contas fizemos apenas algumas sessões de gravação de algumas canções nossas e outra aqui em casa numa bebedeira doida saiu a gravação de "Saudosismo" que está no Myspace), mas nessa onda eu fiz uma lista de músicas aproveitáveis de Mariah que encontrei num caderno antigo hoje e algumas delas estavam nesse cd.
Aproveitando o lançamento de "Memoirs of an Imperfect Angel" adicionei mais algumas à lista que eu recomendo pra quem quiser descobrir um bom repertório de uma cantora e compositora muito boa para o que se propõe, mas que infelizmente, por pressões do mercado e dos fãs, não se arrisca em nada.
- Can't let go
- Underneath the stars
- Looking in
- Daydream interlude
- Fourth of July
- Fly Away (Butterfly remix)
- Twister
- Subtle Invitation
- I wish you well
- H.A.T.E.U
- Languishing
- Fly like a bird
e outras que, se fossem reconstruídas completamente soariam bonitas também:
If it's over, Butterfly, Babydoll, Breakdown, Bliss, Crybaby, Don't stop, Yours, The one,Clown, Mine again, Love Story, The Impossible, Honey e Can't take that away são um nível avançado pra quem sentiu confiança na primeira lista.
Mas se mesmo com esse "the best of the unknown" Mariah não descer, então não tem jeito. Vamos aos Tins e Bens e Ty's. Tente Erykah Badu, Lauryn Hill ou Macy Gray - qualquer coisa que elas tiverem pra mostrar tá valendo.
Pedro.
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PedroPeter
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3:20 AM
15 Outubro 2009
startrek no infinito de bangu
Para ler ouvindo: Whatever happens
Antes do dia nascer eu me pergunto o por que da insônia ter voltado.
Quero tanta coisa. Quero nada.
Pergunto tanto e ouço poucas respostas que me valem alguma coisa.
Quando eu vou ver, milhares de coisas já se passaram, a sequência dos dias não para nunca e eu aqui, contando estrelas. Vício antigo e secreto.
Dilemas da pós adolescência que eu jurei jamais divulgar. Até por me achar adolescente a vida e obra inteira, até mesmo agora. Também não gosto da fase de criança. Quando cresce vai melhorando. Mas velho também não. Nem pra menos nem pra mais, eu sei exatamente o meu tamanho. Por isso faço mosaicos das falas dos meus personagens favoritos, aqueles que eu encarno com perfeição para os que não conhecem acharem que sou eu mesmo. Mas faço pra dizer o que eu quero dizer e não pra você vender revista, não.
Ok, tudo girando à la Leila Lopes a essa hora de la madrugada, essas abstrações (e outras inconfessáveis), as quase 40 estrelas no céu, a cama que não me deixa em paz, esse "nem-quente-nem-frio" não é do edredon nem do lençol. É meu.
Febre, certeza.
Pedro.
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PedroPeter
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4:07 AM
14 Outubro 2009
I just wanted you to know that anytime you need a friend
para ler ouvindo: The man who sold the world
Há quanto tempo eu não encontrava o Rudy pra conversar e por o papo em dia? 6 meses? 1 ano?
Aquela vez na Gambi não conta. Mesmo.
Daí que ele foi no Open House da Thay. Descambou de onde ele estava, levou a Camila e a paciência (inexistente) junto.
Chegando lá, eu na maior saudade, o cara que sempre será meu melhor amigo estaria lá...
Pois bem.
Depois de 6 meses ou 1 ano, o filho da puta me encontra e na primeira oportunidade que tem, diz que "essa vida da noite" me engordou um tanto.
Na minha cara!
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Então eu fiquei super tranquilo pois sabia que ele ainda era ele e eu ainda era eu. E (como sempre esteve) estava tudo em casa.
Pedro.
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PedroPeter
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2:53 AM
13 Outubro 2009
domingo no parque #31
Para ler ouvindo: Não sai de mim
Um pequeno passo pra mim e uma grande Gambiarra para a humanidade. Não estávamos na mesma frequência, mas garanto pra todos vocês que foi uma noite excelente para os que estavam lá.
Não é propaganda gratuita, é remorso de quem estava lá perdendo tempo com outras coisas. Será que depois de um ano eu ainda não aprendi que Gambi não se deixa passar por assuntos que podem ser deixados pra depois?
Lógico que aprendi. Tive bons momentos que me perseguem sempre dentro da festa e me encontram mesmo nas piores noites e tive momentos-alpha, que são aqueles que mexem com transmissão de energia e levam pra outro lugar.
Chegamos na Pachá e a fila estava enorme, gigante no melhor estilo Cambridge-no-feriado e ainda maior. Todo mundo ficou espantado e só havia uma pergunta que fazíamos por dentro: "Tá bom, qual é a NOSSA fila?". E a resposta apareceu rapidinho, o Chico veio esclarecer. Era uma que estava vazia, logo ali do lado da gigantesca. Entramos em tempo recorde.
Lá dentro, vi a estrutura mal pensada da Pacha. A arquitetura meio oval da casa é feia, desconfortável. A pergunta da vez era: onde vai ser o nosso canto?
Num piscar de olhos, o pai herói Gruli, veio mostrar um camarote exclusivo para nós.
Encontrei Léo, Fê, Ró, Alê Raffa Sorriso e fomos invadir a Pachá com todas as regalias. Esse vício compensa.
Mas pra mim, o vício foi outro, em outra pista. Por mais que eu ame o Trovão, eu já disse muitas vezes a ele que da pista 2 não é o meu. Mantemos a amizade sabendo das diferenças. Mas o vício me fez ver o dia amanhecer na pista 2, que ficou constantemente lotada por ser a área de fumantes a céu aberto. Perdi essa Gambi. Esse vício não compensa.
#drama addicted# (obrigado Raffa Sorriso)
De manhã, fui tentar repor o tempo perdido. Como num sonho, ela veio. A mais bonita. Me deu um beijo. Foi para me parabenizar, dizer "bem vindo de volta". Mas nem ela sabia o que era, só eu.
Outro beijo veio da morena. Foram 6 ou 8 minutos de experiência extra corporal muito bem sentidos em alpha. Como nas antigas Gambis dos corpus livres e beijos longos. E eu sempre me amarrei nela.
Pra não esquecer (sinceramente, seria inesquecível), teve um abraço dele que foi o que me fez segurar a onda. Depois eu confessei a ele dizendo que sentia paz quando o abraçava. Ele riu um pouco e disse que estava orando por mim.
Nessas horas eu penso que caí no lugar certo. No fim das contas, não importa se você tem um camarote, uma pulseira, se não pega fila, se é influente, pop ou o que for. O que importa é esse cuidado, esse respeito, essas lembranças boas. Que eu espero sempre poder retribuir.


Pedro.
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PedroPeter
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1:46 AM
12 Outubro 2009
11 Outubro 2009
domingo no parque #1 ano
ou: O balanço da bossa
para ler ouvindo: Casa
Por onde começar?
Por onde começam todas as coisas?
Já existia vida antes da Gambiarra, sem dúvida. Não existiam esses encontros com essas pessoas, culpadas por tanta coisa.
Eles começaram a partir de uma conversa descompromissada entre amigos que tinham o teatro e o antigo colégio em comum.
"Tem uma festa no centro que é pro pessoal de teatro, uma reunião, você devia ir".
Isso foi Julho de 2008, eu estava a alguns meses de ficar desempregado e não estava cursando faculdade nenhuma. Enquanto todos os meus amigos seguiam o curso da vida que eu tinha deixado claro não querer seguir sem saber quais seriam as outras opções. Mas isso cria uma pressão e uma expectativa ao redor da pessoa, a ponto de esquecerem da própria pessoa e fixarem o foco na pressão e nas expectativas.
Em Agosto de 2008, num domingo desses, eu resolvi sair de balada. Na época ainda não era baladeiro, da noite. Quando resolvia sair era pra tirar os demônios do meu mundo. Dançando: rindo, bebendo e beijando.
Acontece que muitas vezes eu caía naquelas baladas blasè, de gente vestida para o sucesso por medo do fracasso, que não dança com medo de ficar suado, segurando o drink com medo de cair, segurando a pose com medo de se deixar levar. Não era balada, era a hora do medo. Esse esquema de "gente bonita em clima de paquera" muitas vezes detonou meus (poucos) rolês.
Decidi ir pra Gambiarra com minha amiga Mayara pra ver se uma das duas pistas se encaixava na minha definição de festa. Levei um flyer de um Morte e Vida severina que eu tinha feito em 2005 pra economizar 2 reais e pagar 5 conto na entrada (desculpa Talits!), 20 reais pra beber e o coração aberto.
Estava tocando "Balancê" na pista 1. Eu dancei e fui embora pra pista 2 sabe lá Deus por que. Quando tentei voltar pra pista 1 estava tocando o Hino. Olhei da varanda pra pista e fiquei em choque com aquele transe coletivo, um misto de espanto, curiosidade e sentimento de "encontrei o lugar e as pessoas". Nunca mais deixei de ir.
Pula pra Fevereiro de 2009, véspera de Carnaval.
A Gambiarra tinha passado as férias e reaberto dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. O Carnaval estava fadado ao fracasso pois quem eu amava mais ia embora. Com isso decidi fazer a primeira superdosagem de Gambiarra por 4 noites seguidas. Foi lá que eu chorei e não procurei esconder, deixei desabar mágoa e tive a primeira certeza de que não era mais uma balada. Eu não teria saído de casa se fosse o contrário.
Pensando nessa energia diferenciada que a Gambiarra tem, no público, nos nossos rituais dominicais, criei um tópico pra celebrar nossas diferenças, O Guia Gambiarra. Foi lá que se reuniram pela primeira vez alguns dos futuros viciados mais convictos (que até então não tinham relação alguma nem na festa e nem na comunidade): Thay, Gigi, Dany e até o Miro.
Mas foi no Confessionário que tudo aconteceu. Confesso que dormi na maior noite de todas e no dia seguinte corri pra me atualizar. Deu tempo! No dia seguinte (domingo) estávamos todos viciados no Confessionário e doidos pra nos conhecer.
Quando foi no segundo mês de viciados, a comunidade bombava e eu tinha todos os meus fins de semana agendados para eles. Tudo virava motivo pra se encontrar. Não tem como fazer nossa estrada se descruzar da festa, apesar de já existir um núcleo definido dos viciados, o qual eu faço parte com muito orgulho e muito amor. São minha família e de lá euão quero sair, foi a prtir deles que a Gambi foi tomando atitudes mais firmes na minha vida: o teatro que eu sempre quis fazer, o grupo de BFF's que eu sempre quis ter, uma segunda casa...
A Gambi cresceu e a gente junto, eu também cresci. Com o tempo tive que criar maturidade dentro da balada, ouvi alguns sermões, levei tudo como experiência. Mas fiz muita merda também. Já quebrei fone de dj, já fui proibido nas cabines, já fui quase levado pra casa pela produção, já briguei com amigos e já dei pitis dignos de popstar que cobra 108 MM's amarelos no camarim e encontra um vermelho.
A Gambi passou de uma festa de poucos para muitos e de muitos para milhares. A alegria de milhares que trouxe coisas boas e coisas ruins. Uma das ruins foi a insatisfação de pessoas que com a infelicidade alheia compensam a sua própria, portanto passam a viver disso.
Estive lá quando os milicos fecharam o Cambridge, migrei na temporada da The Week, fugi de Sampa pro Rio de Janeiro e agora vou de ônibus pro Open Bar. Com um certo sofrimento? Sem dúvida, mas toda mudança deixa saudade mesmo. Por isso é bom mudar.
O que era antes que não é hoje?
Quem estava na conversa do começo que me indicou a Gambi não aproveitou 1/3 da Gambiarra que eu aproveitei e aproveito, vivencio. Ficam sempre reclamando do jeito que a festa era antes e não é mais. Muita gente vem me dizer isso, mas o que me interessava antes eu já peguei pra mim e coloquei na vida.
O que mudou realmente foi a forma de ver a vida. A sequência fui eu que fiz. Quando todo mundo resolveu fazer uma faculdade, eu resolvi fazer uma festa. É meu lema. A dor e a delícia disso só eu vou saber com o tempo.O meu tempo.
A minha faculdade vai existir, mas não no tempo imposto. Posso dormir tranquilo pois tive o privilégio de ter visto a vida por outros ângulos e não apenas pela ótica do óbvio. Isso foi a Gambi que ensinou. Pode perguntar pra Thaiane que ela confirma palavra por palavra do que eu disse.
1 ano de casa. Fico lisonjeado com alguns reconhecimentos, fico tímido com outros. Às vezes falo com o Gruli ou com a Aninha no começo da festa e fico tímido pro resto dela toda. Outras vezes vem uma música, um abraço, mandando beijo... Parece coisa de artista subir no palquinho e ver tanta gente que amo, receber tanta energia e tanto carinho de volta.
Suzi Vieira perde.
Nééé, Suzi?
Pedro.
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PedroPeter
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2:00 AM
10 Outubro 2009
nem sou o outro
Para ler ouvindo: Eu não sou eu
Bubu Lounge, muito tempo depois e eis que o bom filho à casa torna. Pela primeira vez sem Amália que no fundo sempre foi o motivo pra eu ter conseguido habitar a Bubu por tantos finais de semana seguidos (e acreditem, foram muitos em 2006). Ela e a sempre bem vinda consumação, que antigamente ainda me aguentava. Hoje eu rio na cara dos 45 consumíveis por que eu sei que não me abate mais. Com 90 a gente pode até começar a baquear, relaxar a sobrancelha e o maxilar. Menos que isso ainda fico tímido pra ir pro palco.
Mas eu saí do boteco e me mandei pra Pinheiros, atrás de Tiago, Alan e Léo. Não sei se foi o excesso de café, a falta de sono ou sei lá, mas eu estava aguçado, atiçado, respondão, inquestionável, irredutível, crítico, ácido e inacreditavelmente carismático e risonho. Se eu acordasse assim todos os dias, minha vida seria outra. Olhava para as pessoas e fazia amizade. Falava besteira e fazia amizades. Tentava besteiras e fazia super amizades. Fiz amigos e influenciei pessoas na noite. #fato.
Estava com um BFF, alguns amigos, pessoas legais, percebendo as mudanças na casa, o público novo, tentando reconhecer.
Tudo muito engraçado, tudo muito bom aparentemente. Mas as aparências enganam. Não vou explicar o que não tem explicação. Quando deixei de tentar traduzir e cheguei ao resumo final do que seria a noite, queria algum meio de comunicação pra dizer isso a ela:
"aqui hoje a noite, sentindo estar no nosso luga, o que resta agora que você não está é: você em todos os cantos e eu sozinho."
Ela em todos os lugares.
Depois disseram que eu falei mais algumas coisas e dancei outras, bebi e tomei café.
Quando? Não lembro.
Pedro.
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PedroPeter
às
1:43 AM





























